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Notícias Congresso da pesca

International Fish Congress homenageará pesquisador Fábio Hazin

Ato eterniza a relevante contribuição a toda comunidade internacional de pesquisa sobre a megafauna marinha, da qual Hazin era referência. A cada ano será editada uma carta de predições, agora denominada Fábio Hazin Memorial Lecture, reunindo os mais brilhantes insights e alertas sobre a cadeia de pescados.

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Reprodução/Facebook

Uma homenagem emblemática a um dos ícones do universo da pesca será feita na solenidade de abertura da terceira edição do International Fish Congress (IFC 2021) & Fish Expo, dias 24, 25 e 26 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR). O principal evento do setor de pescado no Brasil tem como pontos centrais o conhecimento científico e a dinamização econômica.

Durante o ato será apresentada a homenagem Fábio Hazin Memorial Lecture, dedicada à memória do internacionalmente reconhecido professor Fábio Hissa Vieira Hazin, do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE, falecido em junho deste ano vítima da Covid- 19.

A homenagem eterniza a relevante contribuição a toda comunidade internacional de pesquisa sobre a megafauna marinha, da qual o pesquisador era referência. A cada ano será editada uma carta de predições, agora denominada Fábio Hazin Memorial Lecture, reunindo os mais brilhantes insights e alertas sobre a cadeia de pescados. “Essa iniciativa terá o efeito de um farol que guiará o caminho das próximas gerações”, interpreta a diretora executiva do Congresso, Eliana Panty.

Engenheiro de pesca, professor titular da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Fábio Hazin havia presidido entre 2014 e 2016 o Comitê de Pesca da FAO e as consultas técnicas para as Diretrizes SSF da FAO, em 2013 e 2014. “Ele coordenou com diplomacia e excelência técnica todas essas missões”, assinala o presidente do IFC2021 e ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin.

Na comunidade pesqueira Fábio Hazin ficou conhecido por servir como presidente das reuniões do Acordo de Estoque de Peixes da ONU e pela atuação como ex-presidente da ICCAT. Ele se tornou uma peça-chave nas negociações da BBNJ da ONU e trabalhou como avaliador do projeto FAO Global Tuna. Gregolin, que foi amigo pessoal de Hazin, destaca que ele liderou no Brasil, o projeto Rebyc que alcançou cerca de 60 comunidades em 15 estados, representando mais de 90% da captura de camarão do país, reduzindo a captura acidental entre 25 e 36%, sem afetar as espécies-alvo (geralmente camarão). Como profissional e referência nos estudos relacionados ao setor pesqueiro no Brasil, Fábio Hazin deixa um imenso legado de dedicação e profissionalismo.

Graduado em Engenharia de Pesca pela UFRPE, Hazin tinha mestrado e doutorado em Marine Science and Technology/ Fisheries Oceanography na Tokyo University of Marine Science and Technology e pós-doutorado em Avaliação de Estoques de Recursos Pesqueiros Pelágicos Migratórios no Southeast Fisheries Sience Center/NMFS/NOAA, Miami (EUA).

Também obteve especialização em Direito Internacional do Mar pela Rhodes Academy (Center for Oceans Law and Policy/ University of Virginia School of Law; the Aegean Institute of the Law of the Sea and Maritime Law; the Law of the Sea Institute of Iceland; the Max Planck Institute; and the Netherlands Institute for the Law of the Sea.

Prestígio Internacional 

A principal atuação do pesquisador era em oceanografia pesqueira e engenharia de pesca, com ênfase em grandes peixes pelágicos (atuns, agulhões e tubarões), atuando principalmente em biologia reprodutiva, distribuição, comportamento, migração; gestão pesqueira e Direito Internacional do Mar, tendo exercido diversos cargos relevantes no Brasil e no mundo.

Professor associado da UFRPE, no Curso de Engenharia de Pesca e no Programa de Pós-graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura, e na UFPE, no Programa de Pós-graduação em Oceanografia, exercia atualmente, a função de coordenador geral científico do Programa Arquipélago de São Pedro e São Paulo. No período de 1995 a 2005 foi coordenador do  REVIZEE – programa para a avaliação dos recursos vivos na zona econômica exclusiva brasileira/ região Nordeste.

Foi convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para diversas palestras e contribuições.  Entre 2008 e 2009 presidiu o processo de negociação na FAO/ONU para a elaboração e adoção do tratado internacional sobre medidas de Estado porto para prevenir, deter e eliminar a pesca ilegal, não regulada e não reportada, aprovado pelo conselho da FAO, em dezembro de 2009. No âmbito da FAO/ONU atuou para a adoção das diretrizes internacionais para o desenvolvimento da pesca artesanal e de pequena escala.

Entre 2004 e 2012, exerceu a função de Presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (CEMIT) e de diretor do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE. Também presidiu a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) e a Associação Brasileira de Engenharia de Pesca.

À convite da FAO presidiu o processo de avaliação do Comitê de Pesca para o Atlântico Leste e Central (CECAF) e da Comissão de Pesca do Oceano Índico Sudoeste (SWIOFC), além do processo de avaliação da Organização de Pesca do Atlântico Noroeste (NAFO) e da Comissão de Pesca do Oceano Pacífico Oeste e Central (WCPFC).

Também foi representante científico do Brasil junto a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) de 1998 a 2015 e presidente do Subcomitê Científico do Comitê Consultivo Permanente de Gestão de Atuns e Afins (1998-2015). Em 2015, exerceu o cargo de Secretário Nacional de Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura e, interinamente, de Ministro de Estado da Pesca e da Aquicultura. Em 2014 foi eleito presidente, junto a ONU/DOALOS, da Divisão de Oceanos e Lei do Mar, do Processo de Consultas dos Estados Parte do Acordo de Nova Iorque. Em 2015 e 2016 presidiu o processo de revisão do acordo. Entre 2012 e 2014 exerceu o cargo de vice-presidente e, de 2014 a 2016, de presidente do Comitê de Pesca da FAO (COFI).

Fonte: Assessoria International Fish Congress
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Notícias Reforço das ações de defesa agropecuária

Santa Catarina lança campanha de prevenção contra a peste suína africana

Embora não ofereça riscos à saúde humana, a PSA causa grande mortalidade nas criações de suínos. Maior produtor nacional , o Estado reforça as ações de defesa agropecuária e lança campanha de prevenção.

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Julio Cavalheiro/Secom

Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina reforça as ações de defesa agropecuária e lança campanha de prevenção à peste suína africana (PSA). Com o tema SC Contra a Peste Suína Africana, o Governo do Estado, a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) pretendem conscientizar a população sobre os riscos da doença e as formas de proteger o rebanho catarinense.

A campanha publicitária contará com material em vídeo, áudio, impresso e online e será distribuído nos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, este é um chamado para que os catarinenses fiquem atentos aos riscos da introdução da PSA em Santa Catarina e para que os turistas saibam das regras para o transporte de produtos de origem animal.

“Estamos agindo preventivamente para proteger o nosso rebanho e o nosso agronegócio. A suinocultura é uma das principais atividades econômicas de Santa Catarina e nós estamos reforçando as medidas de prevenção e conscientização não só dos produtores, mas também dos turistas e catarinenses. Embora a peste suína africana não seja uma doença transmissível para o ser humano, ela prejudica a economia como um todo e nós precisamos proteger a nossa economia. Nós somos guardiões da saúde animal em Santa Catarina e esse é um grande desafio diário”, destaca.

Mensagem da Campanha

Embora não ofereça riscos à saúde humana, a peste suína africana causa grande mortalidade nas criações de suínos. Para proteger o agronegócio catarinense, é necessária a colaboração de todos.

Os turistas que visitam Santa Catarina – de carro, ônibus, navio ou avião – não devem trazer em sua bagagem nenhum produto que contenha carne suína. Os produtos apreendidos serão descartados.

Os produtores não podem alimentar os animais com sobras de comida (lavagem). Além disso, é importante proibir a entrada de estranhos na granja.

E, principalmente, caso haja qualquer suspeita da doença, notificar imediatamente a Cidasc.

Reforço nas ações de defesa agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou a vigilância em portos e aeroportos, além de fortalecer sua capacidade de prevenção do ingresso do vírus da PSA no Brasil. Em Santa Catarina, as ações contam com o apoio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e da iniciativa privada.

O que é Peste Suína Africana?

É uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. Considerada pela OIE como uma das doenças mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos, a PSA afeta somente os suínos.

A doença está se disseminando pelo mundo, presente atualmente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana e Haiti – este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 1980. A doença não existe no Brasil, a última ocorrência foi registrada em 1981 e, desde 1984 o país é livre de PSA.

Impacto na economia

O vírus da PSA não é perigoso para a saúde humana, mas gera um grave impacto social e econômico, especialmente para as exportações de produtos de carne suína, para a renda das famílias rurais, bem como para a segurança alimentar.

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

 

Fonte: Cidasc
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Notícias

Nucleovet participa de reunião da Câmara de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs

Presidente Luiz Carlos Giongo apresentou trajetória da entidade e sua contribuição para a qualificação profissional e desenvolvimento da agropecuária.

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Divulgação/Nucleovet

A atuação do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) foi apresentada, nesta semana, na Câmara Nacional de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs. O evento acontece em Florianópolis de 24 a 26 deste mês e reúne diretoria, conselheiros e assessores técnicos do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs).

A explanação sobre o Nucleovet foi feita em vídeo do presidente Luiz Carlos Giongo, que mostrou a atuação da entidade em prol do desenvolvimento da profissão e as ações para o fortalecimento do setor agropecuário no oeste catarinense. Giongo foi representado, presencialmente, pela integrante do Conselho Deliberativo do Nucleovet e vice-presidente do CRMV-SC, Silvana Giacomini Collet.

Os presidentes do CRMV, Marcos Vinícius de Oliveira Neves, do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, e da Cidasc, Antônio Plínio de Castro, ressaltaram a importância do Nucleovet. Eles receberam o e-scrapbook “Vetor de Desenvolvimento”, publicação do Nucleovet que relata sua trajetória de 50 anos.

Giongo relatou um pouco da história da entidade, fundada em 9 de outubro de 1971. O Nucleovet foi um dos primeiros núcleos criados em Santa Catarina, atendendo uma solicitação da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc), que queria implantar associações regionais da classe no Estado.

Desde sua fundação, a finalidade do Nucleovet é promover o aperfeiçoamento de médicos veterinários e zootecnistas, promover e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltadas para o agronegócio. Também busca a união dos profissionais da área pelo esporte e recreação, trabalhos sociais, conscientização da população para a saúde única (união entre a saúde animal, humana e ambiental), controle de zoonoses e o importante papel que esses profissionais desempenham na sociedade.

Giongo ressaltou os Simpósios promovidos anualmente, considerados três dos principais eventos técnicos do Brasil e da América Latina: o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) e o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). Esses eventos são referência em transferência de conhecimentos, aperfeiçoamento da classe, desenvolvimento de novas tecnologias e troca de experiências nessas áreas.

Para marcar a trajetória do Nucleovet, foi lançado em outubro passado, no evento de comemoração dos 50 anos, o e-scrapbook, que resgata e eterniza a história da entidade. É um recorte de memórias intermídia, com fotos, links para vídeos, documentos e depoimentos de ex-presidentes.

Giongo sublinhou que o trabalho desenvolvido nestes 50 anos foi de superação e inovação. “Agora, o futuro nos desafia. Continuar crescendo, fortalecendo a categoria e o agronegócio, especialmente os setores de aves, suínos e bovinocultura de leite, é um compromisso de todos”.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Notícias Nova diretoria

Caio Carvalho retorna à presidência da ABAG em 2022

A partir de janeiro de 2022, a entidade contará com uma nova diretoria em substituição ao atual presidente, Marcello Brito.

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Divulgação/ABAG

A partir de janeiro de 2022, a ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio contará com uma nova diretoria e passará a ser presidida por Luiz Carlos (Caio) Corrêa Carvalho, que já havia comandado a associação entre 2012 e 2018, em substituição ao atual presidente, Marcello Brito.

Engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq/USP), Carvalho possui cursos de pós-graduação em Agronomia e em Administração pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), e Vanderbilt University (EUA).

Desde 1983, atua como diretor da Canaplan, empresa de consultoria e projetos para o setor sucroenergético. Com grande conhecimento do setor de açúcar e álcool, Carvalho é sócio da Bioagencia, empresa comercializadora de etanol nos mercados interno e externo.

Considerada uma das entidades mais atuantes do setor no país, a ABAG tem trabalhado fortemente para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, por meio da participação nos principais contextos nacionais e globais que envolvam a competitividade, produtividade e sustentabilidade desse segmento. Por meio de seus comitês temáticos, vem discutindo e fomentando ações em assuntos transversais, como por exemplo, logística, bioeconomia, conservação ambiental, que são fundamentais para o futuro do agro.

A ABAG tem ainda colaborado com a iniciativa privada para disseminar a importância do agronegócio para o desenvolvimento social, econômico e ambiental brasileiro, bem como trabalhado junto as instâncias governamentais para a criação de políticas e ações para a evolução desse setor. Para a sociedade civil, a entidade tem se empenhado em levar informação qualificada que contribua para o fortalecimento da marca do agro no fornecimento de alimentos e produtos indispensáveis para a vida, sempre pautado na proteção ambiental e na igualdade social.

Carvalho continuará o processo de modernização da ABAG e  trabalhará arduamente em defesa da reputação do agro brasileiro nos mercados interno e internacional. Seu mandato será de dois anos.

Fonte: Assessoria ABAG
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