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Lançamento das cartilhas técnicas da ABCS reúne lideranças da suinocultura

Com foco em sustentabilidade e boas práticas nas fábricas de ração das granjas, os materiais estão disponíveis para download no site da ABCS

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As novas cartilhas técnicas da ABCS, “Novos Caminhos da Suinocultura” e “Boas Práticas Agropecuárias para Fábricas de Rações Próprias” já estão disponíveis para todo o setor. Na última terça-feira (14), em Brasília, aconteceu o evento de lançamento das publicações. No hotel Kubitschek Plaza, estiveram reunidas diversas lideranças do setor suinícola, representantes das associações estaduais e das instituições parceiras nesse projeto, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Embrapa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Sebrae, além do Grupo Pão de Açúcar (GPA).

O evento teve início com as boas vindas do presidente da entidade, Marcelo Lopes. Ele reforçou o compromisso da associação com o aprimoramento da atividade suinícola e destacou a relevância do material para toda a cadeia. “Esse é só o início de um trabalho forte em busca de uma suinocultura cada vez melhor. E a ABCS está preparada para isso. Agora cabe a nós divulgar esse trabalho, transmitir esse conhecimento, dar continuidade à missão que nós temos”, afirmou.

A diretora de marketing e projetos da ABCS, Lívia Machado, aproveitou a oportunidade para falar sobre o atual cenário global de negócios e sobre a necessidade da suinocultura se reinventar frente às novas tecnologias e possibilidades, evidenciando também as mudanças no consumo. Para ela, a produção das cartilhas faz parte desse contexto, pela iniciativa de difundir informações atuais e qualificadas para os suinocultores.

“O consumidor é o grande motivador do nosso trabalho e por isso, buscamos a evolução da cadeia e o aprimoramento da qualidade do nosso produto. Mudar é transformar e com a nova conjuntura de um mundo todo conectado, precisamos cada vez mais comunicar com o consumidor e também tornar o agronegócio conectado entre si”.

Logo em seguida, Iuri Machado, presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA e coordenador técnico do projeto, apresentou as cartilhas, destacando os temas que se sobressaem em cada uma das publicações. Biosseguridade, sustentabilidade econômica, social e ambiental foram alguns dos mais destacados. “Temos que estar preparados e o conteúdo das cartilhas vem para trazer essa segurança e conhecimentos que são fundamentais para fornecer aos diversos agentes da cadeia os instrumentos necessários para um trabalho eficiente”, apontou.

Ainda segundo o coordenador do projeto, a cartilha “Novos Caminhos da Suinocultura” inclui uma visão ampla das oportunidades de gestão nas granjas, com temas como a otimização do uso de recursos, e a gestão de custos. Foram autores dessa publicação, o administrador de empresas Augusto Fischer, o engenheiro agrônomo da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Barros, o economista também da Embrapa, Marcelo Miele, os médicos veterinários da empresa Integrall Soluções em Produção Animal, Roniê Pinheiro e Iuri Pinheiro Machado, o engenheiro agrônomo do MAPA, Sidney Medeiros e o engenheiro agrônomo da Conab, Thomé Guth.

Já a cartilha “Boas Práticas Agropecuárias para Fábricas de Rações Próprias”, desenvolvida pelo médico veterinário da Neo Consulting, Stefan Rohr, com revisão técnica do engenheiro de alimentos da LAP Gestão Empresarial, Leonardo Alves Pinto, contém reflexões sobre a qualificação de fornecedores e controle de matérias-primas e métodos para assegurar o fornecimento de uma alimentação adequada aos suínos.

Os autores das cartilhas estiveram presentes no evento, assim como os representantes das instituições apoiadoras Daniel Carrara, diretor geral do Senar, Rafael Monezi gerente comercial do GPA, Victor Rodrigues Ferreira, analista da unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, Fernando Campos, representante da Embrapa Suínos e Aves na Câmara setorial do MAPA, Eduardo Sampaio, Secretário de política agrícola do MAPA e Fernando Mendes, Secretário adjunto de defesa agropecuária do MAPA.

Antes da entrega dos materiais aos presentes no encontro, a diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, comentou sobre o processo de produção e informou sobre como o conteúdo será aproveitado. “Vamos realizar seminários técnicos por todo o Brasil, em parceria com as afiliadas, detalhando mais esse conteúdo, para promover as transformações que precisamos. Precisamos sempre nos reinventar, colocando como prioridade tanto o bem-estar e a saúde das pessoas, quanto dos animais”.

Além de ser base para os seminários, as cartilhas também estão disponíveis para download. O conteúdo poderá ser acessado pelo site da ABCS.

Fonte: Assessoria

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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