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JBS amplia esforço de monitoramento e combate a incêndios no Pantanal
Parceria com startup e brigadas monitora 2 milhões de hectares e reduzir focos de fogo com alertas de partir de ferramenta que utiliza inteligência artificial.

A JBS está investindo em um projeto inovador para prevenção e combate a incêndios no Pantanal. A iniciativa utiliza inteligência artificial através de uma plataforma integrada para gestão de incêndios que cruza informações vindas de satélites, imagens de câmeras posicionadas em torres instaladas em fazendas, dados meteorológicos e histórico de fogo no local para emitir alertas em tempo real sobre casos de incêndio, além de investimentos no trabalho de campo, com brigadas atanado na linha de frente dos focos.
Como o fogo é detectado automaticamente em até três minutos, é maior a probabilidade de o incêndio ser controlado. A expectativa é de redução de mais de 50% das áreas queimadas através da detecção precoce e resposta rápida e imediata.
O aporte da JBS no Pantanal soma R$ 26 milhões, distribuídos ao longo de quatro anos. O projeto está dimensionado para cobrir 2 milhões de hectares – área que pode ser comparada praticamente à extensão do território de Israel – nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Parte do Pantanal e regiões de transição com o Cerrado e a Amazônia terão monitoramento em tempo real a partir de uma solução desenvolvida pela startup Um Grau e Meio.
Além da detecção precoce, as unidades da JBS mais próximas darão apoio por terra ao combate aos incêndios. A Companhia investiu em cinco equipes exclusivas da Brigada Aliança, da organização Aliança da Terra, com bases nos municípios de Anastácio (MS), Pedra Preta, Poconé, Cáceres e Araputanga (MT). Essas brigadas, altamente treinadas com suporte do Serviço Florestal dos EUA (USFS), são equipadas com tecnologia de ponta, incluindo drones e outros equipamentos que orientam um combate eficiente e seguro aos incêndios.
A área total será dividida em três clusters independentes (norte, centro e sul) para agilizar o deslocamento das brigadas apoiadas pela JBS e por outras instituições para o enfrentamento do fogo. Cada cluster terá uma central integrada de gestão (CIG). As informações para determinar a atuação das brigadas virão do software Pantera da Um Grau e Meio, que, além de emitir os alertas, permitirá o gerenciamento adequado dos recursos pelas salas de situação oficiais que distribuem os chamados para as brigadas mais próximas disponíveis. A Um Grau e Meio foi uma das cinco startups brasileiras selecionadas para apresentar soluções ambientais na COP26, a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em breve em Glasglow, na Escócia.
O sistema de detecção precoce e automática conta com câmeras nas torres e satélites que revelam pontos de calor nos polígonos monitorados. As câmeras serão instaladas inicialmente em 11 torres já existentes, cada uma área total superior a 70 mil hectares e vão prover imagens para a visão computacional do sistema nesta fase 1 do projeto patrocinado pela JBS. O software Pantera leva em conta ainda dados meteorológicos, o histórico de incêndio na região, indicadores de pontos estratégicos, como fontes de água, criando uma rede viva e conectada de enfrentamento e situação dos focos de fogo em tempo real.
Como o sistema é modular, a ampliação da área coberta pelo projeto virá da instalação de mais torres com câmeras. “Esses recursos e as informações via satélite propiciam grandes ganhos para a detecção de focos”, afirma Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da Friboi. Para Márcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS, ações como essa beneficiam toda a cadeia de valor, já que incêndios devastam o ecossistema, prejudicam seriamente propriedades rurais e lançam à atmosfera gases poluidores que provocam o aquecimento global.
A iniciativa no Pantanal conta com um componente educacional, desenvolvido pela Aliança da Terra. Além de combater incêndios, a Brigada Aliança também atua no engajamento e conscientização dos produtores rurais e outros parceiros locais. Quando não estão em combate a focos, as equipes visitam fazendas para informar os produtores sobre técnicas de prevenção, orientam sobre o manejo correto do fogo e fornecem treinamento de brigadistas para produtores e funcionários.
Até o momento, 98 voluntários das fazendas cadastradas no projeto receberam treinamento e estão fortalecendo os combates a incêndios no Pantanal. Como resultado da ação em conjunto da JBS, mais de 140 propriedades rurais já foram cadastradas. Cada uma delas recebeu um diagnóstico completo, incluindo o histórico recente e o risco de novos incêndios.

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Trigo sobe no mercado interno mesmo com queda externa e dólar mais fraco
Reposição de estoques na entressafra, oferta restrita no spot e gargalos logísticos elevam cotações. Farinhas encarecem e farelo recua com menor demanda na ração.

Os preços do trigo no Brasil seguem em alta, na contramão do mercado internacional e da desvalorização do dólar frente ao real. A leitura é do Cepea, que atribui o movimento doméstico à necessidade de reposição de estoques pelos compradores, à baixa disponibilidade no mercado spot durante a entressafra e à postura retraída dos vendedores, concentrados nos trabalhos da safra de verão.

Foto: Cleverson Beje
Com menos oferta imediata e compradores ativos para recompor posições, as negociações internas ganharam firmeza. Do lado vendedor, a prioridade dada às atividades de campo reduz a liquidez no físico e reforça a pressão altista nas cotações.
No exterior, o cenário é distinto. As cotações futuras recuaram nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas chuvas recentes nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos, fator que melhora a condição das lavouras e reduz prêmios de risco climático.

Foto: Luiz Magnante
Nos derivados, o comportamento é divergente. O farelo de trigo registrou queda na última semana, pressionado pelo aumento da oferta e pela menor demanda, com consumidores já abastecidos ou substituindo o insumo em formulações de ração animal.
Já as farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e a necessidade de reposição por parte dos moinhos.
Além da dinâmica de oferta e demanda, moinhos relatam dificuldades logísticas. Restrições no transporte, associadas ao pico da colheita de soja, reduzem a disponibilidade de fretes e atrasam fluxos de entrega, adicionando custo e incerteza às operações no mercado de trigo.
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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.



