Conectado com

Suínos

Lançamento da 3ª SNCS reafirma potencial da carne suína

Publicado em

em

A maior ação de promoção da carne suína no Brasil, a 3ª edição da SNCS, foi oficialmente lançada na última terça-feira, 29 de setembro, no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, com a presença de mais de 140 pessoas, entre elas lideranças do setor suinícola, representantes do varejo, imprensa e parceiros. Organizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em parceria com o GPA, o evento trouxe especialistas da área de economia que afirmam que este é o grande momento da carne suína no Brasil.

O analista do Rabobank Brasil, Adolfo Fontes, falou sobre o mercado da suinocultura no Brasil e no mundo. Ele traçou um quadro nacional e internacional favorável em médio e longo prazo sobre a carne suína e também apontou o atual bom momento da proteína no consumo interno entre os brasileiros. "O Brasil tem condições de entregar um produto mais competitivo em qualidade e preço no mercado interno ou externo", destacou. Deste modo, continuou, o market share da suinocultura brasileira deve crescer no Brasil e nos principais mercados globais.

A Dunnhumby, empresa líder mundial em ciência do consumidor com atuação em mais de 30 países, compartilha desta visão e representada pela gerente de soluções Gabriela Cruz Martins de Sá durante o lançamento da 3ª SNCS. 

De acordo com estudos realizados pela Dunnhumby, a carne suína vem, de fato, ganhando a preferência dos consumidores na hora das compras, inclusive nos supermercados da rede GPA. "Além das campanhas, os consumidores enxergam a carne suína como vantajosa em custo e estabilidade de preço. Por isso, entre outros fatores, aumentou não só suas vendas mas sua participação nas vendas do grupo", destacou.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, credita a realização da SNCS e o bom momento da carne suína ao trabalho conjunto de todo o setor da suinocultura e das importantes parcerias firmadas ao longo dos anos. "Idealizar e concretizar a 3ª SNCS é, mais uma vez, um grande passo para o setor. Comercializar nosso produto na maior rede de varejo da América Latina gera ganhos para toda a cadeia", disse.

O diretor comercial de perecíveis do GPA, Robson Parreiras também enaltece a parceria de sucesso e credita parte do sucesso às vantagens da proteína. "O GPA apresenta um diferencial para seus clientes na oferta da carne suína. Iniciamos este trabalho há três anos e comprovamos o potencial do produto em todas as edições da SNCS", comentou.

Campanha

A campanha de marketing da 3ª SNCS foi apresentada pelo gerente comercial de aves e suínos do GPA, David Buarque, que explicou que esta edição é uma evolução de todo o aprendizado acumulado nos anos anteriores."O pessoal de loja está muito engajado e eles são fundamentais para a campanha. A carne suína é uma grande oportunidade para o varejo brasileiro e o GPA acredita nesta proteína", afirmou.

A 3ª SNCS acontece até o dia 14 de outubro com os supermercados das redes Pão de Açúcar, Extra e Extra Hiper oferecendo diversos cortes de carne suína e equipes capacitadas para orientar consumidores sobre os benefícios da proteína mais consumida no mundo. 

Nesta edição, todas as lojas utilizarão o conceito “Escolha + Carne Suína” desenvolvido pela ABCS para promover a proteína. A nova campanha, ainda mais informativa e educativa, irá surpreender o consumidor com cartazes, testeiras, woblers, folhetos, folders de receitas, que esclarecem e informam o cliente sobre os benefícios da carne suína.

Site "Mais Carne Suína"

 

O evento também foi palco para o lançamento do site “Mais Carne Suína”, uma iniciativa da ABCS, com o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e Sebrae Nacional. Desenvolvido a partir do conceito “Escolha + Carne Suína”, o site foi criado para conversar diretamente com o consumidor, com receitas, curiosidades, informações sobre qualidade e saúde e um espaço exclusivo para tirar dúvidas com o preparador físico Márcio Atalla e a doutora em nutrição Fabiana Benatti.

"O conteúdo é completo e, ao mesmo tempo, em linguagem bem do dia a dia para que todos posam usar e entender. Temos também vídeos de receitas que queremos que todos compartilhem. Acessem o nosso site", convidou a coordenadora do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), Lívia Machado. O endereço é http://maiscarnesuina.com.br

 
 
 
"Idealizar e concretizar a 3ª SNCS é, mais uma vez, um grande passo para o setor. Comercializar nosso produto na maior rede de varejo da América Latina gera ganhos para toda a cadeia", afirma Marcelo Lopes.
 

Fonte: ABCS

Continue Lendo

Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock

A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
Continue Lendo

Suínos

Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
Continue Lendo

Suínos

Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.