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JBS doa R$ 700 milhões para o enfrentamento da COVID-19

Desse total, R$ 400 milhões – mais de 50% dos recursos – serão destinados a ações no Brasil

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Joanita Maestri Karoleski, ex-CEO da Seara - Fotos: Divulgação

A JBS vai doar R$ 700 milhões para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Desse total, R$ 400 milhões – mais de 50% dos recursos – serão destinados a ações no Brasil.

As doações no Brasil envolvem três frentes de atuação: saúde pública, ação social e apoio à ciência. As iniciativas terão abrangência nacional, impactando diretamente 162 municípios de  17 Unidades da Federação. Somadas, as populações das cidades atendidas chegam a quase 60 milhões de pessoas. Também serão destinados recursos a organizações sociais sem fins lucrativos e entidades de pesquisa.

“Essa doação está inteiramente dedicada ao enfrentamento da Covid-19. Estamos em meio a uma crise sem precedentes no mundo, e enfrentá-la requer o envolvimento de todos. Estamos fazendo todos os esforços e nos dedicando em várias frentes para atender às questões mais críticas nessa pandemia, por meio de investimentos em saúde, ajuda aos mais vulneráveis e apoio à ciência e tecnologia”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO da JBS. “Estou muito confiante de que esse projeto fará muita diferença na vida de milhões de pessoas nesse momento tão desafiador para nossa sociedade”, declara o executivo.

Gilberto Tomazoni, CEO da JBS

Ao todo, vivem nas UFs beneficiadas pela doação da JBS 170 milhões de brasileiros. “Temos uma história de compromisso com o Brasil há mais de 65 anos. Seguimos inteiramente dedicados ao país e aos brasileiros no enfrentamento dessa pandemia e trataremos o assunto com a urgência e a velocidade que o momento pede. Para isso, foi estruturada uma ação de grande capilaridade e relevância, apoiada pelos mais renomados especialistas no país em suas diferentes áreas de atuação e que nos ajudarão em cada etapa dessa ação”, destaca Wesley Batista Filho, presidente da JBS na América do Sul e presidente da Seara.

Wesley Batista Filho, presidente da JBS na América do Sul e presidente da Seara

Os R$ 400 milhões doados pela JBS para o enfrentamento da Covid-19 no Brasil serão distribuídos da seguinte forma:

– R$ 330 milhões serão destinados à construção de hospitais, ampliação de leitos, compra de testes, medicamentos, equipamentos médicos e insumos de higiene, além de doação de alimentos que vão impactar 17 Unidades da Federação e 162 municípios;

– R$ 50 milhões estarão à disposição de entidades de pesquisa e tecnologia no país com foco em estudos na área de saúde;

– R$ 20 milhões para 50 organizações sociais sem fins lucrativos que atendem comunidades vulneráveis no país.

Todas as iniciativas serão coordenadas por Joanita Maestri Karoleski, ex-CEO da Seara, e auditadas pela Grant Thornton, consultoria global com mais de 100 anos no mercado – a empresa de auditoria abriu mão de seus honorários para contribuir com o programa social.

“A doação será usada exclusivamente para o enfrentamento da Covid-19 e para contribuir com a saúde dos brasileiros hoje e também no futuro, já que usaremos a maior parte desses recursos para questões estruturantes como a construção e reforma de hospitais e compra de equipamentos médicos”, esclarece Joanita Karoleski. “O Brasil tem situações e necessidades muito específicas em suas diferentes regiões e faremos a destinação dos recursos de acordo com as demandas dos estados e municípios sempre com foco em saúde, assistência social e ciência”, reforça a coordenadora.

Para validação dos projetos e recursos a serem entregues nas diversas esferas do projeto, foram criados comitês especiais que contam com a participação de membros independentes, a saber:

Comitê Consultivo, terá foco na compra e distribuição das doações.

Fernando Andreatta Torelly, CEO do Hcor, presidirá o Comitê Consultivo. Torelly é graduado em economia pela PUC-RS e tem mestrado em administração de empresas pela PUC-RJ. Possui grande experiência na área da saúde, com forte atuação, por mais de 30 anos, em hospitais públicos e privados. Já atuou como superintendente do Hospital Moinhos de Vento, no Rio Grande do Sul, e também foi  diretor-executivo do Hospital Sírio-Libanês, uma das instituições de saúde mais prestigiadas no País.

Henrique Sutton de Sousa Neves, diretor geral da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, é formado em Direito pela PUC-RJ e no Advanced Management Program – AMP da Harvard Business School. Iniciou as suas atividades profissionais na Shell, onde trabalhou por 22 anos, no Brasil e no Exterior, tendo exercido Vice Presidências Corporativas e de Negócios. Em 1998, assumiu a Presidência da Brasil Telecom, tendo conduzido a transição das diversas empresas da concessão de telefonia fixa após a privatização e a expansão da rede para atender às metas de universalização e melhoria da qualidade dos serviços. Em 2002, funda a empresa Compass Consultoria, voltada para a melhoria de produtividade e redução de custos. Em 2005, assume a Presidência da Varig S/A, onde participou de sua recuperação judicial. Em 2006, assume a Diretoria Geral do Einstein.

Maurício Barbosa, fundador e presidente do Conselho da Bionexo, empresa multinacional brasileira focada em tecnologia digital para a saúde. É formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos e tem formação executiva na Sloan School of Management (escola de negócios do Massachusetts Institute of Technology, MIT). Barbosa é referência em soluções de e-health e inovação.

Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, um dos principais hospitais do Brasil e afiliado a Johns Hopkins Medicine. Economista formado pela UERJ, com mestrado em Filosofia pela PUC-RS, e formação executiva no MIT e na Harvard Business School, com ênfase em Estratégia e Inovação. Já foi Diretor de Finanças Latam da Starwood Hotels, que se fundiu â Marriott International; CFO na Brasco Logística Offshore, e iniciou sua carreira na Arthur Andersen.

Roberto Kalil Filho, Presidente do Conselho Diretor do InCor do HCFMUSP, Diretor da divisão de Cardiologia Clínica do InCor e Diretor-Geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Dr Roberto Kalil é médico cardiologista com graduação pela Universidade de Santo Amaro, residência de Clínica Medica no HCFMUSP, residência de cardiologia no InCor-HCFMUSP, doutorado pela Universidade de São Paulo, pós-doutorado pela Johns Hopkins University e livre-docência pela Universidade de São Paulo. É Professor Titular do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo desde 2011. Fellow do American College of Cardiology, com mais de 150 publicações internacionais, foi o responsável por trazer para o Brasil a técnica de ressonância magnética cardíaca e lidera pesquisas nacionais e internacionais em cardio-oncologia, doença coronária e imagem em cardiologia.

 

Comitê Social, selecionará projetos sociais de 50 organizações sociais sem fins lucrativos

– Carla Duprat, diretora executiva do Instituto InterCement. É formada em ciências políticas e estudos internacionais pela Universidade de Warwick, Inglaterra, e tem MBA em Recursos Humanos pela Universidade de São Paulo. Começou sua carreira na Fundação W.K.Kellogg, pioneira na promoção da filantropia e do voluntariado na América Latina. Foi Diretora-Executiva do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social entre 1999-2005. Atuou como Diretora de Investimento Social da Participações Morro Vermelho e Diretora corporativa de Sustentabilidade na Camargo Corrêa S.A. entre 2006-2015. É membro do Conselho Consultivo da Fundación Loma Negra, Instituto de Cidadania Empresarial, Instituto Childhood Brasil e Diretora-Presidente do Projeto Casulo.

Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior, conselheira da Artesol e do Instituto Protea. É formada em administração de empresas e trabalha há 20 anos no terceiro setor. Foi a mais jovem presidente da Liga Solidária, uma das mais renomadas instituições sem fins lucrativos do Brasil. Durante sua gestão, estruturou os projetos da Liga para que passassem a captar recursos, inclusive de fora do país, com prestação de contas abertas. Hoje integra o Conseho da instituição.

Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (Cufa), a maior organização não governamental focada nas favelas do Brasil e presente em mais de 15 países. Produtor de eventos e ativista social, é CEO da Favela Holding, um conglomerado de 22 empresas focado no mercado das periferias, que surgiu a partir da Cufa. Todas as empresas são presididas e administradas por moradores de favelas e periferias. Os negócios têm por objetivo formar, capacitar e gerar renda nas comunidades. Nasceu na Baixada Fluminense, onde viveu até os sete anos. Aos 16, já havia morado em três favelas, em abrigos públicos e na rua. Foi criado na favela do Sapo, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Autodidata, é autor três best sellers, e coautor dos livros Falcão – Mulheres do Tráfico (2007), Falcão – Meninos do Tráfico e Cabeça de Porco. Seu quarto livro é O Manual dos Basqueteiros.

Comitê de Ciência e Tecnologia, vai definir e fiscalizar as doações para institutos de ciência e pesquisa

José Medina Pestana, professor titular da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP e diretor do Hospital do Rim, é médico pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP com Residência em Nefrologia no Hospital São Paulo e Doutorado em Medicina pela disciplina de Nefrologia em Transplante Renal. Em 1990, assumiu a liderança do programa de Transplante de Órgãos da UNIFESP, e, desde então, participa de todo o processo de consolidação legal e logística dos programas de transplantes de órgãos no Brasil. Presidiu por duas vezes a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e a Sociedade Latino-Americana de Transplantes. Além disso, Pestana preside o Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP desde 1996, sendo membro da Comissão de Ética da Sociedade Internacional de Transplantes.

Pedro Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), possui graduação em Educação Física, mestrado e doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas. Ele realizou estágio pós-doutoral no Instituto de Saúde da Criança da Universidade de Londres e atua como docente associado da Universidade Federal de Pelotas no curso de graduação em Educação Física e nos programas de pós-graduação em Educação Física e Epidemiologia da UFPel. É um dos sócios fundadores e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde. Atualmente, também coordena o primeiro estudo feito no Brasil sobre a prevalência da Covid-19  na população do Rio Grande do Sul, que está sendo ampliado para todas as regiões do Brasil.

Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, possui graduação em medicina, residência médica e especialização em cirurgia geral e cirurgia do aparelho digestivo no HCFMUSP. É coordenador do curso de Pós-graduação em Coloproctologia da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica. É também membro do Conselho de Administração do Instituto Coalização Saúde; do Conselho Consultivo da Fundação Faculdade de Medicina – FMUSP; do Conselho Consultivo da Janssen Brasil e do Conselho Superior de Gestão em Saúde – gestão do Secretário Estadual de Saude Dr. José Henrique Germann (SP). É desde 2016 vice-presidente do Conselho da FISESP – Federação Israelita do Estado de São Paulo.

A JBS representa a principal atividade econômica em 56% dos municípios em que tem fábrica. Suas operações formam uma rede de 127 mil colaboradores diretos, 35 mil fornecedores de gado, 10 mil produtores no segmento de aves e suínos e 400 mil parceiros comerciais. “Essa ação que anunciamos hoje vem se somar ao nosso compromisso diário em levar uma vida melhor e o alimento a milhões de famílias no mundo”, ressalta Wesley Filho.

 

Fonte: Assessoria da JBS
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Empresas Suinocultura

O papel das porcas no controle do Mycoplasma nas granjas

Entenda como esses animais agem na disseminação da bactéria no ambiente

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Jovani Finco / Divulgação.

Por: Jovani Finco médico-veterinário e assistente técnico de suínos da Zoetis.

Conhecida já há algumas décadas, a pneumonia enzoótica dos suínos, causada pela infecção da bactéria Mycoplasma hyopneumoniae (MH), está presente em quase 100% das granjas também atingidas pelo circovírus ao redor do mundo, e aqui no Brasil, em 95% do plantel de suínos. É considerada uma doença crônica e endêmica no País. Afeta suínos de todas as idades, principalmente nas fases de crescimento e terminação.

Granjas positivas e sem um trabalho de controle para a bactéria podem perder até 41 gramas de peso diário por animal, uma redução de 16% na taxa de crescimento e 14% a menos de conversão alimentar.
De acordo com estudo de 2017 realizado por Takeuti e Barcellos, as lesões pulmonares provocadas por essa bactéria no abate atingem 55.38% dos animais.

A transmissão do Mycoplasma pode ocorrer via vertical – da porca para os leitões – e horizontal – de leitão para leitão, por meio de secreções nasais e aerossóis.
O papel das porcas na transmissão da doença tem sido cada vez mais estudado e avaliado como importante na contaminação e disseminação da bactéria no plantel. Isso porque, ao chegarem livres do protozoário para um ambiente contaminado, leva-se um tempo até que estes animais se infectem, e depois, deixem de excretar o Mycoplasma.
Por isso, a adaptação dessas matrizes ao novo ambiente é fundamental no controle deste agente. Quanto antes as fêmeas se contaminarem, menor será a probabilidade de elas transmitirem isso aos leitões após o parto e, consequentemente, de animais doentes na fase inicial da vida.

Além da ambientação das matrizes, outras ações são igualmente importantes no controle da bactéria – vacinação, manejo, limpeza e desinfecção do ambiente, vazio sanitário, troca de leitões recém-nascidos desnecessariamente entre leitegadas, vacinações inconsistentes, superlotação, espaço inadequado nas baias, falhas no diagnóstico e no controle de infecções concomitantes, tratamento antimicrobiano no momento errado por períodos e doses menores que o recomendado, escolha da droga incorreta etc. Qualquer falha no processo, não só facilita a infecção dos leitões pelo Mycoplasma, que é um agente primário, como também contribui para ação de outros agentes secundários.
A ação combinada de agentes pode causar grandes prejuízos para a granja – elevação de custo na produção, com o uso de antimicrobianos em tratamento aos animais e/ou até diminuição no desempenho zootécnico e aumento na mortalidade.

Investir em uma vacina que atenda as necessidades e os desafios da granja é importante, mas deve ser associada as várias ações de manejo e biosseguridade.

São muitas as estratégias de controle para o Mycoplasma. As intervenções e ações devem ser pensadas visando à produção de animais sem sinais clínicos de pneumonia e com baixa prevalência da bactéria. Dessa forma, as granjas alcançarão estabilidade em relação à propagação do microrganismo.

 

Fonte: Assessoria
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Empresas Avicultura

Vacina de imunocomplexo natural é eficiente em aves com diferentes níveis de anticorpos maternos contra Doença de Gumboro

Doença de Gumboro é uma das principais causas de problemas imunológicos em aves, sendo responsável por importantes prejuízos para a cadeia da produção de carne de frangos e de ovos

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Foto: O Presente Rural

Por Eva Hunka, médica veterinária pela UFRPE, mestre em medicina veterinária preventiva pela Unesp e gerente de negócios biológicos da Phibro Saúde Animal.

 

As vacinas contra a Doença de Gumboro – uma das principais causas de problemas imunológicos em aves, sendo responsável por importantes prejuízos para a cadeia da produção de carne de frangos e de ovos – estão em constante evolução e novos produtos chegam ao mercado, com tecnologias inovadoras, nos fazendo descobrir novas maneiras de prevenção e controle. Uma dessas tecnologias, que chegou ao Brasil em 2020, é MB-1, vacina de imunocomplexo natural, para uso em dose única ainda em incubatório.

Após a injeção do vírus de MB-1, esse vírus é revestido e temporariamente neutralizado pelos anticorpos maternos (Maternal Derived Antibodies – MDA), formando um imunocomplexo natural. Com a deterioração desses anticorpos, o vírus é liberado e se replica na Bursa de Fabricius (órgão linfoide primário), induzindo resposta imune. Esta característica faz com que a proteção ocorra precocemente – cerca de quatro dias antes quando comparada às vacinas de imunocomplexo convencional. Isso ajuda a diminuir a janela imunológica e melhora a proteção contra os vírus de campo.

O comportamento desta vacina em aves com diferentes níveis de anticorpos foi estudado por Rosenzweig et al. (2018), em ensaio no qual foram correlacionados os níveis de anticorpos maternos, a chegada do vírus vacinal na Bursa e a sorologia destas aves. Como resultado, ficaram demonstradas as diferenças entre os grupos estudados.

Para demonstrar esse modo de ação em frangos de corte comerciais de um dia de vida, foram trabalhados dois grupos, os quais receberam injeções subcutâneas de MB-1 no primeiro dia de vida. Para essa divisão, foi feita a sorologia das aves, que verificou níveis de MDA e, com base nos resultados, os grupos foram montados da seguinte forma: grupo LL (baixo nível de MDA), contendo aves com título médio de ELISA – uma das várias metodologias para análises laboratoriais – de 1.832 (mínimo 605 e máximo 2.996), e grupo HL (alto nível de MDA), contendo aves com título médio de 5.778 (mínimo 3.821 e máximo 9.862). A replicação do vírus MB- na bolsa cloacal foi analisada paralelamente ao monitoramento da soroconversão nas aves.

No grupo LL, o vírus iniciou a replicação na bursa 18 dias após a vacinação (PV) e atingiu seu pico 21 dias após a vacinação, enquanto no grupo HL a replicação do vírus na bolsa atingiu seu pico no 28º dia após a vacinação. A soroconversão nas aves do grupo LL ocorreu 6 dias mais cedo do que nas do grupo HL. Os resultados demonstram que o nível de MDA teve efeito direto sobre o início da replicação viral e a imunização de cada ave dependia do seu próprio título de anticorpos maternos. Também não foram observadas diferenças sorológicas para Doença de Newcastle, demonstrando que não houve dano imunológico decorrente da vacinação com MB-1.

O modo de ação da MB-1 é mediado pelos anticorpos maternos (MDA), que são transmitidos da galinha para o pintinho, e o início da replicação do vírus vacinal na Bursa é dependente desses anticorpos.

Mesmo em aves com baixos títulos de MDA, o vírus vacinal não é detectado antes dos 18 dias de idade. E o início da imunização é individual, ocorrendo de forma precoce em aves com baixos níveis de MDA quando comparado às aves com altos títulos de MDA. Assim, o início da imunidade e soroconversão também ocorrerá antes em aves com baixos títulos de MDA.

Estes dados corroboram com os apresentados por Rafael Martello e seus pesquisadores parceiros (2020), que pesquisou o comportamento da vacina MB-1 no Brasil, em aves comerciais com diferentes níveis de anticorpos maternais, e comprovam que a vacina de imunocomplexo natural tem tecnologia inovadora, segura e eficaz no controle da Doença de Gumboro. Para conhecer os resultados desse importante estudo, te convidamos a assistir à palestra de Rafael Martello, médico veterinário e assistente técnico sênior da Phibro Saúde Animal, durante a Conferência Facta 2021: https://www.youtube.com/watch?v=JScS1JzjH0I.

A íntegra do estudo está disponível em https://conferenciafacta2021.casarn.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Premio-Lamas_2021.pdf.

 

Fonte: Assessoria
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Empresas Suinocultura

É possível aumentar a viabilidade de leitões ao nascimento através da nutrição?

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Ricardo Miranda Garcia, Consultor Técnico de suínos  da Cargill Nutrição Animal - Foto - divulgação

Cenários desafiadores, variabilidade nos preços de matéria prima e constantes pressões internas e externas são fatores que os suinocultores enfrentam rotineiramente. A busca por melhor produtividade se torna seu melhor recurso para se manter competitivo no mercado e sustentar sua produção. Quando olhamos para a fase de reprodução, é muito claro como o aumento em produtividade melhora a rentabilidade do sistema de produção. Desmamar mais leitões por fêmea, dilui significativamente o custo por leitão e aumenta a margem por matriz alojada.

A nutrição de fêmeas é uma ciência à parte, e hoje propicia ao produtor diferentes tecnologias e estratégias que possibilitam o avanço da produtividade por matriz alojada. Matrizes suínas de alto potencial genético constituem a grande maioria dos plantéis de reprodutoras no Brasil.  São fêmeas que possuem a capacidade de parir um grande número de leitões por ano. Mas afinal, se nascem mais leitões por fêmeas, por que aumentar desmamados/fêmea/ano ainda é tão desafiador?

O aumento do número de desmamados/fêmeas/ano não foi acompanhado proporcionalmente pelo aumento no número de nascidos por fêmeas. Isso se deve a maior proporção de leitões que morreram na maternidade. Nos gráficos abaixo, podemos observar que houve um aumento de 16% no número total de nascidos por fêmea entre 2014 e 2020. No entanto, nesse mesmo período, o aumento nas perdas foi de 38%

Fonte: Quiniou et al., 2002

Fonte: Agriness

As perdas de leitões na maternidade são oriundas de causas de natimortalidade e mortalidade pré-desmame. As principais causas de natimortalidade são aquelas resultantes da combinação entre partos mais prolongados e falta de assistência ou assistência inadequada. Os partos prolongados (> 4-5 horas) são bastante comuns em fêmeas que produzem leitegadas maiores. Matrizes nessas condições podem chegar ao esgotamento de reservas energéticas e diminuição do fluxo sanguíneo entre o útero e a placenta, aumentando as chances de má oxigenação dos fetos e consequentemente maior natimortalidade. Além da natimortalidade, que muitas vezes é um grande desafio nas granjas, a mortalidade pré-desmame também pode se tornar um gargalo para os produtores que buscam aumentar desmamados/fêmeas/ano.

Fonte: Quiniou et al., 2002

As dificuldades enfrentadas pelas fêmeas durante o parto não só afetam o número de natimortos, mas também o número de leitões que são perdidos nos primeiros dias de vida. Isso porque, ainda que sobrevivam ao parto, os leitões que sofrem com má oxigenação dos tecidos e/ou rompimento precoce do cordão umbilical, podem apresentar baixa vitalidade nas primeiras horas. Os leitões de baixa vitalidade, mesmo que com bom peso, são animais que ingerem menor quantidade de colostro devido a menor capacidade de sucção, maior tempo para primeira mamada e menor competitividade para chegar aos tetos. Essas características também são vistas nos leitões de baixo peso ao nascimento. No gráfico abaixo, podemos observar que a mortalidade de leitões que nascem abaixo de 1,2 kg é significativamente maior que a de leitões que nascem acima de 1,2 kg.

Os leitões de baixo peso ao nascimento são uma realidade nas granjas do mundo todo. Isso se deve, entre outros fatores, à menor capacidade uterina das matrizes suínas em suportar o crescimento fetal de maneira uniforme. Assim, quanto maior a leitegada, menor o peso médio dos leitões e maior a proporção de leitões considerados de baixo peso, como pode ser observado nos gráficos abaixo. Nesse sentido, diversas linhas de pesquisas buscam, através da nutrição, diminuir esse problema para que as fêmeas produzam leitegadas mais uniformes e de maior peso ao nascimento.

Fonte: Quiniou et al., 2002

Estratégias nutricionais para mitigar esse problema são efetivas quando aliadas a um bom manejo das fêmeas gestantes. Por exemplo, a manutenção de um plantel em boa condição corporal é tão importante quanto suplementos e/ou estratégias nutricionais para esse objetivo. Além disso, a sanidade do plantel pode afetar diretamente o desempenho da fêmea na maternidade como também as taxas de mortalidade e reposição de matrizes, que impactam muito os custos de produção.

Durante o período de gestação, a formação da placenta e dos vasos sanguíneos que a irrigam são de grande importância para a eficiência placentária, que nada mais é que a capacidade da placenta em trocar gases e nutrientes entre os fetos e a mãe. Buscando a otimização desses processos no período gestacional, suplementos nutricionais que favorecem e/ou são precursores de óxido nítrico se mostram promissores. O óxido nítrico é um gás presente na circulação sanguínea que promove a formação dos vasos sanguíneos (angiogênese). Os principais exemplos nesse caso são a L-arginina, L-citrulina e outras fontes de nitrogênio não protéico. A formação de novos vasos e o aumento do seu calibre também favorecem a irrigação da glândula mamária, o que pode resultar em maior produção de leite quando essas tecnologias são aplicadas nas dietas de lactação. Em todos os casos, mas principalmente dos aminoácidos cristalinos citados acima, a decisão da utilização dessa estratégia deve ser criteriosamente avaliada em relação ao retorno sobre o investimento, já que os aminoácidos têm um custo elevado.

A necessidade de alta eficiência de aporte de oxigênio e vascularização dos tecidos é foco da nutrição de atletas de alta performance. Inspirados nesse conceito, pesquisadores da Cargill desenvolveram uma solução inovadora que atua como precursora de óxido nítrico e melhora a viabilidade de leitões através dos mecanismos citados acima. O LivaPig melhora o peso ao nascimento dos leitões, aumenta a vitalidade e vigor dos leitões nascidos e diminui as perdas na maternidade.

Fonte: Cargill

Além dos processos de aporte de nutrientes e oxigênio, a partição de energia e metabolismo de insulina são outros pontos que servem de base para estratégias nutricionais que auxiliam o desenvolvimento dos fetos. Nesse sentido, o cromo e a L-carnitina, um aminoácido não proteico, podem auxiliar no metabolismo energético e taxa de ovulação. Um outro problema comum, principalmente em fêmeas acima da condição corporal ideal, é a resistência à insulina, que de maneira geral prejudica o metabolismo energético. Alguns fitogênicos também podem ser utilizados na fase de gestação e ter efeitos positivos sobre a digestibilidade dos nutrientes e sobre a resistência à insulina, o que pode ter efeito positivo no consumo de ração diário na lactação, como mostra o gráfico abaixo.

Para o período de transição, aquele que antecede o parto, várias estratégias nutricionais podem e devem ser adotadas com objetivo de se ter um parto de qualidade, formação adequada da glândula mamária e um bom início da lactação. A utilização de fibras que promovem lenta liberação de glicose evita o esgotamento energético da fêmea durante o parto. Na dieta de transição, uma atenção especial deve ser dada ao balanço eletrolítico e ao balanço de cálcio/fósforo.

No período de lactação, de maneira geral, deve-se garantir um bom consumo de ração para que a fêmea expresse seu potencial produtivo. Além de uma dieta de qualidade, que atenda os requerimentos nutricionais do animal, um bom manejo alimentar, com estímulo ao consumo, ambiente de qualidade, ração fresca e água de qualidade são fatores primordiais para o desempenho da matriz.

Em resumo, estratégias aplicadas na gestação podem contribuir para a melhoria da uniformidade da leitegada e melhor peso médio ao nascimento. Uma atenção especial no período pré-parto, pode evitar partos prolongados e diminuir riscos de natimortalidade. Já na lactação, a garantia de um consumo adequado de uma dieta balanceada garante melhor produção de leite e desempenho de leitegada. Leitões mais uniformes e de peso acima de 1,2 kg que não sofreram no processo do parto, e fêmeas saudáveis sem problemas de consumo são os elementos necessários para o aumento em desmamados/fêmea/ano de maneira efetiva na suinocultura atual.

 

Ricardo Miranda Garcia, Consultor Técnico de suínos  da Cargill Nutrição Animal

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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