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José Luiz Tejon assume vice-presidência de Agronegócios da ADVB

Especialista em marketing do agro quer fortalecer comunicação e reputação do setor e já planeja o Fórum ADVB de Agronegócio em julho.

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A Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) passa a contar com um reforço estratégico em sua nova diretoria. O professor, escritor e especialista em marketing do agronegócio José Luiz Tejon acaba de assumir a vice-presidência de Agronegócios da entidade, na gestão liderada pelo novo presidente Lívio Giosa.

Reconhecido como uma das maiores autoridades em marketing do país e referência no diálogo entre o campo e o mercado, Tejon chega à diretoria da ADVB em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro, setor que amplia sua relevância econômica e enfrenta o desafio de fortalecer sua comunicação e reputação no cenário global.

Ao assumir o cargo, Tejon destacou que uma das prioridades será ampliar o debate sobre os desafios “da porteira para fora”, especialmente no campo da comunicação e do posicionamento estratégico do agro brasileiro. Uma das ações planejadas pela instituição para 2026 é a realização, em julho, do Fórum ADVB de Agronegócio, na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “O Brasil já provou ser um gigante na produção. Agora, o desafio é o agro marketing. Precisamos vender a percepção de valor de tudo o que produzimos. O sucesso do agronegócio no futuro não será medido apenas por toneladas, mas pela nossa capacidade de comunicar confiança, sustentabilidade e inovação ao consumidor final, seja ele brasileiro ou estrangeiro”, afirma.

O presidente da ADVB, Lívio Giosa, ressalta que a presença de Tejon na diretoria fortalece a capacidade da entidade de aproximar o marketing das grandes agendas econômicas do país. “O agronegócio é uma das locomotivas da economia brasileira, mas sua força também depende da capacidade de conectar produção de excelência com estratégias inteligentes de mercado. A chegada de Tejon reforça o papel da ADVB como espaço de diálogo e construção de soluções para o setor”, destaca.

O Fórum ADVB de Agronegócio busca justamente integrar essas duas dimensões – produção e mercado – promovendo reflexões sobre inovação, sustentabilidade e posicionamento internacional do agro brasileiro diante das transformações globais que impactam o setor.

Fonte: Assessoria ADVB

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Seminário internacional debate futuro da pecuária familiar no bioma Pampa

Evento no Uruguai reúne pesquisadores, extensionistas e produtores de Brasil, Argentina e Uruguai para discutir inovação, sustentabilidade e desenvolvimento rural na região.

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A Embrapa Pecuária Sul participa do 5º Seminário Técnico Internacional Ganadería Familiar y Desarrollo Rural, que será realizado entre 18 e 20 de março, na cidade de Salto, no Uruguai. O encontro reúne pesquisadores, extensionistas, gestores públicos e produtores para discutir os desafios e as perspectivas da pecuária familiar no Bioma Pampa, território compartilhado por Brasil, Argentina e Uruguai.

O seminário tem como objetivo promover uma reflexão conjunta sobre caminhos para fortalecer a pecuária familiar e o desenvolvimento rural na região, considerando aspectos produtivos, sociais e ambientais. A programação reúne instituições de pesquisa, ensino e extensão rural dos três países, além da participação de convidados internacionais, como o CIRAD, da França, organização voltada à pesquisa agrícola e à cooperação científica internacional.

Engenheiro agrônomo e analista de Gestão de Negócios Tecnológicos na Embrapa Pecuária Sul, Alberi Noronha – Fotos: Divulgação

Os seminários técnicos fazem parte de uma iniciativa construída por uma rede trinacional de instituições, que desde 2017 promove encontros periódicos para compartilhar experiências e resultados de projetos voltados ao manejo sustentável da pecuária familiar no Pampa. As edições anteriores foram realizadas nas cidades de Tacuarembó (2017), Dom Pedrito (2018), La Plata (2019) e Santana do Livramento (2024). A quinta edição busca dar continuidade ao intercâmbio de conhecimentos científicos e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.

De acordo com os organizadores, o seminário pretende fortalecer o diálogo entre ciência, extensão rural e produtores, contribuindo para a construção de estratégias que conciliem produtividade, conservação dos campos naturais e permanência das famílias no meio rural.

Participação da Embrapa

Chefe-adjunto de PD&I da unidade, Marcos Borba

A equipe da Embrapa terá presença ativa na programação do encontro. No primeiro dia do seminário, o engenheiro agrônomo e analista de Gestão de Negócios Tecnológicos na Embrapa Pecuária Sul, Alberi Noronha, vai atuar como mediador da segunda mesa de debates, dedicada à apresentação de experiências de transição agroecológica em estabelecimentos de pecuária familiar.

No dia seguinte, os pesquisadores Leandro Volk e José Pedro Trindade apresentarão o livro Arte e Ciência no Manejo do Campo Nativo, publicado no ano passado. A obra reúne conhecimentos técnicos e experiências práticas relacionadas ao manejo sustentável dos campos naturais do Pampa.

O chefe-adjunto de PD&I da unidade, Marcos Borba, também participará da etapa final do seminário. Ele integrará o grupo de representantes institucionais responsável pelo encerramento do evento e pela elaboração de uma síntese dos debates, que deverá reunir propostas e recomendações voltadas ao fortalecimento da pecuária familiar e à sustentabilidade produtiva no bioma.

Segundo a organização, o encontro busca consolidar um espaço permanente de cooperação entre os três países, ampliando o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade produtiva e ambiental do Pampa.

Para conferir a programação completa e mais informações sobre o seminário clique aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul
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Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio discute crédito mais escasso e endividamento no campo

Desafios do financiamento rural, execução de garantias e segurança jurídica estarão no centro de debate entre juristas, magistrados e executivos.

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Um dos temas mais sensíveis para o agronegócio brasileiro – o acesso ao crédito rural em um contexto de restrição financeira, aumento do endividamento no campo e maior pressão sobre os custos de produção – estará no centro dos debates do painel “Seguro e financiamento rural: sustentabilidade e crise do crédito”, programado para o dia 30 de março, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA).

Especialistas do setor privado, do sistema financeiro e do judiciário irão analisar os desafios jurídicos e institucionais do financiamento ao produtor em um momento de maior pressão sobre as margens e de dificuldades para renegociação de dívidas. “O agronegócio brasileiro é um sistema cuja viabilidade depende cada vez mais do financiamento privado, especialmente da atuação das multinacionais de grãos. Diante da atual crise de crédito, a segurança jurídica se torna um elemento central para a confiança dos financiadores e para a sustentabilidade econômica do setor”, afirma o advogado Marcelo Fraga, especialista em Direito da Energia, Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Para o advogado Marcelo Fraga, especialista em Direito da Energia, Meio Ambiente e Recursos Naturais. a segurança jurídica é elemento central para a confiança dos financiadores do agro – Foto: Divulgação

Em sua apresentação, Fraga analisará a participação dos agentes de crédito nas duas últimas safras, o papel das multinacionais de grãos no financiamento da produção e os impactos da recuperação judicial de produtores rurais sobre o ambiente de crédito. Outro ponto de destaque será a evolução institucional do setor, simbolizada pelos mais de 30 anos da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento considerado fundamental para o desenvolvimento do crédito rural no país.

Já a advogado com especialização em Contratos Imobiliários, Andréa Aranha Greco, vai abordar as dificuldades enfrentadas por credores para excutir garantias fiduciárias em processos de recuperação judicia”, especialmente quando o devedor alega a essencialidade dos bens dados em garantia.

Moderado por Pauleandro Duarte, o painel contará também com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Ricardo Villas Bôas Cueva; e do juiz de Direito Thiago Castelliano, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Castelliano irá discutir os desafios jurisprudenciais relacionados ao crédito rural -em um contexto de maior escassez de recursos e aumento do endividamento dos produtores – além das dificuldades na aplicação do Manual de Crédito Rural pelo Judiciário e os obstáculos processuais enfrentados por produtores que buscam renegociar dívidas.”Entre esses entraves está a criação, em algumas decisões judiciais, de requisitos prévios para ações de alongamento de dívidas rurais, como a exigência de requerimento administrativo anterior e de negativa formal da instituição financeira. A combinação desses requisitos pode dificultar o acesso do produtor rural à Justiça”, afirma o juiz.

Thiago Castelliano, juiz do Tribunal de Justiça de Goiás, abordará os obstáculos processuais enfrentados por produtores que buscam renegociar dívidas – Foto: Divulgação

Para o presidente do IBDA, Renato Buranello, embora o cenário do agronegócio brasileiro pareça positivo à primeira vista, com safra recorde e posição estratégica do país na produção de alimentos, fibras e bioenergia, os próximos anos tendem a ser desafiadores. “Os fundamentos estruturais do setor permanecem sólidos. No entanto, 2025 e 2026 refletem os efeitos de um ciclo recente de forte expansão do crédito. Observamos margens mais pressionadas e um número crescente de empresas da cadeia produtiva enfrentando dificuldades semelhantes”, afirma.

Segundo Buranello, essa fase de ajuste não deve se dissipar no curto prazo. “Ao contrário, tende a se estender ao longo de todo o ano de 2026, agravada por fatores como o calendário eleitoral e a realização da Copa do Mundo. Historicamente, em anos eleitorais, temas estruturantes costumam avançar com menor intensidade.”

Palestra inaugural

A palestra inaugural da sexta edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio será ministrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, com o tema “Ordem Econômica e Segurança Jurídica”.

A programação inclui ainda painéis sobre segurança jurídica na reforma do Estatuto da Terra e na aplicação do Marco Temporal, incentivos à segurança climática, regulamentação e transição da reforma tributária e uma mesa redonda sobre os desafios das relações de trabalho no campo e a importância da negociação coletiva no estatuto do trabalhador rural.

O evento será realizado das 09 às 18 horas no Hotel Renaissance São Paulo. As inscrições para participação presencial ou on-line podem ser feitas pelo site acesse clicando aqui. A transmissão on-line será gratuita. As inscrições estarão abertas até 29 de março ou enquanto houver vagas.

Fonte: Assessoria Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA)
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Índice de poder de compra de fertilizantes registra alta de 1,28 em fevereiro

Movimento reflete oscilações nos preços de ureia, MAP, SSP e cloreto de potássio, além do impacto do câmbio no mercado brasileiro.

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Foto: Claudio Neves

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou fevereiro em 1,28, acima do 1,20 registrado em janeiro, refletindo principalmente os movimentos observados nos preços internacionais dos fertilizantes e no câmbio ao longo do mês. O indicador mede a relação de troca entre os preços dos principais fertilizantes utilizados na agricultura e as commodities agrícolas, funcionando como um termômetro da capacidade de compra do produtor.

Entre os fertilizantes acompanhados pelo índice, ureia, fosfato monoamônico (MAP), superfosfato simples (SSP) e cloreto de potássio (KCl) registraram ajustes de preços no mercado internacional durante o período. No campo cambial, o dólar apresentou variação próxima de 3% frente ao real, movimento observado em um ambiente de manutenção das taxas de juros em patamar elevado no Brasil, fator que também influencia a dinâmica de preços no mercado de insumos.

No cenário global, o mercado de fertilizantes segue operando sob condições de oferta limitada em algumas origens e estoques relativamente ajustados, enquanto a demanda permanece ativa em diferentes regiões produtoras. Esse ambiente é somado às tensões geopolíticas em áreas relevantes para o abastecimento mundial, especialmente no Oriente Médio, o que contribui para manter o mercado atento a possíveis impactos na disponibilidade e nos preços.

Do lado das commodities agrícolas consideradas na composição do índice, cana-de-açúcar e algodão registraram variações positivas em fevereiro, enquanto soja e milho apresentaram ajustes em suas cotações. No caso da soja, o movimento ocorre em paralelo ao avanço da colheita no Brasil e à expectativa de uma safra elevada, fatores que influenciam o comportamento dos preços. Já no milho, o mercado acompanha o início do plantio da segunda safra, que neste ciclo ocorre com atraso em algumas regiões em relação ao calendário do ano anterior.

No mercado doméstico, o ritmo da colheita da soja e a evolução do plantio da safrinha permanecem entre os elementos monitorados pelos agentes do setor, uma vez que podem influenciar, no curto prazo, a dinâmica da relação de troca entre grãos e fertilizantes observada pelo índice.

Entendendo o IPCF

O IPCF é divulgado mensalmente pela Mosaic e consiste na relação entre indicadores de preços de fertilizantes e de commodities agrícolas. A metodologia consiste na comparação em relação à base de 2017, indicando que quanto menor a relação mais favorável o índice e melhor a relação de troca. O cálculo do IPCF leva em consideração as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.

Fonte: Assessoria Mosaic
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