Notícias Crescimento de 8%
Investimento global em transição energética atinge US$ 2,3 trilhões em 2025
Aportes globais em energia limpa e transporte eletrificado alcançam níveis recordes em 2025, mesmo com incertezas geopolíticas, regulatórias e desaceleração do ritmo de crescimento da transição energética.

Mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas, disputas comerciais e incertezas regulatórias, a transição energética global manteve sua trajetória de avanço em 2025. É o que revela o relatório anual Energy Transition Investment Trends (ETIT), da BloombergNEF (BNEF), que mostra que os investimentos globais no setor alcançaram um novo recorde de US$ 2,3 trilhões no ano passado, alta de 8% em relação a 2024.
O estudo compila e analisa investimentos em tecnologias limpas e suas cadeias de suprimentos, participações acionárias em empresas de climate-tech e emissões de dívida voltadas à transição energética. Segundo a BNEF, todos esses indicadores apresentaram crescimento em 2025, evidenciando a resiliência do movimento global de descarbonização, apesar dos choques externos.

Foto: José Fernando Ogura
O transporte eletrificado concentrou a maior fatia dos recursos, com US$ 893 bilhões destinados a veículos elétricos e à expansão da infraestrutura de recarga, avanço de 21% na comparação anual. Em seguida aparecem as energias renováveis, com US$ 690 bilhões, e os investimentos em redes elétricas, que somaram US$ 419 bilhões.
Apesar de ocupar a segunda posição no ranking setorial, o investimento em renováveis recuou 9,5% em relação a 2024. A retração é atribuída, principalmente, às incertezas regulatórias no mercado de energia da China, o maior do mundo, que registrou a primeira queda nos aportes em renováveis desde 2013. Com exceção de hidrogênio (US$ 7,3 bilhões) e energia nuclear (US$ 36 bilhões), todos os demais setores acompanhados pela BNEF apresentaram crescimento.
O relatório também destaca que, pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou o destinado à oferta de combustíveis fósseis. Em 2025, a diferença chegou a US$ 102 bilhões, acima do intervalo de US$ 85 bilhões observado em 2024.
Enquanto os aportes em energia limpa, que incluem renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento e redes, continuaram avançando, o investimento em combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, com retração de US$ 9 bilhões. A queda foi puxada pela redução nos gastos com exploração e produção de petróleo e gás e na geração fóssil, parcialmente compensada por investimentos mais elevados em gás e carvão.
Ainda assim, a BNEF alerta para a desaceleração do ritmo de crescimento da transição energética. Após avançar 27% em 2021, o crescimento anual recuou gradualmente até os 8% registrados em 2025, indicando desafios para manter a trajetória necessária aos compromissos globais de neutralidade de carbono.
Ásia lidera, Europa acelera e EUA crescem apesar de cortes
A região da Ásia-Pacífico permaneceu como o principal polo de investimentos, respondendo por 47% do total global. A China manteve a liderança em volume absoluto, embora com sinais de desaceleração em renováveis. A Índia se destacou com crescimento de 15%, alcançando US$ 68 bilhões.

Foto: Roberto Dziura Jr
A União Europeia foi a maior contribuição individual para a expansão global, com alta de 18% nos investimentos, totalizando US$ 455 bilhões. Já os Estados Unidos registraram crescimento de 3,5%, chegando a US$ 378 bilhões, mesmo diante da redução significativa de incentivos públicos e de medidas adotadas pelo governo Trump para desacelerar a transição energética.
Para Albert Cheung, vice-CEO da BloombergNEF, o desempenho do setor demonstra robustez estrutural. “O último ano mostrou que, apesar dos desafios de política pública e comércio, a transição energética global é resiliente e oferece diversas oportunidades para investidores”, afirmou. Segundo ele, a busca por segurança energética e pelo desenvolvimento de cadeias de suprimentos domésticas deve sustentar novos aportes, especialmente impulsionados pela expansão global de data centers.
Cadeia de suprimentos, climate-tech e dívida verde
Os investimentos na cadeia de suprimentos de energia limpa cresceram 6% em 2025, somando US$ 127 bilhões. O valor reflete a entrada em operação de fábricas de equipamentos solares, baterias, eletrolisadores e turbinas eólicas, além de minas e unidades de processamento de metais para baterias. O avanço foi liderado pela manufatura de baterias e materiais associados, embora o excesso de oferta continue pressionando preços em praticamente todos os segmentos.
A China segue respondendo pela maior parcela desses investimentos e, segundo a BNEF, deve manter essa posição por pelo menos mais três anos. Ainda assim, sua participação relativa vem diminuindo gradualmente, à medida que Estados Unidos, União Europeia e Índia ampliam incentivos para o desenvolvimento local de cadeias produtivas.

Foto: Gabriel Rosa
No universo das empresas de climate-tech, 2025 marcou uma inflexão positiva. O setor captou US$ 77,3 bilhões em investimentos públicos e privados, alta de 53% e o primeiro crescimento após três anos consecutivos de queda. O movimento foi liderado por empresas de energia limpa, armazenamento e transporte de baixo carbono, com destaque para grandes operações na Ásia. Em contrapartida, o financiamento de capital de risco para startups caiu pelo terceiro ano seguido.
A atividade de fusões e aquisições permaneceu aquecida, encerrando o ano com US$ 99,1 bilhões em negócios concluídos, avanço de 37%, impulsionado principalmente por aquisições nos setores de energia limpa e edifícios, também associadas à expansão dos data centers.
Já as emissões de dívida voltadas à transição energética totalizaram US$ 1,2 trilhão em 2025, crescimento de 17% frente a 2024. O aumento foi sustentado pelo financiamento corporativo e de projetos, enquanto as emissões governamentais recuaram em setores mais maduros da transição, como o de energias renováveis.
Perspectivas

Foto: IDR
No cenário-base da BloombergNEF, o investimento médio anual em transição energética deve alcançar US$ 2,9 trilhões nos próximos cinco anos. O relatório ressalta que tecnologias mais consolidadas, como renováveis, armazenamento, veículos elétricos e redes, continuam dominando os fluxos por apresentarem menor risco e modelos de negócios mais maduros.
Ao mesmo tempo, a BNEF alerta para possíveis desalinhamentos futuros, especialmente na manufatura eólica e no ritmo de expansão de metais para baterias. Manter o alinhamento com as trajetórias globais de neutralidade de carbono exigirá aceleração significativa dos investimentos nesses segmentos, em um contexto no qual a transição avança, mas enfrenta limites crescentes de ordem econômica, regulatória e geopolítica.

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

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tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

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das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

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Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

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pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

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A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.




