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IPPE 2025 aborda desafios regulatórios na produção de ração animal
Programação do evento integrou o Programa Anual de Educação sobre Ração Animal, em que foram tratadaos temas como as perspectivas regulatórias da indústria ao longo deste ano, destacando mudanças nas normas federais dos Estados Unidos e o impacto da inteligência artificial na fabricação de ração.

Durante o International Production & Processing Expo (IPPE) 2025, o Comitê de Conformidade de Produção da Associação Americana da Indústria de Ração Animal (sigla em inglês AFIA) promoveu seu Programa Anual de Educação sobre Ração Animal. O evento abordou as perspectivas regulatórias da indústria ao longo deste ano, destacando mudanças nas normas federais dos Estados Unidos e o impacto da inteligência artificial (IA) na fabricação de ração. O jornal O Presente Rural participou pela primeira vez do maior evento global da avicultura e processamento de carne, realizando uma cobertura especial com entrevistas exclusivas com líderes de algumas das maiores empresas do setor,que abordaram inovações, tecnologias e tendências que moldam o futuro do agronegócio global. Todas as reportagens em vídeo você pode conferir clicando aqui.
Os palestrantes discutiram as prioridades da Agência de Proteção Ambiental (EPA), da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (sigla em inglês OSHA) e da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA). Segundo Gary Huddleston, diretor de Produção de Ração e Assuntos Regulatórios da AFIA, acompanhar essas mudanças é essencial para que fabricantes mantenham a conformidade e garantam a segurança operacional. “Nosso objetivo é assegurar que os membros da AFIA tenham os recursos necessários para lidar com essas alterações de forma eficaz”, afirmou Huddleston.
Ele apresentou as recentes mudanças propostas pela OSHA, como a emenda da Regra de Registro de Lesões e Doenças, o padrão proposto de Prevenção de Lesões por Calor e Doenças e a regra do processo de designação de representante dos trabalhadores do setor.
O evento contou com a participação do diretor do The Policy Group, Christian Richter, que tratou sobre o que podemos esperar de uma segunda presidência de Donald Trump, suspensões de regulamentações do governo Biden, a saída do Acordo de Paris e mudanças na atuação do Departamento de Eficiência Governamental. Richter também explicou o que a indústria de alimentos para animais pode esperar da EPA em relação ao novo administrador da agência e orientações sobre a Avaliação de Risco do Formaldeído e das diretrizes para efluentes de produtos de carne e aves.
Já o vice-presidente de Políticas Públicas e Educação da AFIA, Leah Wilkinson, detalhou as novas diretrizes para aprovação de ingredientes, incluindo a substituição do memorando de entendimento entre a Associação Americana de Oficiais de Controle de Alimentação (sigla em inglês AAFCO) e a FDA, e o novo processo de consulta sobre ingredientes para alimentos de origem animal.
Além das atualizações regulatórias, o evento também destacou oportunidades educacionais e tecnológicas. O PhD Paul Davis detalhou os programas de capacitação da AFIA previstos para 2025. Já O PhD George Obeng-Akrofi, da Iowa State University, apresentou os avanços da IA na fabricação de ração, abordando desde a estrutura tecnológica da produção até a coleta e análise de dados para otimização dos processos.
A próxima edição do Programa de Educação sobre Ração Animal da AFIA já está confirmada para ocorrer no IPPE 2026, em Atlanta, no estado norte-americano da Geórgia, reforçando o compromisso da associação com a inovação e o desenvolvimento da indústria de nutrição animal.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



