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Lar Cooperativa lança Programa Felicidade Interna do Cooperativismo para o Centro Administrativo
O programa FIC é com base em indicadores para medir a felicidade das pessoas, trazendo a necessidade de entender a comunidade onde se está inserido, suas atitudes individuais e nove dimensões.

Alegria e descontração fizeram parte da programação que a Lar ofereceu para os seus mais de 600 funcionários do Centro Administrativo na última sexta-feira (24/3). O encontro, que ocorreu no Lar Centro de Eventos em Medianeira (PR), marca o lançamento oficial do Programa FIC – Felicidade Interna do Cooperativismo, promovido pela Lar em parceria com o Sescoop/PR e a Pluricoop para os colaboradores da Cooperativa.
O programa FIC é com base em indicadores para medir a felicidade das pessoas, trazendo a necessidade de entender a comunidade onde se está inserido, suas atitudes individuais e nove dimensões: Padrão de Vida, Saúde, Vitalidade Comunitária, Governança, Meio-Ambiente, Uso do Tempo, Cultura, Bem-estar e Educação. “Esse programa vem de encontro com tudo aquilo que a Cooperativa tem feito ao longo da sua caminhada para a melhoria contínua e valorização das pessoas”, afirmou o diretor 1º vice-presidente Diogo Sezar de Mattia durante a abertura do evento. O dirigente estimulou a participação do público e salientou que a Lar enxerga cada colaborador como uma pessoa valorosa, o verdadeiro capital humano que a Cooperativa tem.
Cristiane Tomiazi, da Pluricoop, explicou ao público as etapas do programa, que inicialmente teve a capacitação dos felicitadores (funcionários que representam as demais áreas e fomentam o FIC entre os colegas), evento de lançamento do Programa (ocorrido na sexta-feira), aplicação do diagnóstico, workshops de melhoria, definição de plano de ação e processo de acompanhamento. O superintendente Administrativo-Financeiro, Clédio Marschall, reforçou a importância da sinceridade de cada colaborador na etapa seguinte ao responderem um questionário detalhado de diagnóstico. Existe toda uma preservação da identidade do colaborador, que recebe um link para resposta sem ser identificado, e com perguntas que contemplam a vida pessoal, familiar, no trabalho e na comunidade. “Queremos cada vez mais criar um clima de felicidade no ambiente de trabalho. Para saber o que demandamos melhorar, precisamos saber onde estamos, e assim aprimorar continuamente conforme descrito em nossa política de gestão”, afirmou Clédio. O superintendente mencionou que na Lar o programa FIC já foi implantado em Céu Azul em 2022, com trabalhadores da Unidade Industrial de Soja e Unidade de Processamento de Ovos, com muito sucesso e agora o segundo grupo contemplado são os funcionários do centro administrativo, mais de 600 pessoas. Após responderem o diagnóstico, cada funcionário recebe o seu resultado com os seus indicadores de felicidade e se existem pontos de atenção, o compilado das médias gerais vai para a gestão da Cooperativa elaborar seu plano de melhorias no ambiente de trabalho.
A recepção já contemplava o grupo Espaço Sou Arte, que fizeram apresentações artísticas e culturais no decorrer da tarde, promovendo um clima agradável entre o público. Na chegada cada participante era convidado a pintar um quadro coletivo, uma expressão dos funcionários sobre felicidade na tela de pintura. O evento fez alusão de que cada indivíduo nasce uma tela em branco, e com o passar do tempo vai escolhendo os traços, cores, direções que vão pintando a sua história, erros e acertos que tornam a sua obra única.
O lançamento do FIC contou com a presença do diretor 1º vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia; do diretor 2º vice-presidente, Urbano Inacio Frey; do superintendente Administrativo-Financeiro, Clédio Roberto Marschall; superintendente de Negócios Agrícolas, Vandeir Conrad; superintendente de Suprimentos e Alimentos, Jair Meyer; representando o Sescoop/PR, Luis Henrique Zanon Franco de Macedo; e representando a Pluricoop, Cristiane Tomiazzi e Bia Tomiazzi.

Colunistas
Cooperativismo ganha destaque em meio a incertezas políticas
Modelo é apontado como alternativa para gerar renda fortalecer cadeias produtivas e promover desenvolvimento.

O cenário eleitoral brasileiro, em especial no atual ciclo, revela um ambiente de incerteza que ultrapassa o natural dinamismo da democracia e adentra um terreno de inquietação institucional e econômica. A ausência de propostas consistentes, aliada à superficialidade dos debates, fragiliza a capacidade do eleitor de exercer uma escolha plenamente consciente. Em meio a narrativas muitas vezes desconectadas da realidade fiscal do País, temas estruturantes, como as reformas administrativa, tributária e previdenciária, permanecem relegados a um plano secundário, quando deveriam ocupar posição central no debate público.
A condução responsável da gestão pública exige coragem para enfrentar questões impopulares, porém indispensáveis. O Estado brasileiro, marcado por elevado custo e baixa eficiência, tornou-se insustentável diante das demandas da sociedade. A racionalização da máquina pública, o controle rigoroso dos gastos e a avaliação de desempenho no setor público são medidas inadiáveis para conter a trajetória crescente das despesas e restabelecer o equilíbrio fiscal. Sem isso, compromete-se não apenas o presente, mas sobretudo as perspectivas de desenvolvimento das futuras gerações.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
Paralelamente, a necessidade de uma reforma administrativa, política e previdenciária ampla e racional se impõe como condição essencial para estimular o ambiente produtivo. A reforma tributária que está em fase de implementação não equacionou nem a carga excessiva, nem a complexidade, inibindo a geração de empregos e reduzindo a competitividade da economia brasileira. A defesa do setor produtivo passa, inevitavelmente, pela simplificação tributária e pela rejeição de qualquer tentativa de ampliação de impostos, medida que apenas agravaria o já oneroso cenário enfrentado por trabalhadores e empreendedores.
Nesse contexto, o cooperativismo brasileiro reafirma sua relevância como modelo econômico e social capaz de promover desenvolvimento com inclusão. Fundamentado na gestão democrática, na participação coletiva e na distribuição equitativa de resultados, o cooperativismo oferece uma alternativa sólida frente às instabilidades do ambiente político e econômico. Ao fortalecer cadeias produtivas, nos meios rural e urbano, contribui diretamente para a geração de renda, a fixação do homem no campo e o desenvolvimento regional sustentável.
O setor primário, em particular, depende de políticas públicas consistentes e de investimentos em infraestrutura para alcançar seu pleno potencial. As deficiências logísticas, localizadas fora da porteira, comprometem a competitividade do agronegócio brasileiro e reduzem a eficiência de um dos segmentos mais dinâmicos da economia nacional. Nesse sentido, é fundamental que os candidatos assumam compromissos claros com o fortalecimento da agricultura e com a melhoria das condições estruturais do País.
Além dos desafios econômicos, o processo eleitoral exige maturidade democrática. O respeito às instituições, às regras do jogo e à diversidade de opiniões é condição indispensável para a estabilidade social. O enfraquecimento dos partidos políticos, a infidelidade partidária e a prevalência de interesses circunstanciais evidenciam fragilidades históricas da democracia brasileira que precisam ser enfrentadas com responsabilidade e compromisso ético.
Superado o período eleitoral, a realidade se impõe de forma incontornável. O futuro governante terá diante de si a necessidade de abandonar discursos e enfrentar, com pragmatismo, a complexa situação fiscal do País. As reformas estruturais deixarão de ser uma opção e passarão a ser uma exigência para garantir a governabilidade e a retomada do crescimento econômico.
Diante desse cenário, o cooperativismo segue como um pilar de equilíbrio, capaz de contribuir para a construção de um Brasil mais justo, eficiente e sustentável. Ao promover a união de esforços em torno de objetivos comuns, reafirma valores essenciais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento econômico e social do País.
Notícias
Mapa define regras para credenciamento de empresas em monitoramento de grãos
Instituições devem apresentar metodologia detalhada com uso de inteligência artificial para participar dos testes.

As instituições que prestam serviços em sistemas de verificação agrícola, monitoramento e conformidade de grãos, e que desejam se credenciar conforme a Portaria SDI/MAPA nº 739, devem submeter, previamente, a metodologia detalhada a ser utilizada no teste de bancada para a classificação de culturas e cálculo de produtividade. A metodologia será analisada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Foto: Secom
A metodologia, que deve ser enviada por e-mail em língua portuguesa, precisa incluir uma descrição com todos os passos de processamento nos quais os arquivos passarão, desde a entrada até a saída com os resultados. Além disso, deverão ser adicionados diagramas que ilustrem detalhadamente o fluxo de infraestrutura do ambiente utilizado, bem como um relatório de acurácia dos modelos de inteligência artificial, com os seguintes indicadores: R² (coeficiente de determinação) e Score CV (pontuação de validação cruzada).
O documento cadastrado deverá ser assinado pelo responsável legal da empresa, acompanhado de uma declaração de responsabilidade, referente a utilização do mesmo processo detalhado durante o teste de bancada. Vale ressaltar que não serão permitidas alterações na metodologia após a sua submissão.
Os testes poderão ser agendados para ocorrerem no período de 22 de abril a 22 de maio de 2026. A documentação necessária para os testes de prova de conceito e dúvidas deverão ser enviadas para o e-mail infraestrutura.VMG@agro.gov.br até o dia 15 de maio de 2026.
Notícias
SIAVS 2026 destaca nutrição animal como motor da eficiência no agro
Evento reúne empresas com tecnologias voltadas à produtividade custo e qualidade na produção de proteínas.

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), que será realizado de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), destacará o papel estratégico da nutrição animal na evolução da cadeia produtiva. Em um cenário cada vez mais orientado por eficiência e precisão, o segmento chega ao evento com soluções que impactam diretamente produtividade, custo e qualidade dos alimentos.
Apenas do segmento de nutrição animal são quase 40 empresas, incluindo fabricantes de rações, premixes, núcleos, aditivos e ingredientes. O grupo reúne empresas com atuação nacional e internacional, apresentando tecnologias aplicadas à produção de aves, suínos, bovinos e outras proteínas.
As soluções refletem uma nova etapa da produção animal, mais orientada por dados, controle e desempenho. Entre os destaques estão formulações de alta precisão, aditivos funcionais, estratégias para ganho de conversão alimentar e ferramentas que ampliam a eficiência nutricional em diferentes sistemas produtivos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva” – Foto: Divulgação/Alimenta
Mais do que um insumo, a nutrição se consolida como vetor de competitividade. No SIAVS, essas tecnologias estarão inseridas em um ambiente que integra toda a cadeia produtiva, permitindo que produtores e agroindústrias visualizem, de forma prática, como a nutrição se conecta ao resultado final.
Essa integração fortalece o posicionamento do evento como espaço de negócios e de atualização técnica, ao aproximar empresas de nutrição de seus clientes diretos, produtores, cooperativas e agroindústrias, em busca de soluções aplicáveis ao dia a dia da produção. “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente que favorece a troca de conhecimento e a geração de negócios”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
A programação técnica do evento também abordará temas relacionados ao segmento, com discussões sobre inovação, eficiência produtiva, sustentabilidade e tendências de mercado.
O SIAVS 2026 ocupará 45 mil metros quadrados, crescimento de 65% em relação à edição anterior, e deverá reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.



