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Jovens são preparados para a sucessão familiar

As turmas eram de Iporã do Oeste, Cunha Porã, Pinhalzinho e Chapecó

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Determinação, vontade e amor pelo que fazem. Essas são algumas das características observadas nos jovens que participam do Programa Juventude Cooperativista (Jovemcoop), desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (Sescoop), em parceria com as cooperativas. Na última semana, as turmas de Iporã do Oeste, Cunha Porã, Pinhalzinho e Chapecó, filhos de associados da Cooper A1, Auriverde, Cooperitaipu e Cooperalfa, iniciaram o 5º módulo, denominado “Gestão Rural”.

Na primeira aula, o instrutor Ivan Antônio Brustolin enfatizou a importância de cuidar dos valores e dos princípios do trabalho nas propriedades e propôs uma reflexão, por meio de imagens, sobre alguns assuntos como o papel de cada um na decisão da escolha dos políticos, drogas, desestruturação familiar, a importância do trabalho em equipe, entre outros. “Temos que ter equilíbrio e, por isso, é essencial pensar no que fazem e como fazem, relacionando as coisas, como estão gerenciando, como fazem escolhas e o que querem colher. O futuro é incerto, mas é reflexo das ações que fizemos hoje”.

O comunicador social da Cooperalfa, Genuir Parizotto, ressaltou que essa etapa é estratégica para despertar no jovem a importância da organização da empresa rural e destacar a necessidade dos controles na gestão das atividades, fazendo com que consigam perceber o real resultado na propriedade. “Também é importante para o estabelecimento de metas para que saibam onde querem chegar. O programa faz com que a família pense de forma global a gestão e a sucessão familiar e comece a ver o jovem, não somente como um prestador de serviços, mas como alguém que participa de todo o processo”. 

Parizotto observou, ainda, que a disciplina complementa tudo o que foi trabalhado no âmbito pessoal, motivando e fazendo com que os jovens percebam as oportunidades que existem no negócio. “Eles se conscientizam de que a continuidade da organização da empresa rural é uma oportunidade para a família”.

Adriano Dickel, 23 anos, de Guatambu, enfatiza que o programa amplia a visão sobre diversos aspectos, fazendo com que se perceba o potencial da propriedade. “Trabalhar em família é difícil e fazer mudanças é necessário, mas quando enxergamos de maneira diferente e temos amor pelo que fizemos, é possível conquistar o sucesso. Com esse conhecimento é mais fácil demonstrar à família que as mudanças são importantes, e quando eles começam a perceber os resultados, passam a aceitar as inovações”.

Estudante de engenharia, Adriano pretende atuar na área quando se formar, porém sem deixar de lado a propriedade. Atualmente, a família trabalha com aviário e gado leiteiro e vem implementando mudanças após a participação de Adriano no Jovemcoop. “Meus pais não permitem que eu falte uma aula, pois perceberam os resultados na propriedade com as mudanças feitas após a participação no curso”.

A zootecnista Tais Zuffo, 24 anos, do Distrito de Marechal Bormann, em Chapecó, realça que o programa proporciona conhecimento único e fundamental para o gerenciamento da propriedade rural. “Aos poucos converso com meus pais sobre sucessão familiar. Esse módulo, que trata de gestão, é um dos mais importantes, pois trabalha justamente como lidar com a sucessão, controlar custos e gerenciar a propriedade. Minha intenção é trabalhar com gado de corte. É um sonho que estava distante e, aos poucos, estamos caminhando para isso. Estamos construindo a estrutura e o Jovemcoop está ajudando muito nesse processo. Quem não está no curso, se puder, sugiro aproveitar e participar, pois é uma oportunidade incrível”. 

Programa

O programa é destinado aos filhos de cooperados e colaboradores de cooperativas. “A iniciativa busca desenvolver os participantes no âmbito da gestão, liderança e cooperativismo para despertar o interesse pelo negócio e auxiliar no processo sucessório por meio da preparação de jovens conscientes de seu papel para o desenvolvimento sustentável das cooperativas e das comunidades onde atuam”, enfatiza a coordenadora de promoção social do Sescoop/SC, Patricia Gonçalves de Souza.

A etapa de formação do programa é composta por até oito módulos de 16 horas cada, em intervalos quinzenais de oito horas por módulo, no período de abril a novembro de 2016. Neste ano, estão em andamento seis turmas com aproximadamente 200 jovens de 16 a 30 anos. Ao todo, são duas turmas na região do Vale do Itajaí nas cooperativas: COOPER (Blumenau) e COOPERJURITI (Massaranduba) e quatro turmas na região Oeste, que envolvem a COOPER A1 (Palmitos), AURIVERDE (Cunha Porã), COOPERITAIPU (Pinhalzinho) e COOPERALFA (Chapecó). 

Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo

Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

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Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.

Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou

O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.

O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.

Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.

Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade

Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

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Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.

As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.

Preparado

Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.

Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.

Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.

Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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