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IPVS 2022 abordará tripé fundamental para melhorar a rentabilidade na suinocultura

Painéis trarão temas relacionados a biosseguridade, produtividade e inovação, assuntos que alicerçam a produção de suínos no mundo.

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Presidente do IPVS2022, Fernanda Almeida: "As principais soluções para o setor estarão reunidas em um só lugar, ao acesso de todos" - Foto: Divulgação/IPVS

Com os altos custos de produção, provenientes principalmente dos insumos utilizados na fabricação de rações, a eficiência no sistema de produção é essencial para gerar saldos positivos nas granjas. Neste cenário, a melhor maneira de se obter sucesso  é a utilização de inovações, para diminuir custos e melhorar os índices de produção .

Para garantir a eficácia do cadeia produtiva, o amplo conhecimento  do sistema de produção e do mercado é essencial para obtenção de sucesso. A suinocultura apresenta  um sistema de produção majoritariamente intensivo, onde a tendência mundial pressiona para adoção de ações que visem o bem-estar dos animais, sendo a integração entre infraestrutura, manejo, nutrição e sanidade imperativa para a obtenção de bons resultados produtivos.

Pensando nisso, a comissão científica do IPVS2022, debateu intensamente sobre os temas mais prementes e importantes para a suinocultura mundial. Tais temas consideram particularmente o cenário mundial em relação a enfermidades reemergentes como a Peste Suína Africana,  o uso prudente de antimicrobianos, inovações relacionadas a vacinologia e produção, e finalmente doenças de importância reconhecida como PRRS, Influenza A, Peste Suína Clássica, Streptococose e Mycoplasmoses.

De acordo com o diretor do Comitê Científico IPVS2022, Roberto Guedes, a rápida evolução do setor não interferirá na originalidade do cronograma. “O mercado suinícola mundial é bastante dinâmico e se modifica com  frequência, porém o programa científico foi elaborado considerando as grandes demandas e desafios do mercado mundial de suínos. Dessa forma, acredito que a grade do evento esteja abrangente e atenderá aos interesses da comunidade técnica e científica mundiais”, afirma.

Para a diretora de Biosseguridade IPVS2022 e auditora fiscal federal do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Lia Treptow Coswig, o tema do evento remete ao conjunto de medidas adotadas pelas empresas e pelo setor público para evitar a entrada de doenças nos países ou para atuar no controle e erradicação de doenças presentes. “Novas tecnologias, diagnósticos e medidas de prevenção serão apresentadas e discutidas por palestrantes e nas apresentações de trabalhos científicos”, informa.

Segundo Lia, estar atento à sanidade do plantel é preservar a atividade, que é uma das principais commodities de exportação de muitos países, e é também a fonte de alimentação da população local para outros. “Discutir biosseguridade envolve  aspectos sanitários não apenas para  suínos, mas  também a saúde única,  englobando todo o ambiente. A produção de carne suína, baseada em segurança alimentar ao final do processo, inicia coma utilização de insumos veterinários e de alimentação de qualidade”, pontua.

Pré-Congresso

Uma das sessões do Pré-Congresso é o painel de reprodução, cuja moderadora Fernanda Almeida, médica-veterinária e presidente do Congresso, irá conduzir as discussões sobre o tema “A base da eficiência reprodutiva: da ciência para a prática”. Os palestrantes serão Jennifer Patterson, da Universidade de Alberta (Canadá); Johannes Kauffold, da Universidade de Leipzig (Alemanha), Stefan Björkman da Universidade de Helsinki (Finlândia) e Chris Kuster, da Kuster Research and Consulting (EUA).

Em outra sessão do Pré-Congresso, será abordado o tópico “O uso de antimicrobianos e sua resistência nos suínos”. Neste painel, participarão o professor Jeroen Dewulf, da Universidade de Ghent (Bélgica); Maria José Hötzel, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil); Locke Karriker, da Universidade Estadual de Iowa (EUA) e Ulf Magnusson, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias (Suécia).

A terceira sessão do Pré-Congresso, intitulada “Reposta imune de mucosa e vacinologia”, contará com Eduardo Cobo, da Universidade de Calgary (Canadá); Heather Wilson, da Universidade de Saskatoon (Canadá) e Rafael Frandoloso, da Universidade de Passo Fundo (Brasil).

Nutrição será o tema central da quarta sessão do Pré-Congresso “Imunologia via nutrição”, que contará com a presença de Siska Croubels, da Universidade de Ghent (Bélgica), Paulo Henrique Campos, da Universidade Federal de Viçosa (Brasil) e John Pluske, do Instituto de Pesquisa Australasiano de Suínos (Austrália) para enriquecer o debate.

A “Peste Suína Africana: Inovações para controlar” será um dos temas de destaque na programação da quinta sessão do Pré-Congresso.  Esta contará com a participação de José Manuel S. Vizcaíno, Universidade Complutense de Madrid (Espanha); Manuel Borca, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA); de Christian Gortazar, da Universidade de Castilla-La Mancha (Espanha) e Carmína Gallardo, do Centro de Investigação em Sanidade Animal (Espanha).

A sexta sessão do Pré-Congresso será voltada para o agronegócio, sendo uma novidade nos congressos da IPVS. Nesta sessão, será abordada a “Produção de suínos numa perspectiva da agroindústria”, e contará com a colaboração de personalidades do setor empresarial. Assim, o IPVS2022 sai na frente mostrando que há inovação em todos os âmbitos da cadeia produtiva.

Para Guedes, os congressos da IPVS são o grande momento de integração e socialização da comunidade científica mundial que trabalha com suínos e está em busca de informações e troca experiências. “Após um período de dois anos de pandemia global, essa oportunidade é ainda mais aguardada. Ou seja, os conhecimentos represados nos últimos 4 anos ganham agora um espaço para a sua divulgação, atendendo às demandas da comunidade internacional”, indica.

De acordo com a presidente do IPVS2022, Fernanda Almeida, o congresso é uma oportunidade ímpar para os profissionais do setor. “Estamos falando de um momento em que as principais soluções para o setor estarão reunidas em um só lugar, ao acesso de todos. Esta responsabilidade que os congressos da IPVS trazem ao longo de suas edições se reafirma com mais este evento, que promoverá debates de altíssimo nível”, encerra.

Inscrições

Inscrições para quem desejar participar de forma presencial somente no local do evento. Para participar de forma on-line, a inscrição poderá ser feita pelo site www.ipvs2022.com.

Somando forças com o IPVS 2022

O IPVS2022 conta com o apoio das principais entidades da suinocultura brasileira, como: Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), Sindicarne-SC e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O IPVS2022 tem como partner as empresas Boehringer-Ingelheim, Farmabase, Hipra, MSD e Zoetis. Na categoria supporter, temos a presença da Ceva e Elanco. As empresas Agroceres PIC, Biofarma, DB-Dan Bred, Idexx, Ourofino, Pharmacosmos, Sanphar, Trouw Nutrition, Vetanco e Virbac formam o grupo dos patrocinadores platinum e no grupo gold temos Crystal Spring, Magapor, Microvet, Phytobiotics, Thermo Fisher, Tonisity, VetScience, Vetoquinol, Lanxess, BioChek e Apha Scientific. Além destas, as empresas Adisseo, Boehringer-Ingelheim e ICC patrocinam o Pré-Congresso do IPVS2022.

O Jornal O Presente é parceiro de mídia e fará a cobertura completa do evento, que você poderá acompanhar nos nossos canais de comunicação e na próxima edição de Suínos e Peixes.

Fonte: Assessoria

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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