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Instituto de Pesca avalia a segurança ambiental de bioherbicida natural em ecossistemas aquáticos e terrestres

Estudo analisa impactos da nova tecnologia biológica sobre fauna, flora e qualidade da água, visando à adoção segura na agricultura e no manejo de áreas naturais.

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Maria Rita Conde Simone desenvolvendo sua pesquisa: "Fazer a pós-graduação aqui no Instituto de Pesca está sendo maravilhoso" - Foto: Divulgação/Instituto de Pesca

A preocupação com os impactos dos defensivos agrícolas sintéticos na saúde humana e no meio ambiente tem impulsionado a busca por alternativas mais sustentáveis. Entre elas estão os bioherbicidas, produtos de origem natural desenvolvidos para o controle de plantas daninhas. Nesse contexto, uma pesquisa de mestrado que está sendo desenvolvida no Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, avalia a segurança ambiental de um bioherbicida microbiano, investigando seus possíveis efeitos sobre organismos aquáticos.

O estudo é conduzido pela aluna do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca do IP (PPGIP) Maria Rita Conde Simone, no laboratório de Virologia, Biotecnologia e Cultivo Celular (LaViBaC) do Instituto, localizado na capital paulista, e avalia um herbicida natural desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), de Santa Catarina, à base do fungo Trichoderma koningiopsis. O projeto de pesquisa tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e a UFFS atua como instituição parceira do IP. O objetivo da pesquisa é identificar níveis seguros de uso do produto para sua futura comercialização, contribuindo para práticas agrícolas alinhadas aos princípios da economia circular.

Como a pesquisa está sendo realizada

Embora os herbicidas sejam aplicados diretamente nas lavouras, parte dessas substâncias pode alcançar rios, lagos e outros ambientes aquáticos por meio da chuva, da irrigação ou do escoamento do solo. Para verificar se o bioherbicida pode causar efeitos nesses ambientes, a pesquisa utiliza girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus), um organismo amplamente empregado em estudos de ecotoxicologia por responder de forma sensível a alterações na qualidade da água.

Os girinos são expostos a diferentes concentrações do produto diluído na água, simulando situações que podem ocorrer no ambiente natural após seu uso. Em seguida, são realizadas análises para verificar se o bioherbicida provoca alterações no metabolismo e na fisiologia dos animais.

Entre as avaliações realizadas estão a análise do fígado, órgão responsável por funções vitais, como a metabolização de substâncias, além de exames de sangue para verificar possíveis danos ao material genético. Também são observados indicadores do funcionamento do organismo, que ajudam a identificar possíveis alterações e sinais de estresse nos animais expostos. A pesquisa, que ainda está em desenvolvimento, contribui para avaliar a segurança do uso do bioherbicida, garantindo que alternativas de base natural possam ser utilizadas sem causar impactos negativos aos ecossistemas.

Vivência acadêmica no IP

De acordo com a mestranda do IP, a experiência acadêmica na instituição tem sido marcante. “Fazer a pós-graduação aqui no Instituto de Pesca está sendo maravilhoso. Eu tive muitas oportunidades, conheci diversos pesquisadores, fiz muitos amigos e aprendo sempre muito. E, claro, trabalhar com a minha orientadora, Cláudia Maris, é muito bom, nós nos apoiamos e estamos sempre evoluindo juntas na pesquisa. Então, o IP, para mim, se tornou uma segunda casa.”

Segundo a pesquisadora do Instituto e orientadora de Maria Rita, Cláudia Maris, “realizar este tipo de pesquisa é nossa contribuição para o desenvolvimento de bioinsumos microbianos seguros e um caminho para a Agricultura Limpa. Esta é uma das recomendações da Toxicologia do Século XXI. Ter a mestranda Maria Rita como discente e parceira neste trabalho é gratificante, pois enxergo nesta pós-graduanda maturidade, dedicação e um promissor futuro na pesquisa científica.”

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca

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Brasil leva tilápia e tecnologia de aquicultura para feira internacional no Chile

Pavilhão brasileiro na Aquasur 2026 apresentou produtos, equipamentos e soluções para pesca e crustáceos, atraindo empresários de 34 países.

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Foto: Divulgação/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embaixada do Brasil em Santiago, participou da 13ª edição da Aquasur 2026, realizada na última semana em Puerto Montt, Chile. Considerada uma das principais feiras de aquicultura da América Latina, o evento reuniu mais de 550 expositores de 34 países e teve a abertura oficial com a presença do presidente chileno José Antonio Kast.

Foto: Divulgação/Mapa

No Pavilhão Brasil, representantes do Mapa, da Embaixada do Brasil, da Embrapa, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da Abipesca, do Sindipi-SC e da ABRA apresentaram produtos, serviços, máquinas e equipamentos voltados à aquicultura. O espaço também destacou peixes e crustáceos destinados à exportação, com ênfase na produção de tilápia.

Além da exposição, o pavilhão sediou reuniões entre instituições brasileiras e chilenas, promovendo encontros com empresários interessados em tecnologias e serviços brasileiros para a produção de pescado. A participação reforça a estratégia do Brasil de fortalecer a presença no mercado internacional de aquicultura, ampliar oportunidades de negócios e consolidar a imagem do setor como competitivo e inovador.

Foto: Divulgação/Mapa

Um dos destaques da participação brasileira foi o lançamento do 8º International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2026, marcado para os dias 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu. O evento deve reunir representantes de toda a cadeia produtiva do pescado para fomentar negócios, promover a troca de experiências e discutir inovação no setor.

Realizada a cada dois anos, a Aquasur é hoje uma das principais vitrines da aquicultura no hemisfério sul. Em 2026, o evento recebeu mais de 30 mil visitantes e registrou crescimento de 37% em relação à edição anterior. A programação incluiu congresso internacional, espaços de networking e apresentação de novas tecnologias para o setor.

Brasil e Chile mantêm uma relação comercial sólida no agro, apoiada por instrumentos de

Foto: Divulgação/Mapa

cooperação e facilitação de comércio, como o Acordo de Livre Comércio entre os dois países, em vigor desde 2022, que contribui para dar mais previsibilidade, segurança e agilidade às trocas comerciais. No último ano, o Chile importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, cacau, café, rações para animais, soja e produtos florestais. Já o Chile fornece ao Brasil produtos como vinhos, pescados, especialmente salmão, além de frutas frescas e secas.

Saiba como participar
Empresas interessadas em participar de feiras internacionais e dos pavilhões brasileiros podem acompanhar o calendário de eventos e as oportunidades de inscrição nos canais oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária e de entidades parceiras. A participação varia de acordo com o perfil de cada feira e com os critérios definidos para cada ação de promoção comercial. O Mapa também tem incentivado a presença de cooperativas e de empresas de pequeno porte com interesse em ampliar sua atuação no mercado internacional.

Fonte: Assessoria Mapa
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Édipo Araújo assume Ministério da Pesca e Aquicultura

Engenheiro de pesca terá desafios regulatórios e estruturais para fortalecer a piscicultura e políticas do setor no Brasil.

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Fotos: MPA

A nomeação de Rivetla Édipo Araújo Cruz para o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) é vista com otimismo por parte do setor de piscicultura. Engenheiro de Pesca formado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Araújo integra uma geração que ajudou a transformar o extrativismo predatório no Norte do país em uma cadeia produtiva mais estruturada e sustentável.

Para a Peixe BR, associação que representa produtores de pescado, a experiência do novo ministro reforça a expectativa de uma gestão técnica e alinhada às demandas do setor.

Entre os principais desafios apontados estão questões regulatórias consideradas urgentes. A entidade destaca a necessidade de parecer da Consultoria Jurídica do MPA sobre a atuação da Conabio na definição da lista de espécies exóticas invasoras sem análise de impacto regulatório; a articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia proveniente do Vietnã; e a prorrogação por três anos da obrigatoriedade da Licença de Aquicultor.

A Peixe BR afirma que pretende acompanhar e colaborar com o Ministério para avançar em políticas que fortaleçam a piscicultura no país, equilibrando crescimento produtivo e sustentabilidade.

Fonte: Assessoria Peixe BR
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Curso de sanidade aquícola será destaque na Aquishow Brasil 2026

Capacitação ocorre em junho, em Uberlândia, com foco nas principais doenças da tilapicultura

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Foto: Divulgação

A Aquishow Brasil 2026 firmou parceria com a Aquivet Saúde Aquática para a realização do Curso de Sanidade Aquícola, marcado para os dias 9 e 10 de junho, no Castelli Master, em Uberlândia. O tema desta edição será “Doenças na Tilapicultura: patógenos, imunidade e competitividade”.

O curso vai abordar a epidemiologia das principais doenças bacterianas que afetam a criação de tilápia no Brasil, com foco em informações voltadas à gestão sanitária nas propriedades. Entre os temas, está a expansão de agentes como Streptococcus agalactiae sorotipo III, em avanço sobre Minas Gerais e Espírito Santo, e Lactococcus petauri, com novas linhagens identificadas em expansão global.

A presidente da comissão organizadora da Aquishow Brasil 2026, Marilsa Patrício Fernandes, afirma que o curso reforça a programação técnica do evento ao tratar de pontos considerados críticos para a cadeia produtiva da tilapicultura e para a competitividade do setor.

Segundo Santiago Benites de Pádua, da Aquivet Saúde Aquática, a iniciativa reúne produtores e empresas fornecedoras de insumos para nivelar informações sobre doenças e estratégias de controle sanitário com profissionais do setor.

A programação contará com palestras do próprio Santiago Benites de Pádua e do professor Henrique Figueiredo, da Universidade Federal de Minas Gerais. O curso também terá a participação do pesquisador Francisco Yan Tavares Reis, da Embrapa Amazônia Ocidental, com discussões sobre epidemiologia e imunidade da tilápia. A pesquisadora e empresária Paola Barato, da Corpavet Colômbia, abordará a gestão de doenças emergentes, como Streptococcus agalactiae sorotipo Ia e o vírus TiLV na Colômbia.

A organização destaca que o curso integra a programação técnica da Aquishow Brasil e busca promover a troca de conhecimento entre pesquisa, setor produtivo e indústria, com foco nos desafios sanitários da tilapicultura.

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil
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