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Investimentos na agricultura familiar de Mato Grosso impulsionam desenvolvimento regional
Ministro Carlos Fávaro lançou projetos e detalhou investimentos para diversificação da vocação agropecuária do estado.

Considerado um gigante da agropecuária mundial, com a maior produção de grãos e o maior rebanho bovino do país, Mato Grosso é destaque no agronegócio e, agora, recebe investimentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para impulsionar a agricultura familiar e proporcionar o desenvolvimento regional. São mais de R$ 150 milhões aplicados e a serem investidos nos próximos meses em projetos que vão desde a capacitação à estruturação da produção até a comercialização dos produtos.

Foto: Divulgação/Valdelino Ponte
Na última sexta-feira (13), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lançou os projetos que contemplam diferentes públicos de agricultores familiares, povos indígenas, assentamentos e pequenas comunidades rurais e o empreendedorismo feminino no campo.
“Hoje é um dia de oportunidades. É o governo do presidente Lula mudando a história da agricultura familiar do nosso estado e do nosso país. Estou feliz porque tenho certeza que vamos fazer cada vez mais. Tenho orgulho de ter acreditado em um Brasil melhor”, destacou Fávaro.
Ao longo de 2023, a Superintendência de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (SFA-MT) participou de uma série de audiências públicas realizadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em 12 municípios da Baixada Cuiabana para a elaboração e análise de projetos para o chamado BID Pantanal. A partir do diagnóstico das propostas elaboradas junto às necessidades de desenvolvimento regional das comunidades, por determinação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que definiu o aporte de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) nas ações, foram definidos, no âmbito do Mapa, os projetos que integram o pacote de ações apresentado pelo ministro Carlos Fávaro durante o evento.
Para estruturar as ações, o ministro apresentou, em outubro, o projeto da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Nossa Senhora do Livramento. A Embrapa da Baixada Cuiabana atuará, em parceria com outras instituições, com foco no desenvolvimento da agricultura familiar e culturas locais, como a fruticultura, olericultura, mandiocultura, piscicultura, entre outras. Para isso, o Mapa investirá cerca de R$ 48 milhões nas instalações da unidade de pesquisa.

Foto: Divulgação/José Fernando Ogura
Além disso, por meio do convênio entre o Mapa e o Município de Nossa Senhora do Livramento, de aproximadamente R$ 5 milhões, também será melhorado o acesso ao local com a pavimentação asfáltica das estradas da localidade.
Lançado durante o evento, o projeto Solo Vivo é fruto da parceria entre Mapa, Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Mato Grosso (Fetagri-MT) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) que visa a recuperação de áreas degradadas no âmbito da agricultura familiar. A ação, que será realizada em assentamentos e comunidades rurais de dez municípios das diferentes regiões do estado, terá aporte total de R$ 28,3 milhões.
Outra novidade é o projeto Alimentar, que contempla a implementação de três hortas solidárias na região da Baixada Cuiabana com capacitação de famílias em situação de vulnerabilidade para produzir em sistema de produção agroecológica no meio urbano e contribuir no combate à insegurança alimentar com fornecimento de produtos com alto valor nutricional.
A primeira etapa será realizada em Várzea Grande e conta com apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O projeto será desenvolvido em uma área de 2,5 hectares desde o preparo do solo até o plantio de hortaliças que deverão ser distribuídas em cestas a serem entregues para famílias beneficiárias do programa.

Foto: Divulgação/Embrapa
Em parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Mapa, o Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso promove a capacitação de 38 associações e cooperativas de produtores com investimento de R$ 29,8 milhões que beneficiam mais de 3,9 mil famílias com o treinamento, maquinário e equipamentos necessários para o desenvolvimento da produção destes assentamentos.
O Programa Estratégico ainda conta com o projeto Elas na Agricultura: Empreendedorismo Feminino no Campo, realizado junto com a Organização Não Governamental (ONG) Lírios, que oferece capacitação, divulgação, intercooperação e organização produtiva entre mulheres e suas famílias no meio rural com base no desenvolvimento sustentável, visando a excelência, eficiência e eficácia no planejamento e gestão agrícola. Com investimento de R$ 1,5 milhão, são realizadas oficinas temáticas para o fortalecimento pessoal, econômico, social e de cidadania das mulheres do campo; plano individual de gestão, logística e governança rural para identificar as oportunidades de inclusão produtiva, além da elaboração de estratégias de planejamento e gestão financeira eficiente e prática.
As ações contemplam agricultores e agricultoras familiares de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, pantaneiros e de produções agroecológicas.

Foto: Divulgação/AEN
O Mapa também desenvolve dois projetos voltados para a promoção da segurança alimentar de povos indígenas. Em parceria com o IFMT, foram investidos R$ 2 milhões para a capacitação da etnia Tapirapé para a produção de alimentos e geração de renda. Da mesma forma, no convênio com a UFMT, no valor de R$ 12 milhões, são realizadas as ações de desenvolvimento da área e agregação de valor à cadeia produtiva junto aos indígenas da etnia Xavante.
Investindo cada vez mais na sustentabilidade da produção, o Mapa, em conjunto com a Fetagri-MT, fomenta a agricultura familiar com kits para geração de energia fotovoltaica em assentamentos rurais de Mato Grosso. Ao todo, são 140 famílias atendidas em 10 municípios com recursos que totalizam R$ 1,6 milhão.
Por meio dos convênios entre o Mapa e as prefeituras, que somam cerca de R$ 15 milhões, nove cidades mato-grossenses serão contempladas com maquinário como escavadeira, caminhão caçamba, motoniveladora, entre outros, para que os municípios possam fomentar a atividade agropecuária em seus territórios.

Foto: Divulgação/Tomaz Silva
E para viabilizar a comercialização dos produtos, o Sistema Brasileiros de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) do Mapa, permite que estados, municípios e consórcios públicos municipais possam integrar o serviço de inspeção, o que autoriza que o produto de determinada comunidade ou região possa ser vendido em todo o território nacional. Mato Grosso tem avançado na integração ao Sisbi, fortalecendo a capacidade de fiscalização e comercialização de produtos agropecuários no mercado nacional. O estado já conta com 11 estabelecimentos integrados e cinco consórcios cadastrados.
Ainda, foi anunciado o início das obras para a construção de um abatedouro de caprinos e ovinos em Acorizal, fruto da parceria entre o Mapa e o município. A iniciativa, que está na fase final de análise para aprovação do projeto e celebração do convênio, contará com investimentos superiores a R$ 7 milhões e terá capacidade para abater entre 200 e 300 animais por dia. O projeto visa eliminar os abates clandestinos, gerar empregos, abrir novos mercados para a comercialização de alimentos de origem animal e fomentar a produção agropecuária de pequeno e médio porte. Com isso, espera-se a melhoria da qualidade dos produtos, incentivando sua transformação, distribuição e acesso a novos mercados, trazendo benefícios diretos aos produtores locais e à economia da região.

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

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das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

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Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

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pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

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A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.



