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Investimentos, inovação e parcerias fortalecem presença do Tecpar em sanidade animal
Iniciativa é a construção de um novo laboratório, em Curitiba, que produzirá sete tipos de insumos para o diagnóstico da brucelose e tuberculose bovina.

Com investimentos em pesquisa e inovação, novas obras e parcerias estratégicas, em 2024 o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) ampliou sua contribuição para fortalecer a sanidade animal no Paraná e no Brasil. O principal investimento do instituto para apoiar a área e também o agronegócio brasileiro é a construção de uma unidade para fabricação de kits diagnósticos veterinários para atender as demandas do setor produtivo.

O diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, destaca que o instituto tem trabalhado de forma estratégica, visando estabelecer parcerias, somar esforços e otimizar recursos para reforçar atividades de ciência e tecnologia, além de ampliar seu portfólio de produtos. Segundo ele, a sanidade animal é uma das vertentes do trabalho realizado pelo instituto.
“Como laboratório público oficial, o Tecpar segue atuando no desenvolvimento de projetos para o fornecimento de produtos ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Agricultura e Pecuária, e ao governo estadual por meio do Complexo Industrial da Saúde. Esta é uma forma de fortalecer a infraestrutura nacional, com investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novos medicamentos e insumos”, salienta Kloss.
Laboratório
O novo Laboratório de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários está sendo construído no Câmpus CIC do Tecpar, em Curitiba, em uma área total de 2,1 mil metros quadrados. O investimento é de R$ 41,5 milhões, feito pelo Governo do Estado. Os recursos para a construção da planta são oriundos do Fundo Paraná, administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Foto: Gabriel Rosa
A projeção é que, quando finalizada, a unidade tenha capacidade produtiva de 40 milhões de doses de sete tipos de insumos para o diagnóstico da brucelose e tuberculose bovina. Com a iniciativa, o Tecpar pretende fornecer produtos com qualidade e em quantidade para todo país, a um custo menor.
Os produtos que serão fabricados pelo Tecpar atendem ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Capacidade produtiva
Em 2024, o Tecpar investiu também na modernização da infraestrutura para tornar o processo produtivo da vacina antirrábica veterinária mais eficiente. Em outubro, o laboratório de produção recebeu um novo equipamento de envase.
A aquisição do novo equipamento faz parte de um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de métodos para controle da qualidade do processo produtivo, e ampliação da escala de produção do imunizante.
A nova tecnologia reduziu de cinco para três o número de colaboradores necessários na fase final do processo de produção, que é o envasamento do produto que será entregue ao Ministério da Saúde. Para atender ao atual contrato com o órgão, o Tecpar deverá fornecer 26 milhões de doses até janeiro de 2025.
A compra da envasadora, no valor de R$ 2,1 milhões, está incluída em um investimento em Pesquisa e Desenvolvimento que totaliza de R$ 22,7 milhões em recursos também do Fundo Paraná, administrado pela Seti.
Parceria estratégica
Há quatro anos o Tecpar mantém um contrato com a empresa argentina Biogenesis Bagó para o fornecimento de vacina antirrábica veterinária. A cooperação entre as instituições reforçou o fornecimento do produto para as campanhas de imunização contra a raiva animal do Ministério da Saúde.
Como fruto desta parceria, em 2024 a Biogenesis Bagó inaugurou, em julho, a sua primeira operação no Brasil, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. A fábrica é especializada no desenvolvimento e produção de soluções para saúde animal, principalmente no segmento de animais de companhia e animais de produção. Com investimento de R$ 100 milhões, a planta terá capacidade de produzir 10 milhões de doses de vacinas por ano, além de gerar 300 empregos diretos e indiretos.
Sorologia
Com a oferta do teste de sorologia antirrábica para animais de companhia, lançado há três anos, o Tecpar se posicionou como laboratório de referência para médicos e clínicas veterinárias de todo o país. A apresentação do laudo do exame é obrigatória para viajantes brasileiros que queiram levar consigo seus animais de companhia em viagens internacionais.
O Tecpar obteve a primeira habilitação internacional em 2021 junto à União Europeia. Depois, se tornou o primeiro laboratório da Região Sul credenciado para fazer o teste de sorologia em animais para os Estados Unidos.
Atualmente, o laudo emitido pelo Instituto é aceito nos 27 países-membros da União Europeia, além dos Estados Unidos, da China, do Reino Unido, da Suíça, da Noruega, da Coreia do Sul e dos Emirados Árabes.
Além da credibilidade e confiança nos resultados, os profissionais relatam que a realização do exame em Curitiba trouxe mais agilidade na entrega dos laudos, já que não precisam mais enviar as amostras para outros estados. Isso garante a satisfação de seus clientes, que muitas vezes precisam atender a prazos restritos para entrega da documentação antes de viajar com seu pet para outros países.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



