Suínos
Javalis ampliam risco sanitário no entorno das granjas, alerta Embrapa
Pesquisadora Virginia Santiago Silva afirmou que eles alteram a dinâmica de patógenos no ambiente, podem introduzir novos agentes, amplificar os já existentes e criar uma interface sanitária mais complexa entre vida livre, produção animal e saúde pública.

Na discussão sobre javalis, o dano visível costuma aparecer primeiro: lavoura revolvida, cerca rompida, área degradada, prejuízo econômico. Para a Embrapa, porém, há uma camada menos evidente e potencialmente mais grave nesse problema. O javali não ameaça apenas o solo, a água ou a produção. Ele altera a dinâmica sanitária dos ambientes por onde circula e amplia uma zona de contato entre vida livre, animais domésticos, seres humanos e patógenos que o Brasil ainda conhece apenas em parte. Foi essa a linha central da palestra de Virginia Santiago Silva, da Embrapa Suínos e Aves.

Virginia Santiago Silva, da Embrapa Suínos e Aves.
A pesquisadora deixou claro o tamanho do desafio. “A Embrapa Suínos e Aves, em parceria com o Ministério da Agricultura, desde 2012 vem trabalhando nesse tema. A realidade do Brasil que lamentavelmente é muito mais desafiadora do que aquilo que a gente viu acontecendo nos Estados Unidos”, disse em relação à palestra que abordou a dinâmica do problema no país norte-americano, que tem em torno de 6 milhões de javalis na natureza e um prejuízo anual estimado em US$ 3,4 bilhões. O problema brasileiro, na leitura da pesquisadora, não é menor nem mais simples. É mais difícil justamente porque combina dispersão ampla, baixa capacidade de dimensionamento completo do risco e enorme complexidade ambiental.
Espécie invasora altera a dinâmica sanitária do ambiente
Virginia enfatizou que espécies exóticas invasoras não apenas ocupam espaço novo; elas alteram a condição sanitária dos ambientes em que entram. “A partir do momento de ingresso numa área nova, introduzem novos patógenos. Podem atuar como amplificadores dos patógenos ali existentes”, disse. “Por mecanismos indiretos, também alteram a dinâmica ambiental e de patógenos, trazendo novas situações.”

Foto: Shutterstock
Ou seja: não se trata apenas de um animal fora de lugar, causando dano mecânico no território. Trata-se de uma espécie com capacidade de reorganizar as interfaces epidemiológicas fora da porteira e, a partir daí, aumentar a pressão sobre sistemas produtivos que dependem de previsibilidade sanitária, como a suinocultura.
A própria pesquisadora insistiu nessa análise. “O javali, extremamente adaptado, onívoro, em vida livre e amplamente disseminado, infelizmente no nosso país já está em todos os biomas”, afirmou. Se o animal já alcança essa distribuição, seu papel sanitário deixa de ser pontual e passa a ser nacional.
Fora da porteira o risco já está circulando
Ao longo da apresentação, Virginia construiu uma ideia que interessa diretamente à suinocultura: o problema começa antes da granja. O ambiente externo, muitas vezes tratado como pano de fundo, é parte da equação sanitária. “A gente quer lembrar como espécies exóticas invasoras podem alterar a condição sanitária de um ambiente”, reforçou. Depois, ao mostrar interações entre diferentes espécies em uma mesma área, foi ainda mais explícita: “Muitas outras espécies estão compartilhando desse ambiente, a mesma água, o mesmo alimento.”

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural/ChatGPT
Para ilustrar, durante sua palestra ela apresentou imagens registradas em uma mesma câmera, em Minas Gerais, mostrando javali, lobo-guará, jaguatirica e cão doméstico circulando no mesmo ambiente. A pergunta levantada pela pesquisadora não foi retórica, mas epidemiológica: que patógenos esses animais podem estar compartilhando entre si, ainda que essa circulação passe despercebida? O ponto central da fala é que o javali se insere numa rede de contatos sanitários muito mais ampla do que a imagem convencional de praga é percebida pelos atores do agronegócio.
Ao comentar morcegos hematófagos, por exemplo, Virginia lembrou que a associação imediata costuma ser com raiva, mas chamou atenção para algo maior: “É um mamífero alado que é portador de uma série de outros patógenos. Alguns a gente conhece; uma grande maioria, a gente nem conhece.” A advertência serve para o conjunto da palestra. O risco sanitário trazido pelos javalis não pode ser lido apenas pelo repertório das doenças já conhecidas ou das quais já se fala com frequência. Parte importante do problema, segundo ela, ainda está naquilo que o país não conhece o suficiente.
O javali pode parecer saudável e ainda assim carregar risco
Outro núcleo importante da palestra foi a crítica à falsa segurança baseada na aparência do animal. Virginia chamou atenção para o fato de que muitos agentes de interesse sanitário circulam sem produzir sinais clínicos evidentes. “A maioria deles, zoonóticos ou não, muitas vezes não apresentam sinais clínicos ou lesões. Quando a gente fala que realmente acessa essas populações, a primeira coisa que se diz é: ‘mas eu nunca vi um javali doente’. E provavelmente não vai ver.” A pesquisadora reforça que o javali pode carrear uma série de patógenos de interesse para a suinocultura, para a saúde pública e para a pecuária em geral sem manifestar sinais evidentes.
O desafio humano é tão grande quanto o biológico

Foto: Shutterstock
Ao falar para uma plateia formada por médicos-veterinários especialistas em suínos, Virginia não se restringiu à ecologia dos patógenos. Ela também tocou num ponto delicado para qualquer estratégia de controle: a dificuldade de fazer as populações expostas incorporarem a dimensão real do risco. “Só nos resta convencer as populações humanas que acessam esses animais de que existe um risco inerente nessa atividade”, disse. “A coisa mais desafiadora que tem: caçador caça sem luvas.”
Do ponto de vista da Embrapa, a ameaça sanitária não se limita ao contato do javali com a produção. Ela inclui também o modo como pessoas entram em contato com carcaças, sangue, vísceras e ambientes contaminados sem protocolos mínimos de proteção.
Virginia insistiu que “essas doenças realmente podem estar circulando mais do que a gente pode dimensionar”. Não é uma formulação exagerada. É uma advertência sobre subnotificação, baixa visibilidade e acesso limitado a amostras e diagnósticos.
Consumo da carne de javali

Foto: Divulgação
Virginia alertou para o risco de normalizar o consumo da carne de javali e dos produtos artesanais derivados como se fosse solução ou aproveitamento legítimo de um problema populacional. Ao mencionar produtos artesanais e experiências de outros países, ela reforçou que a questão sanitária não desaparece quando o animal vira proteína. Pelo contrário, frisou, o processamento e o consumo podem abrir novas portas de exposição.
A pesquisadora foi enfática ao tratar da ideia de aproveitar oficialmente essa carne. “Isso não é permitido”, disse. “A partir do momento que a gente realmente admite que o animal já nasce com um produto, a gente já perdeu”, frisando que a Embrapa não olha o javali como recurso alternativo de proteína, mas como risco sanitário e ecológico que exige controle, não incorporação à cadeia formal de alimentos.
A invasão já chegou à interface com os criatórios
Virginia também trouxe exemplos concretos de detecções e interações que alteraram o status de algumas regiões em relação à vigilância. “Hoje javalis estão invadindo e nós detectamos”, afirmou, ao relacionar esse avanço a mudanças na realidade sanitária monitorada.
Ao relacionar esse avanço com a realidade dos sistemas produtivos, a pesquisadora deixou claro que a preocupação não é apenas externa. O ambiente “fora da porteira”, na formulação dela, pode alterar diretamente o risco “dentro da porteira”. Para a suinocultura, essa é talvez a mensagem mais estratégica de toda a palestra: a biosseguridade da granja já não pode ser pensada apenas da cerca para dentro.
O risco mais comentado não apaga os outros
Ao abordar doenças de notificação obrigatória e ameaças sanitárias globais, Virginia reconheceu o peso da peste suína africana no debate contemporâneo, mas fez questão de alertar que a concentração num único temor pode empobrecer a resposta. A mensagem foi clara: há outros agentes, outras interfaces e outras alterações sanitárias relevantes em curso, muitas vezes negligenciadas ou minimizadas na discussão de políticas públicas. “Esses problemas têm sido negligenciados ou minimizados na hora da discussão das políticas públicas”, afirmou. Para a Embrapa, a ameaça é permanente, ambientalmente disseminada e sanitariamente multifacetada.
Javali altera, não apenas destrói
A contribuição mais importante da palestra de Virginia Santiago Silva talvez tenha sido essa mudança de lente. O javali não é apenas o animal que rompe cerca, revolve solo ou aparece na lavoura. Ele altera interações entre espécies, mexe na circulação de patógenos, cria novas interfaces sanitárias e pressiona a biosseguridade das cadeias produtivas a partir de fora da porteira.
A pesquisadora tira o debate da superfície do dano imediato e o coloca no plano mais difícil: o da ameaça invisível, persistente e biologicamente complexa. Para a produção de suínos, o recado é direto. O javali não precisa estar doente para representar risco. Não precisa entrar na granja para mudar a pressão sanitária do entorno. Na leitura da Embrapa, ele já interfere nas conexões sanitárias do território. E, para uma cadeia como a suinícola, isso significa lidar não só com o animal que aparece, mas com o que ele pode carregar, amplificar e espalhar sem ser visto.

Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.
Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



