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Japão rima com Salvação, mas também com Frustração

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A abertura do mercado Japonês para a carne suína catarinense trouxe uma perspectiva forte aos produtores. Logo que a notícia foi divulgada na mídia o otimismo tomou conta do setor. Produtores de todo o Estado comemoraram o fato acreditando em uma nova realidade para a suinocultura catarinense. Após a participação na missão liderada pelo Governo do estado ao Japão, vejo que não podemos colocar todas as esperanças neste mercado. Falamos sempre que aquele País importa cerca de 1,3 milhões de toneladas de carne por ano, mas o mercado que SC vai disputar é apenas o de carne congelada que chega apenas a 500 mil toneladas e um agravante que vamos disputar com E.U.A, Canadá, Dinamarca e México. 
Outra dificuldade é que, com parceiros comerciais a tarifa de importação é somente 50% do valor normal, portanto, temos que ser muito eficientes para entrar neste mercado. O importante da abertura do mercado Japonês é que poderá em breve abrir o mercado da Coréia, aumentando um pouco as exportações. Faço este comentário para colocar minha preocupação com opiniões que ouvi nos últimos dias com relação a esta importante abertura. Vejo isso em três momentos: 1° o momento do Governo do Estado ser valorizado por todos os investimentos em barreiras sanitárias e visitas ao Japão para que o mercado fosse realmente aberto. O 2° momento é o das agroindústrias que vão começar a exportar, pois sabemos que aquele mercado paga de 20 a 30% a mais que os demais e isso deverá trazer um diferencial para as mesmas na agregação de valor ao produto. O que me preocupa é o 3º momento que pode não chegar, a valorização do produtor que por sua vez também investiu e muito para conquistar o reconhecimento de ser Livres de Febre Aftosa sem Vacinação. SC se quiser manter o status valorizado pelo produtor, terá que ter um preço maior pago por kg de suíno pela mesma empresa que tenha unidades em outro estado. De nada adiantará se o preço do integrado da mesma agroindústria for igual em SC. 
A nossa classe tem sofrido muito ao longo dos últimos anos qualquer intempérie de mercado como: oscilação de dólar, bolha imobiliária Americana, Crise no mercado internacional, seca nos E.U.A, planos de governo pra baixar inflação e tantos outros. Tudo estoura na nossa mão e agora, mais uma vez somos penalizados pela paralisação dos caminhoneiros. Indústrias cancelando abates de suínos que já estavam a caminho do frigorífico e ter que voltar e descarregar sem saber quando estes vão ser abatidos. Portanto produtores, por mais que tenhamos mercados promissores como citados acima, reabertura do mercado da Ucrânia, marketing de consumo interno de carne suína, NÃO é hora de aumentarmos o plantel, temos muito ainda para acertar nesta produção para que seja equilibrada com a procura. Esta semana o mercado esta um terror, aumento de custos dos grãos e diminuição no abate, deixando todos sem perspectivas futuras. Acredito que em agosto a realidade seja diferente, a Ucrânia deverá importar volumes consideráveis e se ela foi responsável pela baixa de preço, deverá aumentar também a partir de agora. Portanto produtores, a recomendação da ACCS é que “MANTENHAM SEUS PLANTÉIS ESTÁVEIS PARA NÃO SOFRERMOS POR MAIS LONGOS MESES ESTA CRISE PLANTADA POR EXCESSO DE PRODUÇÃO”. Pensem nisso.

Fonte: Ass. Imprensa da ACCS

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Castrolanda doará R$ 1 milhão no combate à Covid-19 e suporte as famílias em vulnerabilidade social

As ações reforçam a responsabilidade social da instituição em meio à crise do novo Coronavírus.

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Representantes do Conselho de Administração da Castrolanda durante ato simbólico realizado na sede administrativa da Cooperativa / Edgar Ribas

Neste momento tão difícil para toda a sociedade, com avanço de casos e a situação econômica e social enfrentada pelo país, a Cooperativa Castrolanda anunciou nesta terça-feira, 20, que doará R$ 1 milhão no combate e prevenção à Covid-19. O valor será destinado aos municípios localizados nos estados do Paraná e São Paulo, onde estão concentradas as atividades da empresa e fazem parte da campanha de ação social ‘Cuidar, Envolver e Amar’, que no último ano arrecadou 30 toneladas de alimentos e mais de dois mil kit’s de higiene, além de milhares de itens de proteção individual, álcool em gel e materiais destinados aos profissionais de saúde.

“Esse é um momento único e desafiador para toda a nossa sociedade. E períodos assim pedem que nós como cooperativa, realizemos um esforço em prol do coletivo e senso solidário. Por isso, estamos fazendo essa doação para frentes tão importantes: saúde, alimentação e higiene”, destaca o Presidente da Castrolanda Willem Berend Bouwman.

Os hospitais e secretarias de saúde serão auxiliadas com insumos ou equipamentos conforme as necessidades levantadas. Já as cestas básicas e kit’s de higiene serão destinados às famílias carentes que sentem os impactos da pandemia com a falta de produtos de primeira necessidade e estão cadastradas nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) dos municípios.

Vale ressaltar que as doações seguirão um cronograma de entregas em um trabalho realizado em conjunto com as unidades de saúde e as secretarias de assistência social das cidades de atuação Castrolanda.

Meta é R$ 2 milhões

A campanha ‘Cuidar, Envolver e Amar’ é uma iniciativa da Castrolanda e Associação dos Funcionários da Cooperativa Castrolanda (AFCC) que teve início em 2020 com o objetivo de contribuir com famílias em estado de vulnerabilidade. Neste primeiro trimestre de 2021 já foram doados aproximadamente R$ 110 mil entre respiradores, máscaras respiratórias, oxigênio e EPI’s.

Para os próximos meses a meta é angariar R$ 2 milhões.  “Por meio do espírito de cooperação e união de associados, colaboradores e instituições parceiras buscamos trazer um impacto positivo tanto para quem está na linha de frente como para as famílias mais necessitadas”.

Fonte: Assessoria.
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Suspensão do imposto de importação do milho: Abramilho defende livre mercado

Entidade alerta para impactos da seca no desenvolvimento da 2a. safra

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Arquivo / OP Rural

Em relação à suspensão da alíquota do imposto de importação do milho, anunciada nesta segunda-feira (19), pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), o presidente institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) – www.abramilho.org.br -, Cesario Ramalho, afirma que a entidade defende, acima de tudo, o livre mercado tanto para exportações quanto também para as importações.

Ramalho pontua que a demanda pelo milho brasileiro vem crescendo de forma significativa nas mais recentes safras. Primeiro pelas exportações, e segundo pelo uso interno do grão como principal insumo para as indústrias de carnes, e também sendo destinado à fabricação de etanol.

“Isso prova a competência do produtor brasileiro que ano a ano incorpora novas tecnologias, obtendo ganhos de produtividade, bem como grãos cada vez mais de melhor qualidade.” O presidente institucional da Abramilho diz ter certeza que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, saberá conduzir de forma hábil, como é de praxe, a questão da redução das tarifas de importação junto aos demais órgãos do governo.

 Seca traz riscos para o desenvolvimento da 2a. safra

No tocante à segunda safra de milho 2020/21, Ramalho diz que a seca, que vem castigando as principais regiões produtoras no Centro-sul, pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e comprometer a produção. “Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, além do plantio que sofreu atraso, a estiagem foi severa.”

Recente relatório da Abramilho em parceria com a Céleres, de fato, alerta para os efeitos que o clima pode ter sobre a produtividade da segunda safra de milho na temporada corrente.

De acordo com o documento, mesmo com expressivo aumento da área plantada (15,2 milhões de hectares), caso a produtividade fique em torno de 4,8 toneladas por hectare (rendimento similar ao do ciclo 2017/18), o excedente exportável – milho destinado às exportações e estoque de passagem – será baixo.

Caso este quadro se concretize, um rearranjo no consumo será necessário, seja via redução das exportações, do consumo interno ou até mesmo de ambos, fazendo com que, especialmente as agroindústrias de carnes [suínos e frangos de corte] tenham que recorrer às importações de milho – insumo básico do segmento.

Fonte: Assessoria.
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Dieta de alto concentrado continua vantajosa mesmo com elevado custo dos grãos

Pesquisas comprovam que essa prática, dieta rica em grãos e alimentos não fibrosos para bovinos de corte, além de ser mitigadora de gases de efeito estufa (GEE), tem sido vantajosa economicamente

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Divulgação.

As chamadas dietas quentes têm sido usadas por pecuaristas brasileiros que utilizam confinamento. Pesquisas comprovam que essa prática, dieta rica em grãos e alimentos não fibrosos para bovinos de corte, além de ser mitigadora de gases de efeito estufa (GEE), tem sido vantajosa economicamente para a maioria dos produtores nos últimos anos. Mas com o preço do milho, e dos grãos de uma forma geral, subindo desde o ano passado, a lógica é pensar que dietas animais baseadas nesses produtos não seriam mais indicadas. No entanto, de acordo com o pesquisador Sergio Raposo de Medeiros, da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), especialista em nutrição animal, essa escolha não deve ser descartada.

Com a arroba do boi valorizada, elas ainda podem ser a melhor opção, segundo Raposo. A alimentação de alto concentrado em confinamento tem muitas vantagens. A redução de emissão de gases de efeito estufa é uma delas. Os animais que recebem maior quantidade de concentrado em comparação aos bovinos alimentados com elevada porcentagem de volumoso tem a melhor conversão alimentar. “Um dos motivos dessa dieta ser metabolicamente mais eficiente é que produz menos metano para cada quilograma ingerido. Todavia, o principal motivo da redução da emissão de GEE é que o bovino atinge o peso final em um tempo menor”, diz Raposo. Da mesma forma, quando o animal tem um ciclo de produção mais curto por causa do seu melhor desempenho, o pecuarista tem o retorno do seu investimento mais rápido e, frequentemente, com maior rentabilidade.

O pesquisador lembra, também, que, por conta das maiores taxas de ganho de peso, esse tipo de dieta acelera a deposição de gordura, auxiliando na obtenção de carcaças de melhor qualidade. “O produtor aumenta as chances de receber algum bônus por uma carcaça de melhor qualidade e, mesmo que isso não ocorra, produz uma carne que, por encantar o cliente, ajuda com que ele prefira seu produto a qualquer outra opção”, conta.

Em relação ao custo, o pecuarista deve avaliar na fase de planejamento a alimentação economicamente mais vantajosa por arroba engordada. O pesquisador alerta que é importante analisar a viabilidade de acordo com as condições de cada propriedade, levando-se em consideração logística, disponibilidade comercial dos insumos, proximidade dos polos produtores e oferta dos grãos. “Nos últimos anos, contudo, para muitas situações têm prevalecido as dietas de alto concentrado. O encarecimento do concentrado e uma grande eficiência na produção de um volumoso podem mudar isso, reforçando a ideia que se deve sempre encontrar a dieta para aquele lugar, naquele ano e com os preços e custos das matérias primas que se possa contar”, ressalta.

A viabilidade ou não da dieta de alto concentrado vai depender de cálculos e consideração de muitas variáveis. No atual cenário, mesmo com os grãos com preço elevado, as dietas quentes continuam atraentes. No entanto, como Raposo alertou, é preciso planejar.

Fonte: Embrapa Pecuária
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CONBRASUL/ASGAV

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