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JBS doa R$ 700 milhões para o enfrentamento da COVID-19

Desse total, R$ 400 milhões – mais de 50% dos recursos – serão destinados a ações no Brasil

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Joanita Maestri Karoleski, ex-CEO da Seara - Fotos: Divulgação

A JBS vai doar R$ 700 milhões para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Desse total, R$ 400 milhões – mais de 50% dos recursos – serão destinados a ações no Brasil.

As doações no Brasil envolvem três frentes de atuação: saúde pública, ação social e apoio à ciência. As iniciativas terão abrangência nacional, impactando diretamente 162 municípios de  17 Unidades da Federação. Somadas, as populações das cidades atendidas chegam a quase 60 milhões de pessoas. Também serão destinados recursos a organizações sociais sem fins lucrativos e entidades de pesquisa.

“Essa doação está inteiramente dedicada ao enfrentamento da Covid-19. Estamos em meio a uma crise sem precedentes no mundo, e enfrentá-la requer o envolvimento de todos. Estamos fazendo todos os esforços e nos dedicando em várias frentes para atender às questões mais críticas nessa pandemia, por meio de investimentos em saúde, ajuda aos mais vulneráveis e apoio à ciência e tecnologia”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO da JBS. “Estou muito confiante de que esse projeto fará muita diferença na vida de milhões de pessoas nesse momento tão desafiador para nossa sociedade”, declara o executivo.

Gilberto Tomazoni, CEO da JBS

Ao todo, vivem nas UFs beneficiadas pela doação da JBS 170 milhões de brasileiros. “Temos uma história de compromisso com o Brasil há mais de 65 anos. Seguimos inteiramente dedicados ao país e aos brasileiros no enfrentamento dessa pandemia e trataremos o assunto com a urgência e a velocidade que o momento pede. Para isso, foi estruturada uma ação de grande capilaridade e relevância, apoiada pelos mais renomados especialistas no país em suas diferentes áreas de atuação e que nos ajudarão em cada etapa dessa ação”, destaca Wesley Batista Filho, presidente da JBS na América do Sul e presidente da Seara.

Wesley Batista Filho, presidente da JBS na América do Sul e presidente da Seara

Os R$ 400 milhões doados pela JBS para o enfrentamento da Covid-19 no Brasil serão distribuídos da seguinte forma:

– R$ 330 milhões serão destinados à construção de hospitais, ampliação de leitos, compra de testes, medicamentos, equipamentos médicos e insumos de higiene, além de doação de alimentos que vão impactar 17 Unidades da Federação e 162 municípios;

– R$ 50 milhões estarão à disposição de entidades de pesquisa e tecnologia no país com foco em estudos na área de saúde;

– R$ 20 milhões para 50 organizações sociais sem fins lucrativos que atendem comunidades vulneráveis no país.

Todas as iniciativas serão coordenadas por Joanita Maestri Karoleski, ex-CEO da Seara, e auditadas pela Grant Thornton, consultoria global com mais de 100 anos no mercado – a empresa de auditoria abriu mão de seus honorários para contribuir com o programa social.

“A doação será usada exclusivamente para o enfrentamento da Covid-19 e para contribuir com a saúde dos brasileiros hoje e também no futuro, já que usaremos a maior parte desses recursos para questões estruturantes como a construção e reforma de hospitais e compra de equipamentos médicos”, esclarece Joanita Karoleski. “O Brasil tem situações e necessidades muito específicas em suas diferentes regiões e faremos a destinação dos recursos de acordo com as demandas dos estados e municípios sempre com foco em saúde, assistência social e ciência”, reforça a coordenadora.

Para validação dos projetos e recursos a serem entregues nas diversas esferas do projeto, foram criados comitês especiais que contam com a participação de membros independentes, a saber:

Comitê Consultivo, terá foco na compra e distribuição das doações.

Fernando Andreatta Torelly, CEO do Hcor, presidirá o Comitê Consultivo. Torelly é graduado em economia pela PUC-RS e tem mestrado em administração de empresas pela PUC-RJ. Possui grande experiência na área da saúde, com forte atuação, por mais de 30 anos, em hospitais públicos e privados. Já atuou como superintendente do Hospital Moinhos de Vento, no Rio Grande do Sul, e também foi  diretor-executivo do Hospital Sírio-Libanês, uma das instituições de saúde mais prestigiadas no País.

Henrique Sutton de Sousa Neves, diretor geral da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, é formado em Direito pela PUC-RJ e no Advanced Management Program – AMP da Harvard Business School. Iniciou as suas atividades profissionais na Shell, onde trabalhou por 22 anos, no Brasil e no Exterior, tendo exercido Vice Presidências Corporativas e de Negócios. Em 1998, assumiu a Presidência da Brasil Telecom, tendo conduzido a transição das diversas empresas da concessão de telefonia fixa após a privatização e a expansão da rede para atender às metas de universalização e melhoria da qualidade dos serviços. Em 2002, funda a empresa Compass Consultoria, voltada para a melhoria de produtividade e redução de custos. Em 2005, assume a Presidência da Varig S/A, onde participou de sua recuperação judicial. Em 2006, assume a Diretoria Geral do Einstein.

Maurício Barbosa, fundador e presidente do Conselho da Bionexo, empresa multinacional brasileira focada em tecnologia digital para a saúde. É formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos e tem formação executiva na Sloan School of Management (escola de negócios do Massachusetts Institute of Technology, MIT). Barbosa é referência em soluções de e-health e inovação.

Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, um dos principais hospitais do Brasil e afiliado a Johns Hopkins Medicine. Economista formado pela UERJ, com mestrado em Filosofia pela PUC-RS, e formação executiva no MIT e na Harvard Business School, com ênfase em Estratégia e Inovação. Já foi Diretor de Finanças Latam da Starwood Hotels, que se fundiu â Marriott International; CFO na Brasco Logística Offshore, e iniciou sua carreira na Arthur Andersen.

Roberto Kalil Filho, Presidente do Conselho Diretor do InCor do HCFMUSP, Diretor da divisão de Cardiologia Clínica do InCor e Diretor-Geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Dr Roberto Kalil é médico cardiologista com graduação pela Universidade de Santo Amaro, residência de Clínica Medica no HCFMUSP, residência de cardiologia no InCor-HCFMUSP, doutorado pela Universidade de São Paulo, pós-doutorado pela Johns Hopkins University e livre-docência pela Universidade de São Paulo. É Professor Titular do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo desde 2011. Fellow do American College of Cardiology, com mais de 150 publicações internacionais, foi o responsável por trazer para o Brasil a técnica de ressonância magnética cardíaca e lidera pesquisas nacionais e internacionais em cardio-oncologia, doença coronária e imagem em cardiologia.

 

Comitê Social, selecionará projetos sociais de 50 organizações sociais sem fins lucrativos

– Carla Duprat, diretora executiva do Instituto InterCement. É formada em ciências políticas e estudos internacionais pela Universidade de Warwick, Inglaterra, e tem MBA em Recursos Humanos pela Universidade de São Paulo. Começou sua carreira na Fundação W.K.Kellogg, pioneira na promoção da filantropia e do voluntariado na América Latina. Foi Diretora-Executiva do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social entre 1999-2005. Atuou como Diretora de Investimento Social da Participações Morro Vermelho e Diretora corporativa de Sustentabilidade na Camargo Corrêa S.A. entre 2006-2015. É membro do Conselho Consultivo da Fundación Loma Negra, Instituto de Cidadania Empresarial, Instituto Childhood Brasil e Diretora-Presidente do Projeto Casulo.

Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior, conselheira da Artesol e do Instituto Protea. É formada em administração de empresas e trabalha há 20 anos no terceiro setor. Foi a mais jovem presidente da Liga Solidária, uma das mais renomadas instituições sem fins lucrativos do Brasil. Durante sua gestão, estruturou os projetos da Liga para que passassem a captar recursos, inclusive de fora do país, com prestação de contas abertas. Hoje integra o Conseho da instituição.

Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (Cufa), a maior organização não governamental focada nas favelas do Brasil e presente em mais de 15 países. Produtor de eventos e ativista social, é CEO da Favela Holding, um conglomerado de 22 empresas focado no mercado das periferias, que surgiu a partir da Cufa. Todas as empresas são presididas e administradas por moradores de favelas e periferias. Os negócios têm por objetivo formar, capacitar e gerar renda nas comunidades. Nasceu na Baixada Fluminense, onde viveu até os sete anos. Aos 16, já havia morado em três favelas, em abrigos públicos e na rua. Foi criado na favela do Sapo, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Autodidata, é autor três best sellers, e coautor dos livros Falcão – Mulheres do Tráfico (2007), Falcão – Meninos do Tráfico e Cabeça de Porco. Seu quarto livro é O Manual dos Basqueteiros.

Comitê de Ciência e Tecnologia, vai definir e fiscalizar as doações para institutos de ciência e pesquisa

José Medina Pestana, professor titular da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP e diretor do Hospital do Rim, é médico pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP com Residência em Nefrologia no Hospital São Paulo e Doutorado em Medicina pela disciplina de Nefrologia em Transplante Renal. Em 1990, assumiu a liderança do programa de Transplante de Órgãos da UNIFESP, e, desde então, participa de todo o processo de consolidação legal e logística dos programas de transplantes de órgãos no Brasil. Presidiu por duas vezes a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e a Sociedade Latino-Americana de Transplantes. Além disso, Pestana preside o Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP desde 1996, sendo membro da Comissão de Ética da Sociedade Internacional de Transplantes.

Pedro Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), possui graduação em Educação Física, mestrado e doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas. Ele realizou estágio pós-doutoral no Instituto de Saúde da Criança da Universidade de Londres e atua como docente associado da Universidade Federal de Pelotas no curso de graduação em Educação Física e nos programas de pós-graduação em Educação Física e Epidemiologia da UFPel. É um dos sócios fundadores e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde. Atualmente, também coordena o primeiro estudo feito no Brasil sobre a prevalência da Covid-19  na população do Rio Grande do Sul, que está sendo ampliado para todas as regiões do Brasil.

Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, possui graduação em medicina, residência médica e especialização em cirurgia geral e cirurgia do aparelho digestivo no HCFMUSP. É coordenador do curso de Pós-graduação em Coloproctologia da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica. É também membro do Conselho de Administração do Instituto Coalização Saúde; do Conselho Consultivo da Fundação Faculdade de Medicina – FMUSP; do Conselho Consultivo da Janssen Brasil e do Conselho Superior de Gestão em Saúde – gestão do Secretário Estadual de Saude Dr. José Henrique Germann (SP). É desde 2016 vice-presidente do Conselho da FISESP – Federação Israelita do Estado de São Paulo.

A JBS representa a principal atividade econômica em 56% dos municípios em que tem fábrica. Suas operações formam uma rede de 127 mil colaboradores diretos, 35 mil fornecedores de gado, 10 mil produtores no segmento de aves e suínos e 400 mil parceiros comerciais. “Essa ação que anunciamos hoje vem se somar ao nosso compromisso diário em levar uma vida melhor e o alimento a milhões de famílias no mundo”, ressalta Wesley Filho.

 

Fonte: Assessoria da JBS

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Jefo impulsiona a produção animal após restrições a importantes APCs

Líder canadense em nutrição animal apresenta soluções inovadoras no SIAVS 2026

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Divulgação Jefo

A Jefo Nutrition Inc., líder mundial em soluções de nutrição intestinal de precisão para animais estará presente no stand 54 do Salão Internacional de Proteína Animal – SIAVS 2026, de 4 a 6 de agosto em São Paulo. O maior evento do setor acontece pouco tempo após a recente proibição do uso de cinco importantes antibióticos promotores de crescimento (APCs) no Brasil, o que marca uma nova etapa na produção animal e acelera a busca por soluções naturais capazes de preservar a saúde e o desempenho animal, bem como a rentabilidade dos produtores. A medida segue uma tendência global de combate à resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública e responsável, segundo a Organização Mundial da Saúde, por milhares de mortes a cada ano.

Os benefícios da nutrição de precisão

Esse cenário reforça a importância da abordagem One Health, na qual a saúde humana, animal e ambiental estão interligadas e devem ser tratadas de forma integrada. Assim, a nutrição intestinal de precisão ganha protagonismo como uma abordagem científica que atua diretamente no trato gastrointestinal dos animais, contribuindo para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a maior estabilidade dos ingredientes ativos, a consistência dos resultados em campo e a redução dos custos de alimentação.

Jefo e a tecnologia de microencapsulação

Há mais de 40 anos, essa visão orienta as ações da Jefo, que investe continuamente no desenvolvimento de soluções capazes de melhorar a saúde intestinal, a eficiência produtiva e a rentabilidade da produção animal. Um dos grandes diferenciais da empresa canadense é a Jefo
Matrix, sua tecnologia original de microencapsulação reconhecida mundialmente por sua eficácia e por ser referência na proteção dos ingredientes ativos para alimentação animal. Ela permite proteger e liberar os compostos de maneira gradual e direcionada ao longo do trato intestinal.

Destaques no SIAVS 2026

Durante o evento a Jefo apresentará suas soluções inovadoras para avicultura, suinocultura, aquicultura e produção leiteira, com destaque para:

• Ácidos orgânicos e óleos essenciais microencapsulados, que auxiliam no controle de bactérias entéricas patogênicas, promovendo melhoria da saúde intestinal, redução de processos inflamatórios intestinais e otimização do desempenho zootécnico;

• Fórmulas de vitaminas do complexo B protegidas para vacas em período de transição e lactação, contribuindo para aumento da produção de leite e de seus componentes, além da modulação de distúrbios metabólicos;

• Metionina e lisina protegidas que, graças à Tecnologia Jefo Matrix, resistem às condições de peletização da ração, preservando sua eficácia e proporcionado resultados consistentes;

• Suplementos energéticos à base de óleo de palma, que fornecem energia de alta qualidade sem comprometer a palatabilidade do alimento;

• Soluções enzimáticas, como Protease Jefo e Xilanase Jefo, desenvolvidas para reduzir custos de formulação, maximizar o aproveitamento dos nutrientes e melhorar a conversão alimentar.

“A retirada gradual dos APCs está acelerando a busca por soluções nutricionais mais inteligentes e sustentáveis. A Jefo possui décadas de experiência em nutrição intestinal de precisão e tecnologias capazes de ajudar os produtores a manterem desempenho, saúde e rentabilidade sem comprometer a produtividade”, destaca Simone Cavalli, Diretora geral da Jefo do Brasil.

No evento, no qual estarão presentes executivos globais como Jean Fontaine, Presidente e Fundador do Grupo Jefo, e Emilie Fontaine, VP de Marca e Produtos, os visitantes poderão descobrir como a Jefo atua como parceira estratégica dos produtores em todas as etapas da produção, fornecendo não apenas produtos inovadores, mas soluções práticas, conhecimento técnico e suporte especializado para enfrentar os desafios atuais.

Fonte: Ass. de Imprensa
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 Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

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Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.

O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico

O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.

Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos

Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).

No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.

Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.

Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico

Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos

Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.

As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico

Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2.  A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.

 Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!

Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.

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Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.

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Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.

Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!

 

 

Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1

1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac

 

Fonte: Ass. de Imprensa Laboratoires Phodé
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Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira

Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

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Divulgação Topigs Norsvin

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.

A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.

“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.

Tecnologia global direto na fonte

O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.

“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.

Distribuição estratégica pelo território nacional

A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.

“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.

Fonte: Ass. de Imprensa
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