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Irã autoriza trânsito de navios “não hostis” no Estreito de Ormuz

Regra foi comunicada à ONU e à Organização Marítima Internacional em meio a conflito que já compromete fluxo de petróleo e gás.

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Foto: Dean Conger

O governo do Irã comunicou a organismos internacionais que a navegação pelo Estreito de Ormuz dependerá de coordenação prévia com suas autoridades. A medida foi informada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Organização Marítima Internacional (OMI) e estabelece que apenas embarcações classificadas como “não hostis” poderão transitar pela rota.

Foto: Freepik/Divulgação

O posicionamento ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que já comprometeu o fluxo de petróleo e gás natural liquefeito pela região. O estreito concentra cerca de 20% do comércio global dessas commodities, e a interrupção parcial das rotas tem provocado impactos diretos no abastecimento.

Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano, enviado no último domingo (22) aos membros do Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres, a regra se aplica a embarcações que não participem nem apoiem ações consideradas hostis contra o país e que cumpram integralmente os protocolos de segurança estabelecidos por Teerã. “Embarcações não hostis podem se beneficiar da passagem segura pelo Estreito de Ormuz em coordenação com as autoridades iranianas competentes”, afirma o documento.

O texto também ressalta que navios, equipamentos e cargas vinculados aos Estados Unidos, a Israel ou a aliados envolvidos no conflito não se enquadram nos critérios de passagem.

Foto: Divulgação

A comunicação foi posteriormente distribuída aos 176 países integrantes da OMI, agência da ONU responsável por regular a segurança da navegação internacional.

O envio formal amplia o alcance da medida e sinaliza tentativa do Irã de consolidar respaldo institucional para o controle do tráfego marítimo na região.

No mesmo documento, o governo iraniano afirma ter adotado medidas necessárias e proporcionais para impedir o uso do estreito em operações consideradas hostis. A iniciativa reforça o ambiente de incerteza em uma das principais rotas energéticas do mundo, com potencial de ampliar a volatilidade nos mercados internacionais de petróleo.

Fonte: O Presente Rural

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Portos da região Sul têm alta de 22% em movimentação de contêineres no mês de janeiro

Avanço das cargas conteinerizadas sustenta desempenho da região e indica dinamismo logístico e industrial.

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Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A movimentação de contêineres nos portos da região Sul registrou crescimento de 22,3% em janeiro de 2026, alcançando 4,9 milhões de toneladas e representando mais de um terço de toda a carga movimentada no período. Os dados são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

De acordo com o levantamento, no total os portos do Sul movimentaram 13,9 milhões de toneladas no mês. Embora o volume geral tenha apresentado leve variação em relação ao mesmo período anterior, o resultado foi influenciado pelo desempenho positivo das cargas conteinerizadas, que têm maior valor agregado e estão associadas a cadeias produtivas mais diversificadas.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O ministro Silvio Costa Filho destacou que o avanço da movimentação de contêineres é reflexo do aquecimento da economia e dos investimentos em infraestrutura portuária. “O crescimento das cargas conteinerizadas mostra um Brasil mais dinâmico, com maior circulação de produtos industrializados e integração às cadeias globais de comércio. Isso é resultado dos investimentos que estão sendo feitos nos portos, gerando mais eficiência, capacidade e competitividade para apoiar o desenvolvimento econômico do país”, celebrou. “O crescimento das cargas conteinerizadas mostra um Brasil mais dinâmico, com maior circulação de produtos industrializados e integração às cadeias globais de comércio” Silvio Costa Filho

O crescimento dos contêineres indica maior circulação de mercadorias industrializadas, insumos e bens de consumo, refletindo o dinamismo de setores produtivos e do comércio exterior. Esse tipo de carga também está diretamente ligado à integração do Brasil às cadeias logísticas globais.

Desempenho regional

A região Sul reúne alguns dos principais complexos portuários do país, como Paranaguá (PR) e Itajaí (SC). Em janeiro, o Porto de Paranaguá liderou a movimentação entre os portos públicos da região, com 4,7 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Foto: Jonathan Campos

Além dos portos públicos, terminais privados também têm papel relevante na dinâmica regional, como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), que reforçam a capacidade logística e a competitividade da região.

Entre os tipos de carga, além dos contêineres, destacaram-se petróleo e derivados (2,5 milhões de toneladas) e fertilizantes (1,3 milhão de toneladas), insumos essenciais para a indústria e o agronegócio.

Mesmo com variações pontuais em alguns tipos de carga, como recuo em granéis sólidos e em carga geral, a movimentação por navegação de longo curso (entre portos de diferentes países) cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem (entre portos do Brasil) avançou 3,7%, indicando maior circulação de mercadorias e fortalecimento das rotas marítimas.

Investimentos

Os resultados observados no início de 2026 dialogam com um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária na região Sul, voltado à ampliação da capacidade operacional e à melhoria da eficiência logística.

No Porto de Paranaguá (PR), por exemplo, a ampliação do calado e ações contínuas de dragagem já permitem a operação de navios maiores e mais carregados, o que tem contribuído para ganhos de produtividade e redução de custos logísticos. Esse cenário possibilitou, recentemente, o registro da maior operação de cevada já realizada em uma única embarcação no terminal, com 50 mil toneladas movimentadas.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Outro destaque é a concessão do canal de acesso ao porto , que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos, destinados à dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária. A iniciativa permitirá ampliar o calado para até 15,5 metros, aumentando a capacidade operacional e o porte das embarcações que acessam o complexo portuário.

Além disso, o porto também passa por intervenções estruturantes, como o projeto do Moegão, que vai elevar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do terminal, ampliando a eficiência no escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre (RS), também deve contribuir para ampliar a movimentação e atrair novos investimentos, com expectativa de crescimento da capacidade operacional ao longo dos próximos anos.

Fonte: Agência Gov
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Fernanda Machiavelli é nova ministra do Desenvolvimento Agrário

Secretária-executiva substitui Paulo Teixeira, que disputará eleição.

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fernanda Machiavelli, assumirá o comando da pasta, nos próximos dias, quando o atual ministro, Paulo Teixeira, deixará o cargo para disputar as eleições para deputado federal em outubro. O anúncio foi feito pelo próprio presidente da República, na noite desta terça-feira (24), durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília. O prazo para desincompatibilização de cargos públicos, para quem disputará cargos eletivos, termina no próximo dia 4 de abril, seis meses antes do pleito de outubro.

Formada em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado na mesma instituição, Fernanda Machiavelli é servidora pública de carreira, no cargo de especialista em políticas públicas e gestão governamental. Ela está como secretária-executiva do MDA desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023.

Durante a conferência, em tom de balanço, o presidente citou diversos números do governo na área da agricultura familiar. “O Desenrola Rural tratou de renegociar dívidas de 507 mil agricultores, num total de R$ 23 bilhões. O Plano Safra deste ao já fez um milhão de operações, [com] R$ 37 bilhões contratados e ainda faltam um milhão de contratos para serem feitos até o final do ano”, destacou.

Sobre a titulação de áreas quilombolas, Lula disse que, no atual mandato, foram concedidos 32 títulos, assinados 60 decretos, consolidando 10,1 mil famílias beneficiadas em 271 mil hectares. Já o assentamento de beneficiários no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), segundo o presidente, alcançou 234 mil famílias nos últimos três anos. “É desnecessário dizer o que foi feito, porque a necessidade é tanta, por mais que a gente faça, sempre faltará uma coisa a ser feita. O importante é ter em conta que a conquista da vida, da sociedade, de qualquer país do mundo, é um processo”, ponderou.

O presidente classificou como “dignificante e extraordinário” o trabalho de Teixeira à frente do MDA e elogiou a gestão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, conduzido por César Aldrighi.

Fonte: Agência Brasil
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Brasil e China iniciam negociações sobre inspeção da soja após queixas de exportadores

Missão do Ministério da Agricultura tenta destravar emissão de certificados fitossanitários; não há decisão sobre flexibilização de regras.

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Foto: Daiane Mendonça

Uma missão do Ministério da Agricultura e Pecuária iniciou na última segunda-feira (23), na China, uma rodada de negociações com autoridades locais para tratar das regras de inspeção fitossanitária aplicadas à soja brasileira. A agenda foi aberta após exportadores relatarem dificuldades na emissão de certificados necessários para embarques ao país asiático.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Segundo o governo brasileiro, mudanças recentes no processo de inspeção, adotadas a pedido das autoridades chinesas, elevaram o nível de exigência e passaram a travar parte dos fluxos de exportação. O tema ganhou tração nos últimos dias após divergências públicas sobre uma eventual flexibilização dessas regras.

Na semana passada, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil não promoveu qualquer afrouxamento na fiscalização da soja destinada à China. A declaração foi uma resposta a reportagens que apontavam alterações nos critérios sanitários.

Na sexta-feira (20), nova publicação indicou que autoridades chinesas teriam decidido flexibilizar parâmetros relacionados à presença de ervas daninhas nas cargas brasileiras. O Ministério da Agricultura, no entanto, negou que haja definição sobre o tema e afirmou que as tratativas ainda estão em fase inicial.

De acordo com a pasta, as negociações devem se estender ao longo da semana e contam com a participação do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. O objetivo é alinhar procedimentos técnicos e reduzir entraves operacionais nas exportações.

Fonte: O Presente Rural
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