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IPVS2022 encurta distância entre os elos da cadeia suinícola mundial
Feira de negócios e trabalhos científicos foram destaques do terceiro dia do congresso

Levar conhecimento de maneira ágil e assertiva. Este é um dos principais objetivos da 26ª edição do Congresso IPVS, principal evento da suinocultura mundial, que ocorre até sexta-feira (24), no Rio Centro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Programação de palestras segue até esta sexta-feira (24)
Após os dois anos de severas restrições, devido à pandemia da Covid19, o congresso marca a retomada dos grandes eventos presenciais voltados à suinocultura e reforça o comprometimento das empresas e entidades para dar uma guinada no setor. “A suinocultura vem passando por diversos desafios, provenientes dos altos custos dos insumos e é por este motivo que o IPVS2022 vem no momento exato para transformar esse cenário”, disse a presidente do evento Fernanda Almeida.
Ela ressaltou que somente a ciência pode desenvolver técnicas para melhorar os índices zootécnicos. “Os estudos e soluções apresentados aqui neste evento vão refletir no dia a dia do produtor, que alcançará resultados mais expressivos ao empregar tecnologia nas granjas”, afirmou.
Ainda de acordo com Fernanda, “o IPVS2022 promove o intercâmbio de informações de diferentes elos deste setor produtivo e, a partir disso, conseguimos levar a inovação ao campo, com maior agilidade. Nesses encontros todos são protagonistas e o suinocultor deve sentir orgulhoso de ser representado, pois trata-se da vitória da suinocultura”, destacou.
Para o médico-veterinário e diretor do Comitê Científico do IPVS2022 Roberto Guedes, esta edição do congresso precisa ser reconhecida pela superação do setor com relação aos desafios enfrentados durante o isolamento social. “Ficamos surpresos com a quantidade de trabalhos científicos inscritos. Digo isso pelas dificuldades enfrentadas pelos autores para concluir seus projetos e mesmo assim quase atingimos a marca de 500 resumos”, comentou.
Guedes destacou a qualidade dos resumos. “Recebemos 481 trabalhos para avaliação, dos quais 450 foram aceitos. Como todos recebem nota, os 122 melhores pontuados ganharam espaço para apresentar seus resumos ao público presente no IPVS2022. São pesquisas de grande valia para a evolução da suinocultura mundial, das quais tenho recebido centenas de feedbacks positivos durante o evento”, frisou.
Guedes informou que a área reservada aos pôsteres também recebeu a atenção dos congressistas. “Notamos uma intensa movimentação no espaço onde 328 resumos estão expostos. A circulação dos participantes que buscam ampliar seus conhecimentos por meio de pesquisas e a consulta junto aos autores aqui presentes tem sido assídua durante todo o evento”, relatou.
Unindo tecnologia à programação técnica
A edição brasileira do IPVS também surpreendeu pela adesão das empresas, que apoiaram a realização do evento e apresentaram soluções e novidades na exposição realizada em paralelo à programação técnica.
“O brasileiro é adepto das feiras de negócios por acreditar na oportunidade da troca de experiências e networking. Esse gosto por evento fez com que pudéssemos realizar uma grande exposição, com 40 empresas, número bastante expressivo com relação a edições anteriores do congresso”, informa Fernanda Almeida.
Para o diretor executivo da Farmabase Vitor Franceschini, eventos como o IPVS2022 vêm ao encontro dos propósitos da empresa. “Nossa missão é garantir a saúde do plantel suinícola e este compromisso para a Farmabase é muito sério. O Brasil, como um grande produtor, exportador e líder em termos sanitários, precisa desse suporte. Estamos muito felizes em participar junto a um grande público em nível mundial”, relatou.
“Sempre participamos do IPVS e para esta edição preparamos com muito carinho um grande conteúdo, com muita ciência e informação por meio de pôsteres e publicações para ajudar o produtor a melhorar sua produtividade. Elaboramos também um Simpósio sobre sustentabilidade que está na missão da Zoetis e dos nossos clientes”, informou o diretor da unidade de negócios suínos, aves e aquicultura da Zoetis, Renato Verdi.
De acordo com o diretor da unidade de negócios suinocultura do Brasil da MSD Saúde Animal Rudy Claure, a participação da empresa no IPVS2022 é

Quarenta empresas trouxeram suas novidades e soluções para a Feira de negócios do IPVS2022
um grande passo em prol do setor. “Estamos muito felizes em participar pois somos parte importante das mudanças no sistema produtivo e nosso objetivo é oferecer suporte às mudanças visando a evolução do setor e ajudando o produtor a melhorar sua produtividade. Levamos aos produtores as melhores práticas, serviços e produtos envolvendo inclusive o bem-estar animal. Dividimos conhecimento e ideias e convidamos o segmento a crescer conosco”, contou.
Já o gerente técnico e de marketing da Hipra Gabriel Faria valorizou a oportunidade de divulgar os diferencias da empresa para um público tão seleto. “É um prazer muito grande para a Hipra sempre participar ao redor do mundo do IPVS. Este é um momento muito bom para trazer as novidades ao mercado brasileiro, pois trabalhamos com muita tecnologia. Acreditamos que estamos contribuindo para a melhoria da suinocultura como um todo”, afirmou.
“Estamos muito felizes em participar do IPVS 2022. Aproveitamos essa oportunidade para auxiliar no desenvolvimento da suinocultura da América Latina como um todo. O setor está crescendo muito rápido e é muito importante que a nossa marca esteja cada vez mais fortalecida no Brasil, Chile, México e Argentina. Para ter um crescimento sustentável é preciso ter produtos de excelência, com alta tecnologia e que tragam retorno aos produtores com alta performance”, apontou o Head of Global Marketing Swine da Boehringer Ingelheim Martin Forchieri.
Simpósios Satélites
Além de toda a programação científica, os participantes do IPVS2022 foram convidados a acompanhar, no fim da tarde de quarta e quinta-feira uma programação de Simpósios Satélites promovidos por empresas, que aproveitaram o espaço para apresentar novidades voltadas à suinocultura e também trabalhar temas de relevância para o setor.
Na quarta, três empresas promoveram simpósios: a Zoetis com o tema “Inovações Zoetis para uma Produção Global de Suínos mais Sustentável” – O papel do médico-veterinário; a Boehringer Ingelheim, que apresentou o tema “Melhorando o controle de doenças utilizado dados e tecnologia” e a MSD Saúde Animal que debateu “Como a Agricultura pode salvar o mundo?”.
Já na quinta-feira, a Phytobiotics trabalhará o tema “Como a inflamação influencia o resultado da sua produção?” e a Virbac debaterá “Como atingir a meta de proteção do PCV2? – Uma visão geral atualizada e as novas oportunidades de controle”.
Programação
O evento segue até a sexta-feira, 24/06, com a realização de quatro sessões ao longo da manhã, além de apresentações orais e sessão de posters. No site e nas redes sociais do IPVS2022 você encontra a programação completa e acompanha a cobertura oficial do evento. Acesse: www.ipvs2022.com
Somando forças com o IPVS2022
O IPVS2022 conta com o apoio das principais entidades da suinocultura brasileira, como: Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), Sindicarne-SC e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O IPVS2022 tem como Partner as empresas Boehringer-Ingelheim, Farmabase, Hipra, MSD e Zoetis. Na categoria Supporter, temos a presença da Ceva e Elanco. As empresas Agroceres PIC, Biofarma, DB-Dan Bred, Idexx, Ourofino, Pharmacosmos, Sanphar, Trouw Nutrition, Vetanco e Virbac formam o grupo dos patrocinadores Platinum e no grupo Gold temos Crystal Spring, Magapor, Microvet, Phytobiotics, Thermo Fisher, Tonisity, VetScience, Vetoquinol, Lanxess, BioChek e Apha Scientific. Além destas, as empresas Adisseo, Boehringer-Ingelheim e ICC patrocinam o Pré-Congresso do IPVS2022.
O evento apresenta como parceiros de mídia os veículos 333 Brasil, 333 Internacional, Academia Suína, Ediciones Pecuarias/Acontecer Porcino, Engormix, Feed & Food, Maiz Y Soya, MAP, O Presente Rural, Pig Progress, Piscishow e Avisuleite, Suíno Brasil, Suino.com, Suinocultura Industrial, SuiSite, Veterinária Digital e Globo Rural.

Notícias
Agro paranaense registra cenários distintos entre cadeias produtivas
Boletim do Deral mostra cenário diversificado no agro paranaense, com queda nos preços do leite, encerramento do defeso na piscicultura, recordes na suinocultura, redução de área no trigo e avanço da colheita de milho na primeira e segunda safra.

O mercado agropecuário paranaense apresenta movimentos distintos entre cadeias produtivas, com queda nos preços do leite ao produtor, recordes na suinocultura e avanço da colheita de milho. As informações constam no boletim conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
No setor leiteiro, o preço pago ao produtor voltou a cair em fevereiro e foi cotado, em média, a R$ 2,11 por litro no Paraná. Na última pesquisa semanal de preços do Deral, realizada entre 23 e 27 de fevereiro, o valor pago pela indústria foi de R$ 2,13 por litro. No atacado, os derivados apresentaram comportamentos diferentes: o queijo minas recuou quase 4% em fevereiro, enquanto a muçarela registrou leve alta de 0,66%. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, ambos apresentam queda, de 20,09% e 12,68%, respectivamente.

Foto: Shutterstock
Na piscicultura, o destaque é o encerramento do período de defeso (Piracema) no Paraná, ocorrido em 28 de fevereiro. Durante o defeso há restrições à captura de espécies nativas para garantir a reprodução dos peixes. Já a pesca de espécies exóticas, como tilápia e carpa, permaneceu permitida ao longo do período.
A suinocultura brasileira encerrou 2025 com novos recordes de produção, exportação e disponibilidade interna. A produção total chegou a 5,598 milhões de toneladas de carne suína, crescimento de 4,5% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado pelo abate de 60,15 milhões de suínos, também o maior já registrado.
Do volume produzido, 1,471 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo, o equivalente a 26,3% da produção nacional, com alta de 12,7% nas exportações frente ao ano anterior. A disponibilidade interna atingiu 4,150 milhões de toneladas, o maior nível da série histórica. Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, com possibilidade de novos recordes, especialmente em produção e exportações.

Foto: Cleverson Beje
No cultivo de trigo, o Paraná perdeu nos últimos anos a liderança nacional para o Rio Grande do Sul, movimento associado ao avanço do milho segunda safra, que passou a ocupar áreas antes destinadas ao cereal, principalmente nas regiões Norte e Oeste do estado. Para a próxima safra de inverno, a expectativa é de nova redução na área plantada, que deve ficar abaixo dos 824 mil hectares colhidos no ciclo anterior.
Apesar da menor área cultivada, o estado mantém forte presença na indústria. O Paraná possui capacidade de moagem de cerca de 4 milhões de toneladas de trigo, segundo dados da Abitrigo, e utiliza grande parte desse potencial. Em 2025, o estado também registrou recorde de importações de trigo, com 879 mil toneladas, provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai, para suprir a demanda da indústria.

Foto: Divulgação/Seab
Já no milho, a colheita da primeira safra 2025/26 alcançou 54% da área estimada de 341 mil hectares, com produtividades consideradas dentro do esperado e, em alguns casos, superiores às projeções iniciais. Neste ciclo, a área plantada é 21,5% maior que a registrada na safra anterior.
A região Sudoeste apresentou a maior expansão, com aumento de 55,1% na área cultivada, passando de 48,8 mil para 75,7 mil hectares. Já a região Sul, principal produtora do estado na primeira safra, ampliou a área em 17,2%, totalizando 208,4 mil hectares, o equivalente a 61% da área plantada no Paraná.
O plantio da segunda safra de milho 2025/26 também avança e já atinge 62% da área estimada de 2,86 milhões de hectares, com os trabalhos concentrados principalmente na região Norte do estado, onde o plantio ocorre tradicionalmente durante o mês de março.
Colunistas
Dois Master, dois Brasis
Enquanto um “Master” aparece associado a investigações e suspeitas, o outro anuncia R$ 1 bilhão em investimentos até 2030, expansão industrial, ampliação do sistema de integração e mais recursos nas propriedades rurais.

O noticiário desta semana trouxe novamente à tona o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. Polícia, investigação, disputas judiciais, cifras bilionárias bloqueadas. É o Brasil que costuma ocupar as manchetes: o das crises financeiras, das conexões políticas, das operações policiais.
Mas existe outro Master no país.
Fica a mais de mil quilômetros de Brasília, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, onde a política raramente chega às capas – mas de onde saem toneladas de proteína animal para o mundo. Ali opera a Master Agroindustrial, fundada pelo médico-veterinário Mario Faccin, filho de agricultores que se tornou o maior suinocultor independente do Brasil.

Artigo escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Enquanto um “Master” aparece associado a investigações e suspeitas, o outro anuncia R$ 1 bilhão em investimentos até 2030, expansão industrial, ampliação do sistema de integração e mais recursos nas propriedades rurais. Hoje a empresa integra 350 produtores, emprega cerca de 2 mil pessoas e produz 1,1 milhão de suínos por ano, grande parte destinada à exportação.
São histórias que não têm qualquer relação entre si. Apenas compartilham o nome.
Mas a coincidência é reveladora.
O Brasil urbano e político costuma dominar o debate nacional com seus escândalos, crises institucionais e disputas de poder. Já o Brasil produtivo – espalhado por integradoras, cooperativas, agroindústrias e propriedades rurais – raramente vira manchete, embora sustente boa parte das exportações, da renda e da estabilidade econômica do país.
Um aparece nos autos.
O outro aparece nas planilhas de produção.
Um vive do ruído.
O outro, do trabalho.
No fim das contas, talvez a coincidência de nomes sirva apenas para lembrar que existem dois Brasis convivendo ao mesmo tempo.
Um produz manchetes.
O outro produz comida.
Notícias
Conflito no Oriente Médio eleva preço do petróleo e fertilizantes
Alta da energia encarece diesel e logística do agro e aumenta preocupação com custos da safra, segundo a Consultoria Agro Itaú BBA.

A escalada das tensões no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último fim de semana trouxe reflexos para mercados globais estratégicos, como energia, fertilizantes e alimentos, com possíveis impactos também para o agronegócio brasileiro.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o conflito ocorre em uma região considerada central para a economia mundial, por concentrar parte importante da produção e do transporte de petróleo, gás natural e insumos utilizados na agricultura. A intensificação das ações militares elevou o risco geopolítico e provocou volatilidade nos preços internacionais.

Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL
Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, além de volumes relevantes de gás natural. Após os ataques ao Irã, houve interrupções e restrições na navegação da região, o que levou empresas marítimas a evitarem o corredor e aumentou custos de frete e seguro. Como reação imediata do mercado, o petróleo tipo Brent registrou alta superior a 10%, ultrapassando US$ 80 por barril, nível que não era observado desde o início de 2025.
O encarecimento do petróleo tende a refletir diretamente no custo do diesel, combustível essencial para operações agrícolas, transporte interno e logística de exportação no Brasil. Como o país depende fortemente do transporte rodoviário, a alta do combustível pode pressionar as margens do produtor e aumentar os custos logísticos das exportações de grãos, carnes e açúcar.
Outro ponto sensível é o mercado de fertilizantes. O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia, além de ter participação relevante em amônia e fosfatados. O Irã está entre os principais produtores de fertilizantes nitrogenados e também fornece gás natural para outros países exportadores da região.

Foto: Divulgação/SAA SP
Com o aumento das tensões, fornecedores da região retiraram ofertas do mercado internacional à espera de maior clareza sobre preços e logística. Em poucos dias, a ureia registrou alta superior a 10%, com cotações no Egito passando de US$ 540 por tonelada. Ao mesmo tempo, os preços do gás natural, principal matéria-prima dos fertilizantes nitrogenados, subiram fortemente após a paralisação da produção em uma grande planta do Catar, atingida por ataque de drone.
Por que essa situação é relevante para o Brasil?
Para o Brasil, a situação é relevante porque o país importa cerca de 80% a 85% dos fertilizantes que consome, e aproximadamente um terço da ureia importada tem origem direta ou indireta no Oriente Médio. Em 2025, o Irã teve participação relativamente pequena nas importações brasileiras, mas exerce influência na formação de preços e no fornecimento regional de gás natural utilizado na produção de fertilizantes.
No curto prazo, o impacto sobre o produtor brasileiro tende a ser limitado, já que o país não está no período de pico de compras de fertilizantes nitrogenados. Para a segunda safra 2025/26, praticamente todo o volume necessário já foi adquirido. Já para a safra de verão 2026/27, as compras realizadas até agora representam cerca de 30% da demanda esperada, abaixo da média histórica de 40%.

Foto: Claudio Neves
A região do Oriente Médio também é um mercado importante para as exportações do agronegócio brasileiro. O Irã, por exemplo, foi responsável por cerca de 23% das exportações brasileiras de milho em 2025. Até o momento, analistas não projetam interrupções significativas no comércio, mas apontam possibilidade de aumento nos custos logísticos caso a instabilidade no Estreito de Ormuz persista.
Entre os fatores que podem reduzir parte dos impactos está a retomada parcial da produção de fertilizantes nitrogenados no Brasil, com a reativação de unidades industriais no Nordeste, além da possibilidade de diversificação de fornecedores e uso de fontes alternativas, como o sulfato de amônio.
Mesmo assim, o cenário exige atenção. A combinação entre tensões geopolíticas, volatilidade nos preços de energia e a elevada dependência brasileira de fertilizantes importados pode afetar o planejamento da próxima safra e os custos de produção nos próximos meses.



