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JBS cresce 13% e registra receita de US$ 22,6 bilhões no 3º trimestre

Companhia ampliou resultados em todas as unidades de negócio, alcançando lucro de US$ 581 milhões e reafirmando a força de sua plataforma global multiproteína.

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Foto: Divulgação/JBS

A JBS registrou receita líquida de US$ 22.6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento ocorreu em todas as unidades de negócio e confirma a capacidade da companhia de operar sua plataforma global multiproteína com disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado.

A JBS reportou lucro líquido de US$ 581 milhões no trimestre e retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 23,7% nos últimos 12 meses. A alavancagem encerrou o período em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia. O EBITDA ajustado IFRS foi de US$ 1.8 bilhão, com margem EBITDA consolidada de 8,1%.

“O trimestre comprova a força e a consistência da nossa plataforma global multiproteína e, mais importante, como a operamos com disciplina, agilidade e resiliência”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. “Nosso modelo multiproteína e multigeográfico é a base que sustenta a estabilidade da companhia e nossa capacidade de gerar valor de forma contínua.”

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 7.2 bilhões, sustentada por demanda doméstica resiliente, mesmo com oferta restrita e preços historicamente altos de gado. O resultado reflete execução disciplinada e eficiência operacional em um ciclo de custos elevados. “Nossa equipe manteve a consistência, entregando crescimento mesmo em um ambiente desafiador”, disse Tomazoni.

Os negócios de aves e suínos também mantiveram um desempenho resiliente. Com margem de 16,2%, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo, apoiada por um portfólio diversificado e ganhos contínuos de eficiência. O segmento de Prepared Foods se destacou, com aumento de mais de 25% nas vendas no mercado norte-americano, enquanto as operações na Europa e no México também superaram a média dos respectivos mercados. “Seguimos fortalecendo parcerias com clientes estratégicos e ampliando produtos de maior valor agregado, reduzindo a volatilidade do negócio”, destacou o CEO.

A JBS USA Pork também obteve receita recorde, com margem EBITDA de 9,8%, impulsionada pela forte demanda no mercado interno e pela expansão de produtos de marca e preparados. Durante o trimestre, a companhia anunciou a aquisição de uma planta em Iowa e o avanço na construção de uma nova unidade no mesmo estado.

Com margem de 7,4%, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou mais um trimestre consistente, com desempenho sólido tanto nas exportações quanto nas vendas domésticas. “A equipe fortaleceu o relacionamento com clientes estratégicos e manteve o foco na excelência operacional e na execução disciplinada”, destacou Tomazoni. “A Friboi foi novamente eleita pelo Top of Mind a marca mais lembrada pelos consumidores brasileiros, consolidando sua liderança na categoria de carnes. Isso reflete o valor das nossas marcas e a confiança dos clientes”, afirmou.

A Seara registrou o maior volume de exportações da sua história, resultado da execução operacional e agilidade comercial. O negócio atingiu margem EBITDA de 13,7%, mesmo com o impacto das restrições temporárias às exportações para China e Europa, que foram recentemente encerradas.

O resultado foi sustentado por redirecionamento de volumes, inovação e foco em rentabilidade. “A Seara manteve margens saudáveis e demonstrou a força de sua estratégia comercial disciplinada, apoiada em um portfólio inovador e em parcerias que aproximam a marca dos consumidores. Isso reflete nosso compromisso contínuo com a inovação e a geração de valor.”, afirmou Tomazoni. “Iniciativas como o lançamento da linha Seara Protein, dos produtos para AirFryer e parcerias como as da Netflix ilustram esse compromisso”.

A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,4%, com rentabilidade sustentada por maior disponibilidade de gado e demanda global aquecida. O segmento de carne bovina foi o principal impulsionador do resultado, com melhora significativa em preços e volumes nos mercados doméstico e internacional, compensando o aumento de 26% no custo do gado no período, segundo dados da Meat & Livestock Australia (MLA).

“A Austrália continua sendo um pilar estratégico para a diversificação geográfica da JBS e um exemplo de como transformamos eficiência operacional e mercados complementares em resultados sólidos”, disse Tomazoni. Os segmentos de suínos e pescados também contribuíram positivamente, com ganhos de produtividade e eficiência operacional.

“Mantemos nossa disciplina e seguimos investindo com responsabilidade, sempre com foco em crescimento sustentável. A demanda global por proteína continua em expansão, e a JBS está pronta para capturar esse crescimento com um portfólio equilibrado, execução sólida e visão de longo prazo”, disse Tomazoni.

Fonte: Assessoria JBS

Notícias Gargalos do agro

Endividamento rural expõe fragilidade do crédito no campo

Orçamento do seguro rural, criação de fundo de catástrofe e nova plataforma de crédito entram na pauta da Frente Parlamentar da Agropecuária para tentar aliviar a crise financeira dos produtores em 2026.

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vem acompanhando de perto a situação do endividamento rural e do acesso ao crédito em todo o país. Em 2026, o quadro se agrava e intensifica a preocupação com os obstáculos enfrentados por produtores e trabalhadores rurais. Nos últimos anos, cortes orçamentários do governo ampliaram as perdas no setor agropecuário brasileiro.

Presidente da bancada, deputado Pedro Lupion: “Estamos há bastante tempo lutando por uma situação melhor para os produtores, especialmente no que diz respeito ao auxílio que é de direito”

No seguro rural, por exemplo, o cenário atual aponta um orçamento do PSR de R$ 1,01 bilhão. Já a proposta preliminar do governo prevê um salto para R$ 4,5 bilhões ao ano apenas para custear a camada obrigatória, e pode chegar a R$ 10 bilhões ao ano caso sejam incluídas coberturas adicionais. Segundo o Palácio do Planalto, as fontes de recursos seriam remanejadas do Proagro.
O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), destaca que a FPA segue sendo consultada sobre endividamento rural, seguro rural e Plano Safra. Para ele, é preciso dimensionar o problema e construir soluções no Congresso Nacional.

Vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina: “Não é mais possível que o produtor rural sofra tanto com as intempéries climáticas e com a falta de ajuda”

“Estamos há bastante tempo lutando por uma situação melhor para os produtores, especialmente no que diz respeito ao auxílio que é de direito. É preciso blindar o orçamento do seguro e evitar cortes. Temos que proteger o produtor”.

A vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), alerta que é necessário vincular o apoio ao novo seguro à aprovação do PL 2951/2024. De acordo com a senadora, o texto cria o Fundo de Catástrofe, considerado essencial para atrair resseguradoras internacionais ao Brasil.

“Não é mais possível que o produtor rural sofra tanto com as intempéries climáticas e com a falta de ajuda. Estamos lidando com dificuldades diárias que atrasam o desenvolvimento do nosso país”.

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja-TO: “Existe uma linha, mas cheia de burocracia e entraves que atrapalham o trabalhador”

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja-TO, compartilha das preocupações dos parlamentares e enfatiza a importância de apoiar iniciativas que reduzam a burocracia e ampliem o acesso a linhas de crédito. “Existe uma linha, mas cheia de burocracia e entraves que atrapalham o trabalhador. Tem casos de produtores que não conseguem nem pagar os juros dessas parcelas. Passou da hora de encontrarmos uma solução”.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), coordenador institucional da FPA, avalia que uma alternativa positiva, com possibilidade de tramitação inicial na Câmara, é a plataforma de crédito positiva. Segundo ele, o projeto de acesso ao crédito está pronto e pode melhorar as condições para os trabalhadores rurais.

“É preciso colocar para votar imediatamente. Nós temos que facilitar a situação do produtor que vive de forma honesta e está com tudo certo e organizado. Está cheio de gente com vontade de fazer o Brasil crescer, mas é impedido ora pelo governo, ora pelos bancos e a forma como são consumidos. A plataforma traça o perfil do produtor e projeta as condições necessárias para ele poder se desenvolver no campo”, explicou.

Deputada Marussa Boldrin: “A proposta busca otimizar o acesso ao crédito, mitigar riscos e fomentar a atividade agropecuária e acesso será restrito às instituições financeiras, seguradoras, cooperativas de crédito e demais entidades autorizadas que operem com financiamento rural, CPR e rural, para fins de análise de risco de crédito e subscrição de seguro”

A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), relatora do projeto citado por Alceu, reforça que o texto centraliza, organiza e disponibiliza informações para subsidiar a análise de risco em operações de financiamento rural, incluindo as vinculadas à Cédula de Produto Rural (CPR) e ao seguro rural.

“A proposta busca otimizar o acesso ao crédito, mitigar riscos e fomentar a atividade agropecuária e acesso será restrito às instituições financeiras, seguradoras, cooperativas de crédito e demais entidades autorizadas que operem com financiamento rural, CPR e rural, para fins de análise de risco de crédito e subscrição de seguro”, explicou Marussa.

Fonte: Assessoria FPA
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“Acordo Mercosul-UE não pode tirar a capacidade do produtor brasileiro de abastecer mercados”, afirma Lupion

Presidente da FPA critica protecionismo europeu e cobra salvaguardas e contramedidas no texto. Relator Marcos Pereira afirma que vai trabalhar para proteger o agro durante tramitação na Câmara.

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu, na terça-feira (24), para tratar do acordo entre Mercosul e União Europeia e recebeu o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do tema na Câmara dos Deputados. O parlamentar afirmou que levará pessoalmente as preocupações do agro e trabalhará para que o setor produtivo não seja prejudicado.

Mais cedo, a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Se o tratado avançar nas etapas de ratificação, poderá compor um dos maiores acordos comerciais já firmados pelo Brasil. Apesar de reconhecer o potencial de abertura de mercados, a FPA reforçou que a votação precisa caminhar junto da definição de mecanismos efetivos de defesa comercial, para garantir equilíbrio e previsibilidade ao produtor brasileiro.

De acordo com o presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos-PR), a escolha de Pereira como relator é positiva porque o deputado conhece as dificuldades do setor e tem histórico de diálogo com diferentes segmentos. “Ele sabe que a gente conversa com diversos segmentos da sociedade, por mais que nossa luta envolva o agro brasileiro. Do lado de lá há um parlamento com perfil protecionista e posições claras contra os nossos produtos. Confiamos que o trabalho será positivo para todos os lados, mas acima de tudo para o Brasil. O acordo Mercosul-UE não pode tirar a capacidade do produtor brasileiro de dominar mercados”, frisou Lupion.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), uma das articuladoras do tema em anos anteriores, ressaltou que não é contra o acordo, mas defendeu cautela. Para a vice-presidente da FPA no Senado, os europeus têm receio da competitividade brasileira e isso se reflete em salvaguardas que, com gatilhos considerados baixos, podem suspender benefícios tarifários e afetar exportações de cadeias relevantes.

Tereza sugeriu, inclusive, que o Congresso avalie o calendário de votação em conjunto com outros instrumentos comerciais em discussão, como o acordo Mercosul-EFTA, assinado em setembro de 2025, que prevê eliminação de tarifas em quase 99% das exportações brasileiras para o bloco e abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais. “O acordo com a União Europeia é estreito e tudo deve ser bem calculado. Eles fizeram salvaguardas com a régua muito baixa e alguns setores vão sofrer do jeito que está. Eu aconselharia o governo, e eu torço pelo Brasil, a acalmar e votar todos os acordos de uma vez só”, ressaltou.

Pereira avaliou que o acordo é muito importante e tende a trazer incremento à economia, mas reconheceu a necessidade de proteger o setor produtivo. Ele afirmou que tratará diretamente da construção de contramedidas e regras internas para resguardar os produtores brasileiros e dar segurança ao processo. “É saudável que a gente avance e passe essa fase para resolver outros problemas. Estamos na frente mais poderosa do Congresso, por isso o agro é poderoso, e afirmo que cuidarei para que o setor não seja prejudicado. Tanto eu quanto o partido que faço parte estaremos comprometidos com o produtor rural”, declarou.

A expectativa é que a proposta avance para deliberação no Plenário da Câmara ainda nesta semana.

Fonte: Assessoria FPA
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Agro brasileiro registra mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025

Levantamento aponta média superior a 3,2 mil tentativas por mês e identifica avanço de sondagens estratégicas antes de ataques como ransomware, ampliando o risco de paralisação de sistemas no campo.

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Nesta quarta-feira (25) é celebrado o Dia do Agronegócio, setor que corresponde a cerca de 25% do PIB nacional. No entanto, a pujança do campo atrai um efeito colateral perigoso: o interesse crescente de grupos cibercriminosos. De acordo com o levantamento feito pela ISH Tecnologia, o setor encerrou 2025 com um total de 39.034 mil ataques cibernéticos registrados, mantendo uma média alarmante de mais de 3,2 mil tentativas de invasão por mês.

O relatório revela que os criminosos não estão apenas tentando entrar nos sistemas, mas realizando um trabalho meticuloso de inteligência. Observou-se uma concentração relevante de alertas nas fases iniciais do que a cibersegurança chama de Cyber Kill Chain, o roteiro percorrido pelo hacker desde o primeiro contato até a execução do roubo. Esse cenário evidencia uma intensa atividade de reconhecimento e tentativas de exploração, onde o atacante estuda as defesas do produtor antes de desferir o golpe final.

Cerco nas fronteiras digitais do campo

Diretor de Inteligência de Ameaças da ISH Tecnologia, Hugo Santos: “Investimento em monitoramento de rede 24×7 e a conscientização dos colaboradores sobre esses estágios iniciais de sondagem são hoje elementos tão fundamentais”- Foto: Divulgação

Eventos relacionados a ataques de negação de serviço (DDoS) na borda dos sistemas e a execução de scripts suspeitos indicam esforços consistentes de sondagem. De acordo com o diretor de Inteligência de Ameaças da ISH Tecnologia, Hugo Santos, os criminosos estão testando as fechaduras digitais do agronegócio de forma persistente. “Após essas tentativas iniciais, surgem indícios de evolução para etapas de execução e descoberta, com comportamentos associados ao mapeamento das redes internas e geração de alertas de alta severidade diretamente nos computadores e dispositivos de campo”, pontua.

Santos explica que o agronegócio brasileiro se tornou uma indústria de dados a céu aberto, onde um ataque de ransomware não apenas bloqueia computadores, mas pode paralisar sistemas de irrigação inteligentes ou descalibrar sensores de plantio. “A estratégia dos invasores hoje foca na progressão silenciosa. Ao detectar o ataque ainda nos estágios iniciais de sondagem, o produtor evita que o criminoso chegue à fase de criptografia de dados ou sequestro de maquinário, o que geraria prejuízos medidos em toneladas de grãos perdidos por hora de inatividade”, alerta Santos.

Urgência da detecção precoce

Essa vulnerabilidade é acentuada pelo desafio da última milha. Embora muitos produtores invistam pesado em biotecnologia, a maturidade digital em segurança ainda é desigual. O panorama de 2026 indica a necessidade urgente de fortalecer controles preventivos e mecanismos de detecção precoce.

Santos reforça que garantir a segurança digital no campo deixou de ser um custo de TI e passou a ser uma estratégia de sobrevivência logística.  “Investimento em monitoramento de rede 24×7 e a conscientização dos colaboradores sobre esses estágios iniciais de sondagem são hoje elementos tão fundamentais para a estabilidade do trabalho quanto o próprio seguro da safra”, enaltece.

Fonte: Assessoria ISH Tecnologia
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