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Intercooperados Copagril e Lar conhecem vantagens do seguro avicultura 

Serviço é uma opção exclusiva e inédita para produtores de aves, envolvendo desde a estrutura física dos aviários e insumos para a produção, até a perca das aves por mortalidade.

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A Lar Coop Corretora de Seguros promoveu, nesta sexta-feira (27), uma reunião com integrados da intercooperação, uma integração entre as cooperativas Copagril e Lar. O encontro foi realizado na AACC em Marechal Cândido Rondon (PR) e reuniu associados e avicultores da região Oeste paranaense.

O objetivo do encontro foi apresentar a nova proposta de seguro oferecida pela Lar Credi: o Seguro Avicultura. Uma proposta totalmente inovadora e diferente de tudo que existe no mundo das seguradoras.

O Seguro Avicultura é totalmente inédito no mundo dos avicultores, além de ser uma opção exclusiva para produtores de aves, envolvendo desde a estrutura física dos aviários e insumos para a produção, até a perca das aves por mortalidade.

O coordenador de seguros da Lar Credi, Elderson Capitanio, diz que essa nova proposta de seguro tem como intuito oferecer ao produtor opções de custos reduzidos e garantias mais vantajosas, além de proporcionar a eles maior tranquilidade.

Associados e avicultores da região Oeste paranaense conheceram os serviços da  Lar Coop Corretora de Seguros – Fotos: Divulgação/Copagril

Ainda de acordo com ele, a busca massiva dos associados por um seguro que atendesse exclusivamente as atividades da avicultura em caso de sinistro, fez com que a Lar Credi buscasse uma maneira de atender esse público de forma efetiva. Por exemplo, em caso de uma catástrofe provocada por temporais ou doenças em que o produtor perdesse seus insumos e aves, o seguro estará pronto para auxilia-los e fazer com que eles retomem suas atividades o mais rápido possível, voltando a ter sua fonte de renda.

A maioria das seguradoras trabalham com seguros padronizados e com poucas oportunidades de negociação. Isso fez com que a Lar Coop buscasse opções que pudessem atender especificamente esta linha de produção, oferecendo aos associados opções vantajosas através do Seguro Avicultura da Lar Credi, como, por exemplo, oportunidades de negociação e redução de taxas melhor estruturadas e capazes de atender as necessidades de cada produtor. “Pode-se dizer que essa nova opção de seguro oferecido é uma inovação, já que não existe nada no mundo das seguradoras voltado especificamente para avicultores e agricultores”, salienta Capitanio.

Dentro do Seguro o produtor terá a cobertura e indenizações de tudo que envolve o fornecimento de insumos para a produção, como por exemplo, placas solares, bombas de poço para fornecimento de água, entre outros artigos utilizados para a atividade em especifico. Em relação as taxas, elas foram pensadas para beneficiar o produtor e se adequar as necessidades e possibilidades de investimento de cada um.

A não existência de um seguro deste tipo, prejudicava completamente os produtores e agricultores em caso de ocorrência de um sinistro, já que eles não tinham auxilio algum e chegavam a perder até um ano de trabalho até a reconstrução e recuperação total de suas propriedades e aviários.

A idealização do seguro avaliou não somente perdas, mas também questões como o custo de produção das aves, em especial, a alimentação que costuma ter preços altos por conta da ração que o principal alimento delas. Além disso, foram analisadas outras situações e pontos que causam prejuízos aos produtores, como o fim do ciclo das aves, em que a taxa de mortalidade costuma ser alta e ocasionada por pequenos fatores. Um exemplo seria a falta de energia no aviário, em que um pequeno aumento de temperatura pode provocar a morte de um lote inteiro. “Em situações como essa o seguro aparece para prestar auxílio e cobrir o prejuízo do produtor”, elenca Capitanio.

De acordo com o coordenador de seguros da Lar Credi, com o Seguro Avicultura, caso o produtor venha a ter um sinistro, independente do período em que ocorra, ele receberá a média dos últimos 3 lotes, ou seja, ele não terá desconto e não pagará pela franquia, recebendo então o valor total pago por ave.

O Seguro Avicultura da Lar Credi é vantajoso e beneficia não somente associados e produtores, mas também as duas cooperativas: Copagril e Lar, além de todos os envolvidos nessa união, afinal, ele veio para somar.

Fonte: Ascom Copagril

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Por que as plantas de cobertura são pouco utilizadas?

Mesmo com amplo respaldo científico e benefícios comprovados, a adoção das plantas de cobertura avança lentamente por fatores culturais e estruturais no campo.

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Talvez o maior desafio da agricultura brasileira no momento esteja relacionado à pouca diversidade dos sistemas de produção. A baixa diversidade dos agroecossistemas é uma das causas da instabilidade da produção e do aumento dos custos de produção.  Na região Central do Brasil, predomina o modelo baseado no cultivo da soja na primavera-verão e do milho no outono-inverno, ou da soja em sequência o algodão.

Inúmeros trabalhos de pesquisa desenvolvidos em diferentes regiões do Brasil comprovam a importância das plantas de cobertura ou plantas de serviço para a sustentabilidade da atividade agrícola. Trabalhos realizados pela Embrapa na região norte do Paraná, por exemplo, não deixam dúvidas sobre a importância econômica da diversificação dos sistemas produtivos.

No entanto, apesar de um certo crescimento em um cenário mais recente, o uso dessas plantas ainda é muito pequeno em relação ao seu potencial de melhoria do ambiente de produção, o que resultaria em maior produtividade e estabilidade, especialmente em anos de restrições climáticas.  Tão importante quanto aumentar a produção é garantir sua estabilidade.

Em todo o mundo, o tema “plantas de cobertura” é estudado. No período de 2020 a 2025, a quantidade de artigos científicos publicados no Brasil sobre o assunto de acordo com o Periódico CAPES, era de 2.364 trabalhos em diferentes revistas científicas. Surge, então, a pergunta: temos conhecimento suficiente para que as plantas de cobertura possam ser incorporadas aos sistemas de produção de grãos, fibras e energia nos diferentes biomas brasileiros? Temos, sim. Contudo, ainda utilizamos pouco dessas plantas, apesar dos benefícios diretos que proporcionam à melhoria e manutenção da produtividade em diversos ambientes agrícolas.

 Entre os principais benefícios das plantas de cobertura, destacam-se: – proteção do solo contra o impacto direto das chuvas; – manutenção da umidade do solo; – proteção contra a radiação solar direta; – aumento do teor de matéria orgânica, melhorando a estrutura e a infiltração da água no solo, reduzindo o escoamento superficial; – estímulo à atividade biológica do solo, essencial para a saúde do ecossistema;
– ciclagem de nutrientes e fixação biológica de nitrogênio; – auxílio no controle de nematoides e plantas daninhas; – entre outros benefícios.  As plantas de cobertura são indispensáveis aos sistemas produtivos quando se busca uma agricultura conservacionista.

Muitas vezes, são adotadas práticas específicas com determinados propósitos que poderiam ser alcançados pelas plantas de cobertura, a um custo muito menor e com menor consumo de combustível fóssil.  Um dos grandes desafios da agricultura atual é a compactação do solo, tema amplamente discutido e que preocupa os produtores.

Em muitas situações, a camada compactada não é bem delimitada. É oportuno destacar que, na maioria dos casos, a compactação é consequência do sistema de manejo adotado. A descompactação do solo não deve se basear apenas em práticas mecânicas; é fundamental o uso de práticas vegetativas, como as plantas de cobertura. Na maioria das situações, quando essas plantas fazem parte do sistema produtivo, o problema da compactação não costuma aparecer, ou, é solucionado em razão dos benefícios que proporcionam.

Plantas daninhas de difícil controle, como a buva, podem ser manejadas com espécies de cobertura que promovem adequada proteção do solo, já que suas sementes necessitam de luz para germinar. Espécies da família Fabaceae, como as crotalárias e o guandu, possuem a capacidade de fixar nitrogênio atmosférico, beneficiando as culturas subsequentes.  Dentro de uma visão de sistemas integrados, espécies forrageiras do gênero Urochloa podem ser utilizadas como plantas de cobertura e também como pastagem para bovinos, dentro do sistema de integração lavoura-pecuária. Essa integração beneficia tanto a agricultura quanto a pecuária, aumentando significativamente a rentabilidade por unidade de área e a estabilidade do sistema.  Quando se cultiva mais de uma espécie de planta de cobertura em consórcio, deve-se priorizar a combinação de famílias diferentes — por exemplo, gramíneas e leguminosas. No cultivo de múltiplas espécies, é importante ajustar a densidade populacional para evitar a competição excessiva, que pode levar ao desaparecimento de algumas espécies menos competitivas.

Em síntese, existem diversas estratégias possíveis para diversificar e intensificar os sistemas de produção, com o objetivo de aumentar a rentabilidade, reduzir custos e promover a sustentabilidade e a estabilidade da produção agropecuária.

Pelo exposto neste artigo, que não se esgota aqui, temos conhecimento suficiente para utilizar e nos beneficiar amplamente das plantas de cobertura. Então, qual ou quais os motivos do pouco uso das plantas de cobertura pelos agricultores? Temos duas prováveis respostas; 1- muitas vezes os efeitos do uso das plantas de cobertura irão aparecer no ano seguinte, é um resultado muitas vezes de médio prazo. No entanto, em alguns casos a resposta pode ser imediata; 2 – ou por não fazerem parte de grandes “pacotes” contendo as suas sementes, e por não produzirem algo que possa ser comercializado.

Fonte: Artigo escrito por Fernando Mendes Lamas, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste.
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Mapa lança painel com 500 novos mercados abertos ao agro brasileiro

Ferramenta interativa permite acompanhar, em tempo real, as oportunidades internacionais conquistadas desde 2023 para produtos do agronegócio.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os 500 novos mercados abertos para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023, distribuídos por todos os continentes, agora podem ser consultados em um painel digital interativo. A ferramenta, disponibilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), reúne de forma clara e acessível todas as aberturas de mercados alcançadas na atual gestão.

O painel apresenta um mapa-múndi dinâmico, com filtros que permitem cruzar informações por produto, país, ano, continente e categoria. Assim, o usuário pode identificar quantos mercados foram abertos em determinado período, quais países lideram em número de oportunidades, quais grupos de produtos mais se beneficiaram e a participação relativa de cada categoria.

Voltado a diferentes públicos, como produtores rurais, cooperativas, empresas exportadoras, entidades setoriais, gestores públicos, pesquisadores e imprensa, o painel amplia a transparência, aproxima os dados da realidade produtiva e contribui para que mais empresas se preparem para exportar.

Os números também reforçam a importância da atuação externa do Mapa. Cerca de 60% das aberturas foram conquistadas em postos que contam com adidos agrícolas. Nos dez países com maior número de mercados abertos, há adidos alocados junto às embaixadas brasileiras, o que evidencia o papel dessa rede na identificação de mercados, na negociação de requisitos sanitários e no apoio às empresas.

Desde o início da gestão, o Brasil alcançou uma média de 14 novas aberturas por mês, totalizando 500 novas oportunidades para produtos do agro. O painel foi desenvolvido para dar visibilidade a esse esforço e apoiar a política de promoção comercial do Mapa, alinhada à diversificação de destinos e à interiorização da cultura exportadora.

As informações serão atualizadas à medida que novas aberturas forem concluídas, permitindo acompanhar, em tempo quase real, a evolução da inserção internacional do agronegócio brasileiro, tanto em setores consolidados quanto em segmentos emergentes.

Fonte: Assessoria Mapa
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Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 21 bilhões

Apesar de oscilações em preços e volumes, exportações seguem firmes e são puxadas por açúcar, carnes e soja. China permanece líder entre os destinos das vendas.

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Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Nos onze primeiros meses de 2025, o agronegócio paulista manteve um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 21,07 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$26,35 bilhões e de importações que totalizaram US$5,28 bilhões.

A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado de janeiro a novembro de 2025 foi de 40,6%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,6% do total no estado. “O desempenho do agro paulista mostra que São Paulo está na direção certa. Investir em ciência, infraestrutura, desburocratização e competitividade. Assim, São Paulo alcança um superávit de US$ 21 bilhões porque tem produtores qualificados e políticas públicas que dão segurança e liberdade para produzir. Estamos com grandes expectativas com o fechamento da balança de 2025 e para o desempenho do agro paulista em 2026”, expõe o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

Principais produtos exportados

Foto: Claudio Neves

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 31,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$8,2 bilhões. Deste total, o açúcar representou 93,0% e o álcool etílico, etanol, 7,0%. O setor de carnes veio logo em seguida com 15,2% das vendas externas do setor, totalizando US$4 bilhões, com a carne bovina respondendo por 85,1%.

Produtos florestais representaram 10,5% do volume exportado, com US$2,7 bilhões, com 56,2% de celulose e 35,1% de papel. Sucos responderam por 9,9% de participação, somando US$2,6 bilhões, dos quais 97,8% são referentes ao suco de laranja, e complexo soja teve participação de 8,6% do total exportado, registrando US$2,2 bilhões, 78,3% referentes a soja em grão e 16,1% de farelo de soja.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75,5% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,2% de participação na pauta de exportações, somando US$1,6 bilhão, 76,7% referentes ao café verde e 19,5% de café solúvel.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+39,2%), carnes (+24,1%), complexo soja (+1,3%), e quedas nos grupos sucroalcooleiro (-29,6%), produtos florestais (-4,8%) e sucos (-4,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Principais destinos das exportações do agro paulista

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 24,4% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia vem em seguida com 14,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 11,8% de participação.

O tarifaço norte-americano foi iniciado em agosto, as exportações para o país apresentaram recuo: em agosto de 14,6%, setembro 32,7%, outubro 32,8% e em novembro a queda foi de 54,9%. Mesmo assim, os Estados Unidos continuam sendo os terceiros maiores compradores do agro de São Paulo. “Até julho vínhamos com um resultado bastante positivo nas exportações para os Estados Unidos. Agosto ainda manteve o desempenho, mas a partir de setembro houve uma desaceleração que se acentuou em novembro. Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, diz o diretor da Apta, Carlos Nabil.

A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada por Donald Trump no dia 20 de novembro. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina. Com isso, a expectativa é de melhora no fluxo de embarques, mesmo que demore alguns meses para que haja uma normalização de contratos e exportações.

Participação paulista no agro nacional

Figura 1: Participações das exportações do agro por UF, janeiro a outubro de 2025.

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 17% das exportações do setor no Brasil. Ocupa a 2ª posição no ranking, logo atrás do estado de Mato Grosso (17,3%). “A projeção para 2026 depende muito do comportamento das principais cadeias produtivas. É algo que precisa ser analisado setor a setor, com base nas previsões específicas de cada safra.”, afirma Nabil.

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Fonte: Assessoria APTA
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