Conectado com

Notícias

Lar amplia oportunidades de trabalho com expansão das operações

Cooperativa mantém vagas em unidades industriais e diferentes áreas de atuação, acompanhando o crescimento das atividades no Sul do Brasil.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

De uma pequena cooperativa fundada por 55 produtores no Oeste do Paraná a uma das maiores cooperativas do agronegócio brasileiro. Ao longo de mais de seis décadas, a Lar Cooperativa Agroindustrial consolidou uma trajetória de diversificação, industrialização e expansão em diferentes regiões e cadeias produtivas. Hoje, a cooperativa reúne cerca de 17 mil famílias associadas e mais de 27 mil funcionários, atuando em um sistema integrado que conecta o campo, a indústria e o mercado.

Foto: Divulgação/Lar

A estrutura envolve desde tratamento de sementes, insumos, assistência técnica, recebimento e armazenagem de grãos até a industrialização, produção de rações, cadeias completas de aves, suínos e peixes, logística e a atuação da Lar Credi no cooperativismo de crédito. Um sistema verticalizado que integra diferentes atividades, regiões e negócios dentro de uma mesma lógica cooperativista, levando hoje os produtos da Lar para mais de 100 países.

Com operações no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraguai, a Lar vive um momento de fortalecimento de suas operações industriais, ampliação geográfica e expansão de suas atividades ligadas à produção de proteína animal.

Oportunidades

Esse movimento também amplia a necessidade de profissionais em diferentes áreas de atuação e níveis de formação. Atualmente, a cooperativa possui oportunidades em diversos setores, com destaque para as unidades industriais de aves localizadas em Matelândia, Cascavel, Marechal Cândido Rondon e Rolândia, no Paraná, além da unidade de Nova Araçá, no Rio Grande do Sul.

A dimensão operacional da Lar também se reflete na diversidade de oportunidades existentes dentro da cooperativa. As atividades envolvem desde operações industriais, manutenção e logística até áreas administrativas, tecnologia, assistência técnica, produção, gestão, inovação e relacionamento com produtores.

Mais do que acompanhar o crescimento das operações, esse modelo também carrega uma responsabilidade permanente com as pessoas e com os territórios onde a cooperativa está presente. Uma visão ligada aos princípios do cooperativismo, que compreendem desenvolvimento econômico aliado à formação humana, educação, participação e interesse pela comunidade.

Educação

Dentro dessa construção, a educação sempre ocupou espaço central na trajetória da Lar. Ao longo dos anos, a cooperativa ampliou programas de capacitação, formação técnica e desenvolvimento profissional, fortalecendo iniciativas como a Lar Universidade Corporativa, criada para apoiar a evolução contínua de funcionários e lideranças em diferentes áreas de atuação.

Em uma estrutura que reúne atividades tão distintas e interligadas, pessoas seguem sendo o elemento que conecta tudo. São elas que movimentam as indústrias, acompanham produtores, operam processos, desenvolvem soluções, organizam equipes, sustentam relacionamentos e ajudam a transformar o crescimento da cooperativa em desenvolvimento para milhares de famílias e comunidades.

Propósito

Por isso, mais do que buscar profissionais para ocupar funções específicas, a Lar procura pessoas que desejem construir trajetória dentro de um ambiente que carrega responsabilidade, aprendizado, evolução e propósito compartilhado.

Em um agronegócio cada vez mais tecnológico, integrado e estratégico para o Brasil e para o mundo, cooperativas como a Lar passaram a demandar profissionais das mais diferentes áreas, preparados para atuar em uma estrutura dinâmica, conectada e em constante transformação.

As oportunidades disponíveis podem ser consultadas diretamente pelos canais oficiais da cooperativa ou pelo e-mail [email protected].

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural

Notícias

Dependência externa expõe mercado de fertilizantes à alta de custos e riscos de desabastecimento

Escassez de enxofre, aumento da demanda da indústria de baterias e pressão logística elevam a volatilidade dos insumos e reforçam a necessidade de planejamento nas compras.

Publicado em

em

Foto: Claudio Neves

A combinação entre instabilidade no mercado internacional de insumos, dependência das importações e pressão sobre matérias-primas estratégicas já afeta a cadeia de fertilizantes e tende a aumentar os custos da produção agrícola no Brasil. A avaliação é de Marcelo Soto, bacharel em Administração com especialização em Gestão Estratégica e Planejamento.

Marcelo Soto, bacharel em Administração com especialização em Gestão Estratégica e Planejamento: “A dependência externa agrava o cenário”

Segundo ele, a elevada dependência externa amplia a exposição do país às oscilações do mercado global. “A dependência externa agrava o cenário. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes consumidos, o que torna o país altamente vulnerável às oscilações internacionais, sejam elas provocadas por questões geopolíticas, logísticas ou de oferta”, afirma.

Entre os produtos que mais pressionam a cadeia estão o enxofre e o ácido sulfúrico, matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes fosfatados. De acordo com Soto, o aumento da demanda global por enxofre, impulsionado principalmente pela indústria de baterias para veículos elétricos, reduziu a oferta disponível e elevou os preços do insumo. “Esse movimento afeta toda a cadeia de distribuição, provocando aumentos expressivos nos preços e ampliando os riscos de desabastecimento, especialmente para empresas que não planejam o acesso ao mercado e dependem de compras spot“, ressalta.

Os efeitos já chegam ao campo. Como os fertilizantes representam uma parcela importante dos custos de produção, a valorização dos insumos reduz as margens dos produtores. Segundo Soto, em alguns casos os preços chegaram a dobrar, pressionando o planejamento financeiro das propriedades.

Logística e planejamento ganham importância

Foto: Claudio Neves

Além do aumento dos custos, o setor pode enfrentar dificuldades operacionais nos próximos meses. O segundo semestre concentra o período de maior movimentação de fertilizantes no país, coincidindo com a formação de estoques para a próxima safra. “Há risco de gargalos nos portos, no transporte rodoviário e também nas fábricas. Isso pode comprometer prazos de entrega e elevar ainda mais os custos operacionais”, alerta.

Nesse cenário, produtores e empresas começam a rever suas estratégias de compra. Segundo Soto, a redução do consumo diante da alta dos preços, fenômeno conhecido no mercado como “destruição de demanda”, pode influenciar a dinâmica de preços ao longo da cadeia.

Para reduzir a exposição à volatilidade, ele recomenda antecipar negociações e buscar contratos de maior prazo. “Em períodos de baixa oferta, o mercado spot tende a incorporar prêmios elevados e maior risco. Por isso, planejamento e previsibilidade fazem toda a diferença”, menciona.

Inteligência de suprimentos

Foto: Divulgação

Na avaliação de Soto, a gestão de fertilizantes deixou de ser uma atividade operacional e passou a exigir monitoramento permanente do mercado internacional, análise de fornecedores e planejamento das aquisições.

Segundo ele, o acesso a informações qualificadas permite identificar oportunidades de compra, reduzir riscos e estruturar estratégias de abastecimento mais eficientes. “As compras de fertilizantes e químicos industriais precisam ser tratadas cada vez mais de forma estratégica dentro das empresas. O Brasil ainda depende fortemente de fornecedores externos, enquanto a produção nacional enfrenta desafios de custo e competitividade. Isso reforça a necessidade de planejamento e de uma gestão mais profissionalizada dos insumos”, salienta.

Fonte: O Presente Rural com SCA Brasil Aliança
Continue Lendo

Notícias

C.Vale cria instituto para impulsionar inovação e pesquisa

Instituto C.Vale Prosperar inicia atividades com aporte de R$ 2 milhões para desenvolver tecnologias, novos negócios e projetos voltados aos cooperados e às comunidades.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A C.Vale lançou, na segunda-feira (14), em Palotina (PR), o Instituto C.Vale Prosperar, entidade criada para desenvolver soluções tecnológicas e projetos voltados às demandas da cooperativa e ao desenvolvimento das comunidades onde atua.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a C.Vale Cooperativa Agroindustrial e a C.Vale Comércio e Transporte. O lançamento ocorreu no auditório da sede da cooperativa e reuniu representantes da C.Vale, empresas parceiras e instituições de crédito.

Presidente da C.Vale e associado honorário do instituto, Alfredo Lang

O instituto terá atuação voltada ao desenvolvimento técnico-científico, com foco na criação de tecnologias, produtos, novos negócios e soluções para atender principalmente às necessidades das indústrias da cooperativa. Na área social, a entidade também desenvolverá projetos voltados ao fortalecimento das comunidades.

Durante a cerimônia, a direção da C.Vale entregou um cheque de R$ 2 milhões para financiar as atividades iniciais do instituto. Segundo a cooperativa, a criação da entidade também permitirá acesso a linhas de crédito mais atrativas e redução da carga tributária incidente sobre atividades de pesquisa.

Diretor-executivo do Instituto C.Vale Prosperar, Neivaldo Burin

O presidente do Conselho de Administração do Instituto C.Vale Prosperar, Édio Schreiner, afirmou que o objetivo é desenvolver soluções com aplicação prática para aumentar a eficiência das operações. “A inovação que queremos não é inovação distante da realidade. É inovação aplicada, capaz de resolver problemas, reduzir riscos, fortalecer a competitividade e gerar impacto positivo”, destacou.

Presidente da C.Vale e associado honorário do instituto, Alfredo Lang afirmou que a iniciativa busca transformar ideias em resultados para a cooperativa e seus associados. Segundo ele, os ganhos em eficiência podem refletir em aumento de renda aos cooperados, geração de empregos, arrecadação de tributos e benefícios para a sociedade.

O diretor-executivo do Instituto C.Vale Prosperar, Neivaldo Burin, ressaltou que a entidade pretende ampliar parcerias e direcionar investimentos para pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções voltadas às demandas dos cooperados e da indústria.

Fonte: Assessoria C.Vale
Continue Lendo

Notícias

Frete marítimo sobe quase 400% desde o início do ano

Guerra entre Estados Unidos e Irã, fechamento de Ormuz e desvios de rota elevam despesas logísticas e ampliam a exposição das empresas a cobranças por armazenagem e atrasos.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves

A disparada do frete marítimo internacional começou a pressionar os custos das empresas brasileiras dependentes de equipamentos e componentes fabricados na Ásia. Segundo dados da Port Trade, os valores por contêiner, que oscilaram entre US$ 1,2 mil e US$ 2 mil de janeiro a abril, alcançaram uma faixa entre US$ 4,8 mil e US$ 5,7 mil nas semanas seguintes, acumulando elevação próxima de 400% desde o início do ano, em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, fechamento do Estreito de Ormuz, ataques contra embarcações no Golfo Pérsico e riscos à navegação no Mar Vermelho.

O encarecimento pode produzir consequências que ultrapassam a formação do preço dos produtos importados, uma vez que atrasos, rolagens de carga e mudanças operacionais geram armazenagem adicional, sobreestadia de contêineres, despesas securitárias, penalidades por entrega tardia e pedidos de recomposição econômica. É o que destaca o advogado Pedro Calmon Neto, especialista em Direito Marítimo. “Quando o custo logístico cresce nessa proporção, as empresas precisam examinar as negociações, as cláusulas e os documentos da operação para identificar quem assumiu cada risco e quais despesas admitem repasse”, afirma.

A análise deve abranger o contrato de compra e venda, o conhecimento de embarque, a reserva de praça, as condições gerais do transportador, o Incoterm adotado, a apólice de seguro e as comunicações trocadas durante o transporte. Também devem ser examinadas as disposições sobre General Rate Increase, conhecido como GRI, combustível, sobretaxas de guerra e alteração de rota, além das relações constituídas pelo Master BL e pelo House BL nos embarques intermediados por agentes de carga.

Distribuição dos riscos e prova do desequilíbrio

Nos contratos privados, a mudança das condições econômicas pode ser analisada com base nos artigos 317, 393 e 478 a 480 do Código Civil, que tratam da correção da prestação, do caso fortuito, da força maior e da onerosidade excessiva, orienta o especialista. A aplicação desses dispositivos depende das características da operação, da previsibilidade do evento e da matriz de riscos pactuada, razão pela qual uma alta próxima de 400% representa um elemento relevante para a negociação, mas não assegura a revisão do preço nem determina o repasse automático à contraparte.

De acordo com Calmon Neto, devem ser considerados a data da contratação, a duração do vínculo, o histórico das tarifas, a adoção de preço fixo, as fórmulas de reajuste, a previsão de sobretaxas e o impacto financeiro sobre a prestação. A força maior costuma ser invocada quando o evento impede o cumprimento ou afasta a responsabilidade por determinados prejuízos, enquanto a hardship se relaciona a situações em que a execução permanece possível, embora uma alteração superveniente comprometa o equilíbrio econômico e justifique a renegociação. “O direito à revisão depende da prova de que o evento ultrapassou a oscilação ordinária do negócio e afetou objetivamente a equação econômica pactuada”, pontua.

Nos contratos internacionais, os Princípios Unidroit reconhecem a hardship quando o custo da prestação aumenta substancialmente ou seu valor sofre redução relevante, desde que o evento seja posterior à contratação, esteja fora do controle da parte prejudicada e não integre os riscos por ela assumidos. “O pedido de renegociação deve ser apresentado sem demora e com fundamentação, sem autorizar automaticamente a suspensão das obrigações. Além disso, os Comentários dos Princípios Unidroit registram um caso em que um transportador não obteve reajuste após a alta do combustível, porque havia contratado o serviço por preço fixo”, menciona.

Na avaliação do advogado, a empresa interessada na revisão deve reunir séries históricas de preços, cotações de armadores, faturas, comprovantes de sobretaxas, registros de alteração de rota, avisos de rolagem, notificações e projeções financeiras que permitam medir o efeito do novo custo. “A parte que pretende renegociar precisa agir rapidamente, apresentar os fundamentos do pedido e demonstrar as providências adotadas para reduzir os prejuízos”, ressalta.

Demurrage, armazenagem e seguros

Outro foco de controvérsia envolve a distinção entre a armazenagem cobrada pela instalação portuária, a demurrage relacionada à indisponibilidade do contêiner após o término do free time e a detention, geralmente aplicada quando o equipamento permanece fora do terminal além do período acordado. Os contratos devem indicar os prazos, os valores diários, a progressividade das tarifas, o início da contagem e as hipóteses de interrupção ou isenção, enquanto o Tema 1.035 do Superior Tribunal de Justiça estabelece prazo prescricional de cinco anos para a cobrança previamente estipulada e de dez anos quando não houver definição contratual dos critérios necessários ao cálculo.

Advogado Pedro Calmon Neto, especialista em Direito Marítimo: “Quando o custo logístico cresce nessa proporção, as empresas precisam examinar as negociações, as cláusulas e os documentos da operação para identificar quem assumiu cada risco e quais despesas admitem repasse”

A Resolução ANTAQ nº 112, de 2024, criou uma matriz para identificar o responsável pela armazenagem adicional conforme a causa do atraso e o risco inerente à atividade de cada participante. Overbooking, corte de carga e quebra de lote podem ser atribuídos ao transportador marítimo, enquanto problemas técnicos da embarcação, omissão de escala, falhas de sistemas, indisponibilidade de berço, restrições administrativas e dificuldades rodoviárias recebem tratamento conforme o agente envolvido. “A cobrança deve seguir a causa do atraso e a responsabilidade atribuída a cada participante da cadeia logística, com apoio nos registros operacionais e nas normas aplicáveis”, orienta o especialista.

Os seguros também exigem avaliação específica, pois apólices de transporte de carga e de responsabilidade civil possuem limites, objetos e exclusões diferentes, e agentes de carga podem contratar proteção para reclamações, custos de defesa e determinadas perdas financeiras, enquanto importadores devem verificar se a cobertura alcança despesas de armazenagem, redirecionamento e salvamento.

Calmon Neto recomenda a revisão das cláusulas de preço, GRI, combustível, riscos de guerra, força maior, hardship, free time, demurrage, detention, seguro e limitação de responsabilidade antes de novos embarques. “A prevenção depende de contratos compatíveis com a operação, acompanhamento permanente da carga e registro imediato dos fatos capazes de gerar atraso ou despesa adicional”, ressalta.

Fonte: Assessoria PCFA
Continue Lendo
Editora O Presente 35 anos

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.