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Janice Zanella aborda doenças transfronteiriças na Porkexpo 2018
Chefe Geral da Embrapa Suínos e Aves integra o primeiro painel do IX Congresso Internacional de Suinocultura
Com o tema “Abordagens Regionais e Internacionais sobre Prevenção e Controle de Doenças Transfronteiriças e Emergentes de Suínos”, Janice Zanella, Chefe Geral da Embrapa Suínos e Aves é palestrante confirmada na 16ª edição da PORKEXPO e IX Congresso Internacional de Suinocultura, que serão realizados em Foz do Iguaçu, de 26 a 27 de setembro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention.
Médica veterinária graduada pela Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Janice é Mestre e Ph.D. em Virologia Molecular pela Universidade de Nebraska, EUA. Também é pesquisadora da Embrapa na área de Virologia Animal e Integra o Comitê Técnico de Programas Sanitários de Suínos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e de três comitês AdHocs do OIE: Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana e de Influenza Suína como representante do Brasil. De 2008 – 2010 atua como pesquisadora visitante no NADC/ARS/USDA. Além de ser finalista do 22 Prêmio CLAUDIA 2017 na categoria Ciências.
De acordo com a especialista as doenças transfronteiriças dos animais representam um sério risco para a agricultura mundial e a segurança alimentar, além de comprometer o comércio internacional. “O mundo tem enfrentado perdas econômicas devastadoras de grandes surtos de doenças transfronteiriças de animais, como febre aftosa, peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária de alta patogenicidade, devido ao vírus H5N1. São doenças que já ameaçavam décadas atrás e continuam a ameaçar. Todavia, doenças modernas ou emergentes também estão colocando em risco a saúde animal e algumas vezes a humana, por serem zoonoses”, explica.
Em suínos, a emergência em 2009 do vírus pandêmico H1N1 mudou o comportamento das doenças respiratórias, pois o vírus da influenza suína previamente em equilíbrio nos rebanhos suínos adquiriu sequencias do vírus pandêmico, e tem evoluído com frequência maior, dificultando seu controle. A emergência da diarreia epidêmica dos suínos, ou PED (Porcine Epidemic Diarrhea) na América do Norte, causou enormes prejuízos para a indústria suinícola americana. A peste suína africana tem dispersado e ameaçado a produção de suínos na Europa. Recentemente o Senecavirus causou surtos em criações de suínos no Brasil e Estados Unidos, resultando em perdas econômicas consideráveis por se tratar de um agente emergente e causador de doença vesicular.
Com relação à PRRS (síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos) o qual o rebanho brasileiro é livre (único dentre os maiores produtores mundiais) existem muitos estudos da transmissão entre rebanhos, mas são poucos aqueles que avaliam essas rotas de transmissão transfronteiriças. “Países que se mantém negativos para PRRS tipicamente aplicam severas restrições na importação de suínos vivos e de sêmen. Os riscos para outras rotas de introdução como aérea ou de propagação local, contato com suídeos silvestres como javalis, consumo de lavagem ou lixo contendo carne ou derivados de suíno, ainda são controversos ou desconhecidos. Sabe-se que a transmissão de doenças entre espécies animais e entre animais silvestres e domésticos é uma ameaça à saúde animal”, pontua Janice.
Portanto, diversos fatores são importantes a serem considerados na transmissão de doenças ou mesmo na emergência (ou reemergencia) de doenças. A veterinária destaca que, todavia, deve-se considerar três aspectos principais: hospedeiro, agente e meio ambiente. “Várias ameaças e desafios são impostos na produção de alimentos de origem animal, dentre eles a globalização, o que facilitou e intensificou o comércio de alimentos (e rações). Essa liberalização do comércio mundial, ao mesmo tempo em que oferece muitos benefícios e oportunidades, também representa novos riscos”. Organismos internacionais como OIE e FAO buscam harmonizar métodos de diagnóstico, detecção, controle e comunicação de doenças com a finalidade de diminuir perdas. O serviço veterinário deve incluir vigilância de rotina, investigações a campo, coleta de amostras, investigações epidemiológicas, análises e mapeamento de risco.
Para Janice é importante que essas abordagens sejam de todos os níveis, regionais, nacionais e internacionais, e que uma estrutura organizacional exista para melhor prevenir e controlar os riscos em saúde animal e humana, assim como o impacto econômico das doenças animais emergentes e transfronteiriças.
Fonte: Assessoria

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.
