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Instituto Ovos Brasil inicia mobilização pela Semana do Ovo 2015

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O Dia Mundial do Ovo, data estabelecida há 19 anos pela International Egg Comission, é comemorado toda segunda sexta-feira do mês de outubro – que neste ano cai no dia 9 de outubro. A data marca também o aniversário da fundação do Instituto Ovos Brasil, que completa oito anos de atividades em 2015. A entidade sem fins lucrativos, que tem por missão expandir os conhecimentos sobre ovo como fonte nutricional e seus benefícios especiais para a saúde, foi criada em comemoração ao Dia do Ovo no ano de 2007, em Porto Alegre, durante o XX Congresso Latinoamericano de Avicultura. Na ocasião, uma assembleia que reuniu representantes das principais regiões brasileiras produtoras de ovos, além de integrantes da cadeia produtiva, como fornecedores e incubatórios, decidiu pela formação do Instituto e de sua primeira diretoria. 
Para que a data seja comemorada, o Instituto Ovos Brasil dá início à mobilização que visa buscar apoio e patrocinadores para que as atividades sugeridas pela entidade possam ser realizadas em outubro. Em 2015, com as mudanças ocorridas na diretoria e staff, o Instituto Ovos Brasil passou a atuar com maior proximidade junto à ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, conquistando aperfeiçoamento de processos e recursos, otimizando diversas atividades. No entanto, a colaboração financeira dos produtores de todo o País continua sendo imprescindível à manutenção da entidade, que vê a realização de inúmeras iniciativas importantes ser adiada por falta de verba, o que pode chegar a comprometer até a própria sobrevivência da instituição.
Retrospecto das comemorações do Dia do Ovo no Brasil realizadas e coordenadas pelo Instituto:
Entre 2008 e 2010, as comemorações do Dia do Ovo realizadas pelo Instituto Ovos Brasil com recursos próprios compreenderam: ações pontuais como o lançamento do site oficial da entidade www.ovosbrasil.com.br (2008), principal veículo de comunicação da instituição, levando informações, pesquisas, artigos científicos, atividades realizadas, entre outros, para seus diversos público-alvo; participação com estande informativo do Instituto Ovos Brasil em três congressos divulgando a data para médicos, nutricionistas e demais profissionais da área de saúde (2009) – a Exponutri/ASBRAN (SP), o Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional (SP) – com ação gastronômica especial com chef Renato Carioni -, e o Congresso Brasileiro de Alimentação Coletiva (RS), com palestra do nutricionista Gabriel Carvalho; lançamento do site Ovos Brasil Teen, com vídeos e jogos online (2010); produção de novos materiais de divulgação – gibis para crianças e adolescentes e folders específicos para donas de casa, atletas e de receitas; ações em academias com distribuição de banners porta-folder e displays de balcão; palestra e apoio ao 1º Dia do Ovo da USP de Pirassununga;  apoio e palestra na 1ª Festa do Ovo do Paraná, promovida pela APAVI; além da participação com estande e palestra do especialista Henry Okigami sobre ovo no congresso Mega Evento Nutrição. Para completar, a assessoria de imprensa contratada pela entidade sempre pautou a data – em todos os anos – para editorias de saúde, nutrição, comportamento, feminina, consumo, agenda e colunas, provocando mídia espontânea em forma de matérias em jornais, revistas, sites, portais, rádios e emissoras de TV de todo o País. 
A partir de 2011, com o apoio e incentivo inicial da Novus do Brasil, a campanha pelo Dia do Ovo tomou novas proporções, contando com o patrocínio e envolvimento de diversas empresas do setor – Novus, Sanovo, Bayer Saúde Animal, DSM, Merial, Elanco, Yes, Ourofino Agronegócio, Label Rouge, Des-Vet, Porto Alimentos, Uniquímica, Agroceres Multimix, Tortuga, Hy-Line, Lohmann, Ceva, Huhtamaki, Granja Planalto, Sanphar, Anfeas,  Vetanco, Grupo Pão de Açúcar. A mobilização resultou na multiplicação sem precedentes de ações realizadas por todo o País, envolvendo não apenas a iniciativa privada como também órgãos públicos, entidades de classe, instituições de ensino, comunidades, entre outros. Mobilizações regionais também são organizadas graças às parcerias das Associações Estaduais de avicultura.
O Instituto Ovos Brasil tem expectativa de contar novamente com o apoio de todo o setor para que a Semana do Ovo 2015 possa se realizar e ainda ampliar sua atuação, agregando novas empresas, apoios e eventos em sua programação.
Sobre o Dia Mundial do Ovo
A idéia de criar o Dia Mundial do Ovo partiu da International Egg Commission, que o considera um ingrediente perfeito para qualquer refeição. Cozido, mollet, frito ou mexido; ao café da manhã, almoço, lanche ou jantar, são apenas algumas maneiras de ingeri-lo. A verdade é que o ovo é um dos produtos alimentares mais versáteis existentes no mercado e que tem muito para oferecer. 
A American Council of Science and Health anunciou que não comer ovos não é uma atitude prudente, uma vez que o organismo perde todos os aspectos positivos do produto: é tão nutritivo quanto a carne ou o peixe, é rico em proteínas que são essenciais para a construção e reparação dos tecidos. Uma opinião também partilhada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que considera o ovo um produto excelente, tendo em conta a sua composição: é rico em vitaminas do grupo B, em sais minerais e apresenta apenas cerca de 11% de gordura, concentrada apenas na gema. 
Por todos estes motivos surgiu o Dia Mundial do Ovo, cujo objetivo é desmistificar que o consumo de ovos faz mal à saúde, especialmente aos níveis de colesterol. Estudos científicos têm demonstrado que em uma pessoa saudável, o consumo de um ovo por dia não provoca qualquer aumento dos níveis de colesterol.
O Dia Mundial do Ovo é comemorado nas segundas sextas-feiras do mês de outubro, e foi instituído para celebrar em todo o mundo e divulgar a todos, de consumidores a profissionais da saúde, as grandes vantagens deste alimento único – o ovo. Desde seu início em 1996 o Dia Mundial do Ovo tem crescido e a sua influência se espalhado por todo o mundo. Hoje é celebrado com eventos especiais em um número cada vez maior de países, desde as Américas até à Mongólia, da Austrália à China e por toda a Europa.
Este dia é celebrado todos os anos em grande estilo, sempre com muita diversão e eventos de especial interesse para o país em questão. Por exemplo, eventos recentes incluíram:
•    Festivais do ovo 
•    Chefes de cozinha famosos aderindo à causa e concursos de culinária 
•    Realização de receitas especiais 
•    Eventos infantis 
•    Anúncios na TV, rádio e imprensa 
O Dia Mundial do Ovo contribui para divulgar os benefícios do ovo, que agrada pessoas de todos os cantos do mundo, e é um dos principais ingredientes de uma dieta nutritiva e saudável.
O Instituto Ovos Brasil
O INSTITUTO OVOS BRASIL – entidade sem fins lucrativos – foi criado com a missão de expandir os conhecimentos sobre ovo como fonte nutricional e seus benefícios especiais para a saúde. A entidade tem como um dos principais objetivos promover o produto como um alimento saudável, de alto valor nutricional e seguro para consumidores de todas as idades e classes sociais. Fundado em 2007, o INSTITUTO OVOS BRASIL tem sua atuação em todo território nacional. O Dia Mundial do Ovo é comemorado todos os anos na segunda sexta-feira do mês de outubro.  O site da instituição reúne informações de qualidade e de credibilidade para o público em geral e profissionais de diversas áreas (www.ovosbrasil.com.br). 

OVO – Um ovo tem 13 nutrientes essenciais  em quantidades variadas necessários para o bom funcionamento do organismo, incluindo proteínas de alto valor biológico, colina, ácido fólico, ferro, zinco e outros. Tudo isso com apenas 75 calorias.  Ovos são importantes para as dietas de emagrecimento, ganho de força muscular,  funcionamento do cérebro, a saúde dos olhos e muito mais. Um ovo grande contém 6g de proteínas, e quase metade delas está na gema. Tem 4,5 g de gorduras (7% das necessidades diárias),  e somente um terço desta é gordura saturada. Não contém gordura trans. A Associação Americana de Cardiologistas (American Heart Association) corrigiu suas recomendações para consumo de ovos: “Não existe mais uma recomendação específica de quantidade de gemas que uma pessoa pode consumir por semana”.

Fonte: Ass. Imprensa

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ASBRAM debate a proteção de margens diante das guerras e do câmbio, a solidez da pecuária e o avanço do DDG

Empresas de suplementação mineral comemoram o panorama positivo para a carne bovina, apontam que o DDG vai mudar a alimentação dos rebanhos e reforçam a necessidade de lutar contra a volatilidade.

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Foto: Divulgação

É um mercado francamente positivo para a produção de carne bovina brasileira. Preço do bezerro subindo, produção de carne estimada em onze milhões de toneladas, 42,7 milhões de cabeças abatidas em um ano, confinamento em alta, exportação para 140 países e 1,5 milhão de cabeças de gado vivo embarcadas ao exterior. Mas no meio do caminho apareceu uma guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O que coloca em risco embarques brasileiros de carnes e grãos, alta do dólar, as importações de fertilizantes e óleo diesel, e a inflação de preços causada pela logística do petróleo internacional.

“A ureia e o fosfato não subiram tanto, mas estão subindo. Assim como o dólar, que avançou lentamente. Entretanto, o Real resiste bravamente, o Brasil vende muito petróleo, há muito óleo no mercado e ele já esteve mais caro no passado. Não estamos tão mal na fita. Por enquanto. É que os preços gerais dependem da recuperação de vários bombardeios a estações de produção e refinarias em países do Oriente Médio”, analisa Felippe Cauê Serigati, Professor da área de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) e responsável pelo Painel de Comercialização da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (ASBRAM). “Efetivamente, o Brasil está mais preparado para enfrentar essa crise. Temos mais lastro do que antigamente”, reitera Rodrigo Miguel, Presidente da entidade.

Os dois participaram da reunião mensal da Associação realizada em março, que também examinou a crescimento vertiginoso da produção de etanol do milho e da consequente oferta de DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), um derivado de alto valor proteico e importante na mistura da alimentação oferecida aos rebanhos. “É um novo mercado que surgiu. Os Estados Unidos produziram 400 milhões de toneladas de milho e hoje usam 37% para produzir etanol. E ainda exportam para vários países, como México e Coreia do Sul. No Brasil, a corrida iniciou em 2017 e atualmente esmagamos 22,2 milhões de toneladas de milho. Em quatro anos, chegaremos a 54 milhões de toneladas”, informa Alcides Torres, da Scot Consultoria.

O especialista ainda diz que metade da produção nacional de etanol virá do milho. Hoje, são 26 usinas operando, quinze em construção e 14 em planejamento. Que já exportaram oitocentas mil toneladas de DDG no ano passado, para países como Turquia, Vietnam, Nova Zelândia e Espanha. “Mas boa parte de 16 milhões de toneladas do resíduo vai para as dietas de animais como os bovinos. Assim, contribuímos ainda mais com a sustentabilidade da pecuária, usando dejetos como alimentos de qualidade”, destaca.

“O DDG pode mesmo alterar o panorama da suplementação mineral na pecuária brasileira. O que, hoje, alteraria as dietas de mais de 65 milhões de cabeças. Com possibilidades de aumentar o número de animais que utilizam efetivamente a suplementação mineral como investimento na produção de uma carcaça de qualidade”, adiciona Felippe Serigati.

É um impacto importante para uma cadeia que vem avançando significativamente. A estabilização da moeda e o ‘Boi China’ profissionalizaram a produção, com animais precoces e mais pesados. Exportamos 40% da nossa produção em 2025. E o mundo está pagando mais em dólar e comprando mais. “E aqui dentro do nosso país, o consumo vem crescendo. Já são 32 quilos por habitante na média. Isso com o preço da carne subindo. O que significa que tem gente comprando. Pagando tão bem quanto a carne vendida lá fora. Carne é chamariz para o nosso supermercado”.

Mas os atores da cadeia produtiva precisam ficar atentos às turbulências provocadas pela guerra e ainda o ano de eleições para governos estaduais e Presidência da República. “Devemos ter um mercado instável dentro e fora do país. E o agro tem uma exposição cambial estrutural para fertilizantes, preços das commodity e máquinas, com impacto na margem das empresas. “O principal defeito das empresas é a ausência de política cambial definida. Não é para serem reativas e tentar prever o dólar. E, sim, gerir uma possível exposição. E a proteção precisa estar alinhada à estratégia da empresa. Diagnosticar, estruturar a proteção e monitorar. É uma luta contra a volatilidade”, explica Álvaro Rochefeller sócio fundador da VMB invest, credenciada à XP. “Assim, a empresa consegue prever melhor a margem, formar preços mais atraentes e ter menos imprevisibilidade nos resultados. As empresas têm que comprar muito e vender muito. E ter foco nos serviços, na política de câmbio. Margem não pode depender do mercado. Uma falha pode significar um prejuízo de R$ 30 mil em uma operação de US$ 1 milhão. No mundo gigantesco do agro, é muito dinheiro”, reforçou Enzo Pereira, Especialista em Câmbio da VMB invest.

Felippe Serigati ainda enfatizou que o Brasil cresceu 2,3% em 2025, puxado pelo agronegócio. E que não teremos crise em 2026, mas a economia vai puxar o freio. Assim como o segmento, perto de 0,85. Já a inflação seguirá caindo, com câmbio e grãos puxando para baixo. “A taxa de juros deve terminar o ano em dois dígitos, seja qual for o valor. Por causa do calor dos serviços e do desemprego em baixa. Mas não será nenhum ‘fim de mundo’. Já em 2027 o ajuste das contas terá que marcar presença forte”, analisa.

“Vamos acompanhar a aceleração da demanda pela nossa carne. Trabalhando bastante. Temos informações técnicas e materiais para auxiliar os pecuaristas. Falamos a língua deles”, aponta Leonardo Matsuda, Vice-Presidente da ASBRAM. “Tratamos de sustentabilidade, correta suplementação da pecuária e muitas campanhas. Evolução do agro, carne, leite, qualidade da nutrição e responsabilidade com a origem do alimento. Modernidade e dinamismo são nossos pilares”, finaliza Rodrigo Miguel.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Santa Catarina lança Coopera Agro SC e libera até R$ 1 bilhão em crédito para produtores

Programa oferece juros fixos, carência de dois anos e prazo de até oito anos para impulsionar investimentos em suínos e aves integrados a cooperativas e agroindústrias.

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Anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello durante a abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos - Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

Mais crédito, menos custo e mais tempo para investir. É com essa lógica que o Governo de Santa Catarina lançou o Programa Coopera Agro SC, que vai fomentar até R$ 1 bilhão em financiamentos destinados para produtores rurais de suínos e aves integrados às cooperativas e agroindústrias. Esse é um dos maiores programas estaduais do país de financiamento para o agronegócio, no setor de proteína animal. O lançamento foi realizado pelo governador Jorginho Mello nesse sábado, 28, na abertura da 19ª ExpoCampos 2026, em Campos Novos.

O Coopera Agro SC tem potencial de gerar até R$ 26 bilhões em impacto econômico, criar cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar mais de 120 mil produtores rurais em Santa Catarina. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 9% ao ano, dois anos de carência e oito anos para quitação.

“O Coopera Agro SC chegou para destravar investimentos, gerar oportunidades e fortalecer o agronegócio, que é um dos pilares da nossa economia. Vamos alavancar e estimular projetos que trarão retorno com mais renda e geração de empregos para esse setor tão importante, que leva a proteína animal para mais de 150 países”, destacou o governador Jorginho Mello.

Instituído pela Lei nº 19.666 e sancionado pelo governador Jorginho Mello em dezembro de 2025, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a construção teve participação efetiva da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O objetivo é ampliar a competitividade do campo, destravar investimentos e promover desenvolvimento sustentável em todas as regiões catarinenses.

Os financiamentos serão destinados prioritariamente a projetos de infraestrutura de produção, gestão hídrica e melhoria da eficiência produtiva; modernização tecnológica e automação; sustentabilidade ambiental e redução de emissões e produção de insumos estratégicos para o agronegócio catarinense.

“O programa oferece condições reais para que os produtores, cooperativas e agroindústrias possam investir e crescer. É resultado de um intenso estudo do Governo do Estado para atender na ponta as reais necessidades da cadeia de proteína animal”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Produtores

O Coopera Agro SC vai possibilitar a expansão pra muita gente. Sonhos vão poder sair do papel, como os do produtor rural Eduardo Elias Port, da cidade de Concórdia. Ele e a família criam suínos, na fase de terminação (próximo ao abate). O pensamento é usar o possível financiamento para aumentar a produção e trazer mais tecnologia nos equipamentos da granja. Mas, para ele, outro fator importante da iniciativa do Governo é possibilitar a sucessão familiar, afastando a necessidade do jovem abandonar o campo em busca de emprego nas grandes cidades.

“Eu acredito que é fundamental, até pelo fato do jovem hoje não estar querendo ficar muito no campo, né? Então, o governo colocando novas linhas, eu acredito que ajudaria muito ao jovem ficar na propriedade também”, avalia o jovem produtor.

Ainda em Concórdia, o produtor rural Anselmo Antônio Ludea tem criação de aves e porcos. Depois de quarenta anos de trabalho, ele produz hoje 90 mil frangos, 7,5 mil suínos, além do milho que planta em cerca de 30 hectares. Tudo conquistado com muito suor e financiamentos diversos, mas que hoje em dia cobram juros altos e adiaram o sonho da expansão. Com a chegada do Coopera Agro SC, a intenção é voltar a expandir o negócio.

“Eu acho que vem em boa hora porque assim eu tinha um projeto para cinco aviários, era para ser feito ano passado, 2025. Não viabilizou por causa do juro muito alto, não dá viabilidade, então a gente deu um passo para trás e parou. Agora com essa nova modalidade, eu acho que a gente vai refazer as contas e acredito que seja viável. Isso aumentaria duas vezes ou mais do que eu tenho, porque seria 250 mil aves que iriam nesses cinco aviários”, comemora Anselmo.

Operacionalização

A operacionalização financeira será conduzida em parceria entre o Governo do Estado e BRDE, por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. Os recursos serão viabilizados por meio de subprogramas de crédito operados pelo BRDE, com aporte de até R$ 200 milhões do Estado e até R$ 800 milhões do setor privado, inclusive com a possibilidade de utilização de créditos acumulados de ICMS.

O programa é constituído por um Comitê Gestor do Programa Coopera Agro SC, com representantes da Sape, da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e do BRDE, responsável por acompanhar a execução do programa, monitorar resultados e propor aperfeiçoamentos. Para acessar o programa, os produtores devem entrar em contato com as cooperativas ou agroindústrias às quais estão integrados.

Trabalho integrado

O Programa contou com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), que teve papel central na concepção, coordenação e estruturação da iniciativa. Por meio do Escritório de Projetos de Santa Catarina (Eproj), contribuiu diretamente na elaboração do projeto, na modelagem da solução e também na construção dos instrumentos legais necessários à sua viabilização, incluindo a minuta da Lei e do Decreto que darão sustentação normativa à ação. O resultado é um programa robusto, com elevada segurança jurídica, modelo operacional simplificado e forte capacidade de replicação, posicionando Santa Catarina como referência nacional em políticas públicas inovadoras voltadas ao agronegócio.

Fonte: Assessoria Secom GOVSC
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026

Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

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Foto: Shutterstock

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.

Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.

A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.

A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.

Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.

“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.

Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.

Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.

Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.

Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.

“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.

Fonte: Assessoria Sindirações
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