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Lã de garrafa pet reciclável garante conforto térmico em galpões

Específica para galpões e aviários, a manta de lã de garrafas pet proporciona eficiência térmica de 1.43, reduzindo entre 6ºC a 9ºC a temperatura interna em dias mais quentes. No inverno age controlando a entrada do ar gelado no ambiente.

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Divulgação/Trísoft

Oferecer um ambiente agradável, com controle de temperatura e de umidade é essencial para manter o conforto térmico e o bem-estar dos animais nos aviários. Um dos grandes desafios dos produtores está em encontrar soluções a longo prazo que mantenham a quantidade ideal de calor ou de frio nos galpões das granjas de frango de corte Brasil afora. Durante o Show Rural Coopavel, realizado no mês de fevereiro em Cascavel, no Oeste do Paraná, foram apresentadas diversas soluções inovadoras aos visitantes, entre elas uma manta de isolamento termoacústico produzida à base de garrafas pet recicladas.

Coordenadora Comercial da Trísoft, Daniele Dias: “A manta de lã de pet é impermeável, por isso tem uma longa durabilidade e não perde sua eficiência com o tempo” – Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Seu uso auxilia na redução de temperaturas internas e proporciona alta performance acústica, além de diminuir a transmissão de calor para o interior do ambiente. A manta de isolamento Roof White é específica para galpões e a Aviroof Trísoft é exclusiva para aviários. Feita com lã de garrafas pet, a manta proporciona eficiência térmica de 1.43, reduzindo entre 6ºC a 9ºC a temperatura interna em dias mais quentes. No inverno age controlando a entrada do ar gelado no ambiente. “Assim como no verão, em dias frios a manta também faz o isolamento da temperatura, mantendo o ambiente com uma temperatura adequada. No caso dos aviários, isso faz com que o avicultor reduza o gasto com aquecedores e com o sistema de climatização”, explica a coordenadora comercial da Trísoft, Daniele Dias.

Três camadas

Sustentável, 100% reciclável e auto extinguível, a manta possui três camadas para garantir uma melhor performance. A primeira é uma camada aluminizada para proporcionar o isolamento térmico, refletindo os raios solares, a segunda é a lã de garrafas pet, responsável pela resistência térmica; e a terceira é um acabamento branco, responsável por facilitar a troca de ar, fazer a limpeza e a higienização.

Custo-benefício

Sobre o sistema convencional, em que é usado a manta de lã de rocha ou de lã de vidro, a profissional diz que a lã de garrafas pet oferece uma eficiência mais rápida na hora da montagem e proporciona ao produtor uma redução de custo entre 30 e 40% em relação a outros sistemas. “Além disso é antialérgico, atóxico, não prolifera fungos e bactérias, não causa coceira e também não é cancerígeno”, enumera Daniele, ressaltando que o produto ainda é impermeável: “Essa membrana branca pode ser lavada, então caso tenha alguma goteira no telhado essa manta vai absorver a água, porque também é impermeável, além disso, a camada aluminizada ajuda na estanqueidade do telhado, levando a água pra linha de calha por exemplo. É um produto que não tem nenhuma restrição”, explica a coordenadora comercial.

O produto atende as normas do Corpo de Bombeiros com classificação IIA-IT10.

Vantagens

Manta de lã de pet possui três camadas: aluminizada, lã de pet e acabamento branco

A impermeabilidade do produto faz com que sua durabilidade seja maior quando comparado com as mantas convencionais. “Se por algum motivo molhar a lã de vidro ou a lã de rocha o produtor vai precisar fazer a troca do material, porque a umidade estraga o produto, uma vez que ela tem resina, fazendo com que perca sua eficiência. Já no caso da lã de garrafa pet não tem esse problema, porque o produto é impermeável, por isso tem uma longa durabilidade e não perde sua eficiência com o tempo. Será sempre do mesmo formato e da mesma configuração”, salienta Daniele.

Apelo ecológico

Além do baixo custo e da maior durabilidade quando comparado aos demais produtos disponíveis no mercado, a manta de lã de garrafa pet ainda é ecologicamente correta, pois o material usado para sua fabricação, segundo Daniele, não é agressivo ao meio ambiente, no seu processo produtivo não é utilizado água e ainda contribui para as certificações Leed, Acqua, Procel, Edifica, entre outras.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Rio Grande do Sul registra foco de gripe aviária em aves silvestres

Secretaria da Agricultura informa que caso não altera status sanitário do Estado nem impacta o comércio de produtos avícolas.

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Foto: Divulgação/Seapi

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.

A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.

O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.

O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.

O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi
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Avicultura

Conflito no Oriente Médio pressiona exportações brasileiras de frango

Risco sobre rotas marítimas estratégicas pode elevar fretes, seguros e custos de energia, com impacto nas margens do setor.

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Foto: Shutterstock

A intensificação das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos reposiciona o risco geopolítico no radar do agronegócio brasileiro. Embora não haja, até o momento, interrupção formal de contratos, o setor avalia que o impacto pode se materializar por meio de custos logísticos mais elevados, volatilidade cambial e pressão sobre insumos energéticos.

O Oriente Médio é destino relevante para a pauta agropecuária do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que milho, açúcar e carnes de aves figuram entre os principais produtos embarcados para a região. As carnes de frango e miúdos comestíveis respondem por 14,5% das exportações brasileiras destinadas a esses mercados, atrás apenas de milho e açúcar.

A dependência regional de importações de proteína animal mantém a demanda estruturalmente ativa. A preocupação, segundo representantes do setor, não está na absorção do produto, mas na previsibilidade operacional.

Logística no centro da incerteza

Foto: Claudio Neves

O foco das atenções recai sobre corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, por onde transita parcela expressiva do comércio global de energia e mercadorias. Qualquer instabilidade nessas rotas tende a encarecer o frete marítimo, elevar prêmios de seguro e alongar prazos de entrega.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que acompanha a evolução do cenário. “A ABPA e suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”, informou a entidade.
A associação ressalta que “não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, o que reduz o risco de impacto direto sobre contratos bilaterais com o país. O efeito esperado, portanto, é indireto e sistêmico.

Petróleo e frete como vetores de transmissão

A região é peça central na oferta global de petróleo. Em momentos de escalada militar, o preço da commodity tende a reagir, influenciando tanto o custo do bunker, combustível utilizado por navios, quanto despesas com transporte terrestre e produção industrial.

Foto: Ari Dias

Análise publicada pela Farmnews aponta que a principal via de transmissão da crise para o agro brasileiro deve ocorrer por meio da energia e dos fertilizantes. “Crises geopolíticas na região não necessariamente derrubam a demanda por alimentos, mas aumentam a imprevisibilidade operacional”, destaca o estudo.

Para o frango brasileiro, que opera em ambiente de forte concorrência internacional e margens ajustadas, qualquer elevação de frete ou atraso logístico pode comprimir resultados. O mesmo raciocínio vale para milho e açúcar, que lideram a pauta regional.

No curto prazo, exportadores avaliam rotas alternativas e monitoram contratos de frete. No médio prazo, a trajetória do petróleo e o comportamento do transporte marítimo devem definir a extensão dos impactos sobre custos e competitividade.

Até aqui, o fluxo comercial segue sem ruptura formal. O ponto de atenção está no custo de manter esse fluxo em um ambiente de risco elevado.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista

Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

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Foto: Shutterstock

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.

Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.

Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.

Fonte: Assessoria Cepea
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