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Interação entre nutrição e genética favorece eficiência na produção avícola
Ciência foi discutida durante o ONE: Simpósio de Ideias Alltech e vem sendo cada vez mais aplicada no setor
A nutrigenômica, caracterizada pelo estudo do impacto de nutrientes na expressão gênica com o objetivo de melhorar o desenvolvimento das linhagens e a eficiência animal, tem sido um dos principais investimentos na produção de aves. Também conhecida como genômica nutricional, a ciência permite conhecer o mecanismo de ação de nutrientes e aditivos nos gens, visando favorecer o desempenho e, consequentemente, a eficiência animal.
Essa ciência aparece como uma das principais alternativas tanto para aves de corte como de postura, para lidar com aumento da demanda de consumo. “Estamos falando de uma população que pode chegar a 10 bilhões em 2050, e esse volume tem que ser atendido com uma produção que seja segura e que tenha um valor acessível. É preciso focar na melhor conversão de alimentos para que as aves alcancem sua maior eficiência, e consequentemente, uma excelente competitividade do alimento produzido”, afirma o Gerente Nacional de Aves da Alltech do Brasil, Felipe Fagundes.
O consultor no setor de aves, Ronei Gauer, explica que com a genômica nutricional é possível saber antecipadamente qual tipo de substância está influenciando cada parâmetro, como o ganho de peso do animal, melhor produção de ovos, entre outros fatores. “Com a técnica, a partir de um tecido do frango, é possível ler o perfil do RNA e entender quais parâmetros foram ativados, ou seja, quais aditivos estão sendo eficientes para o animal”, destaca.
O gerente de produção da empresa Asa Branca, de Sergipe, Danilo Cardoso, ressalta que o que se busca, cada vez mais, é produzir mais com menos. “Encontrar gens que irão se expressar melhor faz com que as aves se adaptem a produzir dentro daquilo que você está dando a elas na questão de nutrição. Isso já está sendo feito no setor e queremos fomentar dentro da empresa”, explica.
A nutrigenômica foi um dos temas principais discutidos durante o ONE: Simpósio de Ideias Alltech, que aconteceu entre os dias 21 e 24 de maio, em Lexington, no estado norte-americano do Kentucky. Em sua 33ª edição, o evento reuniu importantes nomes da cadeia avícola em diversas palestras.
Tendências
Além da genômica nutricional, o encontro abordou temas como a redução do uso de antibióticos, as novas tendências do consumidor em relação ao bem-estar animal, reposição total de minerais inorgânicos por orgânicos e a nutrição in ovo. “Há cada vez mais a exigência do consumidor pela produção de alimento natural, com menos moléculas químicas na composição”, explica Fagundes.
Segundo o diretor geral da G3 Agroavícola Ltda, Carlos Eduardo Costa, o evento destacou importantes tecnologias do setor. “Além da parte de produção animal natural, vimos máquinas e inovações que podem contribuir para a automação das granjas, melhorando a performance e conversão do animal. O evento é uma grande oportunidade para que as empresas busquem novos conceitos e tecnologias para melhorias do negócio”, destaca.
Evento
O ONE: Simpósio de Ideias Alltech reuniu mais de 4 mil participantes de 80 países e já tem data marcada para o próximo ano: de 20 a 23 de maio de 2018.
Fonte: Ass. de imprensa Alltech

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
