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Avicultura

Inteligência artificial muda decisões na avicultura e entra na pauta da Reunião Anual do CBNA

Painel no dia 14 de maio reúne especialistas para discutir uso de biomarcadores, visão computacional e modelos preditivos em granjas comerciais durante a Reunião Anual do CBNA.

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Foto: Alisson Siqueira

O uso de inteligência artificial na produção de frangos de corte começa a alterar a rotina de decisão dentro das granjas comerciais. A integração de dados biológicos, ambientais e comportamentais permite identificar riscos sanitários, desequilíbrios nutricionais e situações de estresse antes mesmo do surgimento de sinais clínicos perceptíveis no lote, explica o doutor em Nutrição de Aves, Aaron Cowieson. O tema será debatido por ele durante a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, de 12 a 14 de maio, em São Paulo.

Doutor em Nutrição de Aves, Aaron Cowieson: “Hoje já é possível antecipar desvios fisiológicos e produtivos com dias de antecedência, o que altera a lógica de manejo nas granjas” – Foto: Divulgação

Segundo Cowieson, a mudança é resultado direto do aumento da capacidade de coleta de dados em escala comercial. Biomarcadores sanguíneos, sistemas de visão computacional, sensores acústicos e monitoramento ambiental de alta precisão passaram a gerar informações contínuas sobre o estado fisiológico e comportamental das aves. Processados por algoritmos de aprendizado de máquina, esses dados permitem migrar de uma gestão reativa para um modelo preditivo na avicultura.

Nesse contexto, a dsm-firmenich tem direcionado investimentos para soluções digitais e análises avançadas aplicadas à nutrição e à saúde animal. “A inteligência artificial permite transformar dados complexos em informações acionáveis. Hoje já é possível antecipar desvios fisiológicos e produtivos com dias de antecedência, o que altera a lógica de manejo nas granjas”, afirma.

Na prática, indicadores como função renal, status metabólico e resposta imune podem ser acompanhados de forma contínua por meio de biomarcadores. Paralelamente, sistemas de imagem analisam comportamento, locomoção e padrões de consumo de ração e água. Modelos acústicos identificam alterações respiratórias e sinais de estresse térmico, enquanto análises metagenômicas ampliam a compreensão sobre a saúde intestinal e o equilíbrio da microbiota.

Foto: Divulgação

A integração dessas camadas de informação gera uma leitura mais completa do sistema produtivo. Em vez de dados isolados, o produtor passa a contar com interpretações combinadas que orientam decisões nutricionais, sanitárias e de ambiência com maior precisão.

Além dos impactos sobre o desempenho zootécnico, o uso dessas tecnologias está associado a melhorias em bem-estar animal, eficiência no uso de insumos e redução de perdas. Modelos preditivos permitem ajustes finos de dieta, intervenções direcionadas e otimização das condições ambientais dos galpões, com reflexos diretos na produtividade do lote.

O assunto será aprofundado no Painel sobre Inteligência Artificial da Reunião Anual do CBNA, a partir das 14 horas do dia 14 de maio. O debate contará também com a participação do médico-veterinário, doutor em Nutrição, Zootecnia e Avicultura, Luiz Victor Carvalho; do zootecnista Luis Romero; e da PhD em Avicultura Mariana Nascimento.

A programação ocorre paralelamente à Fenagra e inclui ainda o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12, e o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio, no mesmo local.

Fonte: Assessoria CBNA

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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