Avicultura Cooperativismo
Lar assume unidade de aves e fábrica de rações e anuncia investimento de R$ 60 milhões
Abate pode ser estendido aos sábados com ampliação de 20% na capacidade atual, gerando 400 novos empregos

A Lar Cooperativa Agroindustrial, com sede em Medianeira, assumiu na manhã de segunda-feira (04) o comando da unidade industrial de aves da Copagril, instalada em Marechal Cândido Rondon, e da fábrica de rações, no município de Entre Rios do Oeste, no Paraná. A unidade de aves e a fábrica de rações antes pertencentes à cooperativa agroindustrial rondonense foram vendidas em novembro do ano passado à Lar, após um projeto de intercooperação entre ambas as cooperativas.
O ato de transmissão de comando contou com a presença dos diretores presidentes da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, demais diretores das duas cooperativas, prefeitos e lideranças. O evento, restrito a poucas pessoas devido às normas de prevenção à Covid-19, aconteceu no mais novo frigorífico da Lar.
Com mais esta planta, a Lar passa a abater aves em quatro unidades: Matelândia, Cascavel, Rolândia e Marechal Rondon. As 925 mil aves abatidas ao dia fazem a Lar ocupar o 4º lugar no abate de frangos no Brasil, atrás da BRF, JBS e Aurora.
A aquisição de ativos da Copagril pela Lar foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme publicado no Diário Oficial da União no último dia 29. A aquisição também contempla máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, contratos de produção avícola com parceiros integrados, bem como a unidade industrial de abate de aves e a unidade industrial de rações. O valor da operação não foi divulgado pelo Cade, mas, de acordo com informações da Lar, foi na ordem de R$ 410 milhões.
Investimento
O diretor-presidente da Lar anunciou durante a solenidade R$ 60 milhões de investimento nas duas plantas industriais. “Sabendo da enorme responsabilidade, nós já nascemos aqui com 2.150 funcionários. Certamente estamos entre as empresas que mais empregam nesta cidade e agora com tudo organizado e uma transição feita da melhor forma. Deixo o reconhecimento à Copagril, pois em um ano e meio de conversações chegamos à intercooperação. Lar e Copagril farão juntas muitas atividades”, destacou. 
Segundo Rodrigues, na avicultura o aumento de aviários e de integrados sempre terá o entendimento entre as duas cooperativas. Ele salientou que o quadro de funcionários da Copagril permanece. “Mantém e amplia, pois o que a Lar mais precisa é gente para trabalhar. Somos a cooperativa que mais emprega no Brasil. Temos 20.700 funcionários a partir de segunda e precisamos de todos, porque são pessoas que foram treinadas e escolhidas pela Copagril”, enalteceu.
“Existe aqui um represamento de pessoas que querem produzir mais frango, como também produtores que desejam entrar na atividade e a Lar tem essa capacidade imediata de produzir mais frango sem ampliar aqui. Diríamos que com alguns investimentos nessa planta nós vamos poder abater mais, quem sabe até aos sábados, o que em Matelândia e Cascavel já acontece. Vamos dar atenção à área de frios para produzir mais e estocar, além da necessidade de resolver o gargalo de água, o que gera um investimento inicial de R$ 20 milhões. Outra questão é que se abatermos aos sábados aumentaremos em 20% a capacidade de abate, então precisaremos mais 20% de frango e mais 400 funcionários, e isso está nos planos da Lar”, ressaltou.
Rodrigues disse que a intenção é fazer isso no curto prazo. “Se eventualmente houver frango em excesso aqui, no começo podemos abater em Cascavel ou Matelândia até ampliar aqui. É um pouco da história do ovo e da galinha, o que vem primeiro? Não adianta aumentar a capacidade da planta se ainda não tem frango no campo, então a produção de frango é a primeira a começar para a partir de então ampliar a indústria”, salientou, revelando que o objetivo futuro é dobrar o abate de aves, que hoje é de 170 mil ao dia.
Fábrica de rações
No que tange à fábrica de rações em Entre Rios do Oeste, o diretor-presidente da Lar anunciou um investimento imediato de R$ 40 milhões. “A fábrica será exclusiva para frango, inclusive como se produz ração farelada e não peletizada vamos fazer com que a indústria de Entre Rios do Oeste produza ração farelada para toda a Lar na fase inicial e a ração peletizada vamos trazer de Santa Helena ou Medianeira. A ração peletizada dá mais eficiência na conversão alimentar, depois vamos colocar duas peletizadoras importadas em Entre Rios do Oeste para no curto prazo termos a farelada e a peletizada também”, detalhou, informando que os equipamentos seriam entregues em Medianeira, mas haverá remanejamento para Entre Rios do Oeste.
Ele comentou que no momento há deficiência de energia elétrica para a indústria de rações de Entre Rios do Oeste. “É algo que já vem sendo trabalhado e nos parece que pelo mês de abril ou maio a subestação estaria reforçada. Aí, cabe à Lar puxar uma linha com maior potência para poder rodar essa indústria. Nossa expectativa é de que a médio prazo, em torno de meio ano, possamos ter essa indústria em condições de produzir mais ração”, pontuou.
Receptividade
Rodrigues assegura que os prefeitos da microrregião acolheram muito bem a intercooperação entre e Lar e Copagril, mas enaltece que a parceria é exclusivamente na atividade avícola. “No começo acredito que foi uma surpresa para todos, por ser um negócio que vinha sendo tratado há um ano e meio entre as diretorias das duas cooperativas. Uma das partes do negócio era o acordo de confidencialidade porque o mercado precisa receber a notícia quando ela vai efetivamente acontecer, e não a expectativa de notícia. Quando os prefeitos souberam nós fomos procurá-los. Em algumas cidades houve mudança de comando, em outras não”, mencionou.
No que se refere aos associados, o diretor-presidente da Lar reforçou que os associados da Copagril permanecem trabalhando com a cooperativa rondonense, enquanto outros podem entrar como Lar. “Não há nenhuma dificuldade nos produtores ingressarem como Copagril, modelo utilizado pela Central Aurora com as suas filiadas. Buscamos este modelo de relação fiscal, com notas fiscais sem prejuízo para o associado Copagril”, explicou, ampliando: “As notas fiscais permanecem emitidas para Marechal Rondon e Entre Rios do Oeste. O Serviço de Inspeção Federal (SIF), Cade e outros registros necessários foram aprovados em tempo recorde. Queremos ter mais unidades para produzir ovos férteis, serão construídos mais aviários, abatidas mais aves, o que vai gerar mais empregos, aumentar o faturamento e arrecadar mais impostos que continuarão nos dois municípios”, evidenciou Rodrigues.
Copagril
O diretor-presidente da Copagril, por sua vez, destacou que a intercooperação com a Lar ocorre para o crescimento da atividade avícola. “A Copagril vai crescer em todas as outras atividades. Há projeção, investimentos e melhorias para este e aos próximos anos. A intercooperação com a Lar vai proporcionar oportunidades em outras atividades”, projeta.
Segundo Chapla, há um frigorífico em Toledo que abate filé de tilápia e a intenção é ampliar o leque de atividades. “A microrregião tem potencial para isso. Trabalhamos, temos conversas há muito tempo com duas cooperativas que estão muito bem estruturadas na área de peixes e não descartamos parceria nos próximos meses para incrementar essa atividade na nossa área de atuação”, declarou.
Ele disse que nos primeiros dias devem ocorrer ajustes na indústria de esmagamento de soja comprada em leilão para, quem sabe, ser colocada em funcionamento em quatro meses. “Será um ano de muitos ajustes e melhorias, com investimento expressivo nessa indústria. Na área de grãos teremos ampliação em várias unidades. Projetamos grandes investimentos na suinocultura e na atividade de leite, das quais nunca nos descuidamos. Temos capacidade e trabalharemo para gerar aos associados mais oportunidades e fontes de renda. Na avicultura podemos até dobrar produção e abate de frango que nossa coirmã Lar se compromete em absorver a produção dos avicultores associados da Copagril”, finalizou.

Avicultura
Brasil entra pela primeira vez no top 10 mundial de consumo per capita de ovos
Brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026.

A avicultura de postura encerra 2025 em um ciclo de expansão, sustentado sobretudo pelo avanço do consumo doméstico e por uma mudança clara no comportamento alimentar da população. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Caso isso se confirme, o Brasil vai integrar, pela primeira vez, o ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

Essa escalada do consumo é resultado da maior oferta nacional, que deve chegar a 62,250 bilhões de unidades em 2025, com perspectiva de atingir 66,5 bilhões de ovos em 2026, da combinação entre preço competitivo, conveniência e maior confiança do público no valor nutricional do alimento. “O consumidor busca alimentos nutritivos, com boa relação custo-benefício e que se adaptem ao dia a dia. O ovo entrega exatamente esses três pilares, por isso que deixou de ser apenas um substituto de outras proteínas e consolidou espaço definitivo no cotidiano das famílias. Hoje, participa muito mais do café da manhã dos brasileiros. É uma mudança cultural motivada pela acessibilidade do produto e por seu preço extremamente competitivo frente a outras proteínas, como a bovina”, evidencia o diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert, destacando que a expansão também se deve do ciclo recente de investimentos dos produtores em aviários mais modernos, mecanização e tecnologias de automação, que têm elevado eficiência e produtividade em várias regiões do País.
O profissional reforça que a maior segurança do consumidor em relação ao alimento tem base em evidências científicas mais robustas, aliadas ao esforço de comunicação do setor e do próprio IOB na atualização de informações e combate a mitos históricos. “Há quase duas décadas, o Instituto Ovos Brasil atua na promoção do consumo e na educação nutricional, período em que registrou avanço significativo na percepção pública sobre o alimento. Contudo, as dúvidas relacionadas ao colesterol ainda existem”, pontua, acrescentando: “A ciência evoluiu e já demonstrou que o impacto do colesterol alimentar é diferente do que se acreditava no passado. Essa informação vem ganhando espaço de maneira consistente”, afirma Herbert.
Preço competitivo sustenta consumo
O preço segue como um dos principais vetores da expansão do consumo. Para Herbert, a combinação entre custo acessível, praticidade de preparo e alto valor nutricional reforça a competitividade do produto. “É um alimento versátil, de preparo rápido e com uma lista extensa de aminoácidos. Essa soma faz com que o ovo esteja cada vez mais presente nas mesas dos brasileiros”, avalia.
Exportações sobem mais de 100% em 2025

Diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert: “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”- Foto: Arquivo OP Rural
Embora ainda representem uma fatia pequena da produção nacional, as exportações ganham tração. A ABPA projeta até 40 mil toneladas exportadas em 2025, um salto de 116,6% frente às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o volume pode avançar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o previsto para este ano.
Herbert exalta as aberturas de mercados estratégicos, com os Estados Unidos se destacando no primeiro semestre de 2025, e o Japão se consolidando como comprador regular. Chile e outros países da América Latina mantêm presença relevante, enquanto acordos com Singapura e Malásia ampliam o alcance brasileiro. Um dos marcos de 2025 foi o avanço dos trâmites para exportação à União Europeia, que deve ter peso crescente a partir de 2026. “Mesmo exportando cerca de 1% da produção, o volume é significativo porque o Brasil figura entre o quarto e o quinto maior produtor do mundo. Estamos preparados para ocupar um espaço maior no mercado global”, enaltece Herbert, destacando que a reputação do País em biosseguridade fortalece essa competitividade.
Custos seguem incertos
O cenário para ração, energia, embalagens e logística segue desafiador. Herbert aponta que prever alívio em 2026 é praticamente impossível, dada a forte dependência de insumos dolarizados como milho e farelo de soja. “O câmbio é um dos fatores que mais influenciam o custo dos grãos, tornando qualquer projeção extremamente difícil”, diz.
A estratégia do setor permanece focada em eficiência interna e gestão de custos, enquanto aguarda maior clareza do mercado internacional.
Avanço em programas sociais e políticas públicas
O IOB também fortaleceu ações voltadas ao acesso ao ovo em 2025. A entidade participou de eventos educacionais e doou materiais informativos, reforçando o papel da proteína na segurança alimentar. “A campanha anual do Mês do Ovo ampliou visibilidade e estimulou inserção do produto em programas de alimentação pública, como merenda escolar”, ressalta Herbert, enfatizando que ampliar o consumo em iniciativas sociais é prioridade. “Seguimos trabalhando para facilitar o acesso da população a um alimento completo, versátil e nutritivo”.
Combate à desinformação
A comunicação permanece entre os maiores desafios. Em um ambiente de excesso de informações, o IOB aposta em estratégias digitais e parcerias com nutricionistas, educadores e influenciadores de saúde para alcançar públicos emergentes, como pais de crianças, praticantes de atividade física e pessoas em transição para dietas mais equilibradas. “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”, afirma o diretor.
Um setor mais organizado e unido
Herbert destaca que o IOB vive um momento de fortalecimento institucional, com crescimento no número de associados e maior representatividade dos principais estados produtores. “Estamos no caminho certo. Trabalhamos para estimular a produção legalizada, reforçar cuidados sanitários e aproximar o produtor, além de orientar consumidores e profissionais de saúde”, salienta.
Avicultura
Países árabes impulsionam exportações brasileiras de carne de frango em 2025
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita figuram entre os principais destinos, contribuindo para novo recorde de volume exportado pelo setor, que superou 5,3 milhões de toneladas no ano.

Dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, estiveram entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango em 2025. Os Emirados foram o maior comprador, com 479,9 mil toneladas e aumento de 5,5% sobre 2024. A Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os destinos internacionais, com aquisições de 397,2 mil toneladas e alta de 7,1% sobre o ano anterior.
As informações foram divulgadas na terça-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o Japão foi o segundo maior comprador da carne de frango do Brasil, com 402,9 mil toneladas, mas queda de 0,9% sobre 2024, a África do Sul foi a quarta maior importadora, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas vieram em quinto lugar, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Foto: Jonathan Campos
A ABPA comemorou o resultado das exportações em 2025, que foram positivas, apesar da ocorrência de gripe aviária no País. As vendas ao exterior somaram 5,324 milhões de toneladas, superando em 0,6% o total exportado em 2024. O volume significou um novo recorde para as exportações anuais do setor, segundo a ABPA. Já a receita recuou um pouco, em 1,4%, somando US$ 9,790 bilhões.
“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota divulgada.
Avicultura
Exportações de ovos crescem mais de 121% e batem recorde histórico em 2025
Setor supera 1% da produção nacional exportada e amplia presença em mercados de maior valor agregado.

As exportações brasileiras de ovos, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal
A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.
No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
(+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%). “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, afirma Santin.



