Notícias
JBS tem alta de 7,7% na receita líquida do 2º trimestre
Resultado no período impulsionado pela melhora nas margens da Seara e da Pilgrim’s e pela recuperação do negócio bovino da Friboi e da JBS Australia .

O desempenho mais favorável da Seara e da Pilgrim’s Pride, assim como a recuperação nas margens da carne bovina no Brasil e na Austrália impulsionaram os resultados globais da JBS no segundo trimestre de 2022. A companhia registrou alta de 7,7% na sua receita líquida na comparação com igual período de 2021, para R$ 92,2 bilhões, valor recorde. A empresa encerrou o trimestre com lucro Líquido de R$ 4 bilhões.
“Esse trimestre foi importante para comprovar, mais uma vez, o acerto da nossa estratégia de diversificação geográfica e de proteínas. Conseguimos nos preparar para o momento da virada do ciclo bovino nos EUA e mantivemos um resultado forte, graças à nossa relevante participação em todos os principais tipos de proteína e à presença nos principais mercados consumidores, além das nossas marcas fortes”, destaca Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
O resultado do negócio da Pilgrim’s Pride teve crescimento relevante, com receita líquida de R$ 22,8 bilhões, graças ao aumento de demanda para aves especialmente nos Estados Unidos e no México, com retomada do foodservice e a consolidação da demanda do varejo por produtos de valor agregado e por pratos prontos para o consumo. A performance da JBS USA Beef continuou saudável, com receita líquida de R$ 27,2 bilhões, e rentabilidade superior aos níveis históricos.
Por sua vez, a JBS Australia entrou em um ciclo mais positivo, com aumento da oferta de gado, embora os preços permaneçam altos. A margem de negócios da JBS Austrália passou de 4,4% a 6,3% ano a ano.
Os resultados da empresa no Brasil também estão em expansão e aumentaram a sua importância na somatória dos números globais. A JBS Brasil, que reúne os negócios de bovinos no país, teve receita líquida de R$ 14,1 bilhões, com a captura do potencial de crescimento com a maior disponibilidade de matéria-prima e o resultado das ações para fidelização de clientes-chave para o negócio. Liderada pela Friboi, a JBS Brasil viu a sua margem saltar de 3,4% para 5,7% na comparação entre o segundo trimestre de 2022 e igual período de 2021.
A Seara também apresentou uma performance expressiva no segundo trimestre de 2022. A margem do negócio cresceu de 9,0% para 14,1% na comparação anual, alcançando a terceira melhor margem de sua história. Esse resultado é fruto da gestão cuidadosa do mix produtos, consolidando a companhia como sinônimo de qualidade no mercado interno, e da captura das oportunidades no mercado externo, com acesso a importantes países consumidores.
No mercado interno, a Seara tem ampliado o seu market share em importantes segmentos, especialmente em produtos de valor agregado e pratos prontos. Hoje, a empresa está entre as cinco marcas mais escolhidas pelos consumidores brasileiros, de acordo com a décima edição do Brand Footprint Brasil 2022, ranking elaborado pela Kantar e publicado em abril deste ano.
No mercado externo, a Seara vem consolidando a sua posição de líder global na exportação de frangos e um dos principais players na comercialização de suínos. Graças à essa condição, a companhia vem ampliando a presença em mercados-chave, como Europa e Oriente Médio, e obtendo novas habilitações para ampliar o acesso a centros relevantes, como Estados Unidos e México. No segundo trimestre de 2022, a Seara apurou receita líquida de R$ 10,7 bilhões.
Saúde financeira segue evoluindo
Aliada à excelência operacional, a JBS também encerrou o trimestre com uma situação financeira confortável. A alavancagem da Companhia continuou em trajetória controlada, fechando em junho de 2022 em 1,65x em dólar e 1,64x em reais. A empresa também encerrou o trimestre com uma dívida líquida de R$ 78,1 bilhões e uma disponibilidade financeira de R$ 30,9 bilhões, incluindo linhas de crédito rotativas nos Estados Unidos.
Esse quadro positivo tem sido reconhecido pelo mercado de capitais global. Em junho, a S&P elevou a sua classificação de risco para a JBS para grau de investimento, com o rating passando de BB+ para BBB-. Com isso, a JBS consolida o seu status de Full Investment Grade ao ser classificada como grau de investimento pelas agências S&P, Moody’s e Fitch, as maiores do mercado.
Avanço na agenda ESG
No segundo trimestre, a JBS continuou avançando na estratégia ESG e no compromisso de ser Net Zero até 2040. O período marcou o lançamento da No Carbon, a primeira empresa de aluguel de caminhões 100% elétricos do Brasil, operando uma frota de veículos refrigerados que já atendem as operações da JBS no País. Na frente de economia circular, foi inaugurada a unidade de Mafra (SC) da JBS Biodiesel e teve início as atividades da Campo Forte, empresa de fertilizantes organominerais que utiliza resíduos de produção da companhia.
O avanço da pecuária sustentável continua sendo uma prioridade fundamental. Junto com a Silvateam, a Companhia realizou o primeiro Fórum Metano na Pecuária no Brasil, em linha com a sua estratégia de promover a redução global das emissões de metano entérico. Ao todo, a JBS investiu R$ 1,5 bilhão em expansão e modernização das nossas unidades produtivas globalmente, e destinou cerca de R$ 450 milhões em iniciativas ESG.
Nos Estados Unidos, está em andamento a construção do Centro de Inovação de Confinamento da Universidade de Nebraska, financiado pela JBS USA, para pesquisar iniciativas que reduzam as emissões na pecuária. Esse projeto é complementado pela parceria entre a JBS USA e a Universidade Estadual do Colorado na pesquisa sobre a tecnologia de captura de carbono.

Notícias
Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
Notícias
Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
Notícias
EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



