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Jorge Werneck assume chefia-geral da Embrapa Cerrados
Pesquisador assume mandato de dois anos com foco em diálogo, integração entre ciência, políticas públicas e setor produtivo, e fortalecimento da pesquisa em savanas tropicais.

O pesquisador Jorge Werneck assumiu a Chefia-Geral da Embrapa Cerrados em janeiro. O mandato é de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Compondo a nova equipe de gestores, estão o pesquisador Edson Sano, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento e chefe-geral substituto; a analista Cristiane Cruz, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia; e o analista Herler Oliveira, chefe-adjunto de Administração.
A cerimônia de transmissão de cargo está prevista para o dia 12 de fevereiro, às 10 horas, no auditório Wenceslau Goedert, com presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e do diretor de P&D, Clenio Pillon.
Engenheiro agrícola e doutor em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos, o novo chefe-geral traz como experiência de gestão suas passagens pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), onde foi diretor (2017 a 2022), Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), onde atuou como superintendente (2022 a 2023), e Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad-GO), como subsecretário de Biodiversidade, Unidades de Conservação e Segurança Hídrica (2023 a 2024).
Ainda com uma trajetória de 25 anos no quadro da Embrapa, Werneck propõe uma administração pautada pela transparência e pelo diálogo. “Queremos resgatar o sentido de pertencimento de todos para que tenhamos um ambiente de trabalho com reconhecimento, cooperação e oportunidades de desenvolvimento profissional”, enaltece.
Destaques do plano de trabalho

Pesquisador Jorge Werneck
Para assegurar um clima organizacional positivo na Unidade, com real proximidade entre as equipes e a chefia, o plano de trabalho apresentado para este período prevê: canais abertos de comunicação para sugestões e demandas dos empregados; gestão participativa com a realização de reuniões trimestrais com toda a equipe para debater os rumos da Unidade e garantir que o alinhamento de todos sobre os encaminhamentos da gestão; acordos transparentes com metas de trabalhos discutidas e pactuadas com cada setor; suporte e capacitação para adoção de novas tecnologias, como inteligência artificial e internet das coisas, para que as equipes estejam preparadas para os desafios atuais e do futuro.
A gestão será focada no fortalecimento da integração entre ciência, políticas públicas e o setor produtivo. “Para mantermos a relevância da Unidade junto ao setor produtivo e à sociedade, vamos enfatizar a busca ativa por parcerias internacionais e novos fluxos de financiamento. Isso será essencial para garantir que o vasto conhecimento gerado pela Embrapa Cerrados nos últimos 50 anos se transforme em soluções acessíveis para a sociedade”, ressalta.
Desafios e propostas

Chefe de P&D, Edson Sano
No que diz respeito à pesquisa e ao desenvolvimento, a expectativa é fortalecer a Embrapa Cerrados como centro de referência em agricultura de savanas tropicais. “Empenharemos esforços na ampliação de cooperações técnicas internacionais, na captação de recursos internacionais e na transferência de tecnologias para outros países com predominância de savanas tropicais”, ressalta o chefe de P&D, Edson Sano.
Outro desafio central, segundo o novo gestor, será agrupar as atividades de pesquisa do Centro e suas entregas, para que possam refletir as necessidades do setor produtivo, os compromissos com a sustentabilidade e os avanços em inovação tecnológica. “Em síntese, pretendemos fortalecer a integração das dimensões socioeconômica e ambiental nas agendas de P&D da Embrapa Cerrados, o que exigirá diálogo permanente com o setor produtivo, parceiros públicos e privados e redes nacionais e internacionais de pesquisa”, salienta.

Cristiane Cruz
À frente da chefia de Transferência de Tecnologia, Cristiane Cruz vê como principal desafio dar escala ao conhecimento que a Embrapa Cerrados já produz. “Temos que garantir que a ciência chegue de forma clara e útil para quem decidir. Não se trata apenas de transferir tecnologia, queremos transferir melhor, com segurança, estratégia e impacto”, pontua.
Cristiane conta que o plano é atuar de forma integrada com a área de P&D, no mapeamento e na priorização de tecnologias, para que a Unidade possa se conectar com aqueles que mais precisam delas, definir instrumentos que permitam aumentar seu alcance e principalmente evidenciar os resultados gerados.
Na gestão da Unidade, o foco será buscar maior agilidade e fluxos claros para que os projetos sejam desenvolvidos de forma eficiente, evitando perda de oportunidades que venham a surgir. “Buscarei contribuir para fortalecer a gestão administrativa, com apoio às atividades de pesquisa com eficiência e diálogo, pautada na transparência, no respeito às normas e na valorização das pessoas”, menciona o chefe de Administração.
Para os demais cargos, foram designados os pesquisadores Kleberson de Souza para a Coordenaria Administrativa de Suporte à Inovação (CSI) e Maria Emília Alves para o Comitê Técnico Interno (CTI). Continuam nos cargos Cláudio Magnabosco, no Centro de Desempenho Animal (CDA); Lincoln Loures, no Centro de Inovação em Genética Vegetal (CIGV); e Adriano de Mesquita, no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL).

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.



