Notícias Balanço Epagri 2023
Investimento histórico na pesquisa gera tecnologias que aprimoram a produção de alimentos em Santa Catarina
Foram R$16,4 milhões investidos, 424 projetos executados e 25 tecnologias certificadas. O investimento na área foi o dobro de 2022 e o maior em toda a história da Empresa, que atua para melhorar a vida das famílias agricultoras, pescadoras e maricultoras e garantir a produção de alimentos no Estado.

A Epagri é uma empresa pública do Governo do Estado de Santa Catarina vinculada à Secretaria da Agricultura que atua na pesquisa agropecuária e na extensão rural. Ela é considerada referência no País para empresas similares nas outras unidades da federação, tanto na parte técnica como na gestão.
“Seguimos com nosso propósito de gerar tecnologia para o desenvolvimento sustentável do meio rural em benefício da sociedade, pois são a partir dessas pesquisas que temos mais produtividade e geramos mais renda para as famílias, mais qualidade de vida no campo e mais alimento na mesa dos brasileiros”, comemora o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Reney Dorow também exalta os resultados de 2023. Ele lembra que grande parte do que se planta e se colhe hoje em Santa Catarina já foi testada pelos pesquisadores da Epagri, com suporte do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Empresa. “Graças ao trabalho de melhoramento genético, hoje a população tem acesso a alimentos produzidos de forma mais sustentável e até mesmo mais saborosos. É a ciência que existe nos bastidores da produção de alimento da qual nos orgulhamos de fazer parte”, ressalta.
Entre as inovações certificadas pela Empresa, estão softwares, equipamentos, aplicativos, mapeamentos, sistemas de produção e novas variedades de plantas, desenvolvidas pela equipe de 129 pesquisadores. Uma tecnologia de destaque foi o cultivar de arroz SCSBRS126 Dueto, que tem como principal característica a tolerância a extremos de temperatura e é uma resposta da Epagri à demanda dos produtores rurais diante do aquecimento global.
Cerca de 110 mil famílias atendidas pela extensão rural
As tecnologias geradas pela Epagri são repassadas às famílias por meio de ações de extensão rural e pesqueira. Em 2023, os 659 extensionistas atenderam aproximadamente 110 mil famílias e cerca de quatro mil entidades, entre agricultores, pescadores, maricultores, indígenas e quilombolas. Foram mais de 236 mil atividades como cursos, capacitações, viagens técnicas, dias de campo, seminários.
O resultado de todas essas ações se reflete no desempenho da agricultura e da pesca desenvolvidas pelas famílias catarinenses. Santa Catarina é o quinto maior produtor brasileiro de alimentos e continua liderando no País a produção de cebola, suínos, maçã, ostras, vieiras e mexilhões, apesar das dificuldades enfrentadas pelas chuvas neste ano, que foram superadas pelo esforço conjunto entre órgãos públicos e entidades parceiras ligadas ao agro.
Ação rápida diante das chuvas intensas
Os meses de outubro e novembro foram marcados por chuvas intensas, vendavais e granizos em Santa Catarina, causando prejuízos de aproximadamente R$3 bilhões nas propriedades rurais. A Epagri esteve ao lado do agricultor antes mesmo da chuva chegar, com emissão de alertas meteorológicos para tomadas de decisão nas propriedades agrícolas. “Em seguida realizamos o levantamento das perdas para auxiliar o Governo na elaboração de políticas públicas. Agora somos os responsáveis pela operacionalização dos projetos de acesso ao crédito para reconstruir o campo”, ressalta o presidente Dirceu.
Para amenizar os danos causados pelas chuvas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, disponibilizou R$120 milhões às famílias atingidas. Os recursos estão sendo acessados pelos agricultores por meio da Epagri, responsável pela elaboração dos projetos de financiamento. Os prejuízos atingem 52.736 estabelecimentos rurais em 176 municípios catarinenses. As maiores perdas foram registradas em lavouras temporárias, com destaque para as culturas de fumo, cebola, trigo, arroz, milho, soja, hortaliças e frutas.
Cerca de R$430 milhões para financiamentos aos agricultores
O crédito acessado pelos agricultores não se limita a recursos em momentos de crise como o causado pelas chuvas intensas, mas é utilizado principalmente para investimentos contínuos nas propriedades. Nesse sentido, em 2023 foram mais de 7.570 projetos de crédito elaborados pela Epagri, atendendo mais de 6.500 produtores, os quais financiaram mais de R$430 milhões junto aos diversos agentes financeiros. Esse montante foi utilizado para melhorar estruturas, adquirir insumos ou equipamentos, entre outras finalidades.
“Esses financiamentos são importantes para a continuidade da produção de alimentos e permitem que as famílias permaneçam na atividade com sustentabilidade econômica, social e ambiental”, ressalta o diretor de Extensão Rural e Pesqueira, Gustavo Claudino.
R$8,5 milhões para formação de jovens e mulheres rurais
Uma importante conquista comemorada pelo diretor Gustavo em 2023 diz respeito à descentralização de recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural para a Epagri, que garantiu o montante de R$8,5 milhões para a Empresa dar continuidade ao trabalho de formação de jovens e mulheres rurais e pesqueiras nos próximos quatro anos.
Desde 2012 a Epagri investe em capacitação em gestão e empreendedorismo para os jovens. De lá para cá, mais de 3 mil jovens agricultores e pescadores passaram pelos cursos promovidos pela Empresa. Somente em 2023 foram 13 cursos e 500 formados. Já a ação com as mulheres começou em 2019. Com capacitação em gestão e liderança, esse público está assumindo cada vez mais o protagonismo em seu meio e transformando a realidade das famílias rurais e pesqueiras. Somente em 2023 foram 10 cursos realizados no Estado e 230 mulheres formadas.
Segundo o presidente Dirceu Leite, esse trabalho não pode e não vai parar, pois a Epagri e a Secretaria de Estado da Agricultura definiram como uma das prioridades a continuidade dos processos de formação, inclusive buscando tornar essa ação uma política de Estado. Gustavo reforça a importância do projeto: “Através dele, iniciamos uma verdadeira transformação no meio rural e pesqueiro, ao reverter os índices de evasão dos jovens do campo, ao inserir mulheres agricultoras e pescadoras no mercado e na liderança de espaços estratégicos em seus setores, ao ampliar as políticas públicas para que isso aconteça”, diz o diretor.
Melhor avaliação no País em governança e gestão
Em 2023, a Epagri foi a empresa pública brasileira com a melhor avaliação da Aplicação do Modelo de Governança e Gestão, realizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A Empresa obteve a nota 93,89, que corresponde ao Bronze-4, e por conta disso recebeu o certificado de Maturidade da Governança e da Gestão.
O diretor de Desenvolvimento Institucional, Célio Haverroth, ressalta que os benefícios associados a essa pontuação são o fortalecimento da governança, o aprimoramento contínuo na qualidade da gestão, bem como a participação em ações cooperativas que permitem a troca de experiências entre organizações em todo o país. “Temos orgulho de sermos reconhecidos pelo compartilhamento de conhecimento e o reforço de uma gestão pública orientada para a integridade, integração, inovação, transparência e efetividade das ações”, diz.
Inovação Aberta para gerar mais tecnologias
Neste ano, a Plataforma de Inovação da Epagri (EpagrInova) foi reformulada e passou a oferecer novas funcionalidades ao público. Coordenado pelo NIT, esse ambiente virtual é a face visível para a sociedade da produção tecnológica da Epagri e dos seus esforços de interação com os ecossistemas de inovação.
A aba Inovação Aberta foi a principal novidade da reformulação e apresenta à sociedade a possibilidade de colaboração entre a Epagri e outras instituições para desenvolvimento de novas tecnologias. Com a inovação aberta, a Empresa se abre para captação de sugestões internas e externas, com o objetivo de desenvolver tecnologias que podem ser, inclusive, articuladas e desenvolvidas em parcerias com diferentes players do ecossistema de inovação.
Núcleo de Negócios
Em 2023 a Epagri assumiu o desafio de agilizar e desburocratizar os negócios firmados com o mercado a partir da criação de um Núcleo de Negócios. De acordo com o presidente Dirceu, a criação desse núcleo é estratégico para a Empresa, pois vai elevar o nome e o conceito da Epagri junto ao mercado.
Através do Núcleo, negócios gerados pela Empresa como os provenientes de ativos, produção de conhecimento, produtos e serviços podem ser potencializados e escalados com estratégias, planejamento e divulgação ativa junto aos potenciais parceiros. Essa atuação vai permitir ampliação da receita e desta forma permitir reinvestimentos na pesquisa e na extensão, impactando de positiva nos números dos indicadores corporativos, em especial nos dados apresentados pelo Balanço Social.
Modernização na gestão de pessoas e nos processos
O presidente Dirceu Leite reconhece que os resultados alcançados pela Epagri em 2023 somente foram possíveis a partir do trabalho dos 1613 empregados espalhados nas diferentes unidades da Empresa em todo o Estado. Para aprimorar a atuação do corpo funcional, em 2023 a Epagri investiu no aperfeiçoamento dos sistemas técnicos, implantado novas funcionalidades com o objetivo de integrar e otimizar processos. “Isso facilitou a rotina dos nossos colaboradores, permitindo maior produtividade e atendimento mais rápido e com maior qualidade aos catarinenses”, aponta.
A diretora de Administração e Finanças, Fabrícia Hoffmann Maria, também destaca a implantação do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto na Epagri que, a exemplo de outras esferas, modernizou o controle da jornada de trabalho dos empregados. “Além de trazer uma nova dinâmica para a Empresa, tornando o procedimento mais rápido e preciso, essa ação protege o orçamento público e torna nossa atuação mais transparente perante à sociedade, a quem servimos e devemos prestar contas”, alega Fabrícia.

Notícias
Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
Notícias
Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
Notícias
Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação
De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.



