Notícias Paraná de olho no peixe
International Fish Congress expõe potencial do pescado brasileiro
Especialistas apontam cenários para o crescimento do setor durante o International Fish Congress e a feira de negócios Fish Expo Brasil

Cada vez mais o Brasil se abre para o potencial da piscicultura. Um exemplo é o Plano Safra (Plano Agrícola e Pecuário) 2019/20, lançado no dia 13 de junho, contemplando o setor de aquicultura e pesca. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ressaltou que “pela primeira vez no Plano Safra o setor será contemplado”. Conforme o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, trata-se de uma importante atividade que agora tem privilégio no Ministério. Ainda em junho foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa do Pescado. Durante o lançamento em Brasília (DF), Seif afirmou que o governo trabalha para o Brasil deixar de ser um importador de pescados. “O Brasil tem todas as condições de se tornar um grande produtor e consumidor desse tipo de proteína”.
Um meio a esta onda favorável ao Brasil sedia evento um internacional inédito – o International Fish Congress e Fish Expo Brasil entre os dias 17 e 19 de setembro em Foz do Iguaçu, no Paraná. O IFC Brasil abre as portas para discussões importantes e urgentes no desenvolvimento da piscicultura e aquicultura nacional. Além do congresso com importantes palestrantes nacionais e internacionais, o IFC reúne apresentação de trabalhos científicos, feira e rodadas de negócios.
O evento que vai reunir todos os elos da cadeia de pescados em um só lugar tem à frente da programação e temas o ex-ministro da Pesca e consultor Altemir Gregolin “O International Fish Congress foi concebido para atender a demanda de um mercado que cresce globalmente. E neste contexto o Brasil é um dos países com o maior potencial de produção de pescados do mundo. Com esse cenário o Brasil pode transformar o pescado em alimento de consumo popular e fazer do país um grande exportador, gerando bilhões de dólares em divisas como já faz com o frango, suíno e bovino. Tenho absoluta convicção de que, pelas condições naturais que tem, a produção de pescado para o Brasil se constitui na mais nova e promissora fronteira de produção de alimentos”.
O evento será realizado no Paraná, maior produtor de tilápia do Brasil e que registra uma previsão de crescimento acima de 20% em 2019. Com o apoio do Governo do Estado, o evento tem como incentivador o Governador Carlos Roberto Massa Júnior que destaca a expectativa de atingir a marca de 170 mil toneladas de carne de peixe paranaense, incremento que vem sendo alavancado pela tilápia, que representa 80% do volume total do Estado.
Os estados líderes em produção de tilápias são Paraná (123 mil toneladas), São Paulo (69.500 t.), Santa Catarina (33.800 t.), Minas Gerais (31.500 t.) e Bahia (24.600 t.), que juntos produzem cerca de 70% de toda tilápia nacional. O Oeste do estado é o maior polo de criação de peixes no Estado, representando 69% de toda a produção, com atuação em 48 municípios, próximos a Toledo e Cascavel.
A Diretora Executiva do IFC Eliana Panty destaca ainda que o Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo. Possui 10 milhões de há de lâmina d’água represadas, uma costa marítima de 8,4 mil km de extensão, espécies nobres, clima favorável, matéria-prima em abundância para rações e aditivos. “O ambiente é favorável para isso. Segundo a FAO, o pescado é a proteína animal mais consumida no mundo, representando 35% do total. E é o principal item da pauta de exportações mundiais com 60% das proteínas animais exportadas”.
Condições ideais
Mesmo sendo o maior detentor de recursos hídricos do mundo, o Brasil é o 13º país do mundo em produção de pesca, importando grande parte da proteína consumida no país. Em 2018, a produção brasileira de pescados cresceu 4,5% em relação a 2017, de acordo com dados da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBr). Foram 722,560 mil toneladas. O faturamento foi de R$ 5,067 bilhões.
O principal produto da piscicultura nacional é a tilápia, da qual o Brasil é o quarto maior produtor mundial, atrás de China, Egito e Indonésia. Em 2018, a produção dessa espécie totalizou 400,280 mil toneladas, 11,9% a mais que em 2017.
Sobre o International Fish Congress
Com o lema “Das águas ao consumo” o evento tem o apoio das principais entidades do setor ABIPESCA – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR – Associação Brasileira da Piscicultura, SINDIPI – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/SENAR e ABRAS – Associação Brasileira de Supermercadistas.
As discussões têm o apoio da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e MAPA através da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda BRDE – BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, ADAPAR e EMATER. O evento tem ainda o apoio científico da UNILA, UNIOESTE, UFFS, UNIVALI e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
Notícias
Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
Notícias
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



