Conectado com

Notícias Inovação

Laboratórios de Defesa Agropecuária recebem visita de especialistas do BID e da América Latina

As unidades brasileiras são aptas a manipular vírus de várias doenças em animais e são referência para demais países da região.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Gestores públicos e especialistas em diagnóstico de doenças animais da Bolívia visitaram, entre os dias 7 e 9 de novembro de 2022, os laboratórios federais de Defesa Agropecuária de Pedro Leopoldo (MG) e de Campinas (SP), para troca de experiências na construção e manutenção de laboratórios biosseguros em seu país.

A Rede LFDA tem duas estruturas de alta contenção biológica (NB4 OIE no LFDA-MG e NBA3 no LFDA-SP), que são referência no Brasil e na América Latina. Nas unidades, é possível realizar a manipulação dos vírus de febre aftosa, peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária e doença de Newcastle de forma segura para os colaboradores, visitantes, animais, comunidade e meio ambiente.

Nacionalmente, os laboratórios biosseguros da Rede LFDA foram pioneiros e são os únicos com condições de manipular patógenos causadores de doenças animais. Na América Latina, além do Brasil, apenas o Paraguai tem laboratório de alta contenção biológica.

A comitiva dos especialistas foi acompanhada pelos representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Octávio Damiani e Higor Seiberlich Gomes. A instituição irá financiar a construção de um laboratório do tipo na Bolívia.

No Brasil, Mapa e o BID desenvolveram o Programa de Modernização da Defesa Agropecuária (ProDefesa), iniciado em 2019 e com duração prevista de 60 meses. A Rede LFDA foi uma das beneficiárias do ProDefesa, por meio de ações para ampliar a eficiência da ação laboratorial do Ministério da Agricultura.

Para Octávio Damiani, a Rede LFDA conta com uma estrutura de excelência, com destaque para os laboratórios de alta contenção biológica. “O ProDefesa que apoia a Secretaria de Defesa Agropecuária na melhoria de seus serviços tem como um dos pilares o apoio à melhoria da eficiência dos laboratórios. O BID realiza os investimentos em contrapartida ao alcance de resultados, e os laboratórios sempre atingem, e até superam, a meta determinada para cada período. Dessa forma, entendemos o comprometimento com a Defesa Agropecuária e a proeminência dos LFDA na América Latina.”

Para Mary Laura Rivero Mamani, diretora Nacional de Laboratório do Ministério de Desarollo Rural y Tierra, a oportunidade de conhecer os laboratórios foi de extrema importância. “Vai ser de grande valia para decisões estratégicas para a construção do laboratório e posteriormente para a gestão e aplicação de políticas públicas, que são similares entre nossos países. Voltamos satisfeitos por termos conhecido com profundidade a parte técnica dos laboratórios de alta contenção.”

A Rede LFDA já recebeu comitivas de outros países, como do Paraguai. A sede da Rede Sulamericana de Laboratórios de Diagnóstico de Influenza Aviária e doença de Newcastle (RESUDIA) fica no LFDA-SP.

 

Fonte: Ascom Mapa

Notícias

Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
Continue Lendo

Notícias

Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

Publicado em

em

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

Notícias

Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.