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Irineo da Costa Rodrigues é eleito para presidir o Sindiavipar
Nova diretoria da entidade toma posse no dia 1º de setembro

O atual diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, foi eleito, na terça-feira (28), como novo presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). A nova gestão toma posse, na entidade, no dia 1º de setembro.
Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o atual presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, que também é diretor da Integra e proprietário da Frango a Gosto, deixará sua posição após 18 anos de dedicação ao Sindicato. “Após quase duas décadas de luta pela avicultura do Paraná, transfiro esse cargo para o Irineo com a confiança de que nosso setor será muito bem representado”, relata Martins.
De acordo com Rodrigues, a nova gestão do Sindiavipar terá a intenção de dar continuidade ao bom trabalho que já vinha sido feito pela administração anterior. “Além disso, precisamos fazer um enorme esforço para reposicionar o Sindiavipar no estado do Paraná, que atualmente representa a maior produção avícola do país, à nível nacional, fortalecendo nossa parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ouvindo nossos associados para entender as grandes diretrizes que temos para o país”, complementa.
Carreira
Formado em agronomia, Irineo da Costa Rodrigues possui experiência na chefia regional da Acarpa, atual Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR). Além disso, foi presidente da Sudcoop (atual Frimesa), atuou como diretor na Confepar Agro-Industrial Cooperativa Central, da Credifronteiras – Sicredi Medianeira, da Cotrefal; da Coodetec e também da Cotriguaçu Cooperativa Central. Atualmente, exerce a função de presidente da Cotriguaçu e da Lar Cooperativa Agroindustrial; de membro do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Conselho de Administração da Gazin.
Nova gestão
Além do Irineo da Costa Rodrigues como presidente, a nova Diretoria será composta pelo José Antônio Ribas Junior, como vice-presidente; Rafael Santos na função de secretário e o Roberto Kaefer exercendo o cargo de tesoureiro. O Conselho Fiscal Efetivo será constituído pelos profissionais: Alfredo Lang, Gerson Muller e Adroaldo Paludo. Dilvo Grolli, Valter Pitol, Sidnei Donizete, Bottazzari, Ciliomar Tortola, Ricardo Chapla, Hugo Leonardo Bongiorno e Fabio Stumpf serão os novos suplentes.

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Eventos do CBNA entram na reta final para inscrições de trabalhos científicos
Pesquisadores têm até 21 de março para estudos sobre cães e gatos e até 25 de março para aves, suínos e bovinos, que serão apresentados de 12 a 14 de maio em São Paulo.

O Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) vai receber inscrições de trabalhos científicos até os dias 21 de março para os dois eventos sobre cães e gatos e até o dia 25 de março para a Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos. Os três eventos da entidade serão realizados de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Os estudos selecionados serão apresentados durante os encontros que reúnem pesquisadores, especialistas da indústria e profissionais do setor para discutir avanços científicos, desafios e tendências da nutrição animal. A apresentação e exposição de trabalhos científicos é tradicionalmente um dos pontos de destaque dos eventos organizados pela entidade.

O presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg. “Recebemos estudos das principais universidades brasileiras, o que nos permite ter um panorama bastante amplo do que está sendo investigado na academia e das tendências de pesquisa em nutrição animal”
Os encontros funcionam como um espaço de intercâmbio entre universidade e indústria, reunindo pesquisas que abordam desde avanços em ingredientes e formulação de dietas até saúde, desempenho e inovação em nutrição animal. Segundo o médico veterinário e presidente do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), Godofredo Miltenburg, a submissão de trabalhos científicos também contribui para mapear as principais linhas de pesquisa desenvolvidas no país.
“Recebemos estudos das principais universidades brasileiras, o que nos permite ter um panorama bastante amplo do que está sendo investigado na academia e das tendências de pesquisa em nutrição animal. Esses trabalhos também estimulam o diálogo com a indústria e ajudam a orientar os próximos avanços científicos do setor”, afirma.
Os três eventos serão realizados entre 12 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo especialistas da academia, profissionais da indústria de nutrição animal e representantes da cadeia produtiva. O regulamento completo para submissão de trabalhos científicos e as orientações para inscrição estão disponíveis nos sites oficiais dos eventos.
O IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos será realizado no dia 12 de maio. O XXV Congresso CBNA Pet será nos dias 13 e 14 de maio e a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, entre os dias 12 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.
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Cobrança pelo uso da água de rios no Paraná gera reação do setor agropecuário
Entidades do agro contestam decisão do TCE-PR que determina ao IAT implementar cobrança e cadastro de produtores, e defendem que o tema seja debatido nos Comitês de Bacias Hidrográficas.

O Sistema Faep se posiciona contrário à determinação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) de cobrar pelo uso da água dos rios utilizada por produtores rurais junto aos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) no Paraná. A medida indica que o Instituto Água e Terra (IAT) deve implementar a cobrança, além de exigir o cadastramento dos agricultores e pecuaristas para conceder a outorga de uso do recurso hídrico.
A decisão por meio da Acórdão 189/26 não impacta produtores rurais que possuem propriedade menores a seis módulos rurais. Apesar disso, os canais oficiais do TCE-PR incluíram na medida, de forma errônea, os agricultores e pecuaristas com áreas até seis módulos fiscais.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep: “Esse tema requer um debate técnico, envolvendo as entidades representativas do setor agropecuário”
“Esse tema requer um debate técnico, envolvendo as entidades representativas do setor agropecuário. Não podemos simplesmente aceitar uma medida que coloca em risco a produção agropecuária do Paraná”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Caso essa determinação não seja revertida, teremos muita insegurança jurídica no meio rural. Afinal, a água é um insumo fundamental para a produção de alimentos”, complementa.
Alinhado com os votos dos conselheiros do TCE-PR, Durval Amaral e Fábio Camargo, que foram contrários à decisão, o Sistema Faep entende que o IAT não tem competência para realizar a cobrança. O eventual pagamento pelo uso da água de rios deveria ser definido pelos CBHs no Paraná, constituídos por órgãos regionais e setoriais deliberativos e normativos.
“O IAT não tem atribuição para essa cobrança. Esse é um debate que precisa ser analisado e validado nos Comitês de Bacias Hidrográficas e, principalmente, ouvir os argumentos das entidades que representam os produtores rurais”, afirma Meneguette.

Foto: Patryck Madeira/SEDEST
Segundo o Acórdão, o IAT também deve exigir dos CBHs que ainda não criaram um sistema de avaliação de consumo e uma sistemática de cobrança que iniciem essa cobrança e neguem cumprimento ao dispositivo da lei estadual que criou as isenções irregulares.
“A nossa Constituição estabelece que cabe aos Estados legislar em harmonia com os preceitos descritos na legislação federal e proceder à outorga de direito de uso dos recursos hídricos dentro dos limites de seus territórios. Ou seja, já temos uma lei que rege esse tema”, reforça o presidente do Sistema Faep.
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Conflito no Oriente Médio eleva custos da ureia e pode impactar próxima safra de milho
Omã e Catar, principais fornecedores do Brasil, registram alta nos preços devido à instabilidade logística e ao aumento do gás natural.

O agronegócio brasileiro está em alerta quanto aos reflexos da guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã. O setor tem relações comerciais não só com o país persa, mas com várias nações do Oriente Médio que dependem, para chegada e saída de navios, do Estreito de Ormuz, que está atualmente fechado. Uma continuidade do cenário atual pode ter impactos não só na exportação nacional de alimentos, mas no fornecimento de fertilizantes estrangeiros ao Brasil, segundo análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os custos da logística já estão sendo sentidos pelo setor.
Dois dos principais fornecedores de ureia do agronegócio nacional, Omã e Catar, estão localizados na região do conflito, o primeiro respondendo por 16% do fornecimento internacional do produto e o segundo por 13%, segundo os dados da CNA. Já o Irã exporta pouca ureia ao Brasil. Mas Omã e Catar foram o segundo e o quarto maior fornecedor do produto do Brasil em 2025, respectivamente, de acordo com o levantamento divulgado pela confederação. O principal foi a Nigéria, o terceiro a Rússia e o quinto, a Argélia.

Fotos: Claudio Neves
A ureia é usada como fertilizante nas lavouras do Brasil e sofre os reflexos do mercado do gás natural, seu insumo, e cujas cotações, assim como as do petróleo, dispararam com a guerra no Oriente Médio. O Catar, cuja única saída marítima é o Mar do Golfo, onde fica o Estreito de Ormuz, é grande produtor de gás. “A gente tem mapeado o preço da ureia no Brasil e já chegou a ter um incremento, desde o início do conflito, de 33%”, disse para a ANBA o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.
O Brasil, no entanto, ainda tem um respiro antes de sofrer os reflexos do preço da ureia, já que ela é usada principalmente na adubação do milho. “A safra está sendo plantada agora e começou a adubação, então, o que tinha que ser usado nessa safra já foi comprado”, explica Lucchi. Já a ureia da próxima safra de milho pode ser comprada ao longo desse semestre. “Então, vamos dizer que a gente teria algumas semanas ainda que o produtor poderia esperar um pouco mais para avaliar para que lado o mercado vai”, afirma Lucchi.
O impacto do preço do diesel, no entanto, já está em propriedades rurais que dependem de abastecimento em postos de combustíveis. O reflexo do aumento internacional do preço do petróleo ainda não chegou no Brasil, mas há postos cobrando mais. “Nós tivemos a informação que algumas regiões já tiveram aumento na casa dos R$ 1 a R$ 1,50 no posto”, afirma Lucchi sobre o preço do litro. Em função do aumento em decorrência do cenário externo, a CNA solicitou, na sexta-feira (6), ao Ministério de Minas e Energia do Brasil, o aumento urgente da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel no País, dos atuais 15% para 17%.
“O produtor precisa do diesel nesse momento em que os tratos culturais do que foi plantado na segunda safra estão sendo aplicados. O produtor está colhendo soja nesse momento em boa parte do Brasil ou está plantando milho ou está fazendo um trato cultural. A atividade de máquinas no campo nesse momento é intensa”, explica Lucchi. Esperar para colher ou plantar significa impacto na produção e produtividade. O diretor técnico lembra ainda que boa parte da logística do campo é feita por caminhão. Assim como tratores e colheitadeiras, no Brasil os caminhões utilizam principalmente o diesel como combustível.
O agro tem comércio direto com o Irã, mas o principal produto exportado ao país persa é o milho, cujo maior volume é embarcado de agosto a janeiro. Soja e açúcar, segundo e terceiro produtos na exportação ao Irã, podem se realocados para outros mercados, segundo Lucchi. “O que a gente tem de maior preocupação nas exportações? As proteínas animais, principalmente carne de frango, quando a gente analisa todo o Oriente Médio. Enviamos 29% de todo o frango que nós exportamos para essa região”, diz Lucchi. Segundo ele, as indústrias têm tentado rotas alternativas e mudado a logística para fazer o produto chegar até a região.
Conflito eleva seguro de carga

O transporte marítimo para os produtos do agronegócio, porém, assim como dos demais setores, já está sendo altamente impactado. “O frete está muito mais caro. O valor do seguro, que era 0,25% (do valor) da carga, já está chegando a 1% da carga, então, isso onera muito”, afirma Lucchi. O valor dos fretes aumentou para transporte a todas as regiões e o seguro subiu para a região afetada. “E como está tendo que ter esse desvio de rota e muitos navios têm ficado em alguns portos por um período maior do que o necessário, você paga a multa também por estar atracado ali acima do período que foi programado”, explica.
Lucchi afirma que a CNA está acompanhando com muita atenção os desdobramentos do conflito e lembra que a análise é muito específica porque tudo pode mudar num curto espaço de tempo. Segundo ele, os impactos vão depender de quanto o conflito se prolongar. “Com essa questão logística, que pesa, a gente vai ter os produtos importados mais caros, se você tem um aumento no diesel, você tem toda a logística do Brasil impactada, não só do agro. Tudo que depende de transporte vai estar mais caro”, afirma.
Países árabes que estão na região do Golfo têm sido afetados pelo conflito, com ataques do Irã e outros tipos de reflexos. Nações árabes como Iraque, Bahrein, Kuwait e Catar têm saída marítima apenas pelo Mar do Golfo, onde fica o Estreito de Ormuz. Arábia Saudita tem portos importantes no Mar do Golfo, mas também possui acesso marítimo pelo Mar Vermelho. Os Emirados têm acesso marítimo apenas pelo Mar do Golfo, mas uma pequena parte da sua costa está antes do estreito. Outros países árabes do Oriente Médio, como Omã e Iêmen, têm saídas para o mar independentes do Estreito de Ormuz.



