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Instituto Ambiental do Paraná comemora 25 anos e é referência

Políticas públicas implantadas pelo órgão colocam o Paraná como destaque nacional no âmbito ambiental como no incentivo à recomposição de florestas

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O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) celebra nessa sexta-feira (21) 25 anos de sua fundação. Autarquia da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, é resultado da fusão de dois grandes órgãos: a Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SUREHMA) e do Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF).

Ao longo de sua história, o instituto se tornou referência em diversas atividades. “Somos pioneiros em várias ações de monitoramento, de controle ambiental, adequações de grandes projetos e isso faz com que outros Estados copiem muitas ações que o Instituto Ambiental do Paraná realiza. A importância do órgão ambiental passa pela conservação da flora e fauna, ações de fiscalização para o controle do desmatamento, reposição de florestas, ou seja, ações de relevância para que o controle seja bem efetivo”, disse o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

 

REFLORESTAMENTO – Graças ao trabalho desenvolvido pelo IAP, o Paraná é referência nacional em políticas públicas para incentivar a recomposição de florestas. O Estado foi o primeiro do Brasil a produzir mudas de espécies florestais nativas para entregar gratuitamente a pessoas que desejam recompor o meio ambiente.

A distribuição das mudas visa atender produtores que buscam restaurar ou recuperar matas ciliares, reservas legais, adensamentos florestais, áreas degradadas e outros. Atualmente, o IAP possui 19 viveiros com capacidade para produzir até 10 milhões de mudas por ano, e dois laboratórios de sementes que coletam e armazenam mais de 80 espécies florestais nativas do Paraná.

Só em 2016, esse trabalho garantiu o atendimento a 1,3 mil pessoas que plantaram 1,1 milhão de mudas em todo o Estado.

 

COMBATE AO DESMATAMENTO – Com o apoio da Polícia Ambiental e de demais entidades, nos últimos quatro anos o IAP vem combatendo de maneira mais intensa o desmatamento ilegal. Somente em 2016, os fiscais do Instituto lavraram 1275 autos de infração por desmatamento ilegal e notificações que somam mais de R$14,7 milhões em multas.

As fiscalizações fazem parte de uma força-tarefa criada para combater o desmatamento ilegal no Estado e envolveu um planejamento estratégico com o uso de imagens de satélite, histórico de autos de infrações de anos anteriores e autorizações florestais emitidas.

Demais autos de infração como pesca irregular, caça, lançamentos irregulares de efluentes, parcelamento de solo, entre outros, somaram 2484 autos de infração lavrados no mesmo período. Um aumento de 21,5% em comparação com 2015.

“A responsabilidade de conservação da Mata Atlântica e de outros biomas é de todos. Mas sabemos que muitos destroem o meio ambiente e cabe ao IAP monitorar e fiscalizar tudo isso”, afirma Mossato Pinto. “Por isso, estamos investindo em nos modelos de gestão e governança”, completa.

 

INCENTIVO À CONSERVAÇÃO – Através do trabalho dos servidores do IAP, o Paraná foi o primeiro estado do país – e ainda serve como referência para os demais – a remunerar os municípios que possuem áreas de mata nativa protegidas por lei e bem preservadas. O programa tem como objetivo repassar recursos para aqueles municípios que mantêm áreas de mata nativa e/ou de mananciais bem preservadas, com plano de manejo, investimentos e melhorias para a recuperação ambiental.

Outro incentivo significante é a destinação de ICMS. Do total do imposto arrecadado pelo Estado do Paraná, 5% é destinado aos municípios de forma proporcional em função do tamanho, importância, grau de investimento na área, manancial de captação.

Além disso, o Paraná possui 68 Unidades de Conservação que protegem importantes remanescentes de mata nativa dos biomas que compõem a biodiversidade paranaense. Dessas, 29 são abertas à visitação do público, como o Parque Estadual Ilha do Mel, no litoral, Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e Parque Estadual do Marumbi, entre os municípios de Morretes, Quatro Barras e Piraquara.

 

QUALIDADE DO AR – Outra atividade do IAP que se destaca nacionalmente é no desenvolvimento de políticas públicas para controle de emissão de gases poluentes e monitoramento da qualidade do ar. O IAP produz relatórios, tecnologias e normativas que são utilizadas como referências para atualização de políticas nacionais.
Nos últimos quatro anos, este trabalho garantiu que Estado fosse o segundo a divulgar a qualidade do ar em tempo real. Em junho, o IAP ampliou o monitoramento da qualidade do ar. Agora, além da Região Metropolitana de Curitiba, o monitoramento também acontece no interior.

Ao todo, foram adicionadas à rede outras cinco Estações de Monitoramento da Qualidade do Ar localizadas em Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Foi criada também uma estação móvel destinada a atender regiões específicas do Estado nas quais estudos vão avaliar a necessidade de um controle maior da qualidade do ar por um período específico.

 

LICENCIAMENTO – O IAP também se tornou referência nacional em modernização de procedimentos para o licenciamento ambiental. A instituição foi a primeira do país a emitir dispensas e licenciamentos ambientais online.

Com o objetivo de melhorar o atendimento à população e o planejamento de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável, o órgão e a Celepar desenvolveram o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), pioneiro no Brasil. A ferramenta de gestão inteligente é capaz de unir dados georreferenciados, leis, normas e padrões ambientais atualizados, que integram informações do licenciamento, monitoramento e fiscalização ambiental.

O sistema oferece maior agilidade e transparência. Desde que começou a operar, o tempo de espera do usuário pela emissão de um documento da instituição reduziu em média de 60% e a previsão é que se reduza ainda mais.

 

DESCENTRALIZAÇÃO – O Instituto vem atuando desde 2011 para orientar e auxiliar os municípios paranaenses na descentralização ambiental. Com ela, as cidades passam a ser responsáveis pelo licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental de algumas atividades classificadas como de impacto local e que atualmente são atendidas pelo órgão estadual.

Servidores da instituição têm ministrado palestras e reuniões com prefeitos e secretários municipais para auxiliar na questão. Além disso, o órgão poderá auxiliar nas análises técnicas das solicitações protocoladas e também disponibiliza gratuitamente capacitação e treinamento técnico e administrativo aos profissionais que atuarão nos licenciamentos municipais. O Sistema de Informação Ambiental e o Sistema de Gestão Ambiental, utilizados pelo Instituto para licenciamento e fiscalização, também podem ser cedidos aos municípios descentralizados.

 

COMEMORAÇÃO – Para celebrar a data, os servidores da instituição organizaram um jantar por adesão em Curitiba, que receberá funcionários ativos, aposentados e ex-servidores da instituição.

Fonte: Ass. de Imprensa

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Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029

Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

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Antonio Mauricio Haddad Marques é o novo presidente do Conselho de Administração do Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.

O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.

Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.

Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.

Fonte: Assessoria Sindiveg
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Promoção da Lar encerra com entrega de carro híbrido no Oeste do Paraná

Grande prêmio saiu para cliente da região de origem da cooperativa, reforçando engajamento local.

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Fotos: Divulgação/Lar Cooperativa

A Lar Cooperativa realizou na manhã de quinta-feira (02), a entrega oficial do grande prêmio da campanha “Pra Ganhar Compre Lar”: um Toyota Corolla Cross Híbrido 25/26, 0km. O sortudo foi Marcelo Willian Gessinger, cliente do Lar Supermercados de São Miguel do Iguaçu (PR).

“Sempre compro no Lar Supermercados e participo das campanhas, mas quando eu recebi a notícia, na hora eu não acreditei e sinceramente demorei para acreditar mesmo depois da confirmação. O importante é não desistir dos sonhos e continuar participando das promoções porque uma hora acontece e felizmente agora foi a minha vez”, contou o cliente contemplado, Marcelo Willian Gessinger.

O sorteio foi realizado no dia 21 de março de 2026 através da Loteria Federal. A entrega do prêmio marcou o encerramento da campanha nacional de vendas “Pra Ganhar Compre Lar”, uma das maiores e mais relevantes ações promocionais da história da cooperativa.

“Estamos muito felizes com este momento, que encerra com chave de ouro uma campanha vitoriosa em nível nacional. Alcançamos a marca de aproximadamente 100 mil participantes cadastrados e cerca de 1 milhão de números da sorte gerados a partir da compra dos produtos Lar. Esse resultado expressivo demonstra o alcance e a força da nossa cooperativa em todo o país. É uma conquista que só é possível graças à qualidade, variedade e praticidade do nosso mix, aliadas à confiança dos clientes que prestigiam a nossa marca”, destacou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.

Vigente entre outubro de 2025 e março de 2026, a campanha contemplou 51 famílias em 11 estados brasileiros. Além do automóvel entregue nesta quinta-feira (02), foram distribuídos 50 prêmios de R$ 10 mil cada. O Paraná consolidou-se como o estado com maior engajamento, somando 17 ganhadores. Na sequência, Paraíba e Santa Catarina aparecem com destaque, registrando sete contemplados cada.

“Esta foi uma campanha em nível nacional, mas com o grande prêmio saindo aqui para a região de origem da Lar, o que é muito simbólico. Ações como essa têm o objetivo de impulsionar a marca por todo o Brasil e os números comprovam o sucesso. Queremos fidelizar cada vez mais o nosso cliente, contribuindo diretamente com a estratégia comercial da cooperativa” afirmou o diretor 1° vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia.

Embora a campanha nacional tenha chegado ao fim com a entrega do grande prêmio, a Rede Lar Supermercados e Postos segue movimentando suas lojas com novas oportunidades para os clientes.

Já está em vigor a promoção “Clube Lar + Sorte no seu Placar”, exclusiva para membros do Clube Lar+. A ação vai sortear 33 kits compostos por uma Smart TV LG 75” 4K, Home Sound Bar JBL e um vale-compras de R$ 2 mil.

Para participar, basta o cliente estar cadastrado no Clube Lar+ e adquirir R$ 10,00 em produtos das marcas parceiras para gerar um número da sorte, com o diferencial do “Gol Triplo”, que triplica as chances para pagamentos via PIX. Os sorteios ocorrem entre maio e julho, garantindo que o cliente Lar continue sendo prestigiado o ano todo.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa
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Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro

Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

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Foto: Shutterstock

Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock

O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.

Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.

Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.

Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.

Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.

O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação

Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio.  Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.

Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.

No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.

O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.

Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.

A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.

Fonte: Artigo escrito pelo Cidinho Santos, ex-senador por Mato Grosso e empresário do agronegócio. 
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