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Avicultura Após fim de foco da gripe aviária

Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia reabrem mercado para carne de frango brasileira

Mais de 30 países já mantêm comércio normalizado com o Brasil. Reconhecimento da regionalização avança e reforça confiança na defesa sanitária nacional.

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Fotos: Shutterstock

Após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado no município de Montenegro (RS), o Brasil começou a recuperar gradualmente o acesso a mercados internacionais para a carne de frango. Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia foram os mais recentes países a suspender as restrições que haviam imposto à importação do produto brasileiro.

Com essas reaberturas, já são mais de 30 países que mantêm o comércio normalizado com o Brasil, reconhecendo o controle sanitário e as medidas adotadas para contenção do foco. Estão nesta lista nações como África do Sul, Argentina, Egito, Índia, México, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Vietnã e outros importantes parceiros comerciais.

Ainda assim, alguns mercados seguem com restrições. O Canadá, Chile, China, União Europeia e outros países mantêm suspensão total às exportações brasileiras de carne de aves. Outros adotaram medidas mais pontuais, com restrições limitadas ao estado do Rio Grande do Sul ou até mesmo apenas ao município de Montenegro, caso do Catar, ou a zonas específicas, como no caso de Japão, Maurício, Suriname e Nova Caledônia.

Esse modelo de reconhecimento por área, chamado de regionalização, segue os princípios do Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e do Acordo SPS (Medidas Sanitárias e Fitossanitárias) da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele permite que países importadores restrinjam apenas áreas afetadas, mantendo o comércio com regiões livres da doença.

O avanço do Brasil na retomada do comércio demonstra a confiança internacional no sistema de defesa sanitária do país e reforça a importância da vigilância ativa, da transparência e da adoção dos protocolos internacionais para garantir a segurança do comércio e a estabilidade da produção avícola nacional.

Fonte: Assessoria

Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Foto: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março

Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos

Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.

Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.

Fonte: O Presente Rural
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