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Avicultura

Laboratório do IMA é credenciado para análises de doenças aviárias

Credenciamento do Laboratório de Saúde Animal amplia a vigilância ativa e fortalece a proteção da avicultura mineira contra Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

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Foto: Acervo IMA

O Laboratório de Saúde Animal (LSA) do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foi credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para realizar análises de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, ampliando sua atuação para garantir a saúde animal do estado. Em um contexto de crescente preocupação com doenças avícolas no Brasil, essa extensão de escopo posiciona Minas Gerais como referência nacional na vigilância ativa de doenças avícolas, fortalecendo a defesa sanitária do estado e trazendo benefícios diretos à segurança agropecuária local. O laboratório, agora habilitado para diagnósticos oficiais dessas enfermidades, reforça a atuação do estado na defesa da sua produção agropecuária e se torna um ponto estratégico de apoio ao Mapa em eventuais surtos nacionais. O LSA realizará exclusivamente análises de vigilância ativa para essas doenças, com amostras coletadas diretamente em granjas pelos fiscais do IMA. Essa abordagem permite identificar a circulação viral antes mesmo de surgirem sintomas ou denúncias.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os casos de vigilância passiva, que envolvem suspeitas ou notificações de surtos, permanecerão sob responsabilidade do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas, coordenado pelo Mapa. Essa estrutura reforça a capacidade de resposta do estado às demandas sanitárias, reduzindo os riscos de disseminação de doenças. Já são realizados, no LSA, diagnóstico de anemia infecciosa equina (AIE), raiva, brucelose, peste suína clássica (PSC) e outras enfermidades que afetam rebanhos de importância econômica. Com a extensão de escopo, o laboratório reforça sua capacidade de atender demandas estratégicas tanto no monitoramento rotineiro quanto em situações emergenciais.

Em 2024, o laboratório realizou mais de 9.000 análises, enquanto a rede laboratorial do IMA, que conta com o LSA, em Belo Horizonte, e o Laboratório de Química Agropecuária (LQA), na CeasaMinas de Contagem, contabilizou mais de 14.000 exames.

Processo para adquirir a extensão de escopo

O credenciamento pelo Mapa é fruto de um processo iniciado em 2018, em resposta a uma demanda da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) para ampliar os diagnósticos laboratoriais de doenças que impactam o setor avícola. Por meio de um acordo entre o IMA e a Avimig, foi possível adquirir equipamentos para análises de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em tempo real. Após a reforma e a estruturação do laboratório, foi solicitado, em 2023, ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a extensão do escopo para acreditação, aprovada em março de 2024.

Com a acreditação do Inmetro, o IMA avançou para a etapa final, submetendo o LSA à auditoria do Mapa, realizada em setembro de 2024. O processo foi concluído em novembro, com a publicação da portaria que oficializa o credenciamento do laboratório pelo ministério. Este credenciamento reforça a excelência técnica do LSA, ampliando a segurança e a qualidade dos diagnósticos realizados para a avicultura mineira. A iniciativa atende às demandas do setor produtivo e fortalece a sanidade animal em Minas Gerais, consolidando o estado como referência na área.

Fonte: Assessoria Seapa

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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