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Investimentos da Capal para expansão e melhoria de unidades chegam a R$ 300 mi

Ainda para o segundo semestre de 2023 estão previstas obras de ampliação e construção de novas unidades da cooperativa que, juntas, somam R$ 182 milhões.

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Foto: Divulgação/Capal

A Capal Cooperativa Agroindustrial está realizando importantes investimentos que irão ampliar a capacidade de armazenagem e recebimento de grãos nas unidades da cooperativa. O pacote de obras soma um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões. Além de modernizar as estruturas existentes, vai expandir em até 30% a capacidade de armazenamento.

Até junho deste ano, foram destinados pouco mais de R$ 72,7 milhões para obras que estão em andamento. Na unidade de Itararé/SP, por exemplo, estão sendo investidos R$ 26 milhões para a construção de silos armazenadores, ampliação da balança rodoviária, expedição e coletor de amostra. A previsão para conclusão das obras é outubro deste ano.

Já em Curiúva/PR, as reformas e novas estruturas incluem construção de silos pulmão, adequação de moega para segundo tombador, passarela de interligação silos/expedição, subestação elétrica e sala de transformadores. O valor repassado para subsidiar as obras foi de R$ 14 milhões.

“A Capal está com um plano de investimentos robusto. A obra em Itararé é uma ampliação de armazenagem, onde vamos aumentar a capacidade em até 60% para darmos mais tranquilidade para os produtores da região entregarem a produção. Em Curiúva, as obras vão dar um fluxo rápido para agilizar a parte de transbordo para que a cooperativa consiga carregar a produção e no mesmo dia trazer para outras unidades”, explica Lourenço Teixeira, Diretor Industrial da Capal.

Novas unidades

Ainda para o segundo semestre de 2023 estão previstas obras de ampliação e construção de novas unidades da cooperativa que, juntas, somam R$ 182 milhões.

O município de Avaré/SP irá receber uma unidade operacional. A estrutura conta com setor administrativo, armazém de insumos, silos pulmão e silos armazenadores – ambos somam capacidade de 50 mil toneladas.

De acordo com Teixeira, a inauguração em Avaré é para atender a demanda dos cooperados da região que direcionam a sua produção para a unidade de Taquarituba ou reservam em armazéns alugados. “Avaré é um projeto maior. Estamos definindo a parte de fluxo, equipamentos, orçamentos, licenciamentos, pedidos de energia e outros requerimentos para que o projeto seja implementado. Tendo os recursos necessários, daremos início à contratação. Acredito que as obras devem começar até o final deste ano”, prevê.

Em Santo Antônio da Platina/PR está prevista a construção de uma nova loja agropecuária. O novo espaço, que terá de 3 mil m² de dimensão, inclui ainda um armazém de defensivos e um armazém de insumos com doca. O investimento total foi de R$ 9 milhões. “Santo Antônio da Platina terá uma nova unidade de negócios da cooperativa para dar mais tranquilidade e conforto aos produtores daquela região, que são atendidos atualmente pela unidade de Joaquim Távora”, explica Lourenço.

Concluídas

No primeiro semestre de 2023, a Capal finalizou as ampliações na matriz em Arapoti/PR, com a construção de silos para a matéria-prima da ração, silos para armazenagem de grãos, construção e instalação de um conjunto de secagem de grãos com trocador de calor, além da construção de um novo prédio para os setores de engenharia, manutenção e oficina. O capital para subsidiar as obras foi de R$ 31 milhões.

Na Unidade de Beneficiamento de Sementes, em Wenceslau Braz/PR, a cooperativa concluiu a construção de um armazém para sementes, instalação de sistema de transporte de big bag automatizado, instalação de uma nova unidade de tratamento de grãos, adequação de fosso de elevador para secador e ampliação da capacidade de recepção e secagem de sementes com a construção de dois novos secadores.

Fonte: Assessoria

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Biometano ganha espaço na política energética e amplia demanda por novos projetos no Brasil

Regulamentação da Lei do Combustível do Futuro cria metas de descarbonização para o setor de gás natural e deve impulsionar investimentos, certificação e expansão da produção.

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Foto: Divulgação

O biometano passou a ocupar uma posição estratégica na política energética brasileira após a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). Com a implementação do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, produtores e importadores de gás natural passaram a ter metas anuais de redução das emissões de gases de efeito estufa, criando uma nova demanda para o combustível renovável.

Biometano pauta 13º Fórum do Biogás – Fotos: ABiogás

Regulamentado pelo Decreto nº 12.614/2025, o programa prevê que o cumprimento dessas metas poderá ocorrer por meio da aquisição dos Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs), mecanismo que comprova a origem e a rastreabilidade do combustível. A medida também amplia o papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na regulamentação, certificação e fiscalização do mercado.

Na avaliação do setor, o novo marco regulatório tende a fortalecer o ambiente de negócios ao criar demanda para o biometano e oferecer maior previsibilidade aos investimentos em produção, infraestrutura, certificação e comercialização. “O Brasil reúne todas as condições para liderar a produção de biometano, mas essa liderança depende de transformar potencial em projetos, conectar oferta e demanda e construir um ambiente regulatório que dê previsibilidade aos investimentos. O biometano já demonstrou sua capacidade de contribuir para a descarbonização, a segurança energética e a economia circular. Agora, o desafio é acelerar sua inserção na matriz energética e consolidá-lo como um ativo estratégico para a competitividade do país”, afirma a presidente-executiva da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), Josiani Napolitano.

Fórum discute expansão do mercado

As mudanças regulatórias estarão entre os principais temas da 13ª edição do Fórum do Biogás, promovido pela ABiogás nos dias 11 e 12 de agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista.

O encontro vai reunir representantes do governo, especialistas, investidores e empresas para discutir os avanços regulatórios, oportunidades de negócios, inovação, segurança energética e o papel do biometano na descarbonização da matriz energética brasileira.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o programa tem como objetivo incentivar a pesquisa, a produção, a comercialização e o uso do biogás e do biometano, ampliando a participação dessas fontes renováveis na matriz energética nacional.

Vetor estratégico da segurança e transição energética

Tiago Santovito, diretor-executivo da ABiogás: “O biogás e o biometano deixaram de ser um tema técnico de nicho para ocupar a agenda de investimentos do país”

O biometano é o segmento que mais cresce dentro desse universo. Embora represente apenas 11% do número total de plantas em operação, já concentra cerca de 34% de todo o volume de biogás aproveitado no país, reflexo da escala superior das unidades de purificação (upgrading). Segundo dados da ANP, o Brasil tem, até junho de 2026, 69 unidades produtoras de biometano cadastradas, sendo 21 já autorizadas para comercialização e outras 48 em processo de autorização, o que deve levar o país a ter cerca de 3,37 milhões de Nm³/dia de capacidade instalada de biometano até 2028.

De acordo com o Panorama do Biogás 2025, estudo anual elaborado pelo CIBiogás, o Brasil soma atualmente 1.803 plantas de biogás cadastradas, das quais 1.727 já estão em operação, um crescimento médio de 15% ao ano (CAGR) nos últimos cinco anos, ritmo que o próprio estudo aponta como aproximadamente cinco vezes superior à expansão média do PIB nacional no período. A capacidade instalada de produção de biogás no país chega a aproximadamente 4,96 bilhões de Nm³ por ano.

Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) citados pelo Panorama indicam que a meta de descarbonização prevista na Lei do Combustível do Futuro, a ser definida anualmente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), pode elevar a demanda por biometano a aproximadamente 7 bilhões de metros cúbicos anuais antes de 2035, um salto de até 15 vezes em relação ao patamar atual.

Uma trajetória de recordes

Josiani Napolitano, presidente executiva da ABiogás: “O Brasil reúne todas as condições para liderar a produção de biometano, mas essa liderança depende de transformar potencial em projetos, conectar oferta e demanda e construir um ambiente regulatório que dê previsibilidade aos investimentos”

A nova edição do Fórum dá sequência a uma trajetória de crescimento. Em setembro de 2025, o 12º Fórum do Biogás reuniu mais de 1.500 participantes e 55 patrocinadores no São Paulo Expo, números que, segundo a organização, confirmaram o evento como o maior encontro do setor na América Latina.

A edição anterior também marcou a assinatura de um decreto municipal pelo então prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para ampliar o uso do biometano na frota de ônibus da cidade, além do lançamento de uma plataforma de dados em Power BI desenvolvida pela ABiogás para reunir informações regulatórias, tributárias e financeiras do setor. “O biogás e o biometano deixaram de ser um tema técnico de nicho para ocupar a agenda de investimentos do país. O Fórum é o espaço onde essa conversa acontece com a presença de quem decide: do poder público ao investidor “, afirma Tiago Santovito, diretor-executivo da ABiogás.

Com a nova regulamentação, o biometano deixa de ocupar apenas o campo das perspectivas e passa a fazer parte da engrenagem concreta de descarbonização do mercado de gás. Para a ABiogás, esse avanço reforça a relevância do Fórum como ambiente de articulação entre setor produtivo, governo, investidores e consumidores finais, em um momento decisivo para transformar políticas públicas em projetos, contratos e infraestrutura.

O 13º Fórum do Biogás será, portanto, um espaço estratégico para discutir a implementação desse novo ciclo. O evento reunirá empresas de toda a cadeia, investidores, autoridades públicas, especialistas e representantes dos mercados nacional e internacional, com debates distribuídos em duas salas simultâneas ao longo de dois dias.

A programação abordará temas como ambiente regulatório, desenvolvimento de projetos, tecnologias, modelos de contratação, financiamento e integração do biogás e do biometano às políticas climáticas e energéticas. Segundo a organização, a proposta do evento é promover negócios, apresentar soluções, ampliar o diálogo com o poder público e discutir tendências para o setor no Brasil e no exterior.

Programação 11 de agosto

  • 09h – Cerimônia de abertura
  • 11h – Plenária Principal –  Biogás e biometano: diversificando a matriz e fortalecendo a segurança energética
  • 14h – “Mandato de biometano na Lei Combustível do Futuro” e “Infraestrutura e logística do biometano”
  • 16h – “Integração do biometano à política climática” e “Biometano nas cidades: mobilidade urbana e gestão de resíduos”

Programação 12 de agosto

  • 09h – “CGOB: regulação e operacionalização” e “Valorização do digestato e economia circular”
  • 11h – “Os benefícios tributários ao longo da cadeia do biogás e biometano” e “Biometano no transporte de carga”
  • 14h – “Biometano na abertura do mercado de gás” e “Descentralização do biogás: pequenos projetos, inclusão social e sustentabilidade socioambiental”
  • 16h – “Desenvolvimento tecnológico, eficiência operacional e segurança na cadeia de valor do biogás” e “Diversificação dos usos do biogás”

Inscrições

As inscrições para o 13º Fórum do Biogás já estão abertas e pode, ser feitas clicando aqui.

O Ingresso Padrão está no Lote 3, a R$ 1.690,00, válido até 12 de agosto, com acesso aos conteúdos dos dois dias, à área de exposição e ao certificado digital de participação. Associados da ABiogás contam com valor especial de R$ 990,00, mediante solicitação de código de desconto.

Há ainda o Ingresso VIP, em lote único de R$ 4.900,00, com acesso integral aos dois dias, entrada exclusiva na sala de palestrantes, acesso à área de imprensa e kit personalizado do evento.

Fonte: Assessoria 13º Fórum do Biogás 
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Chances de El Niño “muito forte” no fim de 2026 chegam a 81%, aponta NOAA

Agência climática dos Estados Unidos indica que fenômeno pode ser o mais intenso desde o início das medições, em 1950.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O El Niño se intensificou e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro próximos, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira (9) pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência de previsão climática dos Estados Unidos, uma das mais importantes do mundo.

Segundo a NOAA, se a previsão se confirmar, esse pode ser o maior El Niño desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as medições.

Foto: Antonio Carlos Mafalda

Havia uma previsão de que o fenômeno pudesse se intensificar ao longo de 2026, mas não se sabia exatamente a intensidade a que poderia chegar. Esse novo boletim do instituto marca, portanto, uma mudança importante.

O fortalecimento do fenômeno climático tem ainda 97% de chance de perdurar até os meses de março a junho de 2027, quando é primavera no Hemisfério Norte e outono no Hemisfério Sul.

De acordo com o instituto norte-americano, o El Niño ganhou força no mês de junho, causando uma série de alterações na temperatura de uma grande área da superfície do Oceano Pacífico central e leste, provocando aumento superior a 1ºC nessas regiões.

Ainda segundo a NOAA, um El Niño mais forte não significa necessariamente que haverá eventos climáticos graves, mas que há uma probabilidade maior de que aconteçam mais tempestades e forte calor em diferentes regiões do planeta.

O El Niño é o fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento acima da média da superfície do Pacífico equatorial. Essa elevação da temperatura causa alterações no ritmo das chuvas e também na circulação dos ventos.

Fonte: Agência Brasil
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Produtores mudam estratégia e priorizam investimentos com maior retorno

Decisões no campo passam a considerar desempenho operacional, tecnologia e redução de custos ao longo do ciclo produtivo.

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Foto: Divulgação

O cenário do agronegócio atravessa uma transformação silenciosa, mas profunda. O que antes era uma decisão baseada puramente na necessidade mecânica, tornou-se uma complexa equação financeira e tecnológica. No campo, o produtor rural está abandonando a visão de que a máquina é um “custo necessário” para abraçá-la como um ativo estratégico de alto rendimento.

Esta mudança de paradigma não é fruto do acaso. É a resposta direta a um mercado de margens cada vez mais comprimidas, onde a eficiência operacional dita quem permanece na atividade. O setor vive hoje a era da especificação técnica orientada ao retorno sobre investimento (ROI), na qual a potência bruta cede espaço para métricas como consumo de combustível por hectare e disponibilidade mecânica.

Artigo escrito pelo engenheiro agrícola Micael Duarte.

Historicamente, o preço de aquisição era o principal balizador de compra. Hoje, o cálculo é mais sofisticado. O produtor moderno entende que o valor nominal de um trator é apenas a ponta do iceberg. O verdadeiro custo revela-se na operação: o gasto com diesel, a frequência de manutenção e, principalmente, a confiabilidade.

Em janelas de plantio e colheita cada vez mais estreitas devido às variações climáticas, uma máquina parada por falha técnica não representa apenas um gasto com peças e sim a perda de produtividade de toda a safra. É o custo da oportunidade perdida, que muitas vezes supera, em poucos dias, a economia feita em uma compra de equipamento inferior.

A grande virada de chave nesta nova lógica é a conectividade. Se antes o trator era uma peça isolada de ferro e aço, hoje ele é um terminal de dados móvel. Sistemas de telemetria e monitoramento remoto permitem que o gestor acompanhe, em tempo real, o desempenho da frota, identificando padrões de desperdício ou falhas iminentes. Essa visão de 360 graus permite uma gestão cirúrgica dos insumos.

Com o aumento constante no preço de fertilizantes e defensivos, a precisão na aplicação torna-se o divisor de águas entre o lucro e o prejuízo. O equipamento deixa de ser apenas quem executa o trabalho para ser quem fornece a inteligência necessária para otimizar os recursos da propriedade.

Essa evolução também é impulsionada por uma mudança geracional. Novos produtores, conectados à gestão de dados, enxergam a inovação como parte intrínseca da produtividade. Eles buscam ferramentas que ofereçam previsibilidade e robustez, entendendo que máquinas mais eficientes ajudam a reduzir custos operacionais e aumentam a rentabilidade por hectare no longo prazo.

Em suma, a lógica de compra no agronegócio evoluiu para uma análise de ciclo de vida. O produtor não compra mais apenas uma máquina; ele investe em uma solução capaz de reduzir perdas e maximizar resultados financeiros. Num mercado cada vez mais competitivo, investir melhor tornou-se tão crucial quanto produzir mais.

Fonte: Artigo escrito pelo engenheiro agrícola Micael Duarte.
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