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Instituto de Pesca apresenta ração sustentável para peixes carnívoros

Tecnologia do IP atende demanda global por alimentos mais sustentáveis para a aquicultura, sem uso de farinha de peixe.

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Divulgação/IP-APTA

O Instituto de Pesca (IP-APTA) apresentou ao setor produtivo uma nova ração sustentável para peixes, durante evento que marcou a celebração do aniversário de 130 anos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A nova ração, desenvolvida em parceria com a BRF Ingredients – unidade de negócios interdependente da Companhia especializada na produção de ingredientes de alta performance para as indústrias de nutrição e saúde -, permite a substituição total da farinha de peixe (FP) para alimentação da truta arco-íris utilizando insumos sustentáveis e subprodutos da indústria animal.

A apresentação da tecnologia ocorreu durante celebração do aniversário da Secretaria em 30 de novembro, na Sede do Instituto Agronômico, em Campinas. O evento contou com a presença do vice-governador Rodrigo Garcia, do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, de servidores da Pasta, de autoridades e de representantes do setor agro.

De acordo com a pesquisadora do Instituto de Pesca, Neuza Takahashi, a nova tecnologia do IP trará impacto para toda a indústria mundial de salmão, peixes nativos e peixes marinhos. “A criação de peixes carnívoros depende de ração a base de farinha de peixe, na qual 5 kg de peixes marinhos capturados são usados para produzir 1 kg de peixe cultivado. Tal impacto sobre a natureza não é mais tolerado. Os consumidores exigem uma ração com insumos não extrativista, como essa que desenvolvemos”, afirma.

Neuza explica que os peixes carnívoros suprem o nicho mais valorizado do mercado consumidor. O cultivo em cativeiro exige, porém, uma alimentação que atenda a requisitos nutricionais mais específicos, em contraste a peixes que se alimentam de plantas ou detritos do fundo. “O sucesso em atender a tais requisitos nutricionais é verificado por meio de teste com truta arco-íris, modelo experimental internacional de peixe carnívoro. Se aprovado para a truta, o produto é geralmente extensível para outras espécies carnívoras”, explica a pesquisadora.

Para o desenvolvimento do novo ingrediente, foram utilizados os subprodutos da indústria de processamento de aves, fontes proteicas renováveis de qualidade e rastreáveis. O produto encontra-se disponível no mercado nacional como Proteína Hidrolisada de Frango da BRF Ingredients e também está sendo comercializada no exterior.

“A aquicultura do futuro tem que ser sustentável econômica e ambientalmente, portanto, além do uso de fontes proteicas alternativas de qualidade a busca por ração comercial ZERO-FP é a forma de preservar os recursos marinhos limitantes e garantir o crescimento da indústria aquícola”, afirma Neuza.

Durante o evento de aniversário da SAA, uma amostra do novo produto foi entregue por Neuza, pela vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF, Grazielle Parenti, e pela gerente executiva de Relações Institucionais e Governamentais da empresa, Helena Romeiro de Araújo, a Manoel Joaquim Peres, da empresa de ração Qualy Nutrição Animal, e Paulo Gustavo Salgado Ribeiro, produtor da Truta dos Alpes, de Pindamonhangaba, interior paulista.

Demais entregas

Os Instituto de pesquisa ligados à Agência Paulista e Tecnologia dos Agronegócios (APTA) também entregaram em 30 de novembro outras cinco tecnologias nas áreas de cana-de-açúcar, horticultura, eficiência alimentar de bovinos, búfalos, ovos e ingrediente antioxidante, indicadores econômicos.

As entregas fazem parte do Programa de Monitoramento do Governo do Estado de São Paulo. Até 2022, os seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisas ligados à APTA, da Secretaria, disponibilizarão 200 tecnologias a todas as cadeias de produção do agro. Neste ano, a meta é disponibilizar 50 tecnologias na área de agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, economia, processamento de alimentos e sanidade.

Fonte: Instituto de Pesca
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Notícias Mercado suinícola mundial

Questões de ESG serão debatidas no painel de Agronegócio do IPVS2022

Assuntos envolvendo o meio ambiente, o social e a governança corporativa na suinocultura terão destaque no evento

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Com o tema “A produção de Suínos numa perspectiva da Agroindústria”, a sexta sessão do Pré-Congresso do IPVS2022, que ocorre no 21 de junho, no RioCentro, Rio de Janeiro (RJ), abordará as questões envolvendo o meio ambiente, o social e a governança corporativa (em inglês environmental, social and corporate governance – ESG), como um elo entre a ciência e as exigências do mercado suinícola mundial.

Pautada na necessidade da intercomunicação entre as questões acadêmicas, muito bem desenvolvidas pelo campo da produção científica, e o que está no contexto no setor, a organização do evento traz de maneira pioneira esta pauta para o cronograma de palestras, formando uma sessão que será conduzida por renomados profissionais do setor.

José Antônio Ribas

De acordo com o Diretor de Relações Institucionais do IPVS2022, Diretor Executivo de Agropecuária e Sustentabilidade da JBS/Seara e Presidente do Sindicarne, José Antônio Ribas, atualmente há questões que orbitam diretamente nas cadeias produtivas e que não possuem uma proximidade com as questões técnico-científicas, mas que o profissional que faz parte da cadeia produtiva de suínos precisa ter conhecimento. “O painel poderá ampliar a visão dos congressistas devido às questões que serão abordadas e a experiência de seus interlocutores, sempre associando com as questões de ESG”, afirma.

Segundo Ribas, o tema escolhido para abrigar as discussões do painel traz uma abordagem setorial inédita dentro do IPVS2022. “Os debates que ocorrerão vão do campo à indústria, trazendo um olhar voltado à produção sustentável, tratando do meio ambiente na produção, que será apresentado por Paulo Armando Oliveira da EMBRAPA, o bem-estar, conduzido por Antônio Velarde do IRTA (Espanha) e a governança, por Neivor Canton do Sindicarne/SC”, relata.

O evento tratará da gestão de negócios suinícolas, discorrendo sobre a sucessão familiar, apresentado por Cleiton Pamplona Peters, a liderança e protagonismo das mulheres, por Joanita Karolesky da JBS e ainda Ricardo Santin da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) com o tema “Oportunidades de produção em diferentes países para satisfazer a procura global”.

Para o Diretor de Relações Institucionais do IPVS2022, a sessão trará grande contribuição para os congressistas do IPVS2022. “Para completar, vislumbrando oportunidades, a sessão trará um olhar sobre o que acontece em diferentes países e suas melhores práticas, bem como o entendimento do comportamento dos mais diferentes mercados, através da palestra de Gilberto Tomazoni da Seara (Brasil), que fechará a sessão com as “Atuais demandas dos consumidores”, encerra.

O mercado

A importância desta discussão, de acordo com Ribas, está concentrada na associação do profissional ao mercado em dois aspectos: o destinatário do produto final e a cadeia produtiva. “O gestor da atividade não é só um pequeno produtor do campo ou uma pequena indústria. As cadeias estão globalizadas e a atividade está cada vez mais vinculada à profissionalização e ao conhecimento mercadológico para satisfazer, em todos os aspectos o consumidor”, acrescenta o Diretor de Relações Institucionais.

Ele destacou ainda que o profissional mais qualificado é aquele que tem a capacidade de encontrar as melhores soluções, às quais passam necessariamente por uma visão global do sistema. “Os congressos da IPVS são o principal evento mundial voltado à suinocultura, o que torna fundamental a abordagem das questões práticas associadas às técnico-científicas”, diz. “Conhecer ambos os lados é o que nos trará a certeza de termos um equilíbrio pleno na produção da cadeia suinícola. Também é importante reforçarmos ao mundo que o Brasil tem uma suinocultura competente, responsável e de alta qualidade”, encerra Ribas.

Segundo a Presidente do IPVS2022, Fernanda Almeida, atento às necessidades que o setor suinícola mundial apresenta e buscando trazer inovação, o evento colocará no centro dos seus objetivos preparar seus congressistas, oferecendo conhecimento de maneira global. “Inserimos o painel ‘Agronegócio’ em nossa programação por entender que precisamos nos preparar de maneira holística, ou seja, associar teoria e prática, para que tenhamos sucesso nos resultados produtivos”, declara.

Somando forças com o IPVS2022

O IPVS2022 conta com o apoio das principais entidades da suinocultura brasileira, como: Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), Sindicarne-SC e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O IPVS2022 tem como Partner as empresas Boehringer-Ingelheim, Farmabase, Hipra, MSD e Zoetis. Na categoria Supporter, temos a presença da Ceva e Elanco. As empresas Agroceres PIC, Biofarma, Idexx, Ourofino, Pharmacosmos, Sanphar, Trouw Nutrition, Vetanco e Virbac formam o grupo dos patrocinadores Platinum e no grupo Gold temos Crystal Spring, Magapor, Microvet, Phytobiotics, Thermo Fisher, Tonisity, VetScience e Vetoquinol. Além destas, as empresas Adisseo, Boehringer-Ingelheim e ICC patrocinam o Pré-Congresso do IPVS2022.

O evento apresenta como parceiros de mídia os veículos 333 Brasil, 333 Internacional, Academia Suína, Ediciones Pecuarias/Acontecer Porcino, Engormix, Feed & Food, Maiz Y Soya, MAP, O Presente Rural, Pig Progress, Piscishow e Avisuleite, Suíno Brasil, Suino.com, Suinocultura Industrial, SuiSite, Veterinária Digital e Globo Rural.

SERVIÇO

IPVS2022 – International Pig Veterinary Society Congress

21 e 24 de junho de 2022

Evento híbrido – Rio de Janeiro / Riocentro Convention & Event

Contato: www.ipvs2022.com ou pelo telefone +55 (31) 3360-3663.

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Fonte: Assessoria
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Notícias Agroindustrialização

Avançam obras da esmagadora de soja da C.Vale

Obras civis da indústria vão começar logo após conclusão da pavimentação

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Obras avançam com a realização do sistema de drenagem e da pavimentação / Divulgação

As obras da esmagadora de soja da C.Vale estão avançando com a realização do sistema de drenagem e da pavimentação das vias de acesso que deverão estar totalmente concluídas até o final de julho de 2022. O início da construção das moegas, em março, deu a largada das obras civis do empreendimento no parque industrial da cooperativa, em Palotina (PR).

A C.Vale vai investir mais de R$ 650 milhões no empreendimento. O novo empreendimento vai resultar na criação de 580 empregos diretos e indiretos. Outros 1.500 postos de trabalho vão ser gerados durante a construção da esmagadora.

Durante visita à obras, o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, explicou que a indústria começará produzindo farelo e óleo de soja que serão usados na fabricação de rações. O volume que não for consumido será comercializado com terceiros nos mercados interno e externo.

Recursos liberados

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou, em março, R$ 104 milhões à C.Vale como parte dos recursos para a construção de uma esmagadora de soja. Os recursos têm origem no Plano Safra, sendo R$ 84 milhões diretamente pelo BNDES e R$ 20 milhões pelo BRDE.

A indústria terá potencial para produzir até 2.300 toneladas/dia de farelo, 600 toneladas de óleo vegetal degomado (para produção de rações) e 36 toneladas de casca peletizada (também para alimentação animal).

A construção da esmagadora de soja vai envolver 20 empresas e gerar 1.500 empregos.

Raio X

Esmagadora de soja

Capacidade: 2.500 a 3.000 toneladas/dia

Área: 50 mil m2

Empregos: 580

Empregos na construção: 1.500

Investimento: R$ 650 milhões

 

Fonte: Comunicação C.Vale
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Notícias Em reunião na sede da ONU

Brasil defende livre comércio na agricultura para contribuir com a segurança alimentar global

Ministro Marcos Montes disse que o país está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos , mas depende da integração das cadeias produtivas

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, defendeu ontem (18) o livre-comércio na agricultura, de modo a promover a prosperidade e contribuir com a luta contra a fome e a má-nutrição mundial. Na reunião ministerial Global Food Security – Call to Action, realizada em Nova York (EUA), o ministro brasileiro disse que é preciso estimular um ambiente de negócios que permita um fluxo desimpedido do comércio internacional de alimentos e insumos.

“Em um mundo interdependente e interconectado, nenhum país pode manter-se isolado e prosperar. A segurança alimentar, enquanto meta comum, é responsabilidade de todos”, disse.

Marcos Montes representa o Brasil no evento, organizado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que reúne ministros de mais de 30 países na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O objetivo é identificar os principais desafios e mobilizar ações para enfrentar a insegurança alimentar global.

Os impactos do conflito na Ucrânia foram lembrados por representantes de diversos países no evento. Segundo o ministro brasileiro, os efeitos da guerra desestruturaram profundamente as cadeias globais de suprimentos de commodities, fazendo com que insumos essenciais, como os fertilizantes, fiquem expostos ao risco da escassez e da alta de preços.

O ministro disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos de qualidade, pois é um dos únicos países do mundo capazes de aumentar sua produção sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. No entanto, o sucesso do modelo brasileiro depende da integração das diversas cadeias produtivas de insumos e de produção de alimentos.

“No mundo globalizado, produzir não significa apenas plantar e colher. Inclui, também, garantir o suprimento de sementes, fertilizantes, defensivos e combustíveis, combinar tudo isso com tecnologia e distribuir os gêneros alimentícios pelo planeta”, destacou Marcos Montes.

O Brasil alcançou a posição de um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do planeta com o desenvolvimento de um modelo de agricultura tropical altamente eficiente. Nas últimas cinco décadas, o país usou a tecnologia para expandir a produção a partir do aumento da produtividade com sustentabilidade, alcançando até três colheitas por ano na mesma área.

Reuniões Bilaterais

Ministro Marcos Montes com a vice-secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohamed – Fotos: UN Photo/Manuel Elías

Mais cedo, Marcos Montes teve reuniões bilaterais com o Enviado Especial do Departamento de Estado para a Segurança Alimentar Global, Cary Fowler, e com a vice-secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohamed. Nos encontros, ele ressaltou a disposição do Brasil em cooperar no contexto da atual crise de segurança alimentar.

Ao representante do governo americano, Marcos Montes disse que Brasil e Estados Unidos podem cooperar na definição de prioridades conjuntas de pesquisa em agricultura sustentável, na defesa da ciência como princípio orientador do progresso na agricultura e na disseminação de boas práticas produtivas para aprimorar a contribuição da agricultura para a ação climática.

Montes também destacou o papel da ONU, juntamente com a FAO e outras agências, de promover um fluxo desimpedido de alimentos e insumos, não apenas comercial, mas também humanitário.

 

 

Fonte: Mapa
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