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Itaipu aponta medidas de segurança para introdução de tilápias no reservatório

Entre as recomendações está o monitoramento ambiental, controle sanitário, uso de rações eficientes e protocolos para evitar reprodução, além de exigências ligadas a licenças ambientais.

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Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional listou um conjunto de recomendações técnicas e ambientais que devem ser adotadas caso ocorra a introdução de tilápias no reservatório da hidrelétrica em uma nota técnica entregue recentemente ao Ministério da Pesca e Aquicultura. As medidas foram apresentadas como parte das condições e exigências que visam reduzir impactos ambientais e garantir maior controle sobre a atividade, caso ela seja autorizada no Congresso Nacional.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Entre as principais recomendações da binacional está o monitoramento ambiental do meio aquático nas áreas produtivas, o que implica acompanhamento contínuo da qualidade da água, da biodiversidade local e de eventuais alterações no ecossistema. A medida busca identificar com antecedência qualquer sinal de desequilíbrio ambiental decorrente da atividade.

A Itaipu também destaca a necessidade do uso de rações adequadas e a aplicação de protocolos de alimentação de alta eficiência, com o objetivo de reduzir desperdícios e minimizar a carga de nutrientes no ambiente, fator que pode comprometer a qualidade da água e favorecer a proliferação de algas.

Outro ponto central das medidas é a adoção de ferramentas para impedir a reprodução das tilápias no reservatório. Entre as alternativas citadas estão a utilização de populações monosexuais e a técnica de inversão sexual, que evita a reprodução natural dos peixes. A iniciativa tem como objetivo reduzir o risco de dispersão e estabelecimento da espécie na área, minimizando impactos sobre espécies nativas e o equilíbrio do ecossistema.

O controle sanitário é outro eixo considerado essencial. A binacional recomenda o uso de ferramentas de prevenção, incluindo vacinas,

Foto: Divulgação

além da adoção de protocolos rigorosos para evitar doenças e a disseminação de agentes patogênicos no ambiente aquático. Para isso, a introdução de animais com rastreabilidade sanitária e genética também é considerada obrigatória, permitindo o rastreio de origem e a identificação de possíveis riscos.

Em termos de infraestrutura, a Itaipu sugere o emprego de estruturas de cultivo robustas, equipadas com sistemas de monitoramento operativo e automação. A intenção é garantir que a atividade seja acompanhada em tempo real, com maior controle sobre parâmetros como oxigenação, alimentação e condições ambientais, reduzindo riscos operacionais.

A binacional reforça ainda que o uso das áreas do reservatório deve priorizar regiões com maior resiliência ambiental, além de exigir o atendimento dos condicionamentos ambientais vinculados às licenças necessárias. Essas exigências têm como objetivo assegurar que qualquer iniciativa de introdução de tilápias ocorra dentro de limites que preservem a integridade do ecossistema e atendam às normas ambientais vigentes. “A tilapicultura será um divisor de águas para o desenvolvimento socioeconômico de pescadores artesanais e aquicultores familiares do reservatório de Itaipu. Graças aos investimentos em ações de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e governança realizados pela Itaipu em ambos os países (Brasil e Paraguai), estamos muito próximos de atender, de forma responsável e sustentável, a essa demanda histórica. A missão da Itaipu continuará sendo apoiar os pescadores do reservatório na busca por competitividade e na excelência em gestão ambiental”, ressaltou o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni.

Com a lista de medidas, a Itaipu busca estabelecer um padrão de segurança e controle, reforçando que a viabilidade da atividade dependerá do cumprimento de requisitos técnicos e ambientais, bem como da capacidade de monitoramento e prevenção de impactos no reservatório.

Fonte: O Presente Rural

Peixes

Preço da tilápia sobe até 0,71% e chega a R$ 10,39/kg no Norte do Paraná

Cotações variam entre R$ 8,88 e R$ 10,08/kg nas demais regiões. Oeste do Paraná tem menor valor, mesmo com a maior alta semanal.

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Foto: Jonathan Campos

Os preços da tilápia registraram alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea na semana de 09 a 13 de março, com variações moderadas e manutenção de diferenças relevantes entre os principais polos produtivos.

Foto: Shutterstock

O maior avanço semanal foi observado no Oeste do Paraná, onde a cotação subiu 0,71%, alcançando R$ 8,88 por quilo, ainda o menor valor entre as regiões monitoradas. Já o Norte do Paraná manteve a liderança nos preços, com média de R$ 10,39/kg, alta de 0,44% na semana.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi negociada a R$ 10,08/kg, com elevação de 0,45%. Em Grandes Lagos, região que abrange o noroeste de São Paulo e áreas de Mato Grosso do Sul; e em Morada Nova de Minas, os preços ficaram em R$ 9,74/kg, com variações de 0,36% e 0,18%, respectivamente.

Os valores referem-se ao produto pago à vista ao produtor independente e indicam um movimento de leve valorização no curto prazo, com ajustes regionais conforme oferta e dinâmica de mercado.

Fonte: O Presente Rural
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Ibama classifica pirarucu como espécie invasora fora da área natural e gera reação da piscicultura brasileira

Nova instrução normativa acende alerta sobre insegurança jurídica, impacto em investimentos e falta de diálogo com a cadeia produtiva.

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Foto: Shutterstock

A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu (Arapaima gigas) como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, acendeu um alerta imediato na piscicultura brasileira.

A medida, com efeitos diretos sobre a produção e os investimentos no setor, já mobiliza produtores e entidades diante do risco de insegurança jurídica e impacto na expansão da atividade.

A decisão surpreendeu agentes do setor, uma vez que o tema ainda estava em discussão no âmbito da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), levantando questionamentos sobre a condução do processo e a ausência de alinhamento institucional.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “A decisão causa grande preocupação ao setor, especialmente pela falta de diálogo em um tema tão sensível. O pirarucu é uma espécie estratégica para a piscicultura brasileira, com forte potencial de geração de renda e desenvolvimento regional” – Foto: Divulgação/Peixe BR

Considerada uma das espécies mais promissoras da piscicultura nacional, o pirarucu já possui produção estabelecida em diversos estados e apresenta elevado potencial de expansão. A nova classificação, no entanto, impacta diretamente o ambiente de negócios, afetando investimentos, planejamento produtivo e a segurança jurídica de produtores em todo o país.

Para o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, a medida traz insegurança e contradições no direcionamento das políticas públicas. “A decisão causa grande preocupação ao setor, especialmente pela falta de diálogo em um tema tão sensível. O pirarucu é uma espécie estratégica para a piscicultura brasileira, com forte potencial de geração de renda e desenvolvimento regional”, realça.

Além disso, Medeiros também destaca o paradoxo regulatório envolvendo a espécie. “Há poucos anos, os próprios governos federal e estadual reconheciam o potencial do pirarucu para a aquicultura e incentivavam sua produção. Agora, vemos uma mudança que pode restringir sua utilização, criando insegurança jurídica e um precedente preocupante para o setor produtivo”, completa.

Diante do cenário, a Peixe BR defende a revisão da normativa e reforça a importância da construção conjunta de políticas públicas. A entidade também cobra uma atuação mais firme do Ministério da Pesca e Aquicultura na defesa da piscicultura nacional, buscando garantir previsibilidade e estabilidade para os produtores.

Fonte: O Presente Rural com Peixe BR
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Clima adverso e custos elevados marcam ano de recuo na piscicultura do Rio Grande do Sul

Queda de 0,41% em 2025 ocorre em meio a estiagens, enchentes e pressão nos custos de produção.

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Foto: Shutterstock

O Rio Grande do Sul registrou retração na produção de peixes de cultivo em 2025. O volume foi de 24,3 mil toneladas, queda de 0,41% em relação às 24,4 mil toneladas produzidas em 2024. Ainda assim, o resultado representa avanço de 8,95% na comparação com 2023, quando foram produzidas 22,4 mil toneladas.

De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o desempenho do ano passado foi impactado por uma série de fatores. Eventos climáticos extremos, com estiagens e enchentes em diferentes períodos, afetaram diretamente a atividade em diversas regiões do Estado. Além disso, o aumento nos custos de produção — especialmente com ração e energia, pressionou os produtores.

A piscicultura segue concentrada em pequenas propriedades, com produção voltada principalmente ao mercado local. A tilápia continua sendo a espécie mais cultivada, mas o Estado também mantém produção de espécies nativas.

Apesar dos desafios, o setor mantém relevância na economia rural gaúcha e apresenta potencial de crescimento, especialmente com a adoção de tecnologias e melhorias na gestão da produção.

Fonte: O Presente Rural
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