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Lar Cooperativa reforça parceria estratégica na 4ª turma da Escola de Rações
Capacitação reforça a estratégia da cooperativa de investir em educação para qualificar equipes e fortalecer toda a cadeia produtiva.

A Lar Cooperativa celebrou importantes avanços em capacitação profissional na terça-feira (18) com o encerramento da 4ª turma da Lar Escola de Rações. Em uma cerimônia solene realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), 56 funcionários receberam certificados após concluírem a formação focada na excelência e nas melhores práticas em todo o ciclo da produção de rações.
O evento contou com a presença de familiares dos profissionais, patrocinadores da iniciativa e lideranças da Lar, que prestigiaram a conquista e destacaram a importância da capacitação contínua para o desenvolvimento da cooperativa e da região onde atua.
“Momentos como esse, onde celebramos a conclusão de um curso, felizmente, estão cada vez mais frequentes na cooperativa. Isso se deve, porque a Lar acredita e investe na educação, é o que está por trás de toda nossa trajetória e é a ferramenta que vai nos guiar para o futuro. Só assim continuaremos a ser ousados, nos permitindo evoluir ainda mais”, comentou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.
A 4ª turma da Lar Escola de Rações contou com alunos de diversas áreas de atuação da cooperativa, sendo elas: indústria de rações, fomento de aves, fomento de suínos, recria de aves, unidades produtoras de pintainhos, indústria de aves, indústria de soja, operacional de grãos e setor de compras. Essa diversidade promoveu uma rica troca de experiências entre os participantes, além de demonstrar o caráter estratégico da formação em integrar as melhores práticas sobre a cadeia produtiva, do campo à indústria.
“A conclusão do curso representa dedicação, esforço e muita vontade de crescer. A capacitação fortalece nossas equipes, melhora resultados e demonstra o compromisso da cooperativa com as pessoas. Todo o conhecimento que conquistamos será aplicado no nosso dia a dia nas unidades onde atuamos e assim todos ganham”, destacou Michele Ribeiro Caldeira, da Unidade Industrial de Rações, de Rolândia (PR), após receber o diploma do curso.
Divididos em 10 módulos, que somaram ao todo 80 horas de conteúdos especializados com alto valor técnico, a formação foi uma verdadeira jornada imersiva em todo o ciclo produtivo da ração. Entre os temas trabalhados, destaca-se a nutrição, formulação de dietas, qualidade de ingredientes, segurança alimentar, bem-estar animal, entre outros assuntos.
“Este curso não foi apenas sobre adquirir conhecimento teórico, mas também sobre entender a necessidade de inovação, de qualidade e principalmente de ética, pois o mercado é exigente e não podemos entregar nada além da excelência. Ao integrarmos as cadeias de produção da cooperativa temos uma enorme responsabilidade em nossas mãos, mas para o sucesso desse trabalho, contamos com uma equipe qualificada que busca evolução contínua e esse curso é a prova disso”, afirmou o gerente das Indústrias de Rações da Lar e coordenador da Lar Escola de Rações, Carlos Eduardo Varnier.
O curso foi desenvolvido por meio de uma parceria estratégica entre a Lar Universidade Corporativa e um seleto grupo de fornecedores, que patrocinaram os professores, materiais de ensino, premiações de incentivo, além da cerimônia de encerramento. A lista com as empresas que acreditaram e viabilizaram a iniciativa, inclui grandes nomes do setor: Safeeds, Huvepharma, BTA/Apply, Van Aarsen, Adisseo, DSM, Evonik, CJ do Brasil, De Heus e Famsun.
“A sinergia entre a Lar e nossos fornecedores está pautada em um pilar chamado confiança. Investimos juntos nessa formação porque acreditamos em um futuro ainda mais próspero para a pecuária, por meio de um sucesso compartilhado na visão de que seremos ainda melhores. Temos uma nutrição de alto padrão e os mais altos indicadores zootécnicos, mas estamos sempre em busca da melhoria contínua”, ressaltou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.
Em linha com os pilares estratégicos da cooperativa, o superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad, enfatizou o papel fundamental da educação no crescimento e eficiência da Lar. “Não temos dúvida nenhuma de que é através da educação que alcançaremos a geração e a percepção de valor por nosso associado, comunidade e clientes. Esse é um trabalho contínuo, pois entendemos que a eficiência operacional é resultado da busca por conhecimento. Somos muitos felizes com essa estratégia da cooperativa que nos guia para o sucesso.”
O sucesso da 4ª turma da Lar Escola de Rações, somada a diversas outras iniciativas que cultivam o conhecimento, configuram a Lar como uma cooperativa educadora. Um legado guiado por um único propósito: cooperar para melhorar a vida das pessoas.

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Setor produtivo do Paraná critica proposta de redução da jornada de trabalho
Grupo liderado pelo Sistema Faep alerta para aumento de custos, pressão inflacionária e impactos sobre empregos formais.

O G7 Paraná divulgou manifesto demonstrando preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no país. O grupo, formado pelo Sistema Faep, Fecomércio PR, Fiep, Fecoopar, Faciap, Fetranspar e ACP, alerta para os efeitos estruturais negativos da medida para o setor produtivo e para a sociedade.
Na avaliação do G7 Paraná, reduzir a jornada sem enfrentar entraves históricos do país, como infraestrutura logística deficitária, elevada carga tributária, complexidade regulatória e baixa qualificação, tende a elevar o custo por hora produzida, com reflexos no faturamento setorial, nos empregos formais e na massa salarial.
“A discussão precisa ser equilibrada, sem qualquer viés ideológico e/ou político. A proposta precisa ser discutida com cautela e baseada em dados técnicos”, afirma o coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos parlamentares precisam conhecer o real cenário, e não apenas buscar votos”, complementa.
Atualmente, o Brasil ocupa a 94ª posição no ranking de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre 1990 e 2024, o crescimento médio anual da produtividade atingiu apenas 0,9%, evidenciando atraso estrutural frente a outras economias, conforme pesquisa elaborada pela Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Para o G7 Paraná, esses números evidenciam o atraso estrutural do país em relação a outras economias.
“A medida vai provocar efeitos desastrosos. O aumento dos custos produtivos tende a pressionar preços, gerar inflação e comprometer empregos, afetando diretamente consumidores e trabalhadores”, destaca Meneguette.
O documento aponta possíveis efeitos, como aumento dos preços de produtos e serviços, pressão inflacionária, aceleração da automação, crescimento da informalidade, precarização das relações de trabalho e expansão da pejotização. Também há o risco de ampliação indireta da carga de trabalho, caso trabalhadores busquem atividades complementares para recompor a renda diante de eventual elevação do custo de vida.
Outro ponto de preocupação é a implementação simultânea da reforma tributária, que já representa uma reestruturação profunda no ambiente de negócios. Para as entidades, a sobreposição de mudanças amplia incertezas regulatórias e dificulta o planejamento empresarial.
“O G7 Paraná defende ampla análise técnica dos impactos, respeito às diferenças setoriais, valorização da negociação coletiva e coordenação entre política trabalhista, desenvolvimento econômico e política tributária. É preciso responsabilidade na condução desse debate”, pondera Meneguette.
Sobre o G7 Paraná
O G7 Paraná é formado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).
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Paraná e MBRF anunciam R$ 375 milhões para fortalecer produção de alimentos
Estruturado dentro do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná), o investimento visa fortalecer a cadeia de aves e suínos, promovendo o crescimento sustentável do setor no Paraná.

O Governo do Paraná e a MBRF anunciaram nesta terça-feira (24) o investimento de R$ 375 milhões para o fortalecimento da cadeia produtiva de aves e suínos no Estado. O aporte, que é o maior até o momento dentro do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná), visa impulsionar a produção de alimentos, ampliar a base de integração e fortalecer a competitividade do agronegócio paranaense.
O FIDC Agro Paraná foi criado pelo Governo do Estado e lançado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, em abril de 2025. O objetivo é alavancar até R$ 2 bilhões para o financiamento de projetos estruturantes no campo, impulsionando o agronegócio com apoio direto ao cooperativismo, à modernização tecnológica e ao fortalecimento da renda em regiões produtoras.
A iniciativa vai combinar recursos públicos e privados e prevê investimentos tanto na expansão e fortalecimento da base de produtores integrados, quanto nas unidades produtivas da companhia. Do total de recursos, R$ 300 milhões serão aportados pela MBRF, enquanto que os R$ 75 milhões restantes contarão com subsídio do Governo do Paraná, reforçando o modelo de cooperação entre setor público e iniciativa privada para fomentar a produção e o desenvolvimento regional.
A parceria com a MBRF, empresa fruto da fusão entre Marfrig e BRF, é a terceira fechada dentro desse modelo, que tem o fundo estruturado pela Fomento Paraná, instituição financeira estadual. “Para o Governo do Paraná é um orgulho consolidar mais essa parceria. É o terceiro FIDC em funcionamento. Esse sistema ajuda a alavancar novos investimentos no agronegócio, potencializa o nosso PIB e fortalece a posição do estado como supermercado do mundo”, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
A alocação do recurso prevê que 70% do montante seja destinado à integração com foco na cadeia de aves e suínos, fortalecendo a atuação de produtores parceiros e ampliando o uso de novas tecnologias no campo. Os outros 30% serão direcionados a projetos estratégicos nas unidades produtivas da companhia, contribuindo para ganhos de eficiência, produtividade e competitividade.
“Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no Paraná e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da região. Ao fortalecer a integração e a infraestrutura produtiva, valorizamos os produtores, criamos bases para o crescimento sustentável e ampliamos nossa competitividade, gerando impacto positivo no negócio e nas comunidades”, comenta o CEO da MBRF, Miguel Gularte.
O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, ressalta que o FIDC oferece a possibilidade de financiamento a juros menores. “É uma solução alternativa funcional criada pelo Governo do Paraná para impulsionar o desenvolvimento da agroindústria paranaense, que vinha sendo limitado em sua capacidade de crescimento por causa das altas taxas de juros”, disse. “Neste momento, o recurso atende principalmente cooperados e integrados, mas os benefícios devem se espraiar pela cadeia produtiva ao longo do tempo, gerando novos negócios.”
Pleno vapor
Além da MBRF, o Governo do Paraná também formalizou operações de crédito rural com a C.Vale/Sicredi, em junho de 2025, e a Seara, em dezembro do ano passado. Outras empresas e cooperativas estão com processos em análise.
No caso do primeiro FIDC, o aporte inicial foi de R$ 261 milhões destinados à construção de 96 aviários, tanques de piscicultura mais eficientes e sustentáveis, além de matrizeiros (espaços voltados à criação de aves reprodutoras, que abastecem incubatórios com pintinhos para a produção de frango de corte). A Fomento Paraná atua como cotista sênior, oferecendo estabilidade à operação. Do total investido nesta operação, R$ 52 milhões são da Fomento Paraná, R$ 112,8 milhões da C.Vale e R$ 96,2 milhões do Sicredi.
Já o investimento da Seara, junto ao Governo do Estado, foi de R$ 300 milhões. A empresa aportou ainda R$ 150 milhões dentro do programa Rota do Progresso, diretamente para investimentos em Cerro Azul, no Vale do Ribeira. O objetivo é viabilizar investimentos em aviários de frango de corte e de matrizes. O patrimônio do fundo é dividido da seguinte forma: R$ 60 milhões aportados pela Fomento Paraná e R$ 240 milhões pela Seara.
Como funciona
O FIDC Agro Paraná funciona como uma plataforma financeira onde cooperativas e empresas integradoras podem criar fundos vinculados e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e produtores integrados. O modelo permite a aquisição de máquinas, sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e transporte, entre outros itens voltados à modernização da agroindústria.
Trata-se de uma espécie de ‘fundo coletivo’ de investimento, em que diferentes agentes – como cooperativas, bancos, empresas e até o Estado – aplicam recursos financeiros para formar uma carteira robusta. Esses investidores se tornam cotistas do fundo e passam a receber rendimento proporcional à sua participação, com base no pagamento das parcelas dos financiamentos concedidos aos produtores. Já os cooperados e produtores integrados se beneficiam ao ter acesso a crédito com juros mais baixos, prazos mais longos e menos burocracia do que em instituições financeiras tradicionais.
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Brasil e Coreia do Sul avançam em negociações sanitárias para ampliar exportações agropecuárias
Reunião entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Agência de Quarentena Animal e Vegetal confirmou missão técnica para habilitação de uvas brasileiras.

Acomitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) cumpriu, na terça-feira (24), agenda oficial na cidade de Gimcheon, na Coreia do Sul, onde participou de reunião com o comissário Choi Jung-Rok da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA).
O encontro teve como objetivo dar continuidade aos compromissos políticos tratado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Lee Jae-myung, e entre os ministros da Agricultura Carlos Fávaro e Song Mi-ryung, com foco no avanço da agenda sanitária e fitossanitária entre os dois países.

(Foto: Caio Aquino/Mapa)
Durante a reunião, o lado brasileiro, liderado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MoUs) na área agrícola e reforçou a disposição do país de receber missões técnicas sul-coreanas para auditorias no Brasil.
Entre os principais avanços, foi confirmada a realização de missão técnica em setembro para inspeção in loco visando à habilitação das uvas brasileiras para exportação ao mercado sul-coreano.
Na área de proteína animal, as 15 plantas brasileiras de carne de aves, já aprovadas pelo órgão competente de segurança alimentar sul-coreano, seguem sob análise da APQA, com expectativa de resposta até meados de março.

Em relação aos ovos e ovoprodutos, a proposta de Certificado Sanitário Internacional (CSI) apresentada pelo Brasil está em análise pelas autoridades coreanas, que esperam dar um retorno em breve.
A carne suína também esteve na pauta. A ampliação do escopo para todo o território brasileiro está em avaliação, devendo o resultado ser anunciado pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia (MAFRA), possivelmente seguido de inspeção in loco. Além disso, há a intenção de realização, no segundo semestre, de missão para habilitar seis estabelecimentos brasileiros (três de carne suína e três de farinhas).
Já a carne bovina foi tratada como prioridade pela delegação brasileira, que defendeu a realização de auditoria técnica e reiterou a disposição do país em receber a missão coreana o quanto antes.



