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Itaipu Binacional anuncia expectativa de produção de tilápia no lago de Itaipu

Expectativa de produção em escala binacional é impulsionada por mudança legislativa no Paraguai, Ex-Ministro da Pesca e diretor do IFC Brasil celebram o avanço, que pode colocar o Paraguai entre os cinco maiores exportadores mundiais.

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Fotos: Divulgação/IFC Brasil

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri, destacou durante sua participação no International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil 2025), realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), a expectativa de liberação da produção de tilápia no reservatório binacional, que possui cerca de 170 quilômetros de extensão.

De acordo com Verri, o avanço se deu graças a um acordo com o presidente paraguaio, Santiago Peña, que resultou na aprovação de uma mudança legal na Câmara dos Deputados do Paraguai. A medida deverá ser confirmada pelo Senado paraguaio em setembro e sancionada em outubro, abrindo caminho para um acordo entre Brasil e Paraguai que permitirá a produção de tilápia em escala binacional no lago de Itaipu.

Altemir Gregolin, presidente do IFC Brasil e ex-ministro da pesca ressaltou a importância deste avanço para a produção de tilápia no lago de Itaipu. “Sem dúvida, é uma grande notícia. Eu, particularmente, fico extremamente feliz porque, quando Ministro da Pesca, entregamos a primeira Cessão de Águas da União da história do Brasil no reservatório de Itaipu, no dia 20 de março de 2008, que resultou em Projeto de Lei no Congresso Nacional, transformando a data, no “Dia Nacional da Aquicultura. E, desde então, aguardávamos por esta notícia do paraguaio. Com esta decisão, Itaipu vai transformar-se em um dos maiores polos de produção de tilápia do Brasil”.

“Desde a primeira edição do IFC Brasil em 2019, sonhamos com esse avanço e provocamos discussões sobre modelos de produção em lagos artificiais em grande escala como um novo horizonte para a região. Esse foi um importante passo na resolução, um avanço a ser comemorado. A Itaipú trouxe a grande notícia desta edição do evento. Fato relevante!”, comemora a diretora do IFC Brasil, Eliana Panty.

Ênio Verri anunciou uma novidade de grande impacto: a expectativa de produção de tilápia no reservatório de Itaipu, que possui cerca de 170 quilômetros de extensão. A legislação paraguaia proibia a piscicultura no reservatório, mas um acordo com o presidente Santiago Peña resultou na aprovação de uma mudança legal na Câmara dos Deputados do Paraguai. A medida deverá ser confirmada pelo Senado em setembro e sancionada em outubro, abrindo caminho para um acordo entre Brasil e Paraguai que permitirá a produção de tilápia em escala binacional no lago de Itaipu.

Segundo Verri, essa mudança representa uma oportunidade gigantesca de produção: “O Brasil já tem tecnologia e frigoríficos preparados na região Oeste do Paraná, mas o maior impacto será para o Paraguai, que poderá utilizar a tilápia como instrumento de financiamento de seu desenvolvimento, principalmente pela exportação, já que o consumo interno é baixo.” Estudos técnicos de especialistas brasileiros e paraguaios indicam que o Paraguai poderá se tornar um dos cinco maiores exportadores mundiais de tilápia, gerando investimentos e novas receitas.

Além disso, Verri destacou o trabalho contínuo da Itaipu na organização dos pescadores e no fortalecimento de cooperativas, com foco em melhorar renda e condições de trabalho. Desde 2023, a política de apoio foi ampliada para todo o Paraná, alcançando pescadores do litoral, do Oeste e do Noroeste. Hoje, o projeto envolve 19 mil pescadores, entre homens e mulheres, e conta com R$ 40 milhões em investimentos para qualificação, aumento da produtividade e melhores condições de vida. “A piscicultura faz parte de um instrumento de desenvolvimento regional. A Itaipu tem compromisso com seu território e entende que gerar energia também significa gerar desenvolvimento com inclusão social”, afirmou.

Deputada paraguaia que propôs mudança na legislação participa do IFC Brasil

Luciene Mignani, diretora de Desenvolvimento e Inovação em Aquicultura da SNA/MPA, ressaltou a necessidade de planejamento de longo prazo, infraestrutura e logística para sustentar o crescimento da piscicultura, especialmente no contexto de exportações. Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, reforçou que a empresa apoia a aquicultura com projetos que unem sustentabilidade e inovação, beneficiando pequenos e médios produtores e gerando emprego e renda.

A deputada paraguaia María Rocío Abed de Zacarias destacou a integração regional Brasil–Paraguai, defendendo políticas públicas harmonizadas e parcerias em pesquisa, comércio e legislação para fortalecer a competitividade. Já Eduardo Ono, técnico da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, apontou os desafios de organização do setor, acesso a crédito e redução da burocracia, ressaltando que a aquicultura precisa de segurança jurídica e incentivo ao investimento privado para manter sua expansão.

A deputada María Rocío Abed de Zacarias destacou que a decisão política em andamento no Paraguai de liberar a produção de tilápia em reservatórios representa não apenas um marco para o país, mas também um passo importante para a integração binacional. Segundo ela, esse movimento abre portas para um modelo de desenvolvimento conjunto em que Brasil e Paraguai compartilham não só o espaço físico do lago de Itaipu, mas também conhecimentos técnicos, investimentos e acesso a mercados internacionais. “Precisamos trabalhar juntos em políticas públicas que fortaleçam nossa competitividade, aproveitando a riqueza de nossa bacia hidrográfica e a experiência brasileira já consolidada na aquicultura”, afirmou.

Ela reforçou ainda que a cooperação entre os dois países pode criar um novo ecossistema econômico regional, capaz de gerar empregos, atrair investimentos externos e ampliar a arrecadação em ambos os lados da fronteira. Para María Rocío, o Paraguai tem na tilápia uma oportunidade estratégica de diversificação econômica e de inserção internacional, já que grande parte da produção será destinada exclusivamente à exportação. Nesse sentido, ela defendeu que a construção de uma agenda legislativa e regulatória comum entre Brasil e Paraguai será fundamental para garantir segurança jurídica, sustentabilidade ambiental e competitividade nos mercados globais.

Já Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, ressaltou que os estudos técnicos realizados em conjunto por equipes brasileiras e paraguaias apontam para um potencial de produção altamente competitivo no lago de Itaipu. Segundo ele, a escala de produção prevista pode posicionar rapidamente a região entre os maiores polos exportadores de tilápia do mundo. Carboni destacou que esse avanço só será possível porque o Brasil já dispõe de know-how, frigoríficos instalados e tecnologia consolidada, o que permite integrar imediatamente os produtores paraguaios a uma cadeia produtiva eficiente. Para ele, essa cooperação simboliza a vocação de Itaipu como plataforma de desenvolvimento sustentável e integração regional, indo além da energia e alcançando diretamente a geração de emprego, renda e inclusão produtiva.

Com a regulamentação em andamento no Paraguai e a consolidação da parceria binacional no lago de Itaipu, a expectativa é que o país vizinho se torne rapidamente um dos cinco maiores exportadores de tilápia do mundo, aproveitando a demanda internacional crescente. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua produção e fortalece sua posição como referência em tecnologia, sustentabilidade e qualidade no setor aquícola. Essa convergência reforça a tilápia como uma das mais promissoras oportunidades da Economia Azul, capaz de gerar desenvolvimento regional, inclusão produtiva e novos mercados para toda a cadeia do pescado.

Fonte: O Presente Rural com informações e IFC Brasil

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Preços da tilápia têm leve variação entre regiões na segunda semana de abril

Cepea aponta estabilidade no mercado, com pequenas altas e diferenças regionais nas cotações.

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Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia registraram leve variação entre as regiões produtoras na semana de 13 a 17 de abril de 2026, segundo dados do Cepea.

Nos Grandes Lagos, o valor ficou em R$ 10,05 por quilo, com alta de 0,10% na comparação semanal. Em Morada Nova de Minas, o preço foi de R$ 9,82/kg, com variação de 0,03%.

No Norte do Paraná, a tilápia foi cotada a R$ 10,46/kg, com leve alta de 0,08%. Já no Oeste do Paraná, o valor ficou em R$ 8,98/kg, registrando a maior variação da semana entre as regiões, de 0,44%.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, o preço foi de R$ 10,23 por quilo, com alta de 0,11% no período.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Tilápia importada fica até 25% mais cara com mudança tributária em Minas Gerais

Medida do governo estadual é celebrada por produtores e fortalece cadeia aquícola mineira.

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Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Produtores de tilápia de Minas Gerais comemoram a publicação do Decreto 49.215, assinado pelo governador Mateus Simões, que suspende o benefício de ICMS para a importação do pescado no estado.

Com a medida, todas as formas de tilápia importada, sejam frescas, resfriadas, congeladas, inteiras ou em filés, secas, salgadas, em salmoura, defumadas ou cozidas, passam a ser tributadas com a alíquota cheia de ICMS, de 18%. O imposto também incidirá sobre tributos como Imposto de Importação e PIS/Cofins, o que deve encarecer o produto estrangeiro em cerca de 20% a 25% em relação ao nacional.

Foto: Shutterstock

O secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Thales Fernandes, afirmou que a decisão fortalece a tilapicultura mineira e contribui para o avanço da cadeia produtiva, com mais tecnificação, geração de empregos e melhoria da renda dos produtores.

A assessora técnica da Diretoria de Cadeias Produtivas da Seapa, Anna Júlia Oliveira, destacou que a mudança busca garantir condições mais equilibradas de concorrência. Segundo ela, a suspensão do diferimento do ICMS reduz distorções tributárias e aproxima a competitividade entre o produto nacional e o importado, favorecendo os polos aquícolas do estado.

O diretor-técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), André Duch, lembrou que a medida ocorre em conjunto com o reforço das ações de vigilância sanitária aquícola em Minas Gerais. Segundo ele, o estado vem ampliando a capacidade de laboratórios oficiais e credenciados, além de exigir rastreabilidade dos produtos importados e estruturar um plano de contingência para doenças emergentes em tilápias.

Para o diretor-executivo da Associação de Aquicultores e Empresas Especializadas de Minas Gerais (Peixe-MG), Bruno Machado Queiroz, o decreto ajuda a equilibrar a concorrência entre o produto importado e o produzido no estado. Ele avalia que o aumento do custo da tilápia estrangeira pode reduzir a entrada desses produtos no mercado e estimular a demanda pela produção local, além de diminuir riscos sanitários. O decreto tem validade até 31 de outubro, mas a entidade acredita na possibilidade de renovação da medida.

Fonte: Assessoria Governo de Minas Gerais
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Brasil quer ampliar aquicultura para fortalecer produção de pescado

Ministro aponta necessidade de investimentos e incentivo à atividade.

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Foto: Shutterstock

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, representou o MPA na Aquipesc Brasil 2026, a maior feira dos setores pesqueiro e aquícola do Nordeste, que reúne expositores, especialistas e outros interessados para discutir inovações, tecnologias e networking. O evento acontece entre os dias 16 e 18 de abril, em Aracaju (SE).

Na abertura, realizada na quinta-feira (16), o ministro falou sobre a importância de expandir a aquicultura no estado e no Nordeste como um todo. “Quando olhamos para o recorte de Sergipe, estamos falando de 45 mil pescadores e pescadores. Mas na aquicultura, estamos falando apenas de 800 produtores. A aquicultura está em expansão no Brasil e no mundo. Precisamos ampliar esse número e investir no setor”, declarou.

Foto: Leonardo Costa

Para tanto, ele destacou algumas políticas públicas que estão sendo implementadas. “Estamos com a consulta pública aberta de construção no Brasil participativa do Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura. Esse é um plano plural, com a participação de todos os segmentos da administração pública”, ressaltou.

Edipo também destacou a importância da inovação e do desenvolvimento da pesca artesanal. “Em relação à pesca, estamos falando de um recurso finito, que não tem como aumentar a produção, já que é um recurso natural cuja exploração é limitada. Por isso, precisamos agregar valor ao pescado”, completou.

Visita à superintendência

O ministro aproveitou a viagem ao estado para visitar a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura de Sergipe. A visita aconteceu nesta sexta-feira (17), pela manhã, e foi acompanhada pelo superintendente José Everton Siqueira Santos.

Além de conhecer as instalações da SFPA-SE, Edipo visitou o Terminal Pesqueiro Público de Aracaju, que recentemente foi leiloado pelo MPA para uma concessão de 20 anos.

Fonte: Assessoria MPA
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