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Lar Cooperativa reúne lideranças para debater demandas estruturantes no Oeste do Paraná

Com o objetivo de somar forças com os prefeitos para buscar soluções, a Lar listou dentre as principais necessidades do Oeste: energia elétrica trifásica de qualidade para as propriedades rurais, conclusão das subestações de São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu, reservação de água da chuva e a conectividade no campo.

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A diretoria executiva da Lar Coopetiva Agroindustrial (Lar) promoveu uma reunião com os prefeitos da região Oeste do Paraná, na última quarta-feira (1º). Os convidados foram recebidos no centro administrativo da Lar, na cidade de Medianeira (PR). O encontro com representantes do poder executivo de 16 municípios foi conduzido pelo diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

“Estamos preocupados com a saúde e bem-estar das pessoas, existe muito risco de acidentes”, ressaltou Irineo ao mencionar algumas das principais demandas como faltas de terceiras pistas em trechos de rodovias estaduais, falta de acesso adequado para o Complexo Bom Jesus em Medianeira na BR-277, e principalmente a falta da duplicação de Matelândia a Cascavel, com dificuldade de acesso para Unidade Industrial de Aves que tem um fluxo diário de mais de nove mil trabalhadores, sem mencionar caminhões de carga viva, caminhões de produto acabado e terceiros que prestam serviço.

A reunião iniciou com uma apresentação da evolução histórica da Lar, década a década, as unidades produtoras e indústrias implantadas, investimentos feitos na região, geração de empregos, renda distribuída aos associados da Lar e principalmente aos integrados das atividades pecuárias, em sua maioria pequenos produtores rurais. Em sua fala, a prefeita de Itaipulândia, Cleide Inês Griebeler Prates, ressaltou: “Itaipulândia é um município que tem gerado muita renda e muito emprego por meio da Lar, tanto através da indústria, como no agro, então sempre estamos incentivando com leis específicas para o município poder cada vez mais ter esse retorno tanto em empregos quanto em impostos, e este encontro também nos permite saber das demandas e as necessidades e juntos podermos construir e reivindicar junto aos órgãos competentes, Governo do Estado, associações de prefeitos para a gente poder melhorar cada vez mais a infraestrutura, estradas e acessos para que nós tenhamos cada vez menos problemas e mais renda”.

Em números é possível citar o exemplo da avicultura, que de 2018 para 2022 a Lar dobrou o seu tamanho, saindo de um abate de 500 mil aves/dia para 1 milhão de aves/dia. O número de funcionários aumentou mais de 160%, saindo de 9.847 em 2018 para 25.390 em 2022, consolidando a Lar como a Cooperativa que mais emprega no Brasil. Na geração de renda os associados integrados da Lar (ovos férteis, frango, suínos, ovos postura) receberam em 2022 mais de R$ 450 milhões, todos os sócios um total de R$ 236 milhões entre bonificações agrícolas, sobras de balanço e depósito em conta capital e todos os funcionários receberam o 14º salário integral que soma outros R$ 48 milhões, valores esses que permanecem na região e movimentam a economia.

Com o objetivo de somar forças com os prefeitos para buscar soluções, a Lar listou dentre as principais necessidades do Oeste: energia elétrica trifásica de qualidade para as propriedades rurais, conclusão das subestações de São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu, reservação de água da chuva, conectividade no campo, conclusão do asfaltamento entre Ramilândia e Santa Helena/Missal, recapagens e acostamentos nas rodovias estaduais, terceiras pistas, acessos e áreas de desaceleração das rodovias estaduais para estradas rurais.

“Sabemos da dificuldade dos agricultores, hoje os caminhões estão maiores e a quantidade também, então precisamos de estradas, rodovias melhores para o escoamento das safras, da produção de frangos, suínos. Nós temos como direito, dever e obrigação cobrar isso dos deputados que elegemos, por serem nossos municípios aqui do Oeste que mais produzem alimentos no Paraná, então precisamos ser bem atendidos”, reforça o prefeito de São Miguel do Iguaçu, Boaventura Manoel Joao Motta.

Pela primeira vez o prefeito de Entre Rios do Oeste participa deste encontro, haja vista que a Lar agora está presente no município com uma indústria de rações: “Fiquei muito contente de ver aquilo que realmente a Lar é hoje. E para Entre Rios do Oeste é uma satisfação enorme ter a Lar com sua indústria, isso está beneficiando muito a cidade, estamos todos contentes”.

Fonte: Assessoria Lar

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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