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Isenção de tarifa do milho pode conter preço

Benefício altera apenas as condições para a compra do cereal de países de fora do Mercosul

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A isenção de imposto sobre a importação de milho pode trazer alguma pressão sobre os preços no mercado doméstico, mas a medida é paliativa e não resolve o problema de escassez do grão. Esta é a avaliação do analista da Informa Economics FNP, Aedson Pereira. Contudo, o atual nível de câmbio não favorece as compras externas, já que encarece o cereal para o comprador brasileiro.

Como a isenção altera apenas as condições para a compra do cereal de países de fora do Mercosul, deve beneficiar principalmente as vendas dos Estados Unidos para o Nordeste do Brasil, segundo o analista. Na região, o milho deve chegar com preço aproximadamente R$ 5 a saca de 60 kg abaixo do no mercado. "É uma economia boa, mas seria melhor ainda se o dólar caísse um pouco mais para favorecer essa conta", ponderou.

"A isenção do imposto vai no sentido de ampliar o leque de fornecedores e deve beneficiar principalmente a compra do cereal dos Estados Unidos", afirmou ele. A oferta da Argentina, outro importante fornecedor de milho para o Brasil, não deve ter impacto direto, uma vez que as compras do país já não são tributadas por se tratar de um membro do Mercosul. Mesmo assim, é esperada ampliação de suas vendas. "A Argentina acaba ganhando espaço por causa da política apoiada pelo governo do presidente Mauricio Macri, que tirou a cota de exportação e praticamente anulou a tributação sobre os embarques do grão", explicou Pereira.

Na terça-feira, a Câmara de Gestão de Comércio Exterior (Camex) aprovou o pedido do Ministério da Agricultura para isentar a importação de milho do imposto, atualmente em 8%, por um período de seis meses ou até que se atinja a cota de 1 milhão de toneladas. Para entrar em vigor, a medida precisa ser publicada no Diário Oficial, o que deve ocorrer na próxima semana, segundo o Ministério da Agricultura.

Segundo o analista da Informa, o milho norte-americano tem como destino mais provável o Nordeste brasileiro, pela proximidade geográfica. "A região é deficitária em milho e a produção local foi duplamente impactada pela redução da área plantada e pela estiagem que afetou o oeste da Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí", explicou ele.

Conforme o levantamento da consultoria, a saca de milho em Fortaleza é cotada atualmente em R$ 55, ante R$ 35 a R$ 38 a saca em igual período do ano passado. Sem imposto, o milho dos Estados Unidos chegaria à região por volta de R$ 46 a R$ 49 a saca, considerando as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e o câmbio desta quarta-feira.

Para os Estados do Sul, contudo, a medida deve ter pouco impacto, avaliou o analista. Para transportar o milho dos Estados Unidos até a região, os custos seriam mais elevados, por isso, seria mais fácil adquirir o cereal nos países mais próximos, como Argentina e Paraguai. "Vale destacar que a Argentina tem estoques muito bons de milho e que as lavouras do cereal não são tão afetadas pelas chuvas fortes quanto as de soja", ponderou o analista.

O milho representa a maior parte dos custos da produção de aves e suínos e a valorização do insumo tem pressionado as margens da cadeia produtora de proteína animal. Apenas neste ano, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa acumula alta superior a 30%, fechando a R$ 48,72 a saca nesta terça-feira. "A isenção não vai ser uma solução maravilhosa, mas é uma forma de minimizar um pouco a pressão altista", observou Aedson Pereira.

Safrinha

A Informa Economics FNP começa a trabalhar com um cenário de menor pressão sobre os preços domésticos do milho com a colheita da safrinha. "A possibilidade de quebra de produção em virtude da seca que afeta a região Centro-Sul do País minimiza a pressão da colheita", explicou Pereira. "A queda de preços a partir de maio ou junho deve ocorrer, mas talvez não com o ímpeto que esperávamos", comentou. 

Segundo ele, especula-se que em algumas áreas, pode haver redução de 10% a 15% no potencial produtivo, podendo chegar a 20% de quebra nas lavouras mais afetadas.

Fonte: Portal DBO

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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