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Lar Cooperativa cresce 27% mesmo em um 2022 desafiador; Irineo da Costa Rodrigues é reconduzido à presidência

Mais de 900 pessoas acompanharam a prestação de contas referente o ano de 2022, em sua maioria famílias associadas, evidenciando o forte envolvimento dos jovens e mulheres na cooperativa.

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A Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Lar Cooperativa Agroindustrial foi realizada na manhã de terça-feira (31) nas dependências do Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR). Mais de 900 pessoas acompanharam a prestação de contas referente 2022, em sua maioria famílias associadas, evidenciando o forte envolvimento dos jovens e mulheres na cooperativa.

Dentre os principais assuntos da ordem do dia estavam a apresentação do relatório e balanço de 2022, orçamento 2023, destinação das sobras do exercício, eleição e posse dos membros do Conselho de Administração para a gestão 2023/2026 e Conselho Fiscal para gestão 2023. Todos os itens foram aprovados por unanimidade. “A Lar tem conseguido se adequar com agilidade para superar os anos difíceis por estar ancorada no pilar Educação, com seus diversos programas que tem se traduzido em ganhos de maior produtividade, com reflexos diretos nos ganhos financeiros”, afirmou o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues em sua mensagem na abertura dos trabalhos, ao mencionar a frustração de 80% da lavoura de soja na safra 2021/22 e os altos custos de produção.

Conselho de Administração 2023/2026 – Fotos: Divulgação/Lar

Conselho Fiscal 2023

Rodrigues foi reconduzido à presidência do Conselho de Administração, que terá ainda como diretor 1° vice-presidente Diogo Sezar de Mattia (São Miguel do Iguaçu), o diretor 2° vice-presidente Urbano Inacio Frey (Itaipulândia), além dos conselheiros Adriano José Finger (Distrito de São Roque – Santa Helena), André Luiz Périco (São Miguel do Iguaçu), Michael Adriano Rosso (Santa Helena), José Carlos Colombari (São Miguel do Iguaçu) e Jakson Demétrio Lamin (Matelândia).

Foram eleitos e empossados para integraram o Conselho Fiscal como conselheiros efetivos Evandro Scheid Behenck (Santa Terezinha de Itaipu), Douglas Castro Taube (Missal) e Jackson Holler (São Miguel do Iguaçu); e como suplementes Vanessa Anderson (Matelândia), Alfonso Pedro Eidt (Ponta Porã) e Diego Engelmann (Itaipulândia).

Resultado

A Lar apresentou um crescimento de 27% no faturamento bruto, que encerrou 2022 em R$ 21,59 bilhões e um resultado financeiro muito semelhante ao ano anterior, na ordem de R$ 722 milhões. Foi aprovado também a distribuição das sobras de balanço, que serão pagas na próxima segunda-feira (06).

Renovação e emoção

Um momento marcante da AGO foi a homenagem ao agora ex-diretor Lauro Soethe, que durante o evento encerrou seu mandato como diretor 1º vice-presidente e decidiu não continuar como membro da Diretoria Executiva. “Achei por bem propor a minha não continuidade, abrindo espaço, para que de forma natural alguém mais jovem possa compor a diretoria e fazer uma sucessão na cooperativa”, declarou Soethe, após encerrar um ciclo de 20 anos como diretor da Lar, e 40 anos de Lar Cooperativa se contabilizado o período que iniciou como funcionário em 1983.

Lauro Soethe, foi homenageado ao encerrar um ciclo de 20 anos como diretor da Lar, e 40 anos de Lar Cooperativa se contabilizado o período que iniciou como funcionário em 1983

Lauro Soethe expressou sua gratidão por ter contribuído em um período de tanto crescimento na Lar e continua como membro do Conselho Consultivo. Em seu lugar assumiu Diogo Sezar de Mattia, associado pela Unidade de São Miguel do Iguaçu e que já era membro do Conselho de Administração.

Durante a Assembleia também foram homenageados os funcionários que completaram 40, 35, e 25 anos de dedicação e trabalho na Lar Cooperativa Agroindustrial.

Principais números

A Lar Cooperativa encerrou 2022 com 13.004 associados e continua sendo a cooperativa singular que mais emprega no país, com 25.390 colaboradores.

Em insumos agrícolas comercializados a Lar cresceu 43% em relação ao ano anterior e recebeu mais de 60 milhões de sacas de milho.

Na avicultura ampliou a produção de pintainhos próprios em mais de oito milhões de ovos férteis/mês e consolidou o abate de mais de um milhão de aves/dia.

E na suinocultura foram produzidos mais de 971 mil leitões no ano.

Por fim, na logística houve renovação e ampliação da frota própria.

Visão de Futuro

Mais de 900 pessoas acompanharam a prestação de contas referente o ano de 2022

“Somos desafiados a mostrar ao mundo que temos uma agricultura consciente, um agronegócio sustentável”, declarou o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues ao mencionar que as práticas ESG (ambiental, social e governança) continuam sendo prioridade na Lar, colocando a cooperativa em uma posição de vanguarda, mas que cada vez mais precisam ser comunicadas aos clientes e consumidores finais.

O relatório de balanço apresentado destaca as ações da Lar em 2022 no âmbito ESG.

Dentre as autoridades que prestigiaram da AGO 2023 estiveram o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, superintendente do Sescoop-PR, Leonardo Boesche, presidente da Cotriguaçu e Copacol, Valter Pitol e pelo prefeito de Medianeira, Antônio França.

Fonte: Ascom Lar

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Foto: Divulgação

Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Foto: Divulgação

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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