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Instituto Ovos Brasil inicia mobilização pela Semana do Ovo 2015

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O Dia Mundial do Ovo, data estabelecida há 19 anos pela International Egg Comission, é comemorado toda segunda sexta-feira do mês de outubro – que neste ano cai no dia 9 de outubro. A data marca também o aniversário da fundação do Instituto Ovos Brasil, que completa oito anos de atividades em 2015. A entidade sem fins lucrativos, que tem por missão expandir os conhecimentos sobre ovo como fonte nutricional e seus benefícios especiais para a saúde, foi criada em comemoração ao Dia do Ovo no ano de 2007, em Porto Alegre, durante o XX Congresso Latinoamericano de Avicultura. Na ocasião, uma assembleia que reuniu representantes das principais regiões brasileiras produtoras de ovos, além de integrantes da cadeia produtiva, como fornecedores e incubatórios, decidiu pela formação do Instituto e de sua primeira diretoria. 
Para que a data seja comemorada, o Instituto Ovos Brasil dá início à mobilização que visa buscar apoio e patrocinadores para que as atividades sugeridas pela entidade possam ser realizadas em outubro. Em 2015, com as mudanças ocorridas na diretoria e staff, o Instituto Ovos Brasil passou a atuar com maior proximidade junto à ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, conquistando aperfeiçoamento de processos e recursos, otimizando diversas atividades. No entanto, a colaboração financeira dos produtores de todo o País continua sendo imprescindível à manutenção da entidade, que vê a realização de inúmeras iniciativas importantes ser adiada por falta de verba, o que pode chegar a comprometer até a própria sobrevivência da instituição.
Retrospecto das comemorações do Dia do Ovo no Brasil realizadas e coordenadas pelo Instituto:
Entre 2008 e 2010, as comemorações do Dia do Ovo realizadas pelo Instituto Ovos Brasil com recursos próprios compreenderam: ações pontuais como o lançamento do site oficial da entidade www.ovosbrasil.com.br (2008), principal veículo de comunicação da instituição, levando informações, pesquisas, artigos científicos, atividades realizadas, entre outros, para seus diversos público-alvo; participação com estande informativo do Instituto Ovos Brasil em três congressos divulgando a data para médicos, nutricionistas e demais profissionais da área de saúde (2009) – a Exponutri/ASBRAN (SP), o Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional (SP) – com ação gastronômica especial com chef Renato Carioni -, e o Congresso Brasileiro de Alimentação Coletiva (RS), com palestra do nutricionista Gabriel Carvalho; lançamento do site Ovos Brasil Teen, com vídeos e jogos online (2010); produção de novos materiais de divulgação – gibis para crianças e adolescentes e folders específicos para donas de casa, atletas e de receitas; ações em academias com distribuição de banners porta-folder e displays de balcão; palestra e apoio ao 1º Dia do Ovo da USP de Pirassununga;  apoio e palestra na 1ª Festa do Ovo do Paraná, promovida pela APAVI; além da participação com estande e palestra do especialista Henry Okigami sobre ovo no congresso Mega Evento Nutrição. Para completar, a assessoria de imprensa contratada pela entidade sempre pautou a data – em todos os anos – para editorias de saúde, nutrição, comportamento, feminina, consumo, agenda e colunas, provocando mídia espontânea em forma de matérias em jornais, revistas, sites, portais, rádios e emissoras de TV de todo o País. 
A partir de 2011, com o apoio e incentivo inicial da Novus do Brasil, a campanha pelo Dia do Ovo tomou novas proporções, contando com o patrocínio e envolvimento de diversas empresas do setor – Novus, Sanovo, Bayer Saúde Animal, DSM, Merial, Elanco, Yes, Ourofino Agronegócio, Label Rouge, Des-Vet, Porto Alimentos, Uniquímica, Agroceres Multimix, Tortuga, Hy-Line, Lohmann, Ceva, Huhtamaki, Granja Planalto, Sanphar, Anfeas,  Vetanco, Grupo Pão de Açúcar. A mobilização resultou na multiplicação sem precedentes de ações realizadas por todo o País, envolvendo não apenas a iniciativa privada como também órgãos públicos, entidades de classe, instituições de ensino, comunidades, entre outros. Mobilizações regionais também são organizadas graças às parcerias das Associações Estaduais de avicultura.
O Instituto Ovos Brasil tem expectativa de contar novamente com o apoio de todo o setor para que a Semana do Ovo 2015 possa se realizar e ainda ampliar sua atuação, agregando novas empresas, apoios e eventos em sua programação.
Sobre o Dia Mundial do Ovo
A idéia de criar o Dia Mundial do Ovo partiu da International Egg Commission, que o considera um ingrediente perfeito para qualquer refeição. Cozido, mollet, frito ou mexido; ao café da manhã, almoço, lanche ou jantar, são apenas algumas maneiras de ingeri-lo. A verdade é que o ovo é um dos produtos alimentares mais versáteis existentes no mercado e que tem muito para oferecer. 
A American Council of Science and Health anunciou que não comer ovos não é uma atitude prudente, uma vez que o organismo perde todos os aspectos positivos do produto: é tão nutritivo quanto a carne ou o peixe, é rico em proteínas que são essenciais para a construção e reparação dos tecidos. Uma opinião também partilhada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que considera o ovo um produto excelente, tendo em conta a sua composição: é rico em vitaminas do grupo B, em sais minerais e apresenta apenas cerca de 11% de gordura, concentrada apenas na gema. 
Por todos estes motivos surgiu o Dia Mundial do Ovo, cujo objetivo é desmistificar que o consumo de ovos faz mal à saúde, especialmente aos níveis de colesterol. Estudos científicos têm demonstrado que em uma pessoa saudável, o consumo de um ovo por dia não provoca qualquer aumento dos níveis de colesterol.
O Dia Mundial do Ovo é comemorado nas segundas sextas-feiras do mês de outubro, e foi instituído para celebrar em todo o mundo e divulgar a todos, de consumidores a profissionais da saúde, as grandes vantagens deste alimento único – o ovo. Desde seu início em 1996 o Dia Mundial do Ovo tem crescido e a sua influência se espalhado por todo o mundo. Hoje é celebrado com eventos especiais em um número cada vez maior de países, desde as Américas até à Mongólia, da Austrália à China e por toda a Europa.
Este dia é celebrado todos os anos em grande estilo, sempre com muita diversão e eventos de especial interesse para o país em questão. Por exemplo, eventos recentes incluíram:
•    Festivais do ovo 
•    Chefes de cozinha famosos aderindo à causa e concursos de culinária 
•    Realização de receitas especiais 
•    Eventos infantis 
•    Anúncios na TV, rádio e imprensa 
O Dia Mundial do Ovo contribui para divulgar os benefícios do ovo, que agrada pessoas de todos os cantos do mundo, e é um dos principais ingredientes de uma dieta nutritiva e saudável.
O Instituto Ovos Brasil
O INSTITUTO OVOS BRASIL – entidade sem fins lucrativos – foi criado com a missão de expandir os conhecimentos sobre ovo como fonte nutricional e seus benefícios especiais para a saúde. A entidade tem como um dos principais objetivos promover o produto como um alimento saudável, de alto valor nutricional e seguro para consumidores de todas as idades e classes sociais. Fundado em 2007, o INSTITUTO OVOS BRASIL tem sua atuação em todo território nacional. O Dia Mundial do Ovo é comemorado todos os anos na segunda sexta-feira do mês de outubro.  O site da instituição reúne informações de qualidade e de credibilidade para o público em geral e profissionais de diversas áreas (www.ovosbrasil.com.br). 

OVO – Um ovo tem 13 nutrientes essenciais  em quantidades variadas necessários para o bom funcionamento do organismo, incluindo proteínas de alto valor biológico, colina, ácido fólico, ferro, zinco e outros. Tudo isso com apenas 75 calorias.  Ovos são importantes para as dietas de emagrecimento, ganho de força muscular,  funcionamento do cérebro, a saúde dos olhos e muito mais. Um ovo grande contém 6g de proteínas, e quase metade delas está na gema. Tem 4,5 g de gorduras (7% das necessidades diárias),  e somente um terço desta é gordura saturada. Não contém gordura trans. A Associação Americana de Cardiologistas (American Heart Association) corrigiu suas recomendações para consumo de ovos: “Não existe mais uma recomendação específica de quantidade de gemas que uma pessoa pode consumir por semana”.

Fonte: Ass. Imprensa

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Colunistas Opinião

Intercooperação: qual sua importância no pós-pandemia?

Iniciativa permite melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

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Foto: Divulgação/Unium

Nos últimos dois anos, o mundo enfrentou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos. Refletindo em todos os setores, a pandemia trouxe muitas incertezas e desafios jamais vividos. Com isso, pensar em novas soluções e maneiras para “sair da caixa” se fez necessário. Em meio a tantas dúvidas e sequelas, a intercooperação obteve resultados positivos. O modelo é baseado em pessoas e na ajuda mútua, trabalhando sempre em torno dos interesses em comum.

Há séculos, sabemos que essa união era o caminho para o sucesso. A iniciativa permite melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região. Na prática, o modelo faz a diferença para o dia a dia dos produtores, pois o pequeno produtor não tem como concorrer com grandes nomes do mercado. Como cooperativa, é formada uma grande organização e toda a produção é vendida diretamente para a indústria. Sendo assim, há possibilidade de um produtor individual competir com os maiores players do mercado.

Comprar os insumos necessários na própria cooperativa e poder negociar sua produção localmente, sem perder no faturamento são mais alguns dos diferenciais. Com isso, o produto final sempre sai ganhando, principalmente na questão da qualidade. O estímulo à troca de informações técnicas e de mercado, o aprendizado proveniente da interação com os parceiros de negócio, os investimentos e a evolução nos modelos de gestão das cooperativas, são processos internos da intercooperação que impactam o resultado final. Além de conceitos como colaboração, crescimento sustentável e economia compartilhada serem reforçados no formato.

Hoje, é notória a importância desse modelo tanto para os produtores como para o faturamento de cada cooperativa. Mesmo independentes, os resultados foram expressivos após a intercooperação ter sido adotada. Durante a pandemia, o setor se fez presente e cresceu consideravelmente para o momento de crise que o mundo todo enfrentava, mostrando ser uma decisão acertada. É importante ressaltar que não se trata de uma fusão ou nova cooperativa, mas sim de uma marca “guarda-chuva”, que tem abaixo de si as marcas de produtos das cooperativas, que deixam de utilizar suas marcas de fabricantes. Incluindo também um complexo modelo de gestão de negócios, produção e logística.

Nosso objetivo é apresentar esse modelo ao mercado, já que somos um exemplo e podemos fazê-lo crescer cada vez mais. As cooperativas fazem a “lição de casa” ao oferecer insumos, serviços e lojas agropecuárias para os associados. Já, a parte industrial é realizada em conjunto, sem que a identidade de cada cooperativa seja perdida ao longo do processo. O investimento em novas tecnologias, a preservação da qualidade e a produtividade também são fatores relevantes e vantajosos para a intercooperação, fazendo com que a qualidade, já reconhecida dos produtos, seja mantida.

Nas cooperativas, temos um grande número de pessoas comprometidas com o que acreditam. Apesar de desafiadora, a pandemia nos mostrou que a cooperação é importante para superar os obstáculos, identificamos a importância da cooperação para o bem-estar da população e do desenvolvimento em conjunto, valores que já faziam parte da rotina de instituições cooperativas há tempos e que, a partir de agora, devem manter-se na rotina de cada uma. Sendo assim, essencial no pós- pandemia, pois, dessa maneira, é possível transformar o trabalho realizado e a vida de cada cooperado, além de inovar e alcançar resultados significativos. Como dizem, a união faz a força, e, também, a diferença.

Fonte: Por Auke Dijkstra Neto, Gestor de Estratégia e Inovação da Unium.
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Notícias

Possibilidade de safra recorde pressiona valores do trigo no Brasil

As negociações do cereal seguem em ritmo lento no mercado interno, com moinhos comprando apenas para o curto prazo, aguardando a entrada da nova safra nacional. Já no mercado externo, os valores têm sido sustentados por dados apontando piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa.

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Foto: Arquivo/OP Rural

A semeadura da safra deste ano foi praticamente encerrada, e estimativas indicam possibilidade de produção recorde no Brasil.

De acordo com a Conab, devem ser colhidas 9,16 milhões de toneladas nesta temporada, alta de 19,3% em comparação à safra 2021/22.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem pressionando as cotações domésticas do trigo.

As negociações do cereal seguem em ritmo lento no mercado interno, com moinhos comprando apenas para o curto prazo, aguardando a entrada da nova safra nacional.

Já no mercado externo, os valores têm sido sustentados por dados apontando piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa e por preocupações com as exportações ucranianas.

Fonte: Cepea
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Notícias Edição Cooperativismo

ESG não é moda, é necessidade, aponta Lar

A Lar Cooperativa Agroindustrial tem o ESG em seu DNA, com o “S” de social muito forte em sua atuação junto à comunidade onde está inserida, viabilizando aproximadamente 80% dos mini e pequenos produtores rurais.

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Crianças participam de atividade de conscientização com plantio de árvores nativas nas margens de nascentes em alusão ao Dia Mundial da Água - Fotos: Arquivo Lar

O Brasil é um dos principais produtores do agronegócio mundial, liderando a produção e exportação de uma infinidade de produtos agropecuários. Conforme estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até 2030 a produção agrícola do país deve crescer mais de 20%. Esta produção demandará um maior uso de recursos naturais – como da água e do solo -, e de insumos agrícolas, os quais precisarão ser cada vez mais manejados de modo eficiente a fim de não interferirem no meio ambiente e nas gerações futuras.

Do lado das empresas, aquelas que adotarem práticas e modelos alinhadas à Agenda ESG – um conjunto de condutas ambientais, sociais e de governança para guiar investimentos e escolhas de consumo – se diferenciarão no mercado e criarão as bases para um crescimento sustentável.

Diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: “A Lar monitora o atendimento aos padrões de qualidade do ar em 100% de suas unidades, com isso, somente em 2021 sequestrou 640 toneladas de carbono do ar”

A Lar Cooperativa Agroindustrial tem o ESG em seu DNA, com o “S” de social muito forte em sua atuação junto à comunidade onde está inserida, viabilizando aproximadamente 80% dos mini e pequenos produtores rurais. O respeito e a preservação ao meio ambiente também norteiam as ações da Lar, que tem atuado intensamente na preservação e na economia d’água, tratamento de efluentes, resíduos sólidos, qualidade do ar e em educação ambiental. “Temos ainda muitas oportunidades para melhorar nossas práticas, mas também temos muito o que capitalizar em nossos negócios com as ações que já realizamos”, pontua o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.

Com clientes em diversas regiões do Brasil e do mundo, Rodrigues ressalta que a questão ambiental tem sido bastante valorizada no fechamento de novos negócios, principalmente após a COP26, realizada ano passado na Escócia. “Além disso, as instituições financeiras há algum tempo já estão considerando as ações ambientais, sociais e de governança como itens de avaliação das organizações para a concessão de crédito. Não se consegue conceder um empréstimo ou fazer negociações com empresas que poluem o meio ambiente, desmatam de forma ilegal, discriminam seus funcionários ou mesmo não praticam ações de governança, como a participação nas decisões e a transparência nas informações”, evidencia.

Compromisso

Conforme Rodrigues, a Agenda ESG é, em primeiro lugar, um compromisso da diretoria e do Conselho de Administração da Lar, instâncias onde são definidas as prioridades e as estratégias de atuação da cooperativa. Dentro da Lar, o tema está ligado à Superintendência Administrativa e Financeira na Gerência de Qualidade, Meio Ambiente e Inovação. “Não existe um departamento criado exclusivamente para essa finalidade, uma vez que o tema permeia em toda a cooperativa, em suas diferentes áreas. A evolução econômica, do conhecimento, cultural e social é notável na família associada e no quadro de funcionários”, expõe Rodrigues.

Governança

Vista aérea da Unidade Industrial de Aves em Matelândia, PR, em que mostra as florestas de eucalipto que recebem o efluente tratado da indústria

No que diz respeito à governança, foi criado na Lar o Conselho Consultivo, que trouxe o associado ainda mais perto da cooperativa, participando e opinando sobre os rumos da companhia; a Universidade Corporativa, que conta com um número enorme de programas de treinamento e preparação de pessoas, tanto para associados quanto para os funcionários; além dos comitês por atividades, que são fóruns técnicos de discussão, onde os associados podem aprender mais sobre o segmento que atuam, visando a evolução de suas atividades.

“A Lar atua e continuará atuando fortemente na preparação de lideranças, além de trabalhar junto à comunidade, através da conscientização da necessidade da cooperação como forma de melhoria da qualidade de vida das pessoas, assim como também atuará junto aos stakeholders na conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente para garantia da sustentabilidade, ou seja, que as gerações futuras também possam aproveitar dos recursos naturais do nosso planeta”, salienta o diretor-presidente da Lar.

Entre as principais ações de governança realizadas pela Lar estão a formalização em estatuto do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, auditoria interna, auditoria externa com reconhecimento internacional, planejamento estratégico, divulgação das demonstrações financeiras, criação do Conselho Consultivo e de Comitês por atividades, decisões colegiadas na alta administração, que envolve diretores e as superintendências, bem como da inserção de mulheres e jovens no ambiente empresarial do Sistema Lar.

Para reduzir ao mínimo as chances de erros contábeis, Rodrigues reforça que boa parte das informações são geradas por softwares específicos e interligados para cada atividade ou processo, porém, ainda assim, podem haver riscos de alguns erros por algum lançamento errôneo. “Utilizamos diversos mecanismos internos de checagem, como as conciliações diárias e mensais, auditorias internas e externas profundas, e o próprio conhecimento dos profissionais das áreas que, conhecendo detalhadamente os negócios, conseguem identificar quando algum número passa a não corresponder à realidade. Esses desvios são fáceis e rapidamente identificados, tratados e os sistemas melhorados para que não voltem a acontecer”, enfatiza.

Agenda ambiental

Através do Programa Prioridade Ambiental, a cooperativa desenvolve um rigoroso monitoramento em todas as atividades de forma a manter a qualidade do ar, do controle e gerenciamento dos parâmetros da água, resíduos e efluentes, além de trabalhar de forma a melhorar a eficiência energética, com o uso de fontes alternativas e de atuação junto à comunidade com temas voltados à educação ambiental.

Um belo exemplo é da família Colombari que, com uma pequena propriedade em São Miguel do Iguaçu, PR, diversifica sua produção de grãos com a criação de suínos e de gado de corte. Os dejetos dos animais são removidos para um biogestor para gerar energia elétrica para as instalações do sítio. Já são quatro gerações da família que trabalham no campo.

Em 2021, a cooperativa reduziu 867 mil m³ de água no processo de abate de aves, volume considerado o bastante para atender o consumo de 3.942 residências durante um ano. Outro projeto de extrema relevância para a sustentabilidade, elencado por Rodrigues, é a recuperação de nascentes degradadas das propriedades dos associados e da própria cooperativa, onde já foram recuperadas mais de 150 nascentes, devolvendo água pura e abundante à natureza e ao consumo nas propriedades.

São mais de 150 minas já revitalizadas pela Lar para aumentar e garantir a disponibilidade hídrica no Oeste do Paraná

Em relação ao tratamento de resíduos, após o processo de filtração da água de abate e sua adequação aos parâmetros legais, a cooperativa realiza a sua disposição em solo por meio da fertirrigação em uma área de 331 hectares. Além do aproveitamento da água que retorna à natureza, a Lar também sequestra carbono com o plantio e manejo de florestas de eucalipto.

“A Lar possui áreas de reflorestamento com 1.830,26 hectares e mais 1.369,77 hectares de vegetação nativa. Além disso, monitora o atendimento aos padrões de qualidade do ar em 100% de suas unidades. Somente em 2021, sequestrou 640 mil toneladas de carbono do ar”, relatou Rodrigues.

Os gases de efeito estufa, principalmente o metano, são os mais prejudiciais ao meio ambiente e a Lar tem adotado formas de evitar a sua emissão para a atmosfera, entre elas com a implantação de biodigestores nas unidades de produção de leitões e a canalização do gás para transformar em energia elétrica, alimentando geradores e abastecendo as unidades as quais estão instalados. Em 2021, a cooperativa estima que foram evitados a emissão de 740 mil m³ de metano na atmosfera.

“Também trabalhamos fortemente com a gestão dos resíduos sólidos. Em nossas unidades de aves, de rações e de produção de ovos realizamos a logística reversa de embalagens. E nas unidades de produção de pintainhos e leitões, além das propriedades dos associados, fizemos a recolha dos resíduos de serviço de saúde animal, desta forma conseguimos no ano passado destinar adequadamente 62 toneladas destes resíduos”, pontua Rodrigues.

No último ano, a Lar também destinou de forma correta 293 toneladas de embalagens de agrotóxicos, material gerado por 15 municípios do Oeste paranaense.

Com vistas à conscientização ambiental, a Lar realiza eventos de valorização de datas comemorativas, como o Dia Mundial do Meio Ambiente, Dia da Água, Dia da Terra, Dia da Árvore, envolvendo a comunidade estudantil de forma a contribuir para uma sociedade mais integrada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ações futuras

Com forte atuação na preservação de recursos naturais, entre as ações previstas para os próximos estão a implantação de um projeto de reuso de água em uma das plantas de abate de aves. Em funcionamento, o sistema reduzirá em 30% o consumo de água. Outra iniciativa que está em andamento é o Prêmio Lar de Sustentabilidade, que irá premiar os associados que praticam as Boas Práticas de Sustentabilidade na propriedade. “Nosso objetivo é disseminar e estimular a cultura de sustentabilidade junto aos associados e à comunidade, a partir de critérios ESG. As inscrições encerraram no fim de junho, agora serão feitas as avaliações nas propriedades e os vencedores serão conhecidos no mês de novembro”, declara o diretor-presidente da Lar.

Conforme Rodrigues, a Agenda ESG para a Lar não é mais uma prática de gestão que está na moda, mas uma necessidade para as empresas que anseiam atuar no mercado mundial. “As empresas de classe mundial que adotam medidas ESG serão as preferidas em negociações comerciais e financeiras”, encerra.

Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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