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Jornada Técnica de Confinamento Silvafeed discute tendências em nutrição e manejo
Especialistas e técnicos debatem os atualizações em nutrição de bovinos confinados
A atualização técnica sobre confinamento reúne técnicos da indústria, consultores e confinadores de todo o país no Auracária Plaza Hotel em Ribeirão Preto – SP, para debater novas tecnologias em nutrição e manejo que maximizem os resultados produtivos. Para a jornada de dois dias de debates e troca de conhecimento o palestrante convidado é o especialista Prof. Dr. Rubén Barajas Cruz, da Universidade Autônoma de Sinaloa – México. Diretor de Nutrição Animal da Silvafeed Marcelo Manella destaca “A idéia da Jornada Técnica é trazer um especialistas com larga experiência e pesquisa em produção intensiva de bovinos, que além da atualização permite maior intercâmbio de conhecimento entre os técnicos”.
Barajas abre a programação falando sobre principio básicos e aplicados na nutrição de bovinos confinados e conceito de FDN fisicamente efetivo na prática, desde a formulação até a aplicação. Foco da jornada Barajas vai apresentar “Protocolos nutricionais para as fases de adaptação, crescimento e terminação” e o “Uso de taninos de quebracho e cantanheira para dietas de alto desempenho”.
O especialista em nutrição de ruminantes afirma que o uso taninos podem proporcionar até 20% a mais de disponibilidade de proteína para o animal com a mesma dieta.
Barajas alerta que estudos recentes sobre a ação dos taninos na nutrição de ruminantes que mostram um ganho que chega a 15%, com incremento em peso de carcaça e melhora de 6% na conversão alimentar. O pesquisador explica “O uso de taninos na dieta em confinamento demonstrou um aumento na quantidade de aminoácidos que chegam ao intestino, o que favorece o aumento da proteína metabolizável.
Segundo Barajas os taninos reduzem a degradação da proteína no rúmen, protegendo da ação das bactérias, o que proporciona mais proteína disponível “O tanino tem a capacidade de inibir enzimas no rumem pela ação antibacteriana, com isso podemos obter até 20% a mais de proteínas disponíveis para o animal”, completa.
O especialista fala ainda sobre o “Uso de implantes hormonais e beta agonistas – Modelo de produção do México”. Na sexta-feira Barajas fala sobre “Tamanho corporal x plano nutricional – Qual o ajuste nutricional para diferentes biotipos animais? E na sequência “Manejo de cocho x Capacidade operacional em grandes confinamentos”.
Estresse térmico X sombreamento
Especialistas alertam que o desempenho de bovinos varia de acordo com o ambiente térmico imposto pelo sistema de produção. Em regiões tropicais como o Brasil, o estresse térmico é uma importante fonte de perda econômica para o setor pecuário, exigindo dos confinadores manejo do rebanho, nutrição e instalações que maximizem a produtividade. Reduzir o estresse causado pelos efeitos climáticos, principalmente pelos raios solares, pode melhorar as condições fisiológicas do rebanho e alterar o comportamento de pastejo, aumentando o desempenho produtivo dos animais. Assunto que vai ser debatido na palestra de encerramento “Impacto do sombreamento no resultando zootécnico de bovinos confinados”.
Nutrição de ponta
A SilvaTeam, líder mundial na produção de extratos vegetais, atua no Brasil com marca – Silvafeed, braço da multinacional italiana que atua em nutrição animal. Nutricionistas destacam que uma mescla de extratos vegetais a base de compostos polifenólicos, também conhecidos como taninos, oferecem hoje uma excelente alternativa ao uso de antibióticos.
Os taninos proporcionam ainda um maior by-pass da proteína. Isso tudo aumenta o fluxo de proteína metabolizável para absorção intestinal, promovendo maiores ganhos de peso e produção de leite.
Os efeitos positivos dos taninos vêm sendo estudados em universidades e centros de pesquisas de diversos países. A consistência de resultados na saúde e na produção animal do produto já foram estudados, por exemplo, pela Universidade da Califórnia, Texas Tech, Texas A&M e Wisconsin nos Estados Unidos, INRA na França, INTA na Argentina, Università Cattolica del Sacro Cuore di Piacenza na Itália e Lethbridge Research Centre Agriculture and Agri-Food no Canada, Universidade de Sinaloa no Mexico, entre outras. No Brasil, estudos realizados com taninos na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, demostraram melhor eficiência no metabolismo proteico e na eficiência alimentar em gado de corte. Além disso, universidades da China, Bélgica, Alemanha, Japão, entre outros, também realizaram pesquisas neste sentido.
Fonte: Ass. de Imprensa SilvaFeed

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
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Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
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Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

