Conectado com

Peixes

Investimentos e políticas públicas ampliam competitividade da piscicultura brasileira

Setor registra avanços na produção, geração de empregos e exportação, impulsionados por incentivos governamentais e parcerias estratégicas.

Publicado em

em

Foto: José Fernando Ogura

Nos tradicionais balanços de fim de ano, com as inescapáveis previsões do ano seguinte, ouso dizer que a piscicultura brasileira pode comemorar o passado recente e se animar com o futuro próximo. Estamos no caminho certo em nossa estratégia de estímulo da produção nacional, que, por seu lado, se encaixa perfeitamente nas diretrizes do governo federal de combate à fome, erradicação da pobreza e promoção do desenvolvimento socioambiental sustentável.

Nos últimos dois anos, foram firmados 412 novos contratos de cessão de uso de Águas da União, com potencial produtivo estimado em mais de 217 mil toneladas de pescado de cultivo.

Paralelamente, foi disponibilizada capacidade de suporte para a produção aquícola de 55 mil toneladas em reservatórios estratégicos, como as hidrelétricas de Três Marias, Furnas e Ilha Solteira. Essas iniciativas não apenas impulsionam a produção nacional, mas também têm o potencial de gerar mais de 18 mil novos postos de trabalho.

Foto: Divulgação/FAO

Para garantir o desenvolvimento sustentável da aquicultura e da pesca, valorizando os profissionais envolvidos em toda a cadeia produtiva, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) celebrou parcerias estratégicas ao longo do ano de 2024. Entre elas, destacam-se a capacitação para até seis mil aquicultores, realizada em colaboração com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Curso de Multiplicadores Aquícolas.

Para assegurar uma gestão de resultados eficiente, indispensável para a construção de políticas públicas, foi lançado o Modulo do Relatório Anual de Produção no Sistema de Informações das Autorizações das Águas de Domínio da União (SINAU) e publicado o Boletim de Aquicultura em Águas da União – 2022 e 2023. Os dados evidenciam o crescimento contínuo da aquicultura no Brasil, que registrou aumento de aproximadamente 4% na produção em 2023 em comparação a 2022.

Além disso, o setor gerou 3.357 empregos recentes e apresentou avanço expressivo na inclusão de mulheres, com crescimento de 17%. Destaco também ações transversais no âmbito do governo federal. Para fortalecer a produção nacional e garantir a qualidade do produto consumido por milhões de brasileiros, nossa atuação sobre a importação de produtos oriundos da aquicultura, como tilápia e camarão, foi determinante.

Foto: Divulgação/IAT

Por outro lado, a parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) valoriza o pescado brasileiro no mercado internacional e contribui para o amadurecimento da cultura exportadora.

Pensando também no mercado interno, outra conquista foi a inclusão do pescado na cesta básica nacional e a isonomia tributária para insumos destinados à aquicultura, como a ração, para tornar o pescado de cultivo mais competitivo. Tal entrega é fruto da atuação consistente do MPA junto ao Congresso Nacional. A poesia inerente à aquicultura também ganhou destaque.

Para valorizar os produtores nacionais, que são a base de uma cadeia produtiva cada vez mais relevante para o Brasil, foi realizado o 1º Prêmio Olhares da Aquicultura. A iniciativa contou com mais de 1.600 fotografias inscritas, das quais 10 foram selecionadas e 2 premiadas nas categoriasde aquicultura continental e aquicultura marinha, celebrando a beleza deste setor.

Daremos continuidade aos trabalhos iniciados no bem-sucedido Workshop Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura em Águas da União, fruto de acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério de Minas e Energia, que visa promover o uso múltiplo dos recursos hídricos, com foco em três pilares: segurança energética, aumento da produção de pescado e geração de empregos.

Vale ressaltar que nossas iniciativas são conduzidas com ampla participação social, planejamento estratégico e transparência, alinhadas ao Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (ProAqui). Nossas ações são monitoradas por instâncias, como o Conselho Nacional de Aquicultura e outros espaços de diálogo e participação social, garantindo a construção coletiva e o alinhamento democrático das demandas.

Assim, o Ministério da Pesca e Aquicultura espera continuar atuando, em parceria com a piscicultura brasileira, para tornar este setor cada vez mais forte, garantir pescado de qualidade na mesa dos consumidores e fomentar a produção responsável, sustentável e inclusiva.

Fonte: Por ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.

Peixes

Paraguai aprova produção de tilápia no lago de Itaipu

Decisão histórica viabiliza um acordo entre Brasil e Paraguai e coloca Itaipu na rota para se tornar um dos maiores centros de produção de tilápia do mundo, impulsionando integração, investimentos e desenvolvimento regional.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/IFC Brasil

A expectativa da aprovação foi anunciada pelo diretor da Itaipu Binacional, Enio Verri, durante a sétima edição do IFC Brasil. Na abertura oficial da sétima edição do IFC Brasil, realizada no dia 02 de setembro, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, antecipou uma notícia que se tornaria histórica: a expectativa de liberação da produção de tilápias no lago de Itaipu. A confirmação veio na quarta-feira (10), quando o Parlamento do Paraguai, em sessão extraordinária, aprovou oficialmente a medida, abrindo caminho para um acordo binacional entre Brasil e Paraguai que permitirá a produção de tilápia em larga escala no reservatório. O avanço representa um marco para a integração produtiva entre os dois países e consolida Itaipu como futuro polo binacional de aquicultura.

Diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri.

Segundo Verri, a medida abre uma oportunidade inédita de desenvolvimento regional, aproveitando o potencial de um lago com 170 quilômetros de extensão. Estudos binacionais indicam que o Paraguai poderá se tornar um dos cinco maiores exportadores mundiais de tilápia, impulsionando investimentos, geração de renda e novas receitas.

Para Altemir Gregolin, presidente do IFC Brasil e ex-ministro da Pesca, a decisão coroa um trabalho de décadas. “Sem dúvida, é uma grande notícia. Eu, particularmente, fico extremamente feliz porque, quando Ministro da Pesca, entregamos a primeira Cessão de Águas da União da história do Brasil no reservatório de Itaipu, em 20 de março de 2008, que resultou no Projeto de Lei que instituiu o Dia Nacional da Aquicultura. Desde então, aguardávamos por esta notícia do Paraguai. Com essa decisão, Itaipu vai transformar-se em um dos maiores polos de produção de tilápia do Brasil.”

A diretora do IFC Brasil, Eliana Panty, também celebrou o avanço: “Desde a primeira edição do IFC Brasil em 2019, sonhamos com esse passo e provocamos discussões sobre modelos de produção em lagos artificiais de grande escala. Esse é um avanço a ser comemorado — a aprovação do senado paraguaio é uma grande notícia.”

Autora da proposta de mudança na legislação paraguaia esteve no IFC Brasil

Diretora do IFC Brasil, Eliana Panty: “Desde a primeira edição do IFC Brasil em 2019, sonhamos com esse passo e provocamos discussões sobre modelos de produção em lagos artificiais de grande escala”

No painel “Políticas Públicas para o Desenvolvimento da Aquicultura”, realizado em 4 de setembro, o tema foi aprofundado por lideranças do Brasil e do Paraguai. A deputada María Rocío Abed de Zacarias, autora da proposta no Congresso paraguaio, destacou que a decisão representa “um passo concreto para a integração binacional, permitindo que Brasil e Paraguai compartilhem conhecimento técnico, investimentos e acesso a novos mercados internacionais”. Ela ressaltou ainda que a cooperação entre os dois países poderá criar um ecossistema econômico regional, capaz de gerar empregos e fortalecer a inserção internacional do Paraguai.

Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, complementou que a nova legislação paraguaia e a estrutura já existente no lado brasileiro criam as condições ideais para a instalação de um polo de produção sustentável, competitivo e integrado. “Essa cooperação simboliza a vocação de Itaipu como plataforma de desenvolvimento e integração regional, indo além da energia e alcançando diretamente a geração de emprego, renda e inclusão produtiva.”

Com a regulamentação aprovada e o acordo binacional em andamento, o lago de Itaipu pode se tornar um dos maiores polos de produção de tilápia do mundo. A decisão representa um marco para a Economia Azul, abrindo um novo ciclo de oportunidades, sustentabilidade e integração regional entre Brasil e Paraguai.

Fonte: Assessoria IFC Brasil
Continue Lendo

Peixes

Novo marco da pesca propõe regras claras para diferenciar aquicultura e pesca extrativa

Proposta moderniza a legislação e reconhece a importância estratégica da atividade para o Brasil.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Em tramitação há um ano, o Projeto de Lei 4.789/2024, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e relatoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), coordenador político da Frente Parlamentar da Agropecuária no Senado, reconhece a pesca como atividade estratégica para a economia, a segurança alimentar e o desenvolvimento social. O texto foi construído com contribuições de mais de 150 pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país e a partir de um consenso inédito entre a pesca artesanal e a industrial. A proposta institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e atualiza a Lei nº 11.959/2009.

Para aprofundar o diálogo sobre o projeto, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal realizou, na terça-feira (09), audiência pública com representantes do governo, entidades produtivas, movimentos de pescadores e especialistas. O debate, requerido pelo senador Jorge Seif (PL-SC), integrante da FPA, reuniu diferentes visões do setor pesqueiro e reforçou a necessidade de modernizar a legislação, aperfeiçoar a governança e reduzir entraves regulatórios que afetam tanto a pesca extrativa quanto a aquicultura.

FPA defende ajustes na lei para destravar o desenvolvimento do setor

Foto: Divulgação/FPA

Durante a audiência, Jorge Seif afirmou que a atualização da lei é essencial para corrigir lacunas e garantir que a gestão da pesca acompanhe as transformações do setor. Ele defendeu autonomia plena do Ministério da Pesca em relação ao Meio Ambiente para evitar entraves administrativos e conflitos de competência. O senador também reforçou a necessidade de um programa permanente de estatísticas oficiais. “Precisamos de um programa de estatística pesqueira conduzido pelo governo, que dê transparência e isenção aos dados do setor”, afirmou.

O parlamentar chamou atenção ainda para irregularidades no seguro-defeso e pediu controles mais rígidos para evitar fraudes. Também alertou para a insegurança jurídica da aquicultura diante de novas portarias ambientais e destacou a importância de proteger o mercado nacional frente a importações de pescado com padrões sanitários inferiores.

O autor da proposta, senador Alessandro Vieira, reforçou que a legislação atual não contempla temas essenciais e precisa ser modernizada. Segundo ele, o novo marco legal incorpora princípios modernos e amplia a segurança jurídica. “A principal motivação para a criação do projeto foi a necessidade de atualizar e modernizar a legislação pesqueira brasileira, que se encontra defasada e com lacunas”, afirmou.

Já o relator Marcos Rogério destacou que o texto fortalece a pesca artesanal, amplia a transparência do setor e aprimora a governança. “Do ponto de vista socioeconômico, a proposição fortalece a pesca artesanal, simplificando registros, assegurando assistência técnica e reconhecendo saberes tradicionais. O projeto harmoniza a utilização econômica dos recursos com a preservação ambiental e a justiça social”, disse.

Desafios e ajustes para aprimorar o novo marco da pesca

A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kalinka Lessa, destacou a necessidade urgente de diferenciar, na legislação, a aquicultura da pesca extrativa, já que são atividades distintas e não devem compartilhar as mesmas exigências normativas. “Por mais que o produto seja o mesmo, a aquicultura e a pesca são atividades totalmente diferentes e precisam de regramentos distintos. Precisamos de adequações objetivas para garantir segurança jurídica e permitir o crescimento sustentável do setor”, afirmou.

Cristiano Quaresma, diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), alertou que mudanças estruturais na lei precisam ser feitas com cautela para evitar rupturas no ordenamento pesqueiro. “Uma revisão profunda pode gerar um apagão normativo, porque centenas de normas teriam de ser revistas ao mesmo tempo. É preciso garantir que as mudanças não prejudiquem pescadores e pescadoras que não participaram diretamente do processo”, disse.

Francisco Medeiro, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura, afirmou que a legislação atual comete um erro ao incluir a aquicultura dentro da atividade pesqueira, o que gera excesso de burocracia e perda de competitividade. “Não existe aquicultura dentro da definição de atividade pesqueira. Esse é um erro que precisa ser corrigido. Nosso problema não é competir com Vietnã ou China. Nosso problema é competir com a burocracia brasileira”, enfatizou.

Jairo Gund, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), criticou a complexidade normativa do setor e defendeu a construção de estatísticas oficiais permanentes produzidas pelo Estado. “Precisamos de uma lei que estabeleça metas claras e uma gestão que não fique à mercê de vontades políticas de governos”, afirmou. Segundo ele, o PL ainda pode ser ajustado, mas representa uma oportunidade concreta de alinhar o Brasil aos padrões internacionais.

Fonte: Assessoria FPA
Continue Lendo

Peixes

Mercado de tilápia inicia dezembro com leve valorização

Norte do Paraná registra o maior preço da semana, R$ 10,07/kg.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O mercado de tilápia registrou variações leves entre 01º e 05 de dezembro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Entre as cinco regiões monitoradas, quatro apresentaram alta semanal, enquanto apenas uma teve recuo.

Em Morada Nova de Minas (MG), a tilápia liderou o movimento de valorização, com alta de 1,07%, fechando a semana a R$ 9,23/kg. Nos Grandes Lagos (SP/MS), o avanço foi de 0,42%, com preço médio de R$ 9,14/kg. O Norte do Paraná também registrou elevação, de 0,47%, alcançando R$ 10,07/kg, o valor mais alto entre as regiões pesquisadas. Já o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba teve aumento moderado de 0,30%, com média de R$ 9,41/kg.

A única queda ocorreu no Oeste do Paraná, onde o preço da tilápia recuou 0,16%, sendo negociada a R$ 8,81/kg, o menor valor entre as praças acompanhadas.

Os dados refletem movimentos regionais influenciados por oferta, demanda e condições específicas de cada polo produtor, que seguem acompanhando a entrada de dezembro com variações discretas, mas predominância de alta no setor.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.