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Lançamento da 4ª SNCS busca impulsionar consumo da carne suína
Ação acontece de 13 a 29 de setembro em mais de 500 lojas do GPA
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e o GPA lançaram nesta terça-feira (13) a 4ª Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) em evento que foi marcado pela presença de autoridades e lideranças do setor, em São Paulo. A ação, com foco no estímulo ao consumo da carne suína, vai movimentar de 13 a 29 de setembro mais de 500 lojas das redes Extra e Pão de Açúcar.
A abertura contou com palestras do analista do Rabobank Brasil, Adolfo Fontes; e do consultor em varejo de alimentos, Francisco Rojo. Os debates tiveram como foco as perspectivas para o mercado global da carne suína e o potencial da carne suína no mercado brasileiro.
Segundo Marcelo Lopes, presidente da ABCS, a realização da 4ª SNCS reafirma o potencial da carne suína brasileira. “Os resultados obtidos nas edições anteriores provam que estamos seguindo o caminho certo e esse trabalho precisa ser ainda mais fortalecido. Este ano reforçamos nossa frente de atuação junto ao GPA e pretendemos aumentar ainda mais o volume de vendas da proteína, mostrar cada vez mais para os brasileiros porque a carne suína é a proteína mais consumida no mundo”.
O superintendente de Agricultura em São Paulo, Francisco Jardim – na oportunidade representou o ministro da Agricultura – destacou a importância da suinocultura e do agronegócio brasileiro para a economia do país. “Temos participado de todas as edições e ficamos satisfeitos com a realização dessa campanha, porque a suinocultura é um setor importante para a economia do país. Esse evento traz discussões importantes sobre as perspectivas do mercado da carne suína e tanto o setor como a sociedade brasileira só tende a ganhar com iniciativas como essa”, comenta.
Presente no evento, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, também elogiou a iniciativa. “Acho uma promoção louvável da ABCS, porque efetivamente há necessidade de muito esforço para retirar os mitos que existem em torno da proteína. O consumo de carne suína no Brasil ainda é muito baixo e o seu potencial precisa ser explorado”.
Parceiro da ABCS e do GPA desde a primeira edição da Semana Nacional, o Sebrae Nacional também prestigiou o evento de lançamento da 4ª SNCS. “Desde a primeira edição, tivemos resultados extremamente positivos em função do evento e, para o Sebrae, essas conquistas são fundamentais para que possamos dar continuidade a esse trabalho e fazer a diferença para a cadeia produtiva”, destacou João Fernando Nunes, gestor nacional de agronegócios do Sebrae Nacional.
Palestras
Ao apresentar a palestra “Perspectivas para o mercado global da carne suína: Desafios e Oportunidades para o Brasil”, Adolfo Fontes falou sobre o atual momento da carne suína e a expectativa de crescimento nos próximos anos. “Sem dúvida nenhuma esse é um ano complicado devido aos altos custos de produção, mas também destacamos que para 2017 as perspectivas são positivas, porque as exportações continuam altas e o mercado doméstico tende a recuperar não só em relação a consumo mas também ao custo dos grãos”, avaliou.
Sobre as oportunidades de crescimento no mercado interno brasileiro, Francisco Rojo apresentou a palestra “Competitividade: Potencial da carne suína frente a outras proteínas no mercado brasileiro”, que trouxe o resultado de uma pesquisa feita com consumidores de todo o Brasil. “Percebemos que ainda existem mitos em torno da carne suína, mas também é notável que o cenário mudou muito nos últimos vinte anos. Sem dúvida, isso é resultado de todo o trabalho que o setor vem realizando para que a proteína seja aceita da forma como merece ser”, disse. Quanto à Semana Nacional, Rojo avaliou a ação como positiva. “Essa é uma iniciativa importante que ajuda a mudar a percepção da carne suína e que deve ser reproduzida em maior escola. Da mesma forma o conceito Escolha + Carne Suína contribui em muito para a mudança da imagem da proteína, destacando o que ela realmente é”, completou.
Campanha da 4ª SNCS
A Semana Nacional da Carne Suína é uma realização da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e do GPA – a maior rede varejista da América Latina – como o objetivo de estimular o consumo da carne suína por meio de ações que promovem a qualidade e os benefícios da proteína. Em todo o país, mais de 40 ações, entre treinamentos de vendas e oficinas gastronômicas, foram realizados e ainda devem acontecer com foco no atendimento aos clientes e aumento das vendas.
Para o evento as lojas Pão de Açúcar e Extra ganharam um layout exclusivo, com decoração temática, materiais informativos e gôndolas para destaque dos cortes. Cartazes, placas, folders, selos e aventais também fazem parte do grupo de materiais utilizados durante a ação para esclarecer e informar o consumidor sobre as vantagens do produto. Além disso, matérias especiais e chamadas na rádio interna com inserções institucionais e de dinâmicas comerciais são utilizados como meio de divulgação das ações nas duas bandeiras.
A campanha da 4ª SNCS é ainda direcionada às mídias externas. Jornais de grande circulação, rádios, sites e blogs especializados serão pautadas através do envio de textos, spots e vídeos. A ideia é que a Semana agregue o maior número possível de veículos de comunicação e agentes envolvidos nas ações de marketing da proteína.
Em 2016, o objetivo do GPA é continuar a capacitar os funcionários a explorarem novos cortes e proporcionarem uma melhor experiência de compra para os clientes por meio da informação sobre os benefícios da carne suína. Com isso, o GPA espera crescer, em média, 20% em vendas na categoria em relação ao ano passado. “Nossa expectativa é que as lojas transfiram todo o engajamento que tiveram nos treinamentos vendas e que possam reverter isso em um melhor atendimento aos clientes e numa maior disponibilidade dos produtos. A preparação para esta campanha tem sido muito positiva desde as primeiras reuniões e tenho certeza que este será um ano para concretizar todas as edições já realizadas da SNCS”, explica David Buarque, gerente comercial do GPA.
Fonte: ABCS

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Demanda dos EUA e tensão global aumentam disputa pela soja no Brasil
Alta no consumo de derivados nos Estados Unidos, tensões no Estreito de Ormuz e incertezas na Argentina pressionam cotações na Bolsa de Chicago e sustentam preços no mercado brasileiro via prêmios de exportação.

A maior demanda por derivados de soja nos Estados Unidos desencadeou uma nova rodada de valorização do farelo e do óleo negociados na CME Group, em Chicago, movimento que acabou sustentando também os contratos futuros da soja em grão.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
De acordo com pesquisadores do Cepea, o avanço dos preços reflete a combinação de maior procura tanto no mercado interno norte-americano quanto no cenário internacional. Nos Estados Unidos, o consumo mais aquecido de derivados reforça o aperto entre oferta e demanda e dá sustentação às cotações na bolsa.
No mercado externo, o quadro ganhou contornos mais sensíveis com o aumento das tensões envolvendo navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia e cargas, além da possibilidade de paralisações no setor agroexportador da Argentina, o que pode reduzir a oferta sul-americana em um momento de maior disputa por soja.
Esse ambiente de incerteza ampliou a percepção de risco e abriu espaço para redirecionamento de compras para fornecedores considerados mais estáveis, como Estados Unidos e Brasil.
No mercado brasileiro, o reflexo apareceu na intensificação das exportações. A maior demanda externa aumentou a concorrência entre tradings exportadoras e indústrias de esmagamento pelo grão disponível, elevando os prêmios de exportação e dando sustentação às cotações domésticas da soja, mesmo em meio à volatilidade internacional.
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Acordo com União Europeia abre 543 oportunidades de exportação para empresas brasileiras
Ferramenta lançada pela ApexBrasil ajuda empresas a identificar produtos com redução de tarifas e ampliar as exportações para 25 países europeus.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou uma ferramenta para ajudar empresas a identificar oportunidades de negócios a partir do Acordo Mercosul – União Europeia (UE). O Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por Estado foi lançado na última sexta-feira (26) durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo.

Foto: Divulgação
O painel visa auxiliar as empresas a conhecerem os mercados do bloco europeu e a entenderem quais os produtos brasileiros que se beneficiam de redução ou eliminação gradual de tarifas previstas no acordo. No momento são 543 oportunidades de exportação com redução tarifária imediata para 25 países da UE, abrangendo setores como alimentos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, artigos manufaturados e segmentos da indústria de transformação.
O encontro em São Paulo foi promovido pela ApexBrasil, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e teve a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que esteve à frente da pasta até abril.
O evento é voltado à qualificação da indústria na exportação direta para mercados de países do bloco. Houve destaque

Foto: Divulgação
para ferramentas e programas de apoio às empresas exportadoras. “Celebrado o acordo, o desafio é fazer negócios, ampliar vendas, aproveitar oportunidades”, afirmou Alckmin em discurso voltado a empresários e representantes do setor produtivo. “Com esse acordo Mercosul-União Europeia, pode crescer ainda mais a corrente de comércio, com o Brasil exportando mais, a União Europeia também, e com aumento dos investimentos no país”, completou o vice-presidente, ao se referir ao acordo, que entrou em vigor em maio.
O bloco europeu é o segundo parceiro comercial do Brasil. Atualmente, o comércio entre o país e o bloco movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano. A UE também responde por metade dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. As possibilidades de expansão são consideráveis, principalmente para pequenas e médias empresas, que hoje tem uma participação minoritária no comércio entre os blocos. “A assinatura do acordo abre novas perspectivas para o comércio entre os dois blocos, mas é fundamental que essas oportunidades cheguem às empresas”, destacou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
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Condições climáticas favorecem trigo e sustentam boa evolução do milho segunda safra
Boletim da Conab mostra avanço da vegetação do cereal e produtividade acima do esperado em áreas produtoras de milho em Mato Grosso.

O monitoramento dos cultivos de segunda safra e de inverno 2025/26 mostra crescimento do índice de vegetação (IV) do trigo, em comparação à safra passada, em todas as regiões analisadas. Para o milho segunda safra, as condições também foram satisfatórias para o desenvolvimento das lavouras na maioria das regiões produtoras. As informações estão disponíveis na 6ª edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última quinta-feira (25).

Foto: Gisele Barão
De acordo com o documento, que avalia as condições agrometeorológicas e espectrais das lavouras das principais regiões produtoras do país no período entre 1º e 21 de junho, além do IV acima do registrado na última safra, a boa condição da vegetação de cobertura reforça as perspectivas positivas para o trigo. Com 74,3% da área semeada e 55,1% em desenvolvimento vegetativo, o cereal foi favorecido pelas condições adequadas de umidade e pelas temperaturas mais baixas, especialmente na região Sul, maior produtora do país. No Rio Grande do Sul, a semeadura avançou em todas as regiões, e no Paraná, a floração teve início.
Para o milho segunda safra, com 60,7% das lavouras em maturação, o Boletim aponta que o IV evoluiu próximo ao da safra anterior em praticamente todas as regiões monitoradas. Em Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, o tempo seco favoreceu a maturação das lavouras e o avanço da colheita nas primeiras áreas semeadas, com produtividade superando as estimativas iniciais. Em Goiás e Minas Gerais, entretanto, a falta de chuvas em abril e maio interferiu no período reprodutivo.
Em relação à distribuição das chuvas, os maiores volumes registrados no período ocorreram na região Norte, com destaque para o Noroeste do Amazonas, Roraima e Norte do Amapá. A umidade

Foto: Divulgação
do solo foi suficiente para o desenvolvimento da maior parte do milho segunda safra no Pará e para o feijão e o milho terceira safra nas proximidades da costa na região do Sealba, que abrange áreas de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia.
No Nordeste, os índices pluviométricos apresentaram volumes esperados para o período, com ausência de precipitações no interior, incluindo a região sul do Maranhão, Tocantins, sudoeste do Piauí e oeste da Bahia (Matopiba). Nas áreas próximas ao litoral, as lavouras foram beneficiadas pelo regime hídrico. Já para o Maranhão e demais componentes do Matopiba, a redução no armazenamento hídrico do solo foi oportuna para as lavouras em maturação e colheita.

Foto: Fernando Dias
O predomínio do tempo seco nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com chuvas atípicas que permitiram a recuperação do armazenamento hídrico do solo, favoreceu parte dos cultivos mais tardios de milho segunda safra e sorgo. No entanto, lavouras de algodão e milho segunda safra em maturação foram impactadas em relação à qualidade do produto e atrasos no início da colheita.
No Sul, além do cenário propício para o trigo, o volume de chuvas permitiu a recuperação do armazenamento hídrico do solo e a evolução do milho segunda safra. Para o feijão segunda safra, em maturação e colheita em áreas de Santa Catarina e do Paraná, os índices pluviométricos foram desfavoráveis para parte das lavouras. O Boletim ainda destaca as condições de finalização da colheita do milho primeira safra e o andamento da terceira safra do grão na Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
BMA
Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e o monitoramento das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.
