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Internet via satélite elimina barreiras e garante conexão de alta velocidade no meio rural

Tecnologia que começou a se popularizar no Brasil em 2022, permite que produtores rurais superem as limitações da conectividade tradicional, baseada em fibra óptica, rádio ou redes móveis, que frequentemente apresentam instabilidade em áreas de difícil acesso.

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Foto: Divulgação/Starlink

A conectividade no campo sempre foi um desafio para o agronegócio brasileiro. Em regiões remotas, a ausência de infraestrutura adequada limita o acesso à internet, dificultando atividades essenciais como a emissão de notas fiscais eletrônicas, monitoramento do rebanho e uso de tecnologias agrícolas avançadas. Com a chegada da internet via satélite, a conectividade no campo deve deixar de ser uma preocupação para o produtor.

A internet via satélite se destaca pela capacidade de oferecer conectividade de alta velocidade em qualquer localidade, independentemente da infraestrutura terrestre disponível. A tecnologia, que começou a se popularizar no Brasil em 2022, permite que produtores rurais superem as limitações da conectividade tradicional, baseada em fibra óptica, rádio ou redes móveis, que frequentemente apresentam instabilidade em áreas de difícil acesso.

O técnico em Eletromecânica e diretor da Stage Performance, Elias Mello, apresentou a solução no pavilhão digital do Show Rural Coopavel 2025, realizado em fevereiro em Cascavel (PR). Com atuação no segmento há três anos, ele conta que conheceu a tecnologia no exterior e trouxe a solução para o Brasil. “Trabalho com software para maquinário agrícola e percebi que muitos clientes enfrentavam dificuldades com internet no campo. A internet via satélite oferece uma conexão estável e funciona muito vem em áreas remotas, onde não chega sinal de 3G, 4G, fibra ou via rádio”, evidencia.

Mobilidade

Além de atender às fazendas, Mello destaca que novas soluções como antenas móveis trazem ainda mais comodidade ao usuário, permitindo o uso da internet em movimento. Pequenos dispositivos portáteis podem ser instalados em veículos e maquinários agrícolas. “Isso permite que produtores levem a conectividade para qualquer área da propriedade, garantindo acesso a sistemas de mapeamento, controle de drones e comunicação em tempo real dentro da fazenda”, exalta Mello.

A internet via satélite também está revolucionando o uso do GPS na agricultura. “Hoje, muitas propriedades utilizam drones para pulverização, e esses equipamentos precisam mapear a área com precisão. Como muitas vezes a sede da propriedade está distante do local onde o drone opera, a possibilidade de levar a internet junto para o campo garante que o equipamento tenha conexão em tempo real, aumentando a eficiência das operações”, enaltece o profissional

Autonomia energética

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Outra vantagem apontada pelo profissional é a possibilidade de funcionamento sem rede elétrica convencional. Em casos de queda de energia – comuns na zona rural – a internet pode ser mantida utilizando um inversor ligado ao carro ou a uma bateria, garantindo que o produtor continue suas operações sem interrupções.

Agilidade na gestão rural

Mello afirma que a internet via satélite é encarada como uma solução para os problemas mais urgentes e que estão ao alcance do produtor. “Hoje, muitos pecuaristas precisam monitorar sua produção em tempo real, com  a internet via satélite, mesmo eles estando do outro lado do país, conseguem gerenciar à distância sua propriedade, sem falhas na conexão”, enfatiza.

A conectividade eficiente no campo também impacta na agilidade dos serviços. Mello menciona que com a exigência de emissão de nota fiscal eletrônica para transporte de produtos e mercadorias na saída das propriedades rurais, muitos produtores enfrentam hoje dificuldades devido à baixa velocidade da internet tradicional. “Com a internet via satélite, o processo se torna mais ágil e seguro, evitando atrasos no escoamento da produção”, salienta.

Investimento e expansão da tecnologia

Técnico em Eletromecânica e diretor da Stage Performance, Elias Mello: “Em casos de queda de energia – comuns na zona rural – a internet pode ser mantida utilizando um inversor ligado ao carro ou a uma bateria, garantindo que o produtor continue suas operações sem interrupções” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O custo de implantação da internet via satélite varia conforme a necessidade de cada propriedade. O investimento inicial gira em torno de R$ 3 mil para a aquisição e instalação do equipamento, enquanto os planos mensais partem de R$ 184, podendo variar de acordo com a localidade. “Esse é o investimento atual para instalar a internet via satélite em uma fazenda, com velocidade entre 150 a 250 megabits por segundo.  Além disso, o equipamento pode ser movido dentro de um raio de 29 quilômetros, garantindo flexibilidade no seu uso”, pontua Mello, contando que existem sistemas móveis que operam em toda a América Latina e outros com cobertura global.

Disponível para qualquer pessoa

A tecnologia também atende setores além do agronegócio. “A internet via satélite está disponível para qualquer pessoa. Há acessórios que permitem conectividade em carros, embarcações e até em aeronaves de pequeno porte, que atingem uma velocidade de até 300 km por hora. Se alguém precisa estar sempre conectado, independentemente da localização, essa solução garante internet estável e de alta velocidade”, ressalta Elias.

Com um avanço tecnológico que elimina barreiras geográficas, a internet via satélite se posiciona como uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento do agronegócio, impulsionando a digitalização no campo e tornando a conectividade uma realidade acessível para produtores de todo o Brasil.

O acesso à edição digital do Bovinos, Grãos & Máquinas é gratuito. Para ler a versão completa on-line, basta clicar aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Novo status sanitário do Brasil fortalece exportações paranaenses para a China

Setor pecuário do Estado espera ganhos em competitividade, demanda por proteínas e valorização da cadeia bovina.

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Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

O reconhecimento do território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China terá impacto positivo para a pecuária do Paraná, conforme análise do Sistema Faep. A medida tem potencial de ampliar oportunidades comerciais para o Estado, já reconhecido como área livre da doença desde 2021. A decisão do governo chinês ocorre após mais de duas décadas de negociações e elimina restrições sanitárias que ainda limitavam parte das exportações brasileiras de produtos da pecuária.

Foto: Shutterstock

O anúncio ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um processo de décadas envolvendo produtores rurais, serviços veterinários oficiais e governos estaduais.

“O elevado status sanitário paranaense e a organização da cadeia pecuária colocam o Estado em posição favorável para aproveitar o novo cenário comercial. O principal reflexo esperado é o fortalecimento da competitividade das nossas proteínas, ainda mais para um mercado consumidor com alta demanda, como a China”, avalia o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Na prática, a decisão pode resultar em aumento da demanda chinesa por proteínas animais produzidas no Brasil, mais oportunidades para frigoríficos exportadores instalados no Paraná, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em caso de crescimento das exportações e efeitos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa

Segundo o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Fábio Peixoto Mezzadri, os números já demonstram a relevância do mercado chinês para a pecuária de corte bovino paranaense. “Em 2025, o Paraná exportou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para China, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado pelo Estado”, explica.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. “O reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e fortalece a parceria estratégica entre os dois países, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de expansão para produtores e exportadores brasileiros e, especialmente, os paranaenses”, conclui Mezzadri.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Pecuária impulsiona alta de 4% nas vendas de suplementos minerais

Exportações aquecidas, valorização da cria e período seco sustentam crescimento do mercado.

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Foto: Shutterstock

As vendas de suplementos minerais para pecuária começaram 2026 em ritmo de crescimento. Entre janeiro e abril, as indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) comercializaram 764,8 mil toneladas de produtos, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em abril, as vendas alcançaram 210,4 mil toneladas, alta de 4,9%.

Os números foram apresentados durante o Painel de Mercado da entidade, realizado em São Paulo, e refletem um cenário favorável para a pecuária brasileira, impulsionado pela valorização dos animais, pelo avanço das exportações e pela necessidade de suplementação durante o período seco.

O aumento no volume comercializado foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva do número de animais atendidos. Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, pesquisador da FGV Agro, a quantidade de bovinos suplementados cresceu 8% no primeiro quadrimestre, alcançando 68 milhões de cabeças.

O crescimento foi puxado principalmente pelos produtos das categorias Núcleos e Pronto para Uso. “A tendência é que os bons resultados continuem durante o período seco de outono-inverno, impulsionados pela necessidade de suplementação nutricional, pela valorização da cria e pelo bom momento da pecuária brasileira. Apesar dos desafios internos e externos, a economia brasileira deve seguir crescendo e a carne bovina continuará forte em produção, exportações, abates e consumo interno”, afirmou Serigati.

Exportações sustentam otimismo na pecuária

Foto: Gisele Rosso

Durante o encontro, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves destacou o fortalecimento das cadeias de proteína animal como um dos principais motores da economia brasileira. “Estamos assistindo a uma verdadeira ‘carnificação’ da economia brasileira, fortalecendo o interior do país e integrando cadeias produtivas como DDG, farelo de soja, biogás, biometano e biodiesel. O agro brasileiro está construindo um modelo cada vez mais eficiente e sustentável”, enfatizou.

Segundo o profissional, o mercado internacional segue favorecendo a pecuária brasileira. Ele destacou o aumento das compras pelos Estados Unidos e a manutenção da demanda chinesa pela carne bovina nacional. “Os Estados Unidos estão comprando muito e a China segue demandando carne brasileira, inclusive por caminhos alternativos. Hoje, exportamos cerca de 4 milhões de toneladas por ano e podemos chegar a 5 milhões até 2035”, frisou.

Economia cresce, mas desafios permanecem

A avaliação dos participantes do painel é que o Brasil continua apresentando crescimento econômico em 2026, apesar do ambiente marcado por inflação elevada, juros altos e aumento do custo dos alimentos.

A projeção apresentada por Serigati aponta expansão de aproximadamente 1,9% do PIB neste ano, sustentada pelo consumo das famílias, aumento da renda e desempenho das exportações, especialmente do agronegócio. “O Brasil possui petróleo para exportar e está menos vulnerável do que outras economias globais. Porém, o crescimento atual ocorre sem sustentação fiscal, os juros devem cair lentamente e o endividamento das famílias continua elevado”, ponderou.

Cenário internacional exige atenção

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã também entraram na pauta do evento. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem provocado volatilidade nos mercados de energia e insumos.

Mesmo assim, a avaliação dos especialistas é que o Brasil permanece em posição relativamente favorável por sua condição de exportador de alimentos e energia.

Para Fava Neves, as oportunidades para o agronegócio continuam robustas, mas exigem gestão profissional dentro das propriedades. “O mundo está turbulento, mas continuará precisando de alimentos. O Brasil é a cozinha do planeta e terá papel fundamental no abastecimento global diante da urbanização, do aumento da renda e do crescimento do consumo de proteína animal”, ressaltou.

Ele acrescentou que fatores como clima, custos de produção, sanidade, mão de obra e endividamento devem permanecer no radar dos produtores.

Logística reversa preocupa empresas

Além das questões de mercado, o encontro abordou temas regulatórios que preocupam o setor. Um deles é a logística reversa das embalagens, assunto que ainda não possui regulamentação definitiva para a cadeia de suplementos minerais.

Segundo a Asbram, empresas vêm sendo autuadas em estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo, apesar da ausência de obrigatoriedade formal para implantação do sistema. A recomendação da entidade é que as companhias apresentem recursos administrativos enquanto o tema continua em discussão.

Asbram prepara livro sobre 30 anos de atuação

A associação também anunciou o lançamento de um livro comemorativo aos seus 30 anos, previsto para ser apresentado durante o simpósio da entidade em 2027. A publicação reunirá a trajetória da Asbram e das cerca de 100 empresas associadas, registrando três décadas de atuação na nutrição do rebanho bovino brasileiro. “Vamos registrar nossa história, nossas ações, eventos, campanhas, debates e o trabalho técnico desenvolvido ao longo dessas três décadas. 2026 é um ano desafiador, mas acreditamos que, nos próximos dez anos, a pecuária será o maior setor do agronegócio brasileiro”, salientou Elizabeth Chagas.

Fonte: Assessoria Asbram
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Carne bovina está entre os cinco produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos

Levantamento da Comex Stat mostra que siderurgia, petróleo, proteína animal e setor aeronáutico lideram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano.

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Foto: Shutterstock

A carne bovina ocupa a terceira posição entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos, segundo dados da Comex Stat. O produto respondeu por US$ 814,6 milhões em embarques e representou 7,5% do valor total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano no período analisado.

Foto: Shutterstock

O ranking evidencia a importância do agronegócio na pauta comercial entre os dois países, mas também mostra o peso de setores como siderurgia, petróleo e indústria aeronáutica nas exportações brasileiras.

Na liderança aparecem os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, com vendas de US$ 1 bilhão, equivalentes a 9,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Em segundo lugar estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que somaram US$ 857,5 milhões e participação de 7,9%.

Além da carne bovina, a lista dos cinco principais produtos exportados inclui aeronaves e outros equipamentos,

Foto: Shutterstock

incluindo peças e componentes, com US$ 768,3 milhões e participação de 7% nas vendas externas. Fechando o ranking aparece o ferro-gusa, ferro-esponja, grânulos, pó de ferro ou aço e ferro-ligas, que movimentaram US$ 594,1 milhões, o equivalente a 5,4% do total exportado.

Agro ganha relevância em meio ao debate tarifário

Os números ganham relevância em um momento de atenção do setor exportador às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A carne bovina é um dos produtos mais relevantes do agronegócio brasileiro no mercado americano e figura entre os itens estratégicos da pauta bilateral.

Foto: Shutterstock

O levantamento também mostra que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma diversificação de produtos, envolvendo commodities agrícolas, minerais, petróleo e bens industrializados de maior valor agregado.

Cinco produtos representam mais de um terço das exportações

Somados, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos representam cerca de 37% do valor total embarcado ao país, demonstrando forte concentração em alguns segmentos específicos da economia.

A presença simultânea de produtos do agronegócio, mineração, energia e indústria reforça a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas brasileiras e ajuda a explicar a preocupação de exportadores diante de possíveis mudanças nas regras comerciais entre os dois países.

Fonte: O Presente Rural
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