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José Luiz Tejon destaca legado e o propósito que sustentam oito décadas do Grupo Agroceres

Durante evento comemorativo em Campinas, referência em Marketing e Gestão no Agronegócio evidenciou o papel da integridade, da comunicação e da liderança com propósito na trajetória da companhia.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Em um discurso marcado por emoção, memória e visão de futuro, o especialista em Marketing e Gestão no Agronegócio, José Luiz Tejon Megido conduziu a palestra “Agroceres – 80 anos de amor ao país: se negociarmos honestamente com as pessoas, elas jamais nos abandonarão”, durante o evento que celebrou as oito décadas do Grupo Agroceres, realizado em 25 de setembro, no Royal Palm Plaza, em Campinas (SP).

Tejon destacou que a ética, a confiança e o compromisso com o Brasil formam o alicerce que sustenta a história da Agroceres e a tornam um exemplo de longevidade empresarial. “A base de tudo está na honestidade. Se negociarmos honestamente com as pessoas, elas jamais vão nos abandonar”, afirmou, ao defender que a credibilidade construída em torno da palavra é o maior ativo de uma empresa.

Para Tejon, o verdadeiro marketing não se limita a vender produtos, mas a revelar a alma de uma empresa. “O marketing ético é encontrar a essência de uma organização e transformá-la em algo que a sociedade compreenda e confie”, destacou.

Segundo ele, a preocupação central deve estar no sucesso do cliente, no caso da Agroceres, o produtor rural. “Mais do que vender sementes, é preciso ajudar o agricultor a atingir o máximo potencial do que ele planta. Isso é ética aplicada”, completou.

O especialista reforçou ainda que o engajamento, o amor pelo resultado e a integridade devem conduzir o trabalho diário. “A alma do profissional de agronegócio deve ser o prazer de ver o outro prosperar. É o que move quem tem propósito”, enfatizou.

Dos desafios à inovação

Ao revisitar momentos marcantes da trajetória da Agroceres, Tejon lembrou o início dos anos 1980, quando o Brasil enfrentava baixa produtividade agrícola. “Em 1982, a produtividade média do milho era de apenas duas toneladas por hectare, diante de um potencial genético de 13 ou 14 toneladas. Isso gerava uma angústia ética dentro da empresa”, relatou.

Para reverter esse cenário, nasceu o programa “Campeões de Produtividade”, que desafiava os produtores a alcançarem maiores rendimentos e premiava os melhores resultados. Em uma ação ousada e simbólica, Pelé foi convidado a participar da campanha. “Para chegar ao cérebro, é preciso conquistar corações”, explicou Tejon, sobre a decisão de unir técnica e emoção.

Especialista em Marketing e Gestão no Agronegócio, José Luiz Tejon Megido: “A Agroceres é um exemplo de que ética, propósito e amor ao país constroem legados que atravessam gerações”

No ano seguinte, uma nova estratégia de comunicação ampliou o impacto. Em 1983, em parceria com a Rede Globo, a Agroceres lançou a campanha “Milho Daminho”, voltada a orientar agricultores com informações práticas e acessíveis. O resultado foi expressivo: crescimento recorde nas vendas de sementes e um movimento que ajudou o Brasil a dobrar sua produção de grãos de 38 para 100 milhões de toneladas.

Mesmo diante de resistências, como as críticas às sementes híbridas e às inovações tecnológicas, o grupo manteve sua convicção. “Chamavam o frango industrial de ‘frango corno’ e duvidavam da safrinha. Hoje, são marcos do sucesso do agro brasileiro. Persistir na verdade e explicar o valor nacional da tecnologia foi o que fez a diferença”, destacou.

Visão de futuro

Com olhar voltado ao futuro, Tejon defendeu uma meta ambiciosa: dobrar o tamanho do agronegócio brasileiro até 2036, passando dos atuais US$ 500 bilhões para algo entre US$ 1 e 2 trilhões. Para isso, apontou os grandes desafios globais, entre os quais insegurança alimentar, desigualdade social, mudanças climáticas e a crise energética, simbolizados pelos “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, cujo verdadeiro comandante, segundo ele, é a desinformação. “O mundo vive uma guerra brutal pelas percepções humanas. Quem dominar a narrativa, dominará o futuro”, alertou. Nesse contexto, o Brasil tem uma vantagem única: a expertise em agricultura tropical. “Enquanto China, Estados Unidos e Índia produzem em zonas temperadas, o Brasil domina a ciência e a prática do cultivo em clima tropical. Temos a chance de dobrar a produção sem desmatar e nos tornar líderes globais da sustentabilidade”, afirmou.

Tejon lembrou que o novo produtor rural precisa reunir competências múltiplas, que vão desde genética, logística a nanotecnologia, marketing e sustentabilidade, e que a velocidade de adaptação é o diferencial essencial na era digital. “A liderança no agro não virá apenas da terra, mas da mente e do conhecimento”, completou.

Para ele, a trajetória do Brasil – “um país construído por imigrantes que fugiram da fome e transformaram o chão em esperança” – dá legitimidade ao papel de protagonista global na produção de alimentos e na busca por um mundo mais justo.

Legado e essência

Tejon fez uma homenagem à Agroceres por seu foco inabalável, mantido mesmo em meio a crises, inflações e instabilidades políticas. Ele recordou o conselho de sua mãe adotiva, usado como metáfora para o sucesso empresarial: “Foque na batata, não no burburinho.”

O palestrante também destacou o papel histórico da Agroceres em pautar debates nacionais. Em 1988, durante a Assembleia Constituinte, a empresa veiculou a campanha televisiva “Senhores constituintes, sem alimento nada existe”, evidenciando seu comprometimento com o país além dos negócios.

Esse espírito inspirou a criação de projetos como o PESEA (Programa de Estudos do Setor Agroindustrial da USP) e o Museu do Agronegócio (MAA), ambos voltados à geração de conhecimento e à valorização da história do setor.

Tejon encerrou sua fala com um agradecimento emocionado à empresa e seus colaboradores: “Vocês são uma companhia com alma. O sucesso de vocês vem da essência humana e do compromisso em transformar o mundo por meio da agricultura tropical. A Agroceres é um exemplo de que ética, propósito e amor ao país constroem legados que atravessam gerações”, ressaltou, sendo muito aplaudido.

Fonte: O Presente Rural

Empresas Ameaça silenciosa

Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves

Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

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Divulgação / Fotos: Zoetis

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.

A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.

Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.

“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.

Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.

“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.

A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.

Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.

Fonte: Assessoria
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Empresas

Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos

A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

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Foto: Divulgação/Boehringer Ingelheim

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.

A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.

“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.

A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.

Fonte: Assessoria Boehringer Ingelheim
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Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor

Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal 

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Divulgação Hercules Energia em Movimento

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.

Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.

Manutenção e ventilação: aliados da produtividade

A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.

Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.

Motor Air Over ventilação – Divulgação Hercules

Alta nas temperaturas exige preparação antecipada

De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.

Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

Fonte: Ass. de Imprensa
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